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terça-feira, 2 de abril de 2013

BALANÇO DO BNDES

(No Estadão online, terça-feira, 2.04.2013)
Quanta irresponsabilidade recorrer a manobras no balanço do BNDES para obter, artificialmente, um superávit primário mais aceitável! Os números podem aparecer no papel mais "aceitáveis", mas o custo em confiança não se justifica. Será que o elles não entendem que "confiabilidade" leva tempo e é uma conquista das mais valiosas? E que, depois de perdida, fica difícil recuperar? Infelizmente, é mais um caso de jeitinho, esperteza e truque burro que revela nossa situação de país do Terceiro Mundo!

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

GASTOS PÚBLICOS

(No METRO - 16/02/2011 e Estadão online, 20/02/2011)
Pelas informações recentes, parece que o caixa do governo Dilma já está estourado. Por que será? Certamente não é por culpa do contribuinte, pois ele já paga impostos e taxas de toda sorte, com mais de quatro meses de trabalho. Tanto assim que a arrecadação do governo tem batido recorde e mais recorde. E onde está indo todo esse dinheiro? Os ilustres senhores da área econômica pouco explicam. Mas, infelizmente, nós sabemos: ele está se esvaindo pelo ralo de uma máquina inchada, incompetente e perdulária, além de pela endêmica corrupção tolerada abertamente durante os últimos oito anos! Lulla "torrou nossa grana" para eleger sua sucessora, e agora elles vêm com a necessidade de "cortes profundos" e "sacrifícios necessários"? Bonito, mas quem vai sofrer esses cortes? Que não venham sacrificar ainda mais o trabalhador! Que elles cortem na própria carne, como fez, exemplarmente, o recém eleito deputado José Antonio Reguffe (PDT, DF). Que haja mais transparência em seus gastos (que tal abrir a "caixa preta" dos cartões corporativos nos últimos anos?), mais eficiência, menos mordomias, menos aparelhamento e nepotismo; enfim, mais respeito pelo dinheiro que recebem para bem administrar, não para mal gastar. Chega de abuso, e de sempre sobrecarregar o contribuinte! O governo tem de ser bom para todos, não só para companheiros, políticos aliados e empreiteiras!

sexta-feira, 25 de junho de 2010

PESO FISCAL EXCESSIVO

(No Estadão online, sexta-feira, 25/06/2010)
A situação está cada vez mais crítica para quem trabalha e paga impostos. O consumo dos governos federal, estadual e municipal, já chega a 36% do PIB, enquanto o valor de investimentos em infraestrutura não passa de 1,5%. Ou seja, os governos inchados e perdulários recebem o equivalente a 4,3 meses de nossa produção e renda, e só devolvem uma parcela ínfima para a manutenção da base sobre a qual se deve sustentar o Brasil produtivo. Enquanto muito está sendo canalizado para gastos de custeio de uma máquina pública cada vez mais inchada, para as benesses de toda sorte, e para o ''ralo'' de uma crônica corrupção entre os amigos do ''rei'', pouquíssimo sobra para facilitar a vida do Brasil honesto e cumpridor de deveres. Assim, o Brasil do governo Lula cresce e se projeta (inclusive internacionalmente) como aquele ditado popular: por fora, bela viola, por dentro pão bolorento. Infelizmente, a propaganda e os discursos demagógicos oficiais só revelam a bela fachada, e o povo iludido não percebe nem vê o interior bichado. Um dia isso terá de mudar!

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

LAMPEJO DE BOM SENSO

(No Estadão on-line, 23/10/2008)
Em evento nessa terça-feira, Lula declarou: "Eu não posso assumir compromisso com vocês de que, se houver uma crise econômica que abale o Brasil, a gente vai manter todo o dinheiro de todos os ministérios como está. Até porque se a União arrecadar menos, vai ter menos dinheiro para todo mundo. Não vai ter ilusão aqui", Será que, finalmente, nosso presidente está caindo na "real"? Que tal se ele aproveitar esse lampejo de bom senso para começar o enxugamento da inchada máquina pública? Por que não reduzir a quantidade de ministérios, eliminando os espúrios e perfeitamente desnecessários? O cidadão, trabalhador e contribuinte, que paga toda essa desproporcional estrutura pública merece saber onde está indo seu dinheiro. Que haja mais transparência e prestação de contas nos projetos sendo tocados por cada área do governo, especialmente dos "ministros do rei" confortavelmente entrincheirados nos ministérios e secretarias especiais, criadas especialmente para eles. A crise está batendo à nossa porta, presidente. Está na hora de parar de viajar tanto, de fazer tanta política pelos "companheiros", e administrar melhor o enorme volume de dinheiro que chega no Tesouro e desaparece nos crescentes gastos federais. Mais economia será necessário, sem dúvida. Mas o "trabalho de casa" tem de ser feito primeiro pelo Poder Executivo. Vamos reduzir gastos e desperdícios, não os investimentos necessários para o bem estar do brasileiro. Nosso povo já vem sendo sacrificado demais para sustentar a farra de gastos "PTLulista". Está na hora de governar com mais eficiência e produtividade, com mais obras e menos gastos. Nessa crise mundial vamos aproveitar a sabedoria de um ditado que corre no Primeiro Mundo: "quando o caminho se torna mais difícil, os mais competentes se destacam na dianteira". O Brasil pode dar o exemplo, basta o presidente começar dando o seu!

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

AMIZADE NÃO ADIANTA

(No Estadão on-line, 9/10/2008)
Lula e Bush estão íntimos. Semana passada Lula ligou para Bush para felicitá-lo pela aprovação do "pacote" anti crise, e agora, Bush retornou a ligação. Nesta, Lula cobrou de Bush quanto tempo levará para que as medidas aprovadas façam o desejado efeito no mercado. E ele respondeu que isso se dará em duas semanas e meia. Será? Como se trata de um seriíssimo problema de confiança e crédito, vamos torcer para que tanto Bush como nosso "panglossiano" presidente consigam inspirar a desejada calma e segurança no mercado financeiro. Por enquanto estamos bem, com forte reserva de caixa. Mas, com gastos federais tão altos, e os desperdícios provocados pelas "bondades e doações" fartamente distribuídas pelo governo, em projeto mais de poder do que de estratégia de progresso, vai ser difícil pedir o sacrifício necessário para se atravessar a crise global com menos prejuízo. E pouco adiantam as conversas com Bush, em final de mandato, pois tenho a impressão que isso mudará radicalmente com o futuro presidente dos EUA, seja ele Barack Obama ou John McCain. O tratamento que estes prometem dar à crise será sério, e exigirá a correspondente seriedade dos líderes de países aliados. Duvido que nosso governo esteja preparado e que encontrará a competência e decisão política para agir no nível de disciplina e controle que será imposto no mundo financeiro global. Mas, espero estar errado e que Lula "caia na real" tomando as medidas necessárias em preparação para os dias de escassez, tanto de capital como de crédito, que virão por aí. E se as coisas piorarem, não vai adiantar dizer que a culpa é do Bush. Na nova realidade, os líderes do Primeiro Mundo logo vão dizer: a "casa" é vossa, e a vocês cabe controlar vossos gastos e orçamentos. Se não correspondermos seremos isolados, e isso é o pior que poderá acontecer!

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Finanças públicas

Comentando artigo do professor Roberto Macedo, as idéias a seguir foram parte de carta publicada no Fórum do Estadão em 11/11/2002:
Realmente as finanças públicas nacionais parecem um desfile em "sambódromo kafkiano": "Em cima dos carros alegóricos estão os políticos a dançar e cantar em ritmo de gastança. Já em baixo, a empurrar insensata e inquestionadamente esses carros, está o povo, com a energia dos impostos que paga e da dívida que acumula." Nessa imagem, só estão faltando, em cima, os muitos com ricas e múltiplas aposentadorias, e os "marajás" de direitos abusivamente adquiridos fazendo coro aos políticos. E, em baixo faltam os muitos espertos (sic) que gritam "empurra", mas fazem corpo mole. São os que sonegam, compram fiscais e transferem sua carga para os que não têm como escapar. E como o governo exige cada vez mais, e tem cada vez menos condições de retribuir, por ter de pagar os carnavalescos e seus agregados... E, como aumenta cada vez mais a quantidade de "espertos" que não empurram, justificando não verem retorno, sobra menos povo para empurrar. Ou seja, o trabalhador responsável, honesto e cada vez mais indignado, vive o drama da ressaca de quarta-feira para sustentar as alegrias e privilégios dos amigos do "rei Mama" (nas tetas do Tesouro). Como poderá haver progresso material e social neste nosso Brasil, se vivemos no compasso louco desse carnaval de injustiças?

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Controle de gastos

A inflação está começando a mostrar sua sombra e Lula, com toda razão, anda preocupado. No mês de maio a poupança ficou negativa em 0,214% e, segundo dados da consultoria Economática, o poder aquisitivo geral dos brasileiros registrou a quarta maior queda, perdendo somente para os três primeiros meses de 2003. A situação está ficando séria! Está na hora do governo tomar medidas drásticas, não contra o assalariado e contribuinte, que já faz das tripas coração para pagar tantos impostos, mas contra seus próprios gastos excessivos. Muitas medidas devem ser tomadas, mas algumas emblemáticas saltam a nossa mente: reduzir o absurdo número de ministérios, muitos criados só para empregar companheiros; dar total transparência aos gastos com cartões corporativos, justificando-os e enxugando-os ao máximo; pedir a todos os ministros que prestem contas ao Presidente e à Nação de suas realizações e seus gastos, e outras medidas no mesmo sentido. Está na hora, em fim, de praticar "em casa" a economia que Lula está começando a pedir aos "outros". Como a geração dos mais velhos tem farta experiência, inflação é uma como uma doença auto-imune que, encontrando condições adequadas e liberdade para agir, dificilmente é contida sem grande sofrimento, especialmente para os mais carentes. Lula e seu governo precisam agir antes dessa "doença" se alastrar mais e tomar impulso. Que Lula e seus ministros parem de viajar tanto fazendo campanha política (oops, promoção do PAC) e fiquem mais em Brasília tomando medidas para que o governo fique menos obeso e mais eficiente. Todo cuidado é pouco. Essa doença, "a ciranda da desvalorização monetária", é insidiosa, pode estar mais atuante do que pensamos e, se deixarem aumentar sua força, só não perdoa os especuladores. Que Deus ilumine Lula e sua equipe econômica, nos próximos meses, para que o ruim não se torne pior!