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sábado, 1 de julho de 2017

ATENUAR O CAOS?

(No Estado de S.Paulo, impresso, sabado, 1.07.2017)
CRISE E CORRUPÇÃO
O sr. Fernando Gabeira conclui seu artigo Em busca do horizonte (30/7, A2) dizendo: “Já observamos muito o caos. Talvez seja hora de atenuá-lo”. Só não disse como. Com novas articulações, armações, delações fatiadas sendo noticiadas diariamente, como se pode evitar o “caos”? Como um trabalhador pode ter confiança no futuro? Como empreender, arriscando capital e trabalho, neste clima de incerteza? Como decidir por investir no futuro do Brasil, se os governantes e a classe política estão sempre fazendo um jogo sujo e rasteiro, visando seus interesses pessoais e partidários, esquecendo o Brasil que deseja paz e segurança para trabalhar e planejar o amanhã? Enquanto permanecer esse “salve-se quem puder”, com os poderosos sempre levando vantagem e o povo sendo sacrificado, mal e mal conseguindo sobreviver, o Brasil não sairá do atoleiro em que foi lançado pelas políticas populistas e demagógicas do lulopetismo. O passo mais importante e há muito esperado é a prisão de Lula e a divulgação com total transparência de toda a roubalheira no período em que o PT nos governou, começando por deixar claro como a Petrobrás, que já foi a oitava maior empresa do mundo, quase foi à falência sob o comando de dirigentes nomeados pelo PT, incluída dona Dilma Rousseff, que era a presidente do Conselho de Administração. O povo precisa saber para não reincidir no erro de acreditar nas promessas ilusórias do petismo, achar que dinheiro cresce em árvores e o almoço é grátis para os amigos do rei. O caos não terminará enquanto não tivermos a coragem de tomar essas medidas drásticas, porém altamente necessárias!

domingo, 4 de dezembro de 2016

TOLERÂNCIA ZERO

(No Estadão online, domingo, 4.12.2016)
De “qualquer fatozinho” em “qualquer fatozinho”, não há instituição nem democracia que aguente, sr. presidente. Que o digam Lula e Dilma em seus desastrados e irresponsáveis governos! O líder máximo de uma nação grande e complexa como o Brasil não deve deixar passar falhas que atentem contra a Constituição ou os bons costumes, por menores que sejam. Um “fatozinho” logo se torna um precedente desagregador de autoridade e da capacidade de liderar. O quanto antes, deve ser defenestrado para não corromper o conjunto. O povo acordou do pesadelo de 13 anos e está com sua tolerância “zero”. Felizmente.

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

LAVAR OU MANTER LIMPO?

(No Estadão impresso, sexta-feira, 25.11.2016)
CORRUPÇÃO
Sergio Fausto, no artigo Esperando a Odebrecht(23/11, A2), apresenta-nos uma conclusão magistral: “A punição de crimes pela Justiça, respeitando o devido processo legal, é uma das maiores conquistas da civilização. Só se redime quem paga por seus erros. Isso vale para os indivíduos e vale também para um país. Não pode haver democracia, não pode haver sociedade decente, fora do império da lei, igual para todos. Doa a quem doer”. A Operação Lava Jato, conduzida pelo brilhante e altamente competente juiz Sergio Moro, pode-se resumir a uma simples lavagem de nossos costumes políticos e zelo no uso de bens públicos, no curto prazo, enquanto os poderosos de plantão sentem o escrutínio e o peso de sua atuação. E já existe muita pressão para esvaziar e encerrar seu trabalho. Para que não fiquemos só na “lavagem” provisória, temos de pôr em prática a sabedoria realçada pelo sr. Fausto. É necessário não só “lavar”, mas instilar a consciência de que temos de manter limpa a administração pública. Corrupção deve ser bem avaliada e resultar em punição adequada, doa a quem doer. Fora da lei não há salvação!

terça-feira, 20 de setembro de 2016

PROVAS CINCUNSTANCIAIS

(No Estadão online, terça-feira, 20.09.2016)
Na denúncia recente formulada pelos procuradores do Ministério Público Federal (MPF) contra o sr. Luiz Inácio Lula da Silva, a referência a "convicções" não creio ter sido a ideal. Melhor seria "provas circunstanciais", as que se baseiam em indícios e deduções. E essas são muitas. Na vida legal o cidadão correto trabalha, produz, é remunerado, compra imóvel em seu nome, paga suas instalações e decoração, transfere para lá seus bens e usufrui, com o merecido orgulho, de sua nova residência ou local de descanso. Já o cidadão que quer esconder a origem de dinheiro obtido irregularmente arranja um "laranja" de sua confiança para assinar e constar na escritura do imóvel. Daí para a frente, passa a usufruir do mesmo como se proprietário fosse. Só ele e família usam o imóvel; o "laranja" nem chave tem e pede licença para adentrá-lo; toda a decoração, inclusive cozinha Kitchens de luxo, é escolhda pelo "usufrutuário enganador"; objetos comprados para a piscina, como pedalinhos, trazem o nome de netos; parte dos bens valiosos retirados (?) do Planalto é transportada para esse imóvel, etc. Mas o "esperto" sempre declara que não é seu proprietário. Essas são ou não provas circunstanciais de um grande esquema de lavagem de dinheiro? Só não percebe quem não quer, ou tem interesse em participar do esquema. Faz-nos lembrar a história do pato: faz barulho de pato, nada como pato, é seguido por muitos patinhos, mas o "esperto" insiste em que não é pato. Na verdade, patos somos nós, que assistimos a todo esse circo de patacoadas e malandragens e, no fim, teremos de pagar o pato de toda essa roubalheira. Felizmente, a Operação Lava Jato está agindo para acabar com esse "circo de mentiras". Provas circunstanciais é que não faltam!

domingo, 8 de setembro de 2013

MENOS SEGREDO, MAIS TRANSPARÊNCIA

(No Estadão online, domingo, 8.09.2013)
Um dos argumentos usados por congressistas para justificar o voto secreto é que, com ele, se evita a "pressão" do Poder Executivo. Que quer dizer isso? Será o conhecido "é apoiando o governo que se recebe ajuda na liberação de verbas"? Ou o jogo do "toma lá dá cá"? O "orçamento impositivo" já foi um passo na direção de liberar o Legislativo desse "jogo". Mas poderão fazer mais. Por que não defendem com mais clareza os projetos apresentados? Por que não mostram os benefícios que esses projetos trariam para o cidadão-contribuinte? Será que também têm fins secretos as verbas pretendidas? Para reduzir muito a corrupção precisaríamos impor a transparência não só nos votos, mas também nos projetos propostos, orçados e executados com o dinheiro público. O que nos falta é mais transparência e controle do dinheiro ganho com o suor do trabalhador. A verdade é que é por trás dos "segredos" e da não transparência de votos e projetos que corre muita corrupção. E isso, infelizmente, é que interessa aos que visam ao enriquecimento, em vez da oportunidade de servir aos seus concidadãos.

sábado, 31 de agosto de 2013

POR QUE VOTO SECRETO?

(No O Globo, RJ  impresso, sábado, 31.08.2013, pag. 17)
Por que acabar com o voto secreto só para decisão de cassação de mandato? Por que não para todas decisões do Congresso? O que nossos representantes têm para esconder? E o eleitor tem o direito de saber como está votando o representante em quem votou. A votação da proposta que acaba com o voto secreto nesse tipo de decisão será aberta ou secreta? Porque se for secreta, esquecem, não vão mudar nunca. A vida política de muitos (ou quem sabe a maioria) estará em jogo. Queremos transparência total já!

terça-feira, 2 de abril de 2013

BALANÇO DO BNDES

(No Estadão online, terça-feira, 2.04.2013)
Quanta irresponsabilidade recorrer a manobras no balanço do BNDES para obter, artificialmente, um superávit primário mais aceitável! Os números podem aparecer no papel mais "aceitáveis", mas o custo em confiança não se justifica. Será que o elles não entendem que "confiabilidade" leva tempo e é uma conquista das mais valiosas? E que, depois de perdida, fica difícil recuperar? Infelizmente, é mais um caso de jeitinho, esperteza e truque burro que revela nossa situação de país do Terceiro Mundo!

sábado, 12 de maio de 2012

E O AUMENTO PATRIMONIAL?

(No Estadão online, sábado, 12.05.2012)
Concordo com o juiz Ali Mazloum que "é preciso serenar o clamor das ruas provocado pelas malsinadas conversas ao telefone. Aguardem-se as provas e contraprovas, o direito inalienável de defesa, o curso natural do processo democrático" (O valor de uma conversa telefônica, 5/5, A2). Concordo também que "as escutas telefônicas... constituem instrumentos de extrema valia no processo de produção da prova...". Só não entendo porque, mesmo depois de se constatar um aumento de patrimônio muito acima do justificado pela renda oficial, não se acha comprovada a corrupção do investigado. Felizmente, estão tentando tornar o enriquecimento ilícito crime. Será que dr. Mazloum acha que esse tipo de enriquecimento só merece uma advertência, e não comprova roubo do dinheiro público? Com tantos processos terminando sem solução, dando margem à impunidade, é que o povo gasta seu fôlego e energia pedindo mais justiça. O povo que trabalha e sustenta tudo isso quer legisladores e juízes atuando mais na aplicação justa da Lei e menos na elaboração de firulas legais que sempre acabam em degradantes e imorais pizzas! Será que é pedir demais?

sábado, 5 de maio de 2012

"ESTAMOS TODOS NA AVENIDA BRASIL"

(No Estadão online, sábado, 5.05.2012)
Discordo de Arnaldo Jabor (1/5, D8). Nem todos "estamos na Avenida Brasil"! Ainda existem muitos brasileiros que valorizam e lutam pelos bons costumes, pelos valores éticos e morais que fortalecem a família e a sociedade. Muitos que se preocupam com a herança que estamos deixando para filhos e netos. Muitos que gritam, indignados, contra as falcatruas cada vez mais comuns e toleradas pelo governo, que tanto depreciam a Nação. Não, sr. Jabor, nem todos nos inserimos nesse padrão desconstrutivo e destruidor da sociedade. Sonhamos com um Brasil mais honesto, mais focado nos princípios cristãos, com líderes mais responsáveis, leis mais simples, confiáveis e aplicadas seriamente. Será que Deus, sendo brasileiro, não nos ajudará a sair desse atoleiro de lama no qual tudo está acabando em "samba com pizza" numa avenida? Assim rezamos todos os dias.

domingo, 3 de julho de 2011

COPA 2014

(Na Folha de S. Paulo online, domingo, 3.07.2011)
Muitos políticos dos partidos aliados, e até a Fifa, estão de olho nos ricos orçamentos de obras para a Copa de 2014. O povo que pagará tudo assiste preocupado, enquanto essa gananciosa turma se posiciona para participar em comissões, intermediações e "sobras disfarçadas" que, no sistema atual, tanto encarecerão essas obras.O Regime Diferenciado de Contratações (RDC) é uma tentativa, de intenção duvidosa, para agilizar e evitar conluios e acertos no andamento dessas licitações. Por que não utilizar a informática para controlar e abrir todo esse processo? Por que não amarrar as licitações e os orçamentos, com lucros normais e razoáveis, em sistemas informatizados e transparentes, chamando para as concorrências empreiteiras e construtoras, nacionais e estrangeiras? Assim teríamos um controle total sobre seus gastos e andamento.O trabalhador quer eficiência e transparência na aplicação de seu suado dinheiro. E nossos governantes, remunerados tão ricamente, devem ter isso como principal obrigação e não como favor.