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terça-feira, 11 de julho de 2017

DEVOLVAM O BRASIL aos brasileiros

DEVOLVAM O BRASIL...
... aos brasileiros!
Está absolutamente certo o sr. Pedro S. Malan quando, no artigo Entre o inconcebível e o inevitável (9/7, A2), diz ser “inevitável repensar e reinventar o Estado brasileiro”. E que o Brasil “não tem alternativa se deseja crescer de forma sustentada a taxas mais elevadas, com justiça social, estabilidade macroeconômica e menos ineficiência em seu setor público”. Mas conclui: “Não é fácil. Nunca foi. Nunca será”. Para enfrentar os “interesses corporativos longamente constituídos” sugir campanha deixando clara a diferença entre direito adquirido e “abuso adquirido”, com lei pétrea tornando automaticamente ilegal o que constitui claro abuso. Que seja criada lei para, como na de Responsabilidade Fiscal, incluir limites a quaisquer aumentos, benefícios ou vantagens para o funcionalismo público, de alto a baixo, com total transparência e debate público sobre a necessidade e o custo para o contribuinte. Que seja promovida ampla campanha nacional visando a reduzir constitucionalmente o tamanho do governo, como está fazendo o presidente da França, Emmanuel Macron. No Brasil, o “interesse corporativo” mais forte e mais deletério vem de representantes eleitos, que trabalham mais para a perpetuação no poder do que pelos interesses de seus representados. Tentar repensar ou reinventar o Brasil sem mudar isso não vai adiantar muito. O contribuinte não aguenta carregar o peso da máquina pública e esta não faz senão inventar novos “abusos”, que depois defende com unhas e dentes como “direitos” adquiridos. Que os políticos sejam forçados a devolver o Brasil aos brasileiros. Do jeito que está não há contribuinte que aguente!

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

INVERSÃO DE VALORES

(No Estadão online, segunda-feira, 5.12.2016)
Fica cada vez mais confirmada a crítica de Lula de que existem "300 picaretas" no Congresso. Para eles, a lei? Ora, a lei está o.k.; "dura lex sed lex" é abuso de autoridade? Nossa Justiça, sofrendo nas mãos desta corja, pede socorro! Vamos às ruas gritar contra esta inversão de valores dos que abusam de suas representatividades.

domingo, 27 de novembro de 2016

SABEDORIA

(No Estadão online, domingo, 27.11.2016)
O Brasil precisaria refletir muito sobre a seguinte sabedoria milenar da obra clássica “O Bhagavadgita”. Ela nos mostra o caminho superior de sacrifício que devemos trilhar para sair da lama ética, moral e de bons costumes atual. Diz o Senhor a Arjuna: “Há muito tempo o Senhor dos homens reuniu pessoas dispostas ao sacrifício e disse: ‘Por esse meio vocês se multiplicarão; que seja essa a fonte de sua abundância. Agrade os deuses pelo sacrifício e os deuses retribuirão atendendo aos seus desejos. Somente um ladrão consome o que lhe foi dado como presente sem corresponder aos que lhe fizeram a oferta’” (Capítulo III, vers. 10-12). Pelos filhos, netos e futuras gerações, vamos todos dar nossa cota de sacrifício aos “deuses” brasileiros – os nossos ideais maiores. Eles certamente nos ajudarão a sair desta encruzilhada tão difícil e preocupante em que nos encontramos. Quem tem ouvidos que ouça! Quem tem percepção que entenda!

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

LAVAR OU MANTER LIMPO?

(No Estadão impresso, sexta-feira, 25.11.2016)
CORRUPÇÃO
Sergio Fausto, no artigo Esperando a Odebrecht(23/11, A2), apresenta-nos uma conclusão magistral: “A punição de crimes pela Justiça, respeitando o devido processo legal, é uma das maiores conquistas da civilização. Só se redime quem paga por seus erros. Isso vale para os indivíduos e vale também para um país. Não pode haver democracia, não pode haver sociedade decente, fora do império da lei, igual para todos. Doa a quem doer”. A Operação Lava Jato, conduzida pelo brilhante e altamente competente juiz Sergio Moro, pode-se resumir a uma simples lavagem de nossos costumes políticos e zelo no uso de bens públicos, no curto prazo, enquanto os poderosos de plantão sentem o escrutínio e o peso de sua atuação. E já existe muita pressão para esvaziar e encerrar seu trabalho. Para que não fiquemos só na “lavagem” provisória, temos de pôr em prática a sabedoria realçada pelo sr. Fausto. É necessário não só “lavar”, mas instilar a consciência de que temos de manter limpa a administração pública. Corrupção deve ser bem avaliada e resultar em punição adequada, doa a quem doer. Fora da lei não há salvação!

terça-feira, 25 de outubro de 2016

ESTUPEFATO E ESTARRECIDO

(No Estadão online, terça-feira, 25.10.2016)
Estupefação e estarrecimento são as sensações que tive ao ler o editorial “Os catedráticos em bandalheira” (23/10, A3). É de estarrecer qualquer um ficar sabendo que o ex-presidente Lula pensa (como provavelmente muitos outros petistas) que um governo de coalizão só funciona na base da compra de votos dos representantes no Congresso, ou seja, com desvio de dinheiro público para dobrar convicções pessoais. O mesmo pode-se dizer dos argumentos do ex-ministro Eugênio Aragão, que defende a corrupção como “tolerável” e, em certos aspectos, “positiva”. E por aí vai a apologia da corrupção, que chega a ser justificada como sendo “um problema estrutural simples”, e não um problema moral. Seguindo o pensamento desses “catedráticos de botequim”, deveríamos mudar radicalmente nossas leis. Não valeria mais o valor das ideias e dos projetos apresentados. Valeria, sim, quanto de dinheiro é necessário distribuir para que estes prosperem. Ou seja, quem tem dinheiro para distribuir consegue fazer vingar os seus. Quem não tem, mesmo tendo projetos melhores, não consegue. Teríamos, por tanto, não um governo de coalizão pela inteligência e bom senso no interesse da Nação, mas um governo de imposição pela força pecuniária no interesse dos que estão no poder. É ou não é de deixar qualquer um estupefato saber que pessoas que comandaram os destinos da Nação pensam ser normal, e até necessário, usar o vil metal para comprar a consciência dos que nos representam? Parece que o Apocalipse chegou mesmo. Quando será que conseguiremos separar o joio do trigo em nossa tão desvirtuada política?

domingo, 9 de outubro de 2016

FATIAR NÃO É A SOLUÇÃO

(No Estadão online, domingo, 9.10.2016)
No Brasil, antes da Operação Lava Jato e do juiz Sérgio Moro, a corrupção era tolerada por todos os partidos por ser o meio de sustentar os altos custos de campanhas eleitorais e da cobiça de seus políticos. Agora, que os esquemas escusos estão sendo cada vez mais desvendados por investigações e delações, o volume de “sujeira” se tornou tão grande que passou a ser inadministrável. Tanto que o Supremo Tribunal Federal (STF) resolveu “fatiar” esse processo. Mas fatiar só não adianta. Devemos resolver o problema em sua raiz. O custo de campanhas poderia ser bem menor com o voto distrital. Os princípios éticos e morais de partidos políticos poderiam ser aprimorados com uma triagem limitando o seu número. Para isso, bastaria exigir conceitos mais claros de cada um, com plataforma bem detalhada e consistente. Fidelidade partidária rigorosa: para político mudar de partido, perderia seu mandato e não poderia participar da próxima eleição. Todos os partidos de aluguel e oportunistas que não preencherem os critérios deixariam de receber do Fundo Partidário e não participariam do tempo de horário gratuito na televisão. Deveria ser obrigatória a plena divulgação das plataformas políticas e propostas de candidatos a todos os eleitores, por meio de impresso, pela mídia e pela internet. Fatiar não é a solução, uma reforma política séria e abrangente, sim!

domingo, 7 de agosto de 2016

JOGO INJUSTO

(No Estadão impresso, domingo, 7.08.2016)
ESTADO CONTRA A NAÇÃO
A economia brasileira, nos últimos 13 anos, não tem sido mais do que um jogo de interesses conflitantes, com vencedores e perdedores predeterminados. Os governos lulopetistas, seus políticos e funcionários públicos graduados “amigos do rei” estão sempre dando as cartas e influenciando o resultado a seu favor. Os empreiteiros e os que prestam serviços aos governos federal, estaduais e municipais procuram participar do jogo oferecendo um faturamento extra (geralmente por fora) para garantir contratos e licitações. Os empresários do setor privado, em todos os níveis, lutam para sobreviver dentro da selva de burocracia e pesados impostos. Já o povo, o cidadão que trabalha, paga impostos e sustenta todo esse jogo, só perde na luta pela sobrevivência. Quando vamos acabar com esse jogo injusto? Tudo deveria ser uma questão de “custo/benefício”. Quanto nos custa o governo pelos benefícios que nos oferece? Tentam fazer um ajuste nas contas, mas o Congresso é contra. Assim como são contra todos os sindicatos, funcionalismo público e os que vivem pendurados nas fartas tetas do Tesouro Nacional. O que fazer com esse “monstro” – governo inchado, ineficiente e guloso – que temos de sustentar enquanto insiste em nos devorar? Eles querem mais gastos e estão satisfeitos com a baixa produtividade que oferecem. Nós queremos mais benefícios e uma conta menos onerosa. Como desatar esse nó? Será que o impeachment da “presidenta” Dilma Rousseff e a ação de um governo interino de velhos políticos vão resolver isso? Dificilmente! Redução de custos e aumento de benefícios só virão com medidas drásticas que cortem na “carne” desse “monstro” em que se transformaram os nossos governos. Quem se candidatará a “peitar” os poderosos interesses e realizar essa grande cirurgia?

domingo, 11 de outubro de 2015

JOGO DAS CADEIRAS

(No Estadão online, domingo, 11.10.2015)
Trinta e nove ministérios viraram trinta e um. Saiu ministro, entrou ministro, houve fusão de ministérios e estão chamando isso de “reforma”. Ninguém sabe o que fez o ministro quando atuou no ministério; ninguém falou por que saiu. Os que foram nomeados, ninguém sabe quais suas qualificações além do partido ao qual pertence. E assim segue o entra e sai de pessoas para acomodar interesses meramente políticos. Quanto aos interesses do Brasil e dos brasileiros que, com sacrifício, pagam a conta, nada se fala. “Governabilidade” é a desculpa dada, mas sabemos que manter o poder e as ricas benesses é a verdadeira razão. E assim continuamos assistindo a este vergonhoso “jogo das cadeiras”, que só atende à politicagem rasteira, e nunca ao Brasil. A luz do fim do túnel, desse jeito, fica cada vez mais longe.

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

PORTEIRA FECHADA

(No Estadão online, sexta-feira, 9.10.2015)
Por que será que os novos ministros, ao assumirem no governo Dilma, manifestaram o desejo de ter o ministério com “porteira fechada”? Será que estão sendo nomeados “pro forma”, sem a liberdade de trocar os funcionários indicados pelo PT? Ou seja, Dilma quer trocar o titular e manter os “cumpanheiros” garantidos em seus cargos. Assim, temos uma mudança de “brincadeira”. Uma pergunta que todos os que trabalham e pagam o funcionalismo público devem fazer é: onde está o critério de competência, habilitação e real necessidade do funcionário contratado? A verdade é que o Brasil virou uma grande casa de mãe Joana, onde os que se apossaram do poder (fazendo “o diabo”) se acham no direito de aparelhar e inchar a máquina pública com cupinchas, militantes, parentes e amigos, sem se preocupar com mérito ou competência. E o trabalhador que fique quieto e pague a cada vez mais pesada conta. Até quando?

quarta-feira, 22 de julho de 2015

DE ÃO EM ÃO...

(No Estadão online, quarta-feira, 22.07.2015)
Começou com o “mensalão”, depois veio o “petrolão”... Agora estão estourando o “Eletrolão” e o “Bndesão”. O PT não tem escrúpulos nem limite: de milhão em milhão busca a hegemonia enchendo o papo com nosso dinheiro. E de “ão” em “ão” o brasileiro honesto, estarrecido, vê o Brasil indo para o brejo com a herança “supermaldita” desses desgovernos luladilmapetistas. Ninguém merece tanta desgraça!

terça-feira, 17 de março de 2015

A VOZ DO POVO

(No Estadão online, terça-feira, 17.03.2015)
Na sexta-feira, 13 de março, manifestações a favor do governo Dilma, financiadas pela CUT e apoiadas pelo PT e PC do B, dando a todos R$ 35 mais condução em luxuosos ônibus e lanches, reuniram cerca de 15 mil sindicalistas, militantes e, até, imigrantes da Guiné. Estes foram pagos para participar das passeatas. Já neste domingo, 15 de março, uma multidão de cidadãos (a Polícia Militar calculando 1.4 milhão) se deslocou, por iniciativa própria e gratuitamente, para locais combinados (Av. Paulista em São Paulo) dando seus gritos de insatisfação com este governo, sua incompetência, tolerânciam com a corrupção e roubalheira de dinheiro público em benefício dos partidos da base. Esperemos que essa forte voz do povo seja ouvida pelos governantes pois, como sabemos, a voz do povo é a voz de Deus!

quarta-feira, 11 de março de 2015

CADÊ A VERGONHA? (2a. versão)

(No Estadão online, terça-feira, 10.03.2015)
No Japão político pego em atos de corrupção, com vergonha, se mata diante de câmeras da TV para, supostamente, limpar com sangue a honra da família. Se o mesmo ocorresse aqui, será que sobraria alguém para apagar as luzes do Congresso? Onde estão a ética, a moral, o brio e a vergonha de nossos (falsos) representantes? Apesar de circularem pela mídia e na Justiça tantas delações, listas e testemunhos de personalidades diretamente envolvidas no desvio de milhões de nosso dinheiro em estatais e empresas públicas, tudo fica no barulho e nas discussões. Infelizmente, parece que com esta gente falta “chá de vergonha” e sobra óleo de peroba. Até quando?

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

TRAGÉDIA EM TRÊS ATOS

(No Estadão impresso, quinta-feira, 19.02.2015)
Discordando dos leitores srs. Edgard Gobbi (Prólogo e epílogo,15/2) e Roberto Twiaschor (Prefácio, epílogo e epitáfio, 17/2), acho que o prefácio de nossa verdadeira tragédia não foi o mensalão, nem seu epílogo se dará com a abertura das caixas-pretas de estatais como o BNDES. No meu entender, o prefácio se deu quando Fernando Henrique Cardoso passou o governo ao Lula (e ao PT) com excessiva cordialidade e sem defender com a devida firmeza as grandes conquistas conseguidas para o Brasil – Plano Real, Lei de Responsabilidade Fiscal, privatizações necessárias etc. Aceitar passivamente a crítica de que entregou uma “herança maldita” foi o prefácio dessa tragédia. O epílogo só poderá ser elaborado quando voltarmos a ter um governo sério, de pessoas responsáveis, que estejam em sintonia com e respeitem as necessidades do povo, prestando contas com transparência de todo dinheiro obtido através de pesados impostos e taxas. Quanto aos epitáfios de Lula e Dilma, deve ser simples: “Aqui jazem os que participaram de um projeto de hegemonia ideológica que afundou o Brasil na lama da corrupção alegando nunca saberem de nada”. Nossa história, infelizmente, já passou de drama e pode ser caracterizada como tragédia grega. Todos sabemos que o fim será muito doloroso e trágico. Só não sabemos ainda quem serão os sacrificados no final: o governo hegemonico aliado à corrupção ou o cidadão honesto, que terá de pagar, sem maiores esperanças, a pesada conta que estão deixando como herança das piores e mais malditas! Os brasileiros conscientes e honestos aguardam, com preocupação, o desfecho nos atos finais e o fechar das cortinas.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

HERANÇA BENDITA

(No Estadão impresso, quarta-feira, 3.12.2014)
Joaquim Levy indicado por Dilma e Henrique Meirelles indicado por Lula são testemunhos claros da herança bendita que foi a política econômica de FHC e Pedro Malan. Como estão dizendo, na hora do aperto os governos petistas acabam "tucanando". Com essa mudança a presidente tenta salvar o Plano Real, tão prejudicado pela política econômica irresponsável e não confiável de Guido Mantega. Mas outro pilar importante deixado por FHC, a Lei de Responsabilidade Fiscal está sendo seriamente minada pela flexibilização da LDO, por meio do pretendido PLN 36. A oposição não pode ceder, pois abrirá uma brecha para outras "flexibilizações" de leis disciplinadoras da Constituição. Se a receita não aparece, que reduzam os grandes e perdulários gastos feitos para atender a cupinchas e companheiros desempregados. Chega de aparelhamento! Queremos mais competência e eficiência no uso do nosso suado dinheiro!

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

QUE DIFERENÇA!

(No Estadão impresso, quinta-feira, 9.10.2014)
Quando FHC entregou o comando da Nação a Lula a moeda estava forte, as contas equilibradas e a economia pronta para deslanchar. Depois de 12 anos de PT a situação está totalmente contrária. Tanto assim que o ministro Guido Mantega prevê juros altos, desemprego e recessão caso Aécio Neves chegue à Presidência. Por que será? Será que Mantega está confessando que, preocupado somente com o objetivo eleitoral, o PT tem levantado um "castelo de cartas" com uma base econômica não sustentável no médio e no longo prazos? Minha sugestão ao PSDB e a Aécio Neves é que, logo ao assumir, façam uma completa auditoria revelando à Nação, de forma clara, simples e por todos os meios de comunicação, a verdadeira herança maldita que estão recebendo dos desgovernos petistas. Não vai ser fácil consertar o que elles estão deixando e o povo tem de estar preparado para os sacrifícios que serão inevitáveis para termos um Brasil melhor.

terça-feira, 13 de maio de 2014

ESCRAVOS DE JÓ

(No Estadão impresso, terça-feira, 13.05.2014)
Desvio de dinheiro público resulta em ação penal cujos advogados de defesa são pagos com dinheiro público do Fundo Partidário, reduzindo o dinheiro destinado à campanha eleitoral e obrigando a desviar mais dinheiro, o que resulta em ação penal cujos advogados de defesa são pagos com... Assim, na triste roda, nós, os escravos de Jó, pagamos essas contas, enquanto corruptos com corruptos fazem zigue-zigue-zá. Não é à toa que, com tanta corrupção e tantos escândalos, precisamos ter uma paciência de Jó.

sexta-feira, 18 de abril de 2014

O XIS DO PROBLEMA

(No Estadão online, sexta-feira, 18.04.2014)
Um dos aspectos mais relevantes e menos abordados de nosso mundo político é que a grande maioria dos que ingressam nesse mundo o faz para enriquecer a si, familiares, amigos e militantes. São raros os que atuam pensando no bem da comunidade. Servir-se do dinheiro público em vez de garantir sua boa aplicação tem sido a regra, talvez desde as capitanias hereditárias. Todos ganham muito bem, têm muitas benesses e uma rica estrutura ao seu dispor, mas não consideram isso suficiente! Querem amealhar mais. Penso que com o argumento ou a desculpa que é justificável como um “financiamento público” para garantir sua futura reeleição, além da manutenção das mordomias que foram sendo agregadas por leis nas quais eles mesmo votaram em benefício próprio. Querem manter o círculo virtuoso do qual se acham merecedores. Obviamente, para o resto do Brasil e todos os cidadãos contribuintes, trata-se de um círculo altamente vicioso e prejudicial. Eis a grande questão: como mudar isso dentro de uma democracia republicana e capenga? Enquanto esse problema não é resolvido, continuarão os escândalos de doleiros, cuecas, malas de dinheiro, tudo sendo misturado na confecção de mais e de maiores “pizzas”. Até quando?

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

MAIS UM RECORDE

(No Estadão impresso, terças-feira, 21.01.2014)
O novo Ministério de Dilma terá dez partidos políticos representados. Além dos poucos sempre na mídia - como Guido Mantega, da Fazenda, Gleisi Hof-fmann, da Casa Civil, Alexandre Padilha, da Saúde, e Aloizio Mercadante, da Educação -, pouco se sabe dos demais ministros. Entram e saem ministros e não se tem ideia de seus projetos, o que estão realizando ou realizaram, por que foram escolhidos e por que são substituídos... No desgoverno "lulodilmapetista" não importam competência, conhecimento da área, muito menos projeto e prestação de contas aos cidadãos pagantes. O que vale é o tempo no horário político da próxima campanha eleitoral e os votos necessários para a reeleição. E poder continuar oferecendo "boquinhas" e benesses aos companheiros e a seu partido. Vivemos um governo de irresponsabilidade e inconsequência. Estes, sim, são os recordes que deveriam ser mais revelados e nos preocupar!

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

GUERRA PSICOLÓGICA?!

(No Estadão impresso, quarta-feira, 1.01.2014 -primeira carta da coluna)
GOVERNO DILMA
Quem investe no mercado abrindo novas frentes de trabalho e bem-estar para o consumidor, sendo honesto, bem-intencionado e não contando com apoio do governo, arrisca um patrimônio acumulado com seu sacrifício e de sua família. E precisa de uma certa medida de estabilidade e confiabilidade do governo, isto é, que as regras do jogo permaneçam firmes durante o período de criação e gestação do novo negócio. Infelizmente, o governo atual tem feito tudo para minar essa confiança. Seus gastos excessivos, sua tolerância com a corrupção, a contenção forçada de preços de serviços e bens públicos, enfraquecendo a Petrobrás e geradoras/distribuidoras de eletricidade, a contabilidade criativa, a maquiagem dos números para fechar contas e contornar a Lei de Responsabilidade Fiscal, a promoção inusitada das empresas de Eike Batista, com o resultante rombo no Tesouro e em bancos nacionais, e muitas outras ações deixam preocupado quem quer investir com certo grau de segurança. Todas as medidas desse (des)governo se têm assemelhado a táticas e estratégias de guerra (pode-se dizer psicológica) para iludir o eleitor, ganhar seu voto e a reeleição. Ou seja, o objetivo eleitoreiro do governo tem quase sempre prevalecido sobre o bom senso. Diante dessa situação é de estranhar a relutância de empresários em aumentar investimentos no Brasil?

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

O PODER DA ESTRELA

(No Estadão online, quarta-feira, 4.12.2013)
No oeste dos Estados Unidos da América, na época da colonização, as autoridades regionais nomeavam xerifes que portavam uma estrela prateada como sinal de sua autoridade. Aqui, no Brasil, o governo lulopetista faz o mesmo, só que suas muitas “otoridades” portam estrelas vermelhas. Enquanto os xerifes americanos faziam valer a lei e impunham a ordem em benefício do cidadão, os da estrela vermelha, conforme nos diz o sr. A. P. Quartim de Moraes no excelente artigo “0013, licença para ser corrupto” (3/12, A2), são agentes, com apoio oficial, para garantir a hegemonia do PT a qualquer custo, por mais que prejudique e onere quem trabalha e produz honestamente. Infelizmente, acho que nossos “agentes 0013”, além de licença para serem corruptos impunes (defendidos por advogados de alto gabarito, caríssimos – quem será que está pagando suas contas?), têm também uma para mentir, abusar da demagogia, da esperteza e de “flexibilizar” as leis, desde que seja no interesse do partido. Fica bem claro e comprovado o que disse o ex-petista Frei Betto: “O PT trocou um projeto de Brasil por um projeto de poder”. E seus “agentes 0013” são os incumbidos de fazer os fins justificarem os meios. Enquanto isso, na falta de uma oposição que se preze, os brasileiros preocupados com a conta pesada que terá de ser paga por futuras gerações que reclamem por meio do “Estadão”, que ainda tem o poder de ser nossa brilhante estrela guia!