(No Estadão online, quarta-feira, 11.01.2017)
No "Estadão" de sábado (7/1) muito se abordou sobre a questão dos presídios e da falta de um bom sistema prisional, principalmente no excelente artigo "Até a próxima tragédia", de Antonio Cláudio Mariz de Oliveira, Fábio Tofic Simantob e Hugo Leonardo. Logo abaixo deste, o leitor sr. Leônidas Marques, no "Fórum", foi muito feliz ao lembrar o que disse em 1982 Darcy Ribeiro: "Se nossos governadores não construírem escolas, em 20 anos faltará dinheiro para construir presídios". Realmente tudo se resume a uma boa educação. Infelizmente, no Brasil temos muita instrução, muita preocupação com o preenchimento de currículos, e pouca educação séria e formadora de bons cidadãos, pessoas disciplinadas, conscientes da importância das leis e do respeito que o indivíduo deve ter para com a sociedade. Falta-nos uma educação que valorize o trabalho e a contribuição que se espera de cada um pelo bem-estar da coletividade; que deixe claro que tudo tem um custo, "não há almoço grátis"; que a riqueza verdadeira só vem com o trabalho inteligente, produtivo e competitivo no mercado, etc. Esta educação (de Primeiro Mundo), voltada para formar brasileiros que possam contribuir com um País melhor, deve permear os meios de comunicação do governo, mas iniciar de forma sistêmica nos bancos escolares do segundo grau e se intensificar nos cursos superiores. Quanto aos cidadãos que estão encarcerados em presídios por transgressões às leis, mais importante se torna esse esforço para sua recuperação social. Disciplina de horário, esporte, trabalho produtivo sempre fazem bem e ajudarão a transformá-los em pessoas melhores. Disciplina e trabalho duro são ótimas formas de educar e mudar hábitos e costumes. Educar melhor, desde crianças até os presídios, acabando com as escolas de crime em que se tornaram, deve ser nosso principal objetivo.
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quarta-feira, 11 de janeiro de 2017
terça-feira, 14 de janeiro de 2014
SISTEMA PRISIONAL EFICIENTE
(No Estadão online, terça-feira, 14.01.2014)
Nem carne podre, frango cru, nem pão e água, conforme sugestão do leitor sr. Rodrigo Bonfim (13/1, A3). O que deveríamos oferecer a todos os presidiários é uma balanceada e nutricionalmente completa "ração humana". Além dessa dieta insípida, porém nutritiva, deveríamos impor uma agenda de trabalho e exercícios para ocupar todo o tempo do prisioneiro. Assim, além de criar hábitos saudáveis, não sobraria tempo nem energia para participarem na "escola de crimes" em que se tornaram nossas casas de detenção. Atualmente, o detento sai da prisão mais "competente" e mais criminoso do que quando entrou. Tendo casa, comida, visitas íntimas e até uma "bolsa detento", ele logo vai cometer novo crime para voltar ao bem-bom da prisão, à custa do contribuinte honesto. Quem trabalha e recolhe pesados impostos sustenta essas verdadeiras fábricas do crime cada vez mais organizado. Temos de dar um basta nisso! Todos os detentos, inclusive os privilegiados mensaleiros, deveriam ser submetidos a um regime duro, sem fricotes, comidinha caseira ou quaisquer mordomias, porém humano, para que seja atingido o objetivo principal de uma boa política prisional: a educação e reintegração na sociedade do detento. Chega de pagarmos pelo atual sistema, verdadeiro caldeirão desumano de reciclagem e aperfeiçoamento de criminosos cada vez mais revoltados.
No Facebook: Silvano Corrêa
Nem carne podre, frango cru, nem pão e água, conforme sugestão do leitor sr. Rodrigo Bonfim (13/1, A3). O que deveríamos oferecer a todos os presidiários é uma balanceada e nutricionalmente completa "ração humana". Além dessa dieta insípida, porém nutritiva, deveríamos impor uma agenda de trabalho e exercícios para ocupar todo o tempo do prisioneiro. Assim, além de criar hábitos saudáveis, não sobraria tempo nem energia para participarem na "escola de crimes" em que se tornaram nossas casas de detenção. Atualmente, o detento sai da prisão mais "competente" e mais criminoso do que quando entrou. Tendo casa, comida, visitas íntimas e até uma "bolsa detento", ele logo vai cometer novo crime para voltar ao bem-bom da prisão, à custa do contribuinte honesto. Quem trabalha e recolhe pesados impostos sustenta essas verdadeiras fábricas do crime cada vez mais organizado. Temos de dar um basta nisso! Todos os detentos, inclusive os privilegiados mensaleiros, deveriam ser submetidos a um regime duro, sem fricotes, comidinha caseira ou quaisquer mordomias, porém humano, para que seja atingido o objetivo principal de uma boa política prisional: a educação e reintegração na sociedade do detento. Chega de pagarmos pelo atual sistema, verdadeiro caldeirão desumano de reciclagem e aperfeiçoamento de criminosos cada vez mais revoltados.
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