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terça-feira, 19 de março de 2013

ÁGUAS DE MARÇO

(Nos Estadão, Folha de S.Paulo e Globo impressos, terça-feira, 19.03.2013)
Todo ano é a mesma coisa: pessoas pobres e necessitadas morrem ou perdem seus valiosos pertences em enchentes e deslizamentos em áreas de risco, especialmente na região de Petrópolis, no Estado do Rio de Janeiro. O que faz o governador Sérgio Cabral, aliado de Dilma? O que fazem os ministros do governo Dilma? O que faz a presidente Dilma? Ah... agora chegou ao limite sua paciência e vai tomar "medidas drásticas"! Por que só agora, sra. presidente? Será influência de sua visita ao papa Francisco?

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

VAMOS APRENDER?

(No Estadão impresso, sexta-feira, 21/01/2011)
CHUVAS E TRAGÉDIAS
Todo ano no verão chegam as chuvas, causando enchentes, deslizamentos, enxurradas e tragédias. Este ano superou todas as expectativas e só no Estado do Rio temos mais de 750 corpos achados e mais de mil mortes estimadas, incluindo os desaparecidos. Será que finalmente vamos aprender com tais desgraças? No artigo O marketing cínico do dilúvio anunciado (19/1, A2), José Nêumanne aponta para o fato de que na Região Serrana do Rio quase não existe terreno sem risco para abrigar a população, só montanhas e vales. Por razões diversas, cerca de 5 milhões de brasileiros vivem em áreas de risco - estimativa do ministro Mercadante. Todas essas pessoas correm risco de vida. Temos um monumental problema, em especial considerando que muitos dos atingidos são crianças, que não conseguem se defender da força de enxurradas. Gostaria de sugerir o seguinte projeto: reunir especialistas para elaborarem sistemas de contenção da força das águas. Todas as áreas de risco seriam mapeadas e acima delas, ou nas margens de rios e córregos, sistemas para reduzir os efeitos de temporais seriam construídos, como barreiras, muros de arrimo, diques, amarração de rochas ou pedras, blocos de concreto cravados com estacas em posição estratégica, plantas que absorvem umidade e têm raízes resistentes colocadas nos caminhos, tudo para dificultar o deslocamento de água e detritos recolhidos na passagem, etc. Só depois tais áreas seriam liberadas para construção e habitação, e o poder público deveria ainda orientar o cidadão a tomar precauções extras. Finalmente, deveríamos ter um planejamento sério com pessoas treinadas para lidarmos com desastres não previstos. O atual plano de alerta, sozinho, não vai funcionar, pois apitos, sirenes e avisos por celulares não levarão pessoas a abandonar seus lares e pertences sem prévio planejamento urbano sério, com o confiável apoio das autoridades. A vida de cada cidadão e os pesados impostos que já pagamos nos permitem exigir um tratamento sério e definitivo. Chega de omissão ou quebra-galhos dos que muito ganham para nos governar!
SILVANO CORRÊA

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

PROBLEMA ESSENCIAL

(No Estadão online, terça-feira, 18/01/2011)
Em novembro de 2010 o Brasil admitiu à ONU estar despreparado para enfrentar tragédias (16/1, A1). Por que será? Quero apontar aqui uma razão que todos conhecem mas pouco ou nada é feito para corrigir. Diante de catástrofes (previsíveis), providências são sempre tomadas após os fatos, e de forma improvisada, porque o dinheiro público é mal gasto e falta competência em todos os níveis de governo. E qual a principal razão disso? Cada nova administração, ao assumir emprega amigos, parentes, militantes, colaboradores, cupinchas, etc., e dá um jeito de torná-los estáveis, ou bem protegidos (blindados por dossiês). Assim, o Brasil tornou-se uma grande e amorfa repartição pública, uma casa de mãe Joana, sugando quase todos os 37% do PIB arrecadados de seus sacrificados trabalhadores para cobrir a pesada folha de pagamento de uma burocracia improdutiva e inepta. Os problemas da infraestrutura nacional sucateada e, agora, sobre o risco de catástrofes naturais, são conhecidos, como fica comprovado no documento de Ivone Maria Valente, da Secretaria Nacional da Defesa Civil. Nossos dirigentes têm as informações dos problemas, mas pouco podem fazer, pois toda a máquina governamental se encontra emperrada pelo peso de um funcionalismo despreparado, das benesses criadas como direitos (abusos) adquiridos, da confusão burocrática que dificulta ou torna impossível o andamento de quaisquer medidas, especialmente as salutares que põem em risco os nichos corporativistas constituídos, etc. Desta maneira o Brasil vai afundando pelo seu "peso morto" - o chamado "custo Brasil" - e governos petistas como o de Lula só fazem piorar a situação. Resumindo: quem trabalha e produz paga cada vez mais imposto para sustentar muitos "aspones", sobrando pouco para atender à infraestrutura nacional e a ações estratégicas e inteligentes como o Plano de Ação de Hyogo, elaborado pela ONU. Enquanto as repartições se encontram abarrotadas de gente (geralmente paletós em cadeiras, para disfarçar), nada é feito para evitar ou, pelo menos, minimizar situações catastróficas e desesperadoras como as que ceifaram tantas vidas inocentes. Enquanto não corrigirmos esse problema essencial, os honestos continuarão trabalhando muito para, diante de fenômenos naturais previsíveis, morrerem na praia, ou melhor dizendo, na lama!

sábado, 15 de janeiro de 2011

QUEM É RESPONSÁVEL?

(No Estadão online, sábado, 15/01/2011)
Em países conscientes e responsáveis, providências são exigidas e tomadas por todos para que se tenha uma vida digna e longeva. Nesses países há uma união de sociedade e governo. Lá a cidadania participativa é levada a sério. Aqui, infelizmente, os políticos estão sempre distantes do povo (a não ser em períodos eleitorais) e se preocupam mais com seus ganhos do que com os muitos problemas que afligem seus representados. Enquanto lá, em muitas cidades, vereador é cargo voluntário, não remunerado, que trabalha com consciência cívica, aqui querem sempre mais e fazem muito pouco pelos seus municípios. Assim, as mais de 500 mortes resultantes dos desastres ocorridos na zona serrana do Rio, e em muitas outras cidades do Brasil, devem ser de total responsabilidade dos políticos, amplamente remunerados, em todos os níveis. Houve displicência e descaso de todos. Deixaram a ocupação de terras ocorrer sem freios. Não impuseram rigor na aprovação e fiscalização de projetos imobiliários, assim como não se preocuparam com o planejamento urbano. Não adianta mandar dinheiro depois do acontecido. Eles são responsáveis, pois não cumpriram seus deveres cívicos, apesar de ganharem regiamente para isso!

sexta-feira, 9 de abril de 2010

ENCHENTES NO RIO

(No Globo, RJ e Estadão online, sexta-feira, 9/04/2010)
No Rio, nestes dias trágicos, desgraça pouca é bobagem: depois das enchentes e deslizamentos nos morros, o litoral foi castigado com fortes ressacas. Todo o Brasil sofre pelos irmãos cariocas, e reza pedindo a São Sebastião e São Pedro que o sol volte a brilhar na Cidade (ainda) Maravilhosa!

quarta-feira, 7 de abril de 2010

TEMPORAL NO RIO

(No Estadão impresso, quarta-feira, 7/04/2010)
Vendo as imagens das enchentes no Rio, não pude deixar de lembrar medidas opostas de governantes daquela cidade. Carlos Lacerda foi muito criticado por eliminar a favela sobre o Túnel Novo e alojar os seus habitantes num conjunto de casas em bairro mais plano. Anos depois, Leonel Brizola, por demagogia e populismo, iniciou a ideia de urbanização de favelas. Por causa desse conceito absurdo, um grande problema cresce agora nos morros, com muita gente simples e boa vivendo sob o risco de deslizamentos em épocas de chuvas. A essência da questão é que os morros dependem de sua flora para segurar o solo que adere à rocha em camadas relativamente finas. Com o desmatamento necessário para a construção das precárias habitações, e os detritos despejados diariamente pelos seus habitantes, esse solo fica instável e movediço. É um problema natural e elementar. Todas as construções nas encostas de morros estão ou estarão um dia em área de risco. A urbanização de favelas só está maquiando e protelando um crescente e cada vez mais insolúvel problema. Mas, infelizmente, no Brasil da politicagem irresponsável e da demagogia, os ganhos imobiliários e o voto valem mais do que a vida de inocentes.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

DRAMA PAULISTANO

(No Estadão impresso, quarta-feira, 9/12/2009)
Quem mora em São Paulo enfrenta duas alternativas: morrer em enchentes e deslizamentos ou tentar pagar seu alto custo de vida (um dos mais caros do mundo) e os impostos do sr. Taxab. O jeito é trabalhar e rezar mais para não se afogar no desespero. Que São Judas nos ajude!