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terça-feira, 24 de abril de 2018

NÃO SÓ ESPERANÇA

No Estadão online, terça-feira, 24.04.2018
O editorial “Mensagens de esperança” (21/4, A3), como sempre perspicaz e objetivo, sobre as recentes manifestações esperançosas e cautelosas do Exército e Igreja Católica, conclui-se com a reafirmação de que a política é o “único mecanismo capaz de superar democraticamente os agudos impasses nacionais”. Concordo, porém acho que nosso jogo político já está desvirtuado para ser um de cartas marcadas sempre em favor do status quo que resulta na reeleição das mesmas panelinhas, dando continuidade à força aos mesmos caciques de sempre. O povo tem se contentado, infelizmente, com o que reza o ditado: “Mudam-se as moscas, mas a m* continua a mesma”. Essa desesperança terá de ser desfeita. E uma forma direta para conseguir isto poderia ser uma intervenção pontual e branda nas opções de candidatos oferecidas ao eleitor. Em vez de só os partidos políticos definirem quem são seus candidatos, que as Forças Armadas e a Igreja, por meio de assembleia formada para tal fim, façam uma triagem prévia dos mais habilitados, preparados e interessados nos cargos em jogo. E que esses escolham o partido com o qual se aproximem mais, para serem apresentados aos eleitores com o aval dessa assembleia. E também seja feita uma completa revisão das plataformas políticas dos partidos, apresentando-as com clareza e objetividade ao eleitor para consubstanciar melhor seu voto. Creio que com estas medidas poderemos ganhar muito para eliminar um dos mais agudos impasses da política nacional. “A esperança é a última que morre”, dizem. Que possamos resolver esses problemas antes que a desesperança nos vença e nossa frágil democracia morra.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

MULTAS

(No Estadão online e Folha de S.Paulo impresso, quinta-feira, 24/06/2010)
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmou multa de R$ 7,5 mil aplicada ao presidente Lula por propaganda eleitoral antecipada em favor de Dilma Rousseff (será a quinta?). Já o Ministério Público Eleitoral (MPE) recorreu e pediu que a multa seja aumentada e estendida a Dilma. Na sequência, o ministro Marco Aurélio Mello apoiou o MPE e defendeu o aumento da multa para R$ 25 mil. Enquanto isso, o presidente e sua candidata, atentos às pesquisas, acham graça. A lei existe, mas, na prática, temos um triste ''leilão'' de quem multa quantos e multa mais. Assim, nosso representante maior vai continuar reincidindo no abuso da lei e fica tudo no valor da multa e quem recebe. Que pobreza! Pobre regime eleitoral! Pobre democracia! Pobre Brasil!