quinta-feira, 14 de julho de 2011

AULA PARA POLÍTICOS

(No Estadão online, quinta-feira, 14.07.2011)
Genial e imprescindível a leitura da crônica "A questão dos limites", de Roberto Da Matta (13/7, D10). Sugiro que ela seja reproduzida em quantidade suficiente para ser entregue, protocolada, a todos os políticos e governantes. Depois, que se monte uma Aula Magna sobre ela, em grande auditório de Brasília, obrigando todos servidores públicos de alto escalão, sem exceção, a participar, apresentando posteriormente trabalho sobre o assunto, a ser divulgado em toda a mídia. Creio que também nossos canais de televisão se devem interessar em dar cobertura a esse magno evento. A República e a cidadania brasileiras merecem essa reciclagem política. E, em nome dos brasileiros de bem, quero agradecer ao professor Da Matta por nos oferecer tão importante aula!!!

quarta-feira, 13 de julho de 2011

ESCÂNDALO EUNÍCIO OLIVEIRA

(No Estadão online, quarta-feira, 13.07.2011)
CONVERSA PARA INGÊNUOS
E o senador Eunício Oliveira (PMDB-CE), hein? Defendeu-se diante da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado quanto ao envolvimento de sua empresa Manchester em fraude em licitação, no valor de R$ 300 milhões, da Petrobrás. "Estou afastado do comando da empresa desde 1998 e não tenho nenhuma ingerência", disse. "Minha vida é dedicada ao meu país". Será verdade? É muita coincidência... Ele acha que somos muito ingênuos para confiar nessa história!

sábado, 9 de julho de 2011

FAXINA GERAL

(No Estadão online, sábado, 9.07.2011)
Parabéns à leitora Eliana França Leme pela excelente mensagem dirigida à presidente Dilma em Ousar e inovar é preciso (8/7, A2). Como ela bem afirmou, a presidente ficaria na história se buscasse apoio na oposição (e, acrescentaria eu, em todos os brasileiros de bem) para conseguir acabar (ou reduzir) a cultura de desfaçatez e de impunidade herdada do governo Lula. Ela precisa agir rápida e eficazmente, com o apoio dos mais conscientes e dos sacrificados pelos pesados impostos e juros, para coibir o "toma lá, dá cá", assim impedindo que "mais recursos sejam tragados pelos viciados em corrupção". Interessante notar que logo acima desta missiva, em Sinais particulares do criativo e perspicaz Loredano, aparece a presidente empunhando esfregão, com balde e rodo ao lado, olhando para a imagem de Lula sorrindo meio maroto meio debochado. Espero que Dilma tenha nesse balde bastante "detergente anti corrupção, mutretas e maracutaias". Se não tiver, posso iniciar campanha de donativos para mantê-lo cheio, pois ela vai precisar de muito detergente, assim como energia e palha-de-aço para limpar toda a herança maldita que está aparecendo em seu caminho. Vamos torcer para que ela logo comece a faxina geral!

sexta-feira, 8 de julho de 2011

AUDITORIA E BALANÇO

(No Estadão online e Valor Economico, sexta-feira, 8.07.2011)
O secretário executivo do Ministério dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, assumiu o lugar de Alfredo Nascimento. Ele é o preferido da presidente Dilma, mas o líder do PR, Lincoln Portella, que considera o partido dono da "cadeira", afirma que ele é "um interino competente, sério, probo, mas entre ser tudo isso e ser ministro há uma distância a percorrer". Qual é essa "distância" sr. Portella? Será continuar o esquema anterior, ou seja ser inescrupulosos o bastante para articular as mutretas e maracutaias para continuar desviando verbas para fins partidários e pessoais? Presidente Dilma sugiro que, para confirmar sua autoridade, mantenha sr. Passos como ministro efetivo, e inicie uma auditoria completa nas finanças desse ministério nos últimos oito anos. Faça como fazem empresas responsáveis e competentes: feche o ministério para balanço pelo tempo necessário para apurar tudo. Depois, a senhora poderá acertar a pessoa que vai ocupar o cargo de ministro. E que tenha as qualidades mencionados pelo líder do PR: competência, seriedade e honestidade comprovada. O brasileiro ainda confia em seu governo.
Não o decepcione!

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Saiu ou "foi saído"

(No Estadão impresso, quinta-feira, 7.07.2011)
Alfredo Nascimento foi demitido ou pôs o cargo à disposição da presidente? Seja como for, antes de sair autorizou a quebra de seu sigilo bancário e fiscal. Será que o Ministério Público vai achar alguma irregularidade? Duvido! Teria de levantar o sigilo de laranjas e parentes do sr. Nascimento para localizar os "ganhos extras" não comprovados devidamente, para deixar as maracutaias às claras. Desta vez irão fundo na apuração, ou vai ser mais uma pizza, para indigestão do público pagante, nós, os sacrificados contribuintes?

LOBOS NO GALINHEIRO

(No Estadão online, quinta-feira, 7.07.2011)
Eis os fatos: uma empresa de um importante legislador da República é "premiada" com oito contratos consecutivos, sem licitação, com a maior estatal da República, faturando tranquilamente um total de R$ 57 milhões! E como conseguiu isso? Aproveitando uma brecha nas leis deixada espertamente pelos próprios legisladores da República. São como lobos que deixam aberturas na tela do galinheiro para poderem facilmente se apropriar de gordas galináceas! E o trabalhador assiste indefeso, pagando honestamente seus pesados impostos para sustentar essa indecente e eticamente ilegal "farra". Só mesmo numa República de leis frouxas e legisladores espertos e inescrupulosos!

domingo, 3 de julho de 2011

COPA 2014

(Na Folha de S. Paulo online, domingo, 3.07.2011)
Muitos políticos dos partidos aliados, e até a Fifa, estão de olho nos ricos orçamentos de obras para a Copa de 2014. O povo que pagará tudo assiste preocupado, enquanto essa gananciosa turma se posiciona para participar em comissões, intermediações e "sobras disfarçadas" que, no sistema atual, tanto encarecerão essas obras.O Regime Diferenciado de Contratações (RDC) é uma tentativa, de intenção duvidosa, para agilizar e evitar conluios e acertos no andamento dessas licitações. Por que não utilizar a informática para controlar e abrir todo esse processo? Por que não amarrar as licitações e os orçamentos, com lucros normais e razoáveis, em sistemas informatizados e transparentes, chamando para as concorrências empreiteiras e construtoras, nacionais e estrangeiras? Assim teríamos um controle total sobre seus gastos e andamento.O trabalhador quer eficiência e transparência na aplicação de seu suado dinheiro. E nossos governantes, remunerados tão ricamente, devem ter isso como principal obrigação e não como favor.