(No Estadão impresso, 6/08/2009)
O discurso de José Sarney no Senado, ontem, foi claro: a culpa toda foi do mordomo. Ele foi omisso em causa própria; acha natural favorecer familiares com atos de nepotismo, especialmente os secretos - ele é que foi pouco ético e faltou com o decoro... Qual a solução? Demite-se o mordomo e tudo voltará ao normal, ou seja, com os coronéis, patriarcas, amigos do "rei" e herdeiros reais das sesmarias, enfim, os eternos donos do poder mandando e desmandando em causa própria nesta República de bananas. Já dá para sentir o cheiro (fétido) da "pizzarney": massa extragrossa, coberta de gorgonzola e marmelada, regada fartamente com óleo de peroba. Para os brasileiros trabalhadores e honestos, os que pagam as farras da "realeza cabocla", a indigestão está garantida!
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
sexta-feira, 24 de julho de 2009
QUEM VENDE, QUEM MORRE
(No Estadão impresso, sexta-feira, 24/07/2009)
Mais um relativismo "pai d’égua" de nosso apedeuta-mor ao se referir às mais recentes denúncias contra José Sarney: "Não se pode vender tudo como se fosse um crime de morte. Precisamos saber o tamanho do crime. Uma coisa é você matar, outra é roubar, outra é pedir emprego, outra coisa é relação de influência, outra é lobby." Por essas e outras é que a Justiça no Brasil não funciona. Há muitos em Brasília, começando pelo primeiro mandatário, que estão "vendendo" o futuro do Brasil em benefício próprio (político e/ou financeiro). E, infelizmente, nessa história kafkiana quem acaba "morrendo" são os honestos e pagadores de impostos, obrigados a sustentar as farras com o dinheiro público, justificadas "criminosamente" por quem deveria ser o mais responsável e cumpridor da Constituição. Só nos resta uma palavra: SOCORRO!
Mais um relativismo "pai d’égua" de nosso apedeuta-mor ao se referir às mais recentes denúncias contra José Sarney: "Não se pode vender tudo como se fosse um crime de morte. Precisamos saber o tamanho do crime. Uma coisa é você matar, outra é roubar, outra é pedir emprego, outra coisa é relação de influência, outra é lobby." Por essas e outras é que a Justiça no Brasil não funciona. Há muitos em Brasília, começando pelo primeiro mandatário, que estão "vendendo" o futuro do Brasil em benefício próprio (político e/ou financeiro). E, infelizmente, nessa história kafkiana quem acaba "morrendo" são os honestos e pagadores de impostos, obrigados a sustentar as farras com o dinheiro público, justificadas "criminosamente" por quem deveria ser o mais responsável e cumpridor da Constituição. Só nos resta uma palavra: SOCORRO!
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segunda-feira, 20 de julho de 2009
JUSTIÇA? QUE JUSTIÇA?
(No Estadão on-line, segunda-feira, 20/07/2009)
Parece que nossa justiça se esgota nos indiciamentos. Quase todos os dias aparecem notícias sobre figuras destacadas, principalmente políticos e ligadas ao governo, sendo indiciadas. A lista de suspeitas justificando o indiciamento sempre impressiona: corrupção, enriquecimento ilícito, lavagem de dinheiro, remessa ilegal de divisas, sonegação de impostos, falsidade documental e outras. Aonde chegam todos esses indiciamentos? Ninguém sabe, ninguém viu... O caso do sr. Paulo Maluf é emblemático: quantas vezes foi indiciado? Perdi a conta. Mas sei é que chegou até a sair reprodução de cartão de assinatura de banco suíço (não qualquer banco, mas banco suíço, é bom frisar!) com sua assinatura bem legível, baseado no qual o banco efetuava o movimento da conta. Mas, aqui, isso não é prova. Por alguma razão a justiça "amarelou" nos indiciamentos, e ficou valendo a alegação do próprio de que não possui conta no exterior. E por aí vai nossa cega e capenga senhora Justiça. Indiciamentos ad eternum... aplicação da Lei mesmo, naaada! É de estranhar que o Brasil navegue sempre em mar revolto, cheio de ilegalidades garantidas por uma impunidade que prevalece desde os mais altos escalões do governo? O que Getúlio disse parece que fez escola: "Lei? Ora a lei!". E estamos vendo, com profunda tristeza, que essa escola foi aperfeiçoada pelo deboche: estão mesmo é "se lixando" para os honestos que trabalham e aguentam pesados impostos para sustentar o bando cada vez maior de aproveitadores. Onde estarão nossos estadistas? Onde estarão aqueles que poderiam fazer frente a tudo isso, emulando os exemplos de saudosos líderes como Ruy Barbosa, Carlos Lacerda, Prestes Maia, Faria Lima e outros da mesma estirpe moral? Será que não fazem mais estadistas como antigamente? É uma pena!
Parece que nossa justiça se esgota nos indiciamentos. Quase todos os dias aparecem notícias sobre figuras destacadas, principalmente políticos e ligadas ao governo, sendo indiciadas. A lista de suspeitas justificando o indiciamento sempre impressiona: corrupção, enriquecimento ilícito, lavagem de dinheiro, remessa ilegal de divisas, sonegação de impostos, falsidade documental e outras. Aonde chegam todos esses indiciamentos? Ninguém sabe, ninguém viu... O caso do sr. Paulo Maluf é emblemático: quantas vezes foi indiciado? Perdi a conta. Mas sei é que chegou até a sair reprodução de cartão de assinatura de banco suíço (não qualquer banco, mas banco suíço, é bom frisar!) com sua assinatura bem legível, baseado no qual o banco efetuava o movimento da conta. Mas, aqui, isso não é prova. Por alguma razão a justiça "amarelou" nos indiciamentos, e ficou valendo a alegação do próprio de que não possui conta no exterior. E por aí vai nossa cega e capenga senhora Justiça. Indiciamentos ad eternum... aplicação da Lei mesmo, naaada! É de estranhar que o Brasil navegue sempre em mar revolto, cheio de ilegalidades garantidas por uma impunidade que prevalece desde os mais altos escalões do governo? O que Getúlio disse parece que fez escola: "Lei? Ora a lei!". E estamos vendo, com profunda tristeza, que essa escola foi aperfeiçoada pelo deboche: estão mesmo é "se lixando" para os honestos que trabalham e aguentam pesados impostos para sustentar o bando cada vez maior de aproveitadores. Onde estarão nossos estadistas? Onde estarão aqueles que poderiam fazer frente a tudo isso, emulando os exemplos de saudosos líderes como Ruy Barbosa, Carlos Lacerda, Prestes Maia, Faria Lima e outros da mesma estirpe moral? Será que não fazem mais estadistas como antigamente? É uma pena!
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terça-feira, 14 de julho de 2009
RECADO DE OBAMA
(No Estadão impresso, terça-feira, 14/07/2009)
O presidente Barack Obama, em discurso na África, deu a seguinte sugestão aos povos locais: "Nenhuma empresa quer investir onde o governo tira 20% de todos os ganhos, ou o chefe dos portos é corrupto. Ninguém quer viver numa sociedade onde a lei é desrespeitada em favor da brutalidade e da compra de favores. Isso não é democracia, isso é tirania, e agora é a hora de acabar com isso." Essa mensagem não cai como uma luva em nosso Brasil (e na maioria dos países do Terceiro Mundo)? Aproveitando a chamada de Obama, não será hora de os homens de bem daqui se unirem para virar o jogo em favor da honestidade e dos bons princípios? 2010 está aí e nossos votos podem fazer a diferença. Por isso conclamo os brasileiros de bem a acordarem para a necessária luta (democrática) por um Brasil melhor!
O presidente Barack Obama, em discurso na África, deu a seguinte sugestão aos povos locais: "Nenhuma empresa quer investir onde o governo tira 20% de todos os ganhos, ou o chefe dos portos é corrupto. Ninguém quer viver numa sociedade onde a lei é desrespeitada em favor da brutalidade e da compra de favores. Isso não é democracia, isso é tirania, e agora é a hora de acabar com isso." Essa mensagem não cai como uma luva em nosso Brasil (e na maioria dos países do Terceiro Mundo)? Aproveitando a chamada de Obama, não será hora de os homens de bem daqui se unirem para virar o jogo em favor da honestidade e dos bons princípios? 2010 está aí e nossos votos podem fazer a diferença. Por isso conclamo os brasileiros de bem a acordarem para a necessária luta (democrática) por um Brasil melhor!
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domingo, 28 de junho de 2009
SACODE QUE TEM MAIS
(No Estadão impresso, domingo, 28/06/2009)
E cada dia aparece mais um... Fica, pois, a pergunta: será que existe algum parente ou cupincha de José Sarney que ainda não esteja "mamando" numa boquinha secreta do Senado ou do governo do Maranhão?
E cada dia aparece mais um... Fica, pois, a pergunta: será que existe algum parente ou cupincha de José Sarney que ainda não esteja "mamando" numa boquinha secreta do Senado ou do governo do Maranhão?
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segunda-feira, 18 de maio de 2009
DOIS MANDATOS, CHEGA!
(No Estadão on-line, segunda-feira, 18/05/2009)
Diante da atual e crescente distância entre Congresso e cidadão (verdadeiro desprezo dos que deviam nos representar), quero convidar os eleitores insatisfeitos a juntarem-se no movimento: "Estou me lixando com o futuro do mau político". Nossa proposta é conseguir limitar a dois mandatos todos os cargos eletivos. Assim, o político com dois (ou mais) mandatos ficaria inelegível para se candidatar mais uma vez ao mesmo cargo. Se demonstrou méritos como fiel representante de seus eleitores que se candidate a cargo eletivo mais alto. Se não... que busque outra atividade profissional e dê lugar a novos valores no Congresso. Vamos exigir respeito e contrapartida dos que nos deviam representar, mas só pensam em viver ricamente a custa dos impostos que pagamos com tanto sacrifício. Junte-se a nós, brasileiros de paciência já pelas tampas, contra o descaso da turma no poder! Vamos dar o troco e "nos lixar" com a atual expectativa de perpetuidade no cargo. Dois mandatos deve ser o limite de nossa tolerância!
Diante da atual e crescente distância entre Congresso e cidadão (verdadeiro desprezo dos que deviam nos representar), quero convidar os eleitores insatisfeitos a juntarem-se no movimento: "Estou me lixando com o futuro do mau político". Nossa proposta é conseguir limitar a dois mandatos todos os cargos eletivos. Assim, o político com dois (ou mais) mandatos ficaria inelegível para se candidatar mais uma vez ao mesmo cargo. Se demonstrou méritos como fiel representante de seus eleitores que se candidate a cargo eletivo mais alto. Se não... que busque outra atividade profissional e dê lugar a novos valores no Congresso. Vamos exigir respeito e contrapartida dos que nos deviam representar, mas só pensam em viver ricamente a custa dos impostos que pagamos com tanto sacrifício. Junte-se a nós, brasileiros de paciência já pelas tampas, contra o descaso da turma no poder! Vamos dar o troco e "nos lixar" com a atual expectativa de perpetuidade no cargo. Dois mandatos deve ser o limite de nossa tolerância!
segunda-feira, 11 de maio de 2009
REFORMA POLÍTICA
(No Estadão impresso, segunda-feira, 11/05/2009)
O artigo Audácia para mudar, de Gaudêncio Torquato (A2), e a coluna Ao nosso reino, nada, de Dora Kramer (A6), de 10/5, tocam na essência de nossos problemas institucionais: uma reforma política deve fortalecer a representatividade, com ênfase no interesse da Nação, e não dos políticos, e é preciso "audácia" para concretizar a mudança. Uma pergunta: por que presidente, governadores e prefeitos só podem exercer dois mandatos, enquanto vereadores, deputados e senadores podem se perpetuar no cargo? Por que não limitar a dois mandatos esses cargos do Legislativo? O representante que sabe não poder continuar concorrendo indefinidamente se preocupa em deixar uma boa imagem para angariar votos para um cargo mais alto. Seria o fim dos currais de votos em certos distritos eleitorais e de certezas tal como a manifestada pelo deputado Sérgio Moraes quando disse que está se lixando para a opinião pública. Mas como conseguir isso? Temos de levantar o brio do eleitor, organizar panelaços, buzinaços, manifestações claras e eficazes para mostrar ao Congresso que não estamos satisfeitos. Queremos a total e imediata reciclagem no Legislativo.
O artigo Audácia para mudar, de Gaudêncio Torquato (A2), e a coluna Ao nosso reino, nada, de Dora Kramer (A6), de 10/5, tocam na essência de nossos problemas institucionais: uma reforma política deve fortalecer a representatividade, com ênfase no interesse da Nação, e não dos políticos, e é preciso "audácia" para concretizar a mudança. Uma pergunta: por que presidente, governadores e prefeitos só podem exercer dois mandatos, enquanto vereadores, deputados e senadores podem se perpetuar no cargo? Por que não limitar a dois mandatos esses cargos do Legislativo? O representante que sabe não poder continuar concorrendo indefinidamente se preocupa em deixar uma boa imagem para angariar votos para um cargo mais alto. Seria o fim dos currais de votos em certos distritos eleitorais e de certezas tal como a manifestada pelo deputado Sérgio Moraes quando disse que está se lixando para a opinião pública. Mas como conseguir isso? Temos de levantar o brio do eleitor, organizar panelaços, buzinaços, manifestações claras e eficazes para mostrar ao Congresso que não estamos satisfeitos. Queremos a total e imediata reciclagem no Legislativo.
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