No Estadão impresso, quarta-feira, 28.03.2018
MORO NO ‘RODA VIVA’
Excepcional a entrevista do juiz Sergio Moro no programa Roda Viva, da TV Cultura, na segunda-feira. Todas as perguntas formuladas pelos jornalistas foram respondidas com clareza e lógica, demonstrando ter ele um domínio perfeito da legislação aplicada nos processos conduzidos pela Operação Lava Jato. Foi uma verdadeira aula magna sobre essa operação e sua importância para um Brasil mais justo, mais solidário e com menos corrupção, com que sonhamos. Parabéns a todos os envolvidos, por esse momento histórico do nosso telejornalismo.
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terça-feira, 24 de abril de 2018
NÃO SÓ ESPERANÇA
No Estadão online, terça-feira, 24.04.2018
O editorial “Mensagens de esperança” (21/4, A3), como sempre perspicaz e objetivo, sobre as recentes manifestações esperançosas e cautelosas do Exército e Igreja Católica, conclui-se com a reafirmação de que a política é o “único mecanismo capaz de superar democraticamente os agudos impasses nacionais”. Concordo, porém acho que nosso jogo político já está desvirtuado para ser um de cartas marcadas sempre em favor do status quo que resulta na reeleição das mesmas panelinhas, dando continuidade à força aos mesmos caciques de sempre. O povo tem se contentado, infelizmente, com o que reza o ditado: “Mudam-se as moscas, mas a m* continua a mesma”. Essa desesperança terá de ser desfeita. E uma forma direta para conseguir isto poderia ser uma intervenção pontual e branda nas opções de candidatos oferecidas ao eleitor. Em vez de só os partidos políticos definirem quem são seus candidatos, que as Forças Armadas e a Igreja, por meio de assembleia formada para tal fim, façam uma triagem prévia dos mais habilitados, preparados e interessados nos cargos em jogo. E que esses escolham o partido com o qual se aproximem mais, para serem apresentados aos eleitores com o aval dessa assembleia. E também seja feita uma completa revisão das plataformas políticas dos partidos, apresentando-as com clareza e objetividade ao eleitor para consubstanciar melhor seu voto. Creio que com estas medidas poderemos ganhar muito para eliminar um dos mais agudos impasses da política nacional. “A esperança é a última que morre”, dizem. Que possamos resolver esses problemas antes que a desesperança nos vença e nossa frágil democracia morra.
O editorial “Mensagens de esperança” (21/4, A3), como sempre perspicaz e objetivo, sobre as recentes manifestações esperançosas e cautelosas do Exército e Igreja Católica, conclui-se com a reafirmação de que a política é o “único mecanismo capaz de superar democraticamente os agudos impasses nacionais”. Concordo, porém acho que nosso jogo político já está desvirtuado para ser um de cartas marcadas sempre em favor do status quo que resulta na reeleição das mesmas panelinhas, dando continuidade à força aos mesmos caciques de sempre. O povo tem se contentado, infelizmente, com o que reza o ditado: “Mudam-se as moscas, mas a m* continua a mesma”. Essa desesperança terá de ser desfeita. E uma forma direta para conseguir isto poderia ser uma intervenção pontual e branda nas opções de candidatos oferecidas ao eleitor. Em vez de só os partidos políticos definirem quem são seus candidatos, que as Forças Armadas e a Igreja, por meio de assembleia formada para tal fim, façam uma triagem prévia dos mais habilitados, preparados e interessados nos cargos em jogo. E que esses escolham o partido com o qual se aproximem mais, para serem apresentados aos eleitores com o aval dessa assembleia. E também seja feita uma completa revisão das plataformas políticas dos partidos, apresentando-as com clareza e objetividade ao eleitor para consubstanciar melhor seu voto. Creio que com estas medidas poderemos ganhar muito para eliminar um dos mais agudos impasses da política nacional. “A esperança é a última que morre”, dizem. Que possamos resolver esses problemas antes que a desesperança nos vença e nossa frágil democracia morra.
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quinta-feira, 6 de abril de 2017
LIÇÃO DO CHACRINHA
(No Estadão impresso, quinta-feira, 6.04.2017)
PESQUISAS
“Quem não se comunica se trumbica”, alertava o grande e inesquecível Abelardo Barbosa, o Chacrinha. O editorial Sem hesitação (4/4, A3) nos faz lembrar essa famosa sentença no que toca à importância de o presidente Michel Temer revelar ao povo, em alto e bom som, que “não há soluções mágicas para a crise (...), que a situação atual é resultado da inépcia dos presidentes petistas Lula da Silva e Dilma Rousseff, os mesmos que hoje pretendem dar lições de como tirar o País da crise que eles mesmos criaram”. Realmente, o presidente Temer deve “seguir adiante com as reformas, sem se deixar guiar por pesquisas”. O povo, cada vez mais esclarecido, quer melhores empregos e menos inflação, entendendo que as promessas petistas se basearam em mentiras e ilusões, que levaram a muitas expectativas e poucas realizações. Seria hora de todos se conscientizarem de que neste mundo globalizado e competitivo a riqueza flui de nações fornecedoras de matérias-primas e mão de obra barata (como o Brasil se tornou) para as mais produtivas e preparadas tecnologicamente. Sem educação, sem disciplina e sem sacrifício do presente para investir com inteligência no futuro não há progresso. E tudo só pode começar com os ajustes na economia que o governo Temer está levando adiante, com o sacrifício de todos nós. Pesquisas provocam desvios políticos que prejudicam o que deveria ser nosso verdadeiro foco.
PESQUISAS
“Quem não se comunica se trumbica”, alertava o grande e inesquecível Abelardo Barbosa, o Chacrinha. O editorial Sem hesitação (4/4, A3) nos faz lembrar essa famosa sentença no que toca à importância de o presidente Michel Temer revelar ao povo, em alto e bom som, que “não há soluções mágicas para a crise (...), que a situação atual é resultado da inépcia dos presidentes petistas Lula da Silva e Dilma Rousseff, os mesmos que hoje pretendem dar lições de como tirar o País da crise que eles mesmos criaram”. Realmente, o presidente Temer deve “seguir adiante com as reformas, sem se deixar guiar por pesquisas”. O povo, cada vez mais esclarecido, quer melhores empregos e menos inflação, entendendo que as promessas petistas se basearam em mentiras e ilusões, que levaram a muitas expectativas e poucas realizações. Seria hora de todos se conscientizarem de que neste mundo globalizado e competitivo a riqueza flui de nações fornecedoras de matérias-primas e mão de obra barata (como o Brasil se tornou) para as mais produtivas e preparadas tecnologicamente. Sem educação, sem disciplina e sem sacrifício do presente para investir com inteligência no futuro não há progresso. E tudo só pode começar com os ajustes na economia que o governo Temer está levando adiante, com o sacrifício de todos nós. Pesquisas provocam desvios políticos que prejudicam o que deveria ser nosso verdadeiro foco.
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sexta-feira, 12 de agosto de 2016
A ECONOMIA E O IMPEACHMENT
(No Estadão online, sexta-feira, 12.08.2016)
Entendo que em comunicação "popular" o que parece flutuar (ante o real) seja a moeda estrangeira ("Impeachment faz dólar cair ao menor valor em um ano", 10/8, A1). Mas, na realidade, é o nosso real que está mais forte. Portanto, o reportado devia ser: "O real está no seu valor mais alto frente ao dólar em um ano". Isso graças à nova e mais sensata política econômica do presidente interino Michel Temer e seu ministro Henrique Meirelles. A eles e à excelente equipe econômica, nosso muito obrigado.
Entendo que em comunicação "popular" o que parece flutuar (ante o real) seja a moeda estrangeira ("Impeachment faz dólar cair ao menor valor em um ano", 10/8, A1). Mas, na realidade, é o nosso real que está mais forte. Portanto, o reportado devia ser: "O real está no seu valor mais alto frente ao dólar em um ano". Isso graças à nova e mais sensata política econômica do presidente interino Michel Temer e seu ministro Henrique Meirelles. A eles e à excelente equipe econômica, nosso muito obrigado.
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sexta-feira, 23 de outubro de 2015
ORGULHO DE QUÊ?
(No Estadão impresso, sexta-feira, 23.10.2015)
LULOPETISMO
O ex-presidente Lula pediu aos militantes que voltem a ter orgulho do PT. Orgulho de quê? De ter detonado a Petrobrás, mentido aos brasileiros para ganhar eleição, manipulado as contas do Orçamento nacional para contornar criminosamente a Lei de Responsabilidade Fiscal? De ter deixado a educação, a saúde e a segurança do Brasil caírem a seus níveis mais baixos? De deixar a inflação voltar a destruir nosso poder aquisitivo e o real se desvalorizar ao pior patamar das últimas décadas? Enfim, de nos desgovernar com tal incompetência que logo não caberemos mais no Brics e passaremos a fazer parte do Cabbev: Cuba, Argentina, Brasil, Bolívia, Equador e Venezuela? Os governos petistas só nos deram vergonha, não orgulho. Fora, incomPeTência! Que venha logo um governo sério, que pense no Brasil, e não só na perpetuação no poder!
LULOPETISMO
O ex-presidente Lula pediu aos militantes que voltem a ter orgulho do PT. Orgulho de quê? De ter detonado a Petrobrás, mentido aos brasileiros para ganhar eleição, manipulado as contas do Orçamento nacional para contornar criminosamente a Lei de Responsabilidade Fiscal? De ter deixado a educação, a saúde e a segurança do Brasil caírem a seus níveis mais baixos? De deixar a inflação voltar a destruir nosso poder aquisitivo e o real se desvalorizar ao pior patamar das últimas décadas? Enfim, de nos desgovernar com tal incompetência que logo não caberemos mais no Brics e passaremos a fazer parte do Cabbev: Cuba, Argentina, Brasil, Bolívia, Equador e Venezuela? Os governos petistas só nos deram vergonha, não orgulho. Fora, incomPeTência! Que venha logo um governo sério, que pense no Brasil, e não só na perpetuação no poder!
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domingo, 28 de julho de 2013
PAPA FRANCISCO
(No O GLOBO impresso, domingo, 28.07.2013)
As palavras corajosas e transparentes e a presença sincera e franca do Papa Francisco estão brilhando como um farol dos mais fortes em nossa terra. Creio que estamos vendo o início de uma nova era. A partir deste mês, devemos contar o primeiro ano D.F. (Depois de Francisco). E os anos anteriores, a serem esquecidos, seriam A.F., antes dele. Que Deus continue iluminando nossos jovens (e, quem sabe, nossos governantes e políticos) com as palavras candentes e o exemplo deste admirável Papa Francisco!
As palavras corajosas e transparentes e a presença sincera e franca do Papa Francisco estão brilhando como um farol dos mais fortes em nossa terra. Creio que estamos vendo o início de uma nova era. A partir deste mês, devemos contar o primeiro ano D.F. (Depois de Francisco). E os anos anteriores, a serem esquecidos, seriam A.F., antes dele. Que Deus continue iluminando nossos jovens (e, quem sabe, nossos governantes e políticos) com as palavras candentes e o exemplo deste admirável Papa Francisco!
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quinta-feira, 18 de novembro de 2010
MEDIDA ANTI CORRUPÇÃO
(No JORNAL DO BRASIL, RJ, quinta-feira, 18/11/2010)
Cargos públicos
Vamos adotar a seguinte conta (simples aritmética) no histórico de todo funcionário público em cargo de confiança: patrimônio ao assumir + ganhos comprovados recebidos no período + ganhos financeiros razoáveis = provável patrimônio ao deixar o cargo? Caso o patrimônio final provável e o real não batam, que se exija clara e convincente explicação da diferença.
Cargos públicos
Vamos adotar a seguinte conta (simples aritmética) no histórico de todo funcionário público em cargo de confiança: patrimônio ao assumir + ganhos comprovados recebidos no período + ganhos financeiros razoáveis = provável patrimônio ao deixar o cargo? Caso o patrimônio final provável e o real não batam, que se exija clara e convincente explicação da diferença.
terça-feira, 12 de outubro de 2010
DEBATE TRANSPARENTE
(No Estadão online, terça-feira, 12/10/2010)
Gostaria de sugerir que, nos próximos debates entre presidenciáveis, um técnico em informática políticamente neutro trabalhe junto ao moderador acessando informações registradas em sites como Google e Yahoo. Assim, todas as afirmações dos debatedores seriam imediatamente comprovadas ou desmentidas. Desta forma evitaríamos ficar com a grande dúvida do último "combate" entre Dilma e Serra: quem tem duas caras e quem tem mil caras. Será isso possível ou será que, diante de tanta transparência, vão "tergiversar", como é o costume de nossos políticos?
Gostaria de sugerir que, nos próximos debates entre presidenciáveis, um técnico em informática políticamente neutro trabalhe junto ao moderador acessando informações registradas em sites como Google e Yahoo. Assim, todas as afirmações dos debatedores seriam imediatamente comprovadas ou desmentidas. Desta forma evitaríamos ficar com a grande dúvida do último "combate" entre Dilma e Serra: quem tem duas caras e quem tem mil caras. Será isso possível ou será que, diante de tanta transparência, vão "tergiversar", como é o costume de nossos políticos?
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sábado, 14 de agosto de 2010
É PRECISO RENOVAR
(No Estadão online, sábado, 14/08/2010)
Depois de assistir o debate entre candidatos ao governo de São Paulo refleti, com tristeza, sobre a pouca confiabilidade nas muitas promessas feitas e a inutilidade das críticas lançadas pelos pretendentes. E que debates semelhantes foram realizados nas mais importantes capitais com igual irrelevância. Como mudar isso? Cheguei a três ideias (quixotescas para nossa realidade, mas...) que deveriam ser motivo de estudo e guardadas para, um dia, quem sabe, serem implantadas em nossas instituições públicas. Primeiro, seria necessário acabar com a estabilidade e adotar o regime de FGTS, como no setor privado. Segundo, deveria ser obrigatório que toda e qualquer contratação, de determinado nível para cima, usasse critérios exclusivamente de mérito, e não políticos, com apresentação de currículo padronizado para todos e disponibilizado de modo transparente. E, finalmente, o mais importante: deixar conscientizado a todos que desejam assumir cargos públicos que estão dando sua cota de sacrifício pelo bem da cidade, do Estado ou da Nação, e não obtendo passaporte para o enriquecimento e a impunidade. Somente com a adoção destas medidas é que poderemos ter governos que nos engrandeçam, nos dêem orgulho e que tenham valor correspondente ao muito que pagamos de impostos. O resto fica nas promessas impossíveis de serem cumpridas, nas críticas e na certeza de que pagaremos impostos e taxas, cada vez maiores, para serem desperdiçados nos ralos da incompetência e da corrupção. E enquanto não adotarmos tais critérios, temos de aguentar as encenações políticas de nosso Brasil e sua capenga democracia!
Depois de assistir o debate entre candidatos ao governo de São Paulo refleti, com tristeza, sobre a pouca confiabilidade nas muitas promessas feitas e a inutilidade das críticas lançadas pelos pretendentes. E que debates semelhantes foram realizados nas mais importantes capitais com igual irrelevância. Como mudar isso? Cheguei a três ideias (quixotescas para nossa realidade, mas...) que deveriam ser motivo de estudo e guardadas para, um dia, quem sabe, serem implantadas em nossas instituições públicas. Primeiro, seria necessário acabar com a estabilidade e adotar o regime de FGTS, como no setor privado. Segundo, deveria ser obrigatório que toda e qualquer contratação, de determinado nível para cima, usasse critérios exclusivamente de mérito, e não políticos, com apresentação de currículo padronizado para todos e disponibilizado de modo transparente. E, finalmente, o mais importante: deixar conscientizado a todos que desejam assumir cargos públicos que estão dando sua cota de sacrifício pelo bem da cidade, do Estado ou da Nação, e não obtendo passaporte para o enriquecimento e a impunidade. Somente com a adoção destas medidas é que poderemos ter governos que nos engrandeçam, nos dêem orgulho e que tenham valor correspondente ao muito que pagamos de impostos. O resto fica nas promessas impossíveis de serem cumpridas, nas críticas e na certeza de que pagaremos impostos e taxas, cada vez maiores, para serem desperdiçados nos ralos da incompetência e da corrupção. E enquanto não adotarmos tais critérios, temos de aguentar as encenações políticas de nosso Brasil e sua capenga democracia!
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terça-feira, 17 de novembro de 2009
HORA DE CRESCER
(No Estadão Online, terça-feira, 17/11/2009)
O apagão é culpa da Dilma! O acidente no Rodoanel é culpa do Serra! O sucesso do Brasil é do Lula! O sucesso do Brasil não seria possível se não fossem as medidas implantadas no governo FHC! ... Nós parecemos crianças discutindo seus pequenos problemas enquanto as reformas, tão essenciais para nosso futuro, se perdem no tempo e nas picuinhas. Vamos crescer pessoal. Como mencionei em uma carta recente, "estamos todos no mesmo barco!". Vamos deixar de brincar de jogar sujeira no ventilador da política partidária, e com maturidade, unidos, começar a limpeza do muito de podre que temos no país. Do jeito que está, nós brigamos e os corruptos, especuladores, maus caráteres e inescrupulosos deitam e rolam de alegria com nossa criancice. Pois, como diz o ditado: "os cães ladram e a caravana passa". No caso em pauta, a caravana são os maus brasileiros que tanto enriquecem diante da impotência dos bons. Na situação atual, os honestos sofrem com um ônus fiscal cada vez maior, e um retorno cada vez mais minguado. Vamos "crescer", deixar para lá os pequenos desentendimentos e enfrentar nossos desafios. Nossos descendentes merecem uma atuação muito melhor de cada um, especialmente nossos estadistas mais esclarecidos. Chega de discutir. É hora de acabar com a impunidade e fazer valer uma lei para todos. Será que há esperança? Será que conseguimos? Deus queira!
O apagão é culpa da Dilma! O acidente no Rodoanel é culpa do Serra! O sucesso do Brasil é do Lula! O sucesso do Brasil não seria possível se não fossem as medidas implantadas no governo FHC! ... Nós parecemos crianças discutindo seus pequenos problemas enquanto as reformas, tão essenciais para nosso futuro, se perdem no tempo e nas picuinhas. Vamos crescer pessoal. Como mencionei em uma carta recente, "estamos todos no mesmo barco!". Vamos deixar de brincar de jogar sujeira no ventilador da política partidária, e com maturidade, unidos, começar a limpeza do muito de podre que temos no país. Do jeito que está, nós brigamos e os corruptos, especuladores, maus caráteres e inescrupulosos deitam e rolam de alegria com nossa criancice. Pois, como diz o ditado: "os cães ladram e a caravana passa". No caso em pauta, a caravana são os maus brasileiros que tanto enriquecem diante da impotência dos bons. Na situação atual, os honestos sofrem com um ônus fiscal cada vez maior, e um retorno cada vez mais minguado. Vamos "crescer", deixar para lá os pequenos desentendimentos e enfrentar nossos desafios. Nossos descendentes merecem uma atuação muito melhor de cada um, especialmente nossos estadistas mais esclarecidos. Chega de discutir. É hora de acabar com a impunidade e fazer valer uma lei para todos. Será que há esperança? Será que conseguimos? Deus queira!
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terça-feira, 14 de julho de 2009
RECADO DE OBAMA
(No Estadão impresso, terça-feira, 14/07/2009)
O presidente Barack Obama, em discurso na África, deu a seguinte sugestão aos povos locais: "Nenhuma empresa quer investir onde o governo tira 20% de todos os ganhos, ou o chefe dos portos é corrupto. Ninguém quer viver numa sociedade onde a lei é desrespeitada em favor da brutalidade e da compra de favores. Isso não é democracia, isso é tirania, e agora é a hora de acabar com isso." Essa mensagem não cai como uma luva em nosso Brasil (e na maioria dos países do Terceiro Mundo)? Aproveitando a chamada de Obama, não será hora de os homens de bem daqui se unirem para virar o jogo em favor da honestidade e dos bons princípios? 2010 está aí e nossos votos podem fazer a diferença. Por isso conclamo os brasileiros de bem a acordarem para a necessária luta (democrática) por um Brasil melhor!
O presidente Barack Obama, em discurso na África, deu a seguinte sugestão aos povos locais: "Nenhuma empresa quer investir onde o governo tira 20% de todos os ganhos, ou o chefe dos portos é corrupto. Ninguém quer viver numa sociedade onde a lei é desrespeitada em favor da brutalidade e da compra de favores. Isso não é democracia, isso é tirania, e agora é a hora de acabar com isso." Essa mensagem não cai como uma luva em nosso Brasil (e na maioria dos países do Terceiro Mundo)? Aproveitando a chamada de Obama, não será hora de os homens de bem daqui se unirem para virar o jogo em favor da honestidade e dos bons princípios? 2010 está aí e nossos votos podem fazer a diferença. Por isso conclamo os brasileiros de bem a acordarem para a necessária luta (democrática) por um Brasil melhor!
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quarta-feira, 22 de abril de 2009
ATÉ TU, TEMER!
(No Fórum dos Leitores do Estadão, quarta-feira, 22/04/2009)
Depois de muita pressão de cidadãos indignados e da imprensa, a presidência da Câmara finalmente resolveu definir novas regras para a utilização das cotas de passagens aéreas por parlamentares. Diz em nota que "reconhece que deputados, inclusive ele próprio (o deputado Michel Temer), destinaram parte dessa cota a familiares e terceiros não envolvidos diretamente com a atividade do Parlamento". E qual a desculpa reconhecida para o desvio do nosso dinheiro? A "falta de regras claras determinando os limites de utilização dos créditos..."! Realmente, é de deixar qualquer um abismado por tamanha falta de bom senso e esperteza. Ou seja, as limitações não estariam claramente especificadas, por isso nossos nobres (sic) parlamentares se achavam no direito de meter a mão e distribuir vantagens (criadas por eles mesmos) a familiares e amigos?! É muita cara de pau. Será que agora vamos ver um pouco mais de vergonha e critério nas decisões de nossos parlamentares? Se até o presidente da Casa achava certo favorecer os seus, qual a chance de isso vir a acontecer? Devemos ficar de olho. Transparência já e que continuemos gritando, via imprensa, para que os pesados impostos pagos sejam bem gastos... Mas em nosso favor, e não em benefício deles e de suas corriolas!
Depois de muita pressão de cidadãos indignados e da imprensa, a presidência da Câmara finalmente resolveu definir novas regras para a utilização das cotas de passagens aéreas por parlamentares. Diz em nota que "reconhece que deputados, inclusive ele próprio (o deputado Michel Temer), destinaram parte dessa cota a familiares e terceiros não envolvidos diretamente com a atividade do Parlamento". E qual a desculpa reconhecida para o desvio do nosso dinheiro? A "falta de regras claras determinando os limites de utilização dos créditos..."! Realmente, é de deixar qualquer um abismado por tamanha falta de bom senso e esperteza. Ou seja, as limitações não estariam claramente especificadas, por isso nossos nobres (sic) parlamentares se achavam no direito de meter a mão e distribuir vantagens (criadas por eles mesmos) a familiares e amigos?! É muita cara de pau. Será que agora vamos ver um pouco mais de vergonha e critério nas decisões de nossos parlamentares? Se até o presidente da Casa achava certo favorecer os seus, qual a chance de isso vir a acontecer? Devemos ficar de olho. Transparência já e que continuemos gritando, via imprensa, para que os pesados impostos pagos sejam bem gastos... Mas em nosso favor, e não em benefício deles e de suas corriolas!
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terça-feira, 16 de dezembro de 2008
SAPATOS DA INDIGNAÇÃO
(No Estadão impresso, 16/12/2008)
O jornalista iraquiano deu o exemplo. Agora, se a moda pegar em Brasília, haja sapatos!
O jornalista iraquiano deu o exemplo. Agora, se a moda pegar em Brasília, haja sapatos!
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sábado, 27 de setembro de 2008
VALE QUANTO CUSTA?
(No Estadão impresso, sábado, 27/09/2008)
Que absurdo! Estudo da ONG Transparência Brasil revelou que mais de 91% do que fazem os 55 vereadores da Câmara paulistana é irrelevante para a cidade (25/9, A7). Em 3.021 projetos apresentados entre 2005 e 2008, 1.202, ou quase 40%, eram sobre assuntos como concessão de medalhas, títulos de cidadão paulistano, batismo de logradouros públicos e outras decisões de duvidosíssima importância. Para essa linha de legislação (diria melhor "abobrinha de legislação") nós desembolsamos R$ 310 milhões por ano, ou R$ 5,64 milhões por vereador! É muito custo para definir nomes de ruas e datas comemorativas! É muito dinheiro que poderia estar sendo mais bem gasto na construção de escolas, pavimentação e iluminação de vias públicas e em tantos outros projetos essenciais para amenizar um pouco a vida do trabalhador paulistano. Chega de jogar dinheiro fora! Está na hora de reduzir o número e a remuneração de vereadores. Como em muitos países do Primeiro Mundo, que tal a idéia de o vereador não ser remunerado, sustentando-se pelo trabalho normal na profissão e doando, a bem da comunidade, alguns períodos por semana para as deliberações da Câmara? Em países sérios isso funciona. Será que aqui não se encontrariam 55 pessoas de bem dispostas a ajudar a cidade que também é delas? Pensando nas classes humildes e miseráveis que tanto sofrem na marginalidade de nossa "rica" São Paulo, não podemos continuar com esse desperdício. Por eles, vale gritar: chega de jogar dinheiro bom em políticos inúteis!
Que absurdo! Estudo da ONG Transparência Brasil revelou que mais de 91% do que fazem os 55 vereadores da Câmara paulistana é irrelevante para a cidade (25/9, A7). Em 3.021 projetos apresentados entre 2005 e 2008, 1.202, ou quase 40%, eram sobre assuntos como concessão de medalhas, títulos de cidadão paulistano, batismo de logradouros públicos e outras decisões de duvidosíssima importância. Para essa linha de legislação (diria melhor "abobrinha de legislação") nós desembolsamos R$ 310 milhões por ano, ou R$ 5,64 milhões por vereador! É muito custo para definir nomes de ruas e datas comemorativas! É muito dinheiro que poderia estar sendo mais bem gasto na construção de escolas, pavimentação e iluminação de vias públicas e em tantos outros projetos essenciais para amenizar um pouco a vida do trabalhador paulistano. Chega de jogar dinheiro fora! Está na hora de reduzir o número e a remuneração de vereadores. Como em muitos países do Primeiro Mundo, que tal a idéia de o vereador não ser remunerado, sustentando-se pelo trabalho normal na profissão e doando, a bem da comunidade, alguns períodos por semana para as deliberações da Câmara? Em países sérios isso funciona. Será que aqui não se encontrariam 55 pessoas de bem dispostas a ajudar a cidade que também é delas? Pensando nas classes humildes e miseráveis que tanto sofrem na marginalidade de nossa "rica" São Paulo, não podemos continuar com esse desperdício. Por eles, vale gritar: chega de jogar dinheiro bom em políticos inúteis!
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terça-feira, 26 de agosto de 2008
Congresso... p´ra que? - de Mara M. Assaf
Texto de Mara Montezuma Assaf - com tradução abaixo de Silvano Corrêa
Não é de hoje que se vem dizendo que existe um empenho do governo Lula em tornar o Congresso Nacional uma instituição desprestigiada, supérflua e portanto desnecessária...o que vai bem ao encontro do projeto de governo que ele pretende fazer vingar.
Isso pode ser verificado tanto pelo mar de escândalos que assolaram essa casa desde 2002 dos quais a grande maioria dos acusados não só saiu impune como muitos foram até reeleitos - o que leva essa instituição ao descrédito - como também pelo costume exaustivamente colocado em prática que é o do presidente governar através de medidas provisórias, cassando ao poder legislativo a sua precípua prerrogativa de legislar.
Não satisfeito e caminhando rumo aos seus planos agora Lula estabelece os contornos de uma reforma politica que , na medida em que restringe o campo de atuação das comissões parlamentares de inquerito, atende plenamente aos seus interesses. Tal reforma , a ser produzida pela pasta comandada por Tarso Genro...pretende reescrever o regimento interno do Parlamento e a Constituição...
Se o legislativo já não legisla, e se o governo somado à sua base tão aliada transforma os discursos no Congresso num samba de uma nota só...e não satisfeito quer mudar as regras do jogo para sedimentar ainda mais seu poder, é mesmo de se perguntar para que gasta o país uma soma tão elevada com tais funcionários que não funcionam? Nem para fazer a defesa da instituição que os sustentam eles estão a servir...Afinal, se é só para ver...que seja a custo zero pois é de nosso bolso que saem os seus salários de marajá.
Vem vindo coisa negra por aí...anotem!
The Brazilian Congress, why pay for it?
For some time one has heard that there is a concerted effort by the Lula government in making the Brazilian Congress a shallow and less prestigious institution, thus not necessary… which satisfies perfectly the intended “power” project it plans to validate.
This can be verified by the many scandals which have marred that House since 2002, of which the great majority of the accused not only have gone unpunished but many have been reelected – bringing on its discredit - and by the exhaustively used practice by the President of governing by provisional decrees, subtracting from the Legislative Branch its prerogative to legislate.
Not satisfied, and following through with his plans, Lula now sets forth the contours of a political reform which, insofar as it restricts the powers of the Parliamentary Inquest Commissions (C.P.I.), attends perfectly to his interests. Such a reform, to be elaborated by the Ministry of Justice commanded by Tarso Genro… plans to rewrite the internal regiments of the Parliament and the Constitution.
If the Legislative Branch already does not legislate, and if the government (Executive Branch) with its allied political parties transform the discourses of the legislators in and insipid “samba of one note”… and not yet satisfied want to change the rules of the game to amplify even more its power, one must really ask why the country spends so much money with deputies, senators and their many assistants which have no function? They are useless even to defend the institution that sustains them. Thus, if it is only for show and presence… that if be at zero cost since their regal salaries and absurd fringe benefits come out of our pockets. One can anticipate dark clouds in the political horizon… take note!
Não é de hoje que se vem dizendo que existe um empenho do governo Lula em tornar o Congresso Nacional uma instituição desprestigiada, supérflua e portanto desnecessária...o que vai bem ao encontro do projeto de governo que ele pretende fazer vingar.
Isso pode ser verificado tanto pelo mar de escândalos que assolaram essa casa desde 2002 dos quais a grande maioria dos acusados não só saiu impune como muitos foram até reeleitos - o que leva essa instituição ao descrédito - como também pelo costume exaustivamente colocado em prática que é o do presidente governar através de medidas provisórias, cassando ao poder legislativo a sua precípua prerrogativa de legislar.
Não satisfeito e caminhando rumo aos seus planos agora Lula estabelece os contornos de uma reforma politica que , na medida em que restringe o campo de atuação das comissões parlamentares de inquerito, atende plenamente aos seus interesses. Tal reforma , a ser produzida pela pasta comandada por Tarso Genro...pretende reescrever o regimento interno do Parlamento e a Constituição...
Se o legislativo já não legisla, e se o governo somado à sua base tão aliada transforma os discursos no Congresso num samba de uma nota só...e não satisfeito quer mudar as regras do jogo para sedimentar ainda mais seu poder, é mesmo de se perguntar para que gasta o país uma soma tão elevada com tais funcionários que não funcionam? Nem para fazer a defesa da instituição que os sustentam eles estão a servir...Afinal, se é só para ver...que seja a custo zero pois é de nosso bolso que saem os seus salários de marajá.
Vem vindo coisa negra por aí...anotem!
The Brazilian Congress, why pay for it?
For some time one has heard that there is a concerted effort by the Lula government in making the Brazilian Congress a shallow and less prestigious institution, thus not necessary… which satisfies perfectly the intended “power” project it plans to validate.
This can be verified by the many scandals which have marred that House since 2002, of which the great majority of the accused not only have gone unpunished but many have been reelected – bringing on its discredit - and by the exhaustively used practice by the President of governing by provisional decrees, subtracting from the Legislative Branch its prerogative to legislate.
Not satisfied, and following through with his plans, Lula now sets forth the contours of a political reform which, insofar as it restricts the powers of the Parliamentary Inquest Commissions (C.P.I.), attends perfectly to his interests. Such a reform, to be elaborated by the Ministry of Justice commanded by Tarso Genro… plans to rewrite the internal regiments of the Parliament and the Constitution.
If the Legislative Branch already does not legislate, and if the government (Executive Branch) with its allied political parties transform the discourses of the legislators in and insipid “samba of one note”… and not yet satisfied want to change the rules of the game to amplify even more its power, one must really ask why the country spends so much money with deputies, senators and their many assistants which have no function? They are useless even to defend the institution that sustains them. Thus, if it is only for show and presence… that if be at zero cost since their regal salaries and absurd fringe benefits come out of our pockets. One can anticipate dark clouds in the political horizon… take note!
quinta-feira, 10 de julho de 2008
Faxina política necessária
Nosso Brasil vem sofrendo de uma mediocridade política há muito tempo. No meu entender, uma das principais razões é que política aqui não é vista como oportunidade de dar algo para a sociedade e seus herdeiros, mas como meio de enriquecer a si, seus familiares, amigos e cupinchas, obter imunidade parlamentar, garantia de impunidade e uma rica aposentadoria integral após dois mandatos, ou oito anos. Por isso tantos lutam para se perpetuarem no cargo. Nesse meio, altamente corrompido, tivemos alguns líderes que marcaram exceção. Entre os mais recentes se destacam Carvalho Pinto, Carlos Lacerda, Fernando Henrique e a saudosa dona Ruth Cardoso. Esses ilustres personagens, apesar de atuarem no meio da mediocridade, souberam manter uma postura exemplar como representantes do povo. Mas como um só não resolve, teríamos de mudar tudo. Assim, complementando sugestão que já fiz em carta ao Fórum do Estadão, sobre a necessidade de uma campanha "Renovação total", ou "Reeleição Zero", gostaria de acrescentar as seguintes idéias: a) todos os postulantes a cargos eletivos, e seus familiares, deveriam ser obrigados a apresentar uma detalhada e completa declaração de bens e fontes de renda; b) deveriam assinar um termo pelo qual reconhecem que qualquer aumento de riqueza, própria ou de qualquer membro da família, não justificada pelas fontes de renda declaradas durante o mandato, se configuraria como quebra de decoro parlamentar, passível de cassação, sem apelo; c) o mesmo se aplicaria aos suplentes; d) com total transparência, não haveria necessidade de sigilo bancário durante o mandato; e e) qualquer mudança patrimonial teria que ser informada e explicada em documento público. Com tais medidas, creio que seriam eliminados os que acreditam que fazer política é fazer a mala para si, e não trabalhar pelo bem da comunidade e da Nação. Quem sabe se com essas exigências, ainda na geração de nossos filhos e netos, poderemos iniciar a caminhada da mediocridade para o engrandecimento e o orgulho de nosso Brasil!
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