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terça-feira, 24 de abril de 2018

NÃO SÓ ESPERANÇA

No Estadão online, terça-feira, 24.04.2018
O editorial “Mensagens de esperança” (21/4, A3), como sempre perspicaz e objetivo, sobre as recentes manifestações esperançosas e cautelosas do Exército e Igreja Católica, conclui-se com a reafirmação de que a política é o “único mecanismo capaz de superar democraticamente os agudos impasses nacionais”. Concordo, porém acho que nosso jogo político já está desvirtuado para ser um de cartas marcadas sempre em favor do status quo que resulta na reeleição das mesmas panelinhas, dando continuidade à força aos mesmos caciques de sempre. O povo tem se contentado, infelizmente, com o que reza o ditado: “Mudam-se as moscas, mas a m* continua a mesma”. Essa desesperança terá de ser desfeita. E uma forma direta para conseguir isto poderia ser uma intervenção pontual e branda nas opções de candidatos oferecidas ao eleitor. Em vez de só os partidos políticos definirem quem são seus candidatos, que as Forças Armadas e a Igreja, por meio de assembleia formada para tal fim, façam uma triagem prévia dos mais habilitados, preparados e interessados nos cargos em jogo. E que esses escolham o partido com o qual se aproximem mais, para serem apresentados aos eleitores com o aval dessa assembleia. E também seja feita uma completa revisão das plataformas políticas dos partidos, apresentando-as com clareza e objetividade ao eleitor para consubstanciar melhor seu voto. Creio que com estas medidas poderemos ganhar muito para eliminar um dos mais agudos impasses da política nacional. “A esperança é a última que morre”, dizem. Que possamos resolver esses problemas antes que a desesperança nos vença e nossa frágil democracia morra.

sexta-feira, 21 de julho de 2017

DESRESPEITO

(No Estadão online, sexta-feira, 21.07.2017)
O desrespeito pelos contribuintes (18/7, A3) é uma característica dos políticos socialistas, comunistas e petistas. No governo, acreditam que os bens públicos são arrecadados e colocados à disposição para benefício próprio, e não para serem usados em benefício do cidadão. Não dão importância à prestação de contas e se julgam como privilegiados acima das leis. Com esse dinheiro, pretendem usar todos os meios lícitos e ilícitos para manter a hegemonia no poder. Para eles, desviar os bens públicos de seu objetivo precípuo não é roubo, é um direito que conseguiram pelos votos, não importa por quais meios, mentiras e promessas irrealizáveis. Não levam a sério a democracia. Vivem numa “cleptocracia” criada por eles para sempre favorecê-los. Por essas razões, os ex-presidentes Lula e Dilma acham perfeitamente normal os enormes gastos em viagens visando à autopromoção e a denigrir a imagem do Brasil. Julgam que o dinheiro é deles e não dos contribuintes! Como resolver isso? Minha sugestão é começar por dar total transparência aos gastos com cartões corporativos nas gestões Lula e Dilma. Abrindo essa “caixa preta”, vão sair muitos absurdos, inexplicáveis e contundentes.

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

A FORÇA DO EXEMPLO

(No Estadão online, quarta-feira, 2.11.2016)
A distinção e o valor de um povo são determinados em grande parte pelos exemplos de seus líderes. Os bons exemplos, bem entendidos e divulgados, valorizam o tecido nacional e a honradez de seus cidadãos, enquanto os maus exemplos o depreciam. Nas nações do Primeiro Mundo não se perde oportunidade de destacar na mídia e em bancos escolares as boas atuações de seus fundadores e patriarcas, assim como censurar os maus exemplos ocorridos na História. Infelizmente, no Brasil pouco se faz nesse sentido. Até a importante atuação de Ruy Barbosa, conhecido como o Águia de Haia, é depreciada ou esquecida. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e sua equipe econômica deixaram o Brasil sem inflação, com a Lei de Responsabilidade Fiscal, importantes programas sociais sob os cuidados de dona Ruth Cardoso, além de privatizações essenciais, como a da Companhia Siderúrgica Nacional e a das telecomunicações, e assistiu a todo esse esforço ser tachado de "herança maldita" pelo seu sucessor. Um bom exemplo, que foi desperdiçado em várias campanhas eleitorais perdidas pelo PSDB. Nos quase 14 anos de governos petistas, sofremos uma série enorme de maus exemplos tanto de Lula quanto de Dilma Rousseff, ambos demonstrando pouco apreço à educação e desconhecimento de assuntos mais comezinhos e básicos. Até a educação da Língua Portuguesa sofreu de maus exemplos ao apresentar em livros-textos linguajar errado, justificando-o como comum ao povo. Maus exemplos que foram aceitos e, até, aplaudidos pelos petistas. Felizmente, nos últimos anos, tivemos líderes que nos legaram ótimos exemplos: o presidente Michel Temer, ao declarar que não vai concorrer à reeleição para poder realizar os "amargos" ajustes necessários; o juiz Sergio Moro, com sua Operação Lava Jato acabando com a impunidade de muitos "poderosos"; a ministra Cármen Lúcia, que, ao assumir a presidência do Supremo Tribunal Federal (STF), foi pessoalmente visitar presídios e conferir a péssima condição em que se encontram os detentos; o prefeito eleito de São Paulo, sr. João Dória, que respondeu a Lula - quando este criticou seu vestuário como sendo mais caro que os "cisnes" (?) comprados por dona Marisa - dizendo que havia comprado sua roupa com dinheiro fruto de seu trabalho; e, finalmente, o povo, que despertou da demagogia e do populismo do PT para votar maciçamente nos candidatos da base de apoio ao governo Temer. Que este "novo" Brasil possa fixar bem os bons exemplos e fugir dos maus daqui para a frente. Está na hora de mais orgulho nacional, pé no chão e muito trabalho. Chega da ignorância que aceita ilusões e falsas promessas.

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

DILMA RÉ

(No Estadão online, quinta-feira, 27.10.2016)
Mais uma vergonhosa herança: a ex-presidente Dilma Rousseff foi citada oficialmente e agora é ré em ação movida por investidores norte-americanos contra a Petrobrás e dirigentes. Esta ação está sendo conduzida pelo escritório de advocacia Labaton Sucharow, de Providence, Rhode Island, EUA, onde corre o caso. Infelizmente, para nossa "ex-presidenta", lá a Justiça funciona.

domingo, 9 de outubro de 2016

FATIAR NÃO É A SOLUÇÃO

(No Estadão online, domingo, 9.10.2016)
No Brasil, antes da Operação Lava Jato e do juiz Sérgio Moro, a corrupção era tolerada por todos os partidos por ser o meio de sustentar os altos custos de campanhas eleitorais e da cobiça de seus políticos. Agora, que os esquemas escusos estão sendo cada vez mais desvendados por investigações e delações, o volume de “sujeira” se tornou tão grande que passou a ser inadministrável. Tanto que o Supremo Tribunal Federal (STF) resolveu “fatiar” esse processo. Mas fatiar só não adianta. Devemos resolver o problema em sua raiz. O custo de campanhas poderia ser bem menor com o voto distrital. Os princípios éticos e morais de partidos políticos poderiam ser aprimorados com uma triagem limitando o seu número. Para isso, bastaria exigir conceitos mais claros de cada um, com plataforma bem detalhada e consistente. Fidelidade partidária rigorosa: para político mudar de partido, perderia seu mandato e não poderia participar da próxima eleição. Todos os partidos de aluguel e oportunistas que não preencherem os critérios deixariam de receber do Fundo Partidário e não participariam do tempo de horário gratuito na televisão. Deveria ser obrigatória a plena divulgação das plataformas políticas e propostas de candidatos a todos os eleitores, por meio de impresso, pela mídia e pela internet. Fatiar não é a solução, uma reforma política séria e abrangente, sim!

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

EXAME NACIONAL DE HABILITAÇÃO POLÍTICA

(No Estadão online, quarta-feira, 17.08.2016)
Gostaria de fazer a seguinte sugestão: que seja elaborada lei através de Projeto de Emenda Constitucional (PEC) obrigando todos os pretendentes a representação política a passarem e serem aprovados antes por um teste de avaliação (Exame Nacional de Habilitação Política – Enhap). Os assuntos da avaliação poderiam ser: conhecimento da Constituição, Português básico, noções de Economia, ciências contábeis, lógica, ética, moral e civismo, além de outros pertinentes. A avaliação poderia ser elaborada por equipes do Supremo Tribunal Federal, com supervisão final de seus ministros. E o estudo preparatório feito a partir de apostilas ou de material em site da internet. Os exames seriam realizados anualmente, em datas e locais previamente anunciados, nas capitais estaduais, com presença física do pretendente e total controle e supervisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Seus resultados seriam publicados em jornais de circulação nacional, para conhecimento dos eleitores, especialmente antes de eleições. Só estariam habilitados a se tornarem candidatos quem alcançar determinada nota, com um nível de habilitação para cada cargo pretendido. Esse é só um rascunho da ideia. A lógica é simples: se, para qualquer cargo de gerência, supervisão ou de responsabilidade no setor privado, são exigidos teste psicotécnico, entrevistas e avaliação de concorrência entre todos os pretendentes, por que não fazer o mesmo com quem pretende se tornar nosso representante? Com o constante aperfeiçoamento e aplicação dessa triagem, poderemos ir melhorando muito o nível de nossos representantes. O Brasil precisa e merece políticos melhores!

quarta-feira, 27 de abril de 2016

BALA DE PRATA (Como matar jararaca)

(No Estadão online, quarta-feira, 27.04.2016)
O ex-presidente Luiz Inácio da Silva, após prestar depoimento coercitivamente na Polícia Federal, nos deu a maneira: acertar bem na cabeça da serpente (no rabo não adianta). Esse bicho é duro de matar! Também difícil de matar é vampiro: sendo necessário segurar crucifixo com uma mão e, com a outra, cravar bem no seu coração estaca de madeira bem pontiaguda. E lobisomem nem se fala. Só acertando no seu coração uma bem disparada bala de prata. O Brasil do bem, da democracia e da liberdade, muito ameaçado por jararacas, vampiros e lobisomens, está precisando urgentemente usar um desses recursos. Gostaria de sugerir a nossos estadistas (juiz Sérgio Moro, senhores ministros do Supremo Tribunal Federal e líderes esclarecidos do Congresso) que usem eficientemente três balas de prata para começar a eliminar o mal que tanto nos vem afligindo há mais de década: poderosas CPIs dando total transparência a empréstimos (doações?) do BNDES feitos a ditadores latino-americanos e africanos; gastos abusivos do Executivo através dos cartões corporativos; e atividades até hoje não bem explicadas da sra. Rosemary Noronha, inclusive o bem documentado transporte e depósito de 25 milhões de euros em banco no Porto, Portugal. E que seus resultados sejam bem divulgados aos brasileiros, que estão pagando essas contas (e deixando um pesado saldo devedor a filhos e netos), e na imprensa estrangeira (especialmente), para que as “jararacas” não tenham meios de retrucar com as mentiras habituais. Não podemos continuar “bonzinhos” achando que eles têm consciência, escrúpulos e vergonha. Não têm! Só mesmo acertando no coração desse processo, bem disfarçado de “democracia” (Foro de São Paulo), que está nos levando a uma malfadada ditadura bolivariana.

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

A FORÇA DO EXEMPLO

(No Estadão impresso, A3, 19.10.2015)
OPOSIÇÃO
A presidente Dilma vociferou: “Quem tem força moral, reputação ilibada para atacar minha honra? Quem?”. Creio que a resposta da oposição deveria ser: “Não tem nada que ver com honra, sra. presidente. São os fatos e o desprezo pelas leis da República que estão sendo questionados. Tentar desmerecer quem aponta objetivamente suas transgressões e seus conflitos com a Constituição não passa de velhacaria na tentativa de iludir os brasileiros. Não pode ser levado a sério. Nossas leis devem ser respeitadas, especialmente por quem assumiu a responsabilidade inerente ao cargo máximo do governo nacional!”. Será que um dia vamos ter uma oposição atuante e firme na manifestação dessa exigência? Rezemos!

terça-feira, 6 de maio de 2014

REMÉDIOS, VINHOS E SEDAS

(No Estadão impresso, terça-feira, 6.05.2014)
O doleiro Alberto Youssef é realmente um fora da lei criativo e bem relacionado: criou uma "lavanderia" que processa dinheiro sujo para comparsas corruptos importando vinhos, joias, tecidos finos, instrumentos musicais, tudo por meio do fictício Laboratório Labogen - que deveria, isso, sim, importar medicamentos. Como sempre, eles "lavam" e nós trabalhamos e suamos para comer o pão nosso de cada dia. Assim seguimos de escândalo em escândalo neste país das mil mutretas.

quinta-feira, 16 de maio de 2013

RELATIVA HONESTIDADE?

(No Estadão online, quinta-feira, 16.05.2013) 
 Gostaria de perguntar ao sr. Lula da Silva se ele confiaria seu dinheiro a banco ou instituição financeira cujo comportamento ético e honestidade não fossem irretocáveis? Óbvio que não! Mesmo assim ele acha normal o caixa dois e uma ética questionável em partidos e políticos que elaboram nossas leis e administram nosso patrimônio. Será que não é hora de questionarmos a quem estamos confiando nosso dinheiro, os tão pesados e não produtivos impostos? Por essas e outras, com os que deveriam ser os mais responsáveis relativizando a honestidade e as leis, não é a toa que o Brasil se tornou uma terra de trouxas e tolos explorados por um grupo de “aliados” com poucos escrúpulos e muita esperteza!

sábado, 23 de março de 2013

ÉTICA E BARBÁRIE

(No Estadão impresso, sábado, 23.03.2013)
O ministro Joaquim Barbosa afirmou não só que há "conluio" entre juízes e advogados, como também que muitos juízes deveriam ser afastados de seus cargos. Em vez de a OAB e as associações de juízes promoverem atos de repúdio às declarações do ministro, deveriam aproveitar a oportunidade para realizar, com coragem, uma completa apuração da realidade em que se encontra a magistratura no Brasil, tomando medidas transparentes para restaurar o respeito de seus associados. Assim estariam agindo para tirar o Brasil dessa situação tão prejudicial às nossas instituições democráticas. É necessário reconhecerem que a "barbárie" está se instalando no País mais pela frouxidão quanto à ética, que facilita conluios, nepotismos e a ganância excessiva dos que deveriam dar o exemplo aos demais brasileiros.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

COTA DE PASSAGENS AÉREAS

(No Estadão online, quarta-feira, 15.08.2012)
As justificativas do sr. Celso Russomano sobre o uso de cota de passagens aéreas por familiares são absurdas. As cotas dos políticos são valores limites para o bom desempenho da função representativa, não valores fixos a serem gastos ao bel prazer do mesmo. Uma das principais funções do representante é zelar pelo bom uso do dinheiro recolhido com sacrifício do contribuinte. E esse dinheiro deve ter como destino precípuo providenciar bons serviços públicos ao cidadão. Não o conforto de políticos e seus familiares. É assim nos países desenvolvidos. Mas, aqui, infelizmente, é bem diferente e o cidadão comum sofre uma carga tributária de Primeiro Mundo, vivendo uma realidade de terceiro. Sr. Russomano nos mostra um caso típico. Será que vai nos devolver o que gastou indevidamente?

quinta-feira, 12 de julho de 2012

O FLAGRADO INFELIZ

(No Estadão online, quinta-feira, 12.07.2012)
O prefeito de Palmas, Raul Filho (PT-TO), coitado, reclama da infelicidade de ter sido filmado durante sua negociação com Carlinhos Cachoeira. É realmente uma injustiça só ele ser filmado! Para evitar tais "injustiças" proponho que elles passem uma lei segundo a qual ninguém possa filmar, gravar ou registrar de nenhuma forma quaisquer negociações entre políticos e empreiteiros, lobistas ou representantes de empresas privadas, sob pena de altas multas e destruição dos meios usados. Para que tal lei não seja tão leonina, poderiam abrir uma exceção para os flagrantes realizados nos dias 29 de fevereiro ou 1.º de abril, desde que o suspeito seja focalizado de frente e esteja sorrindo. Todos os demais casos seriam considerados não justificados e munição de oposicionistas para um "julgamento político", um golpe contra os políticos que estão trabalhando pelo bem de seus bolsos, digo, do povo honesto e trabalhador. Assim, nenhum político poderá ter a "infelicidade" de ser apanhado com a boca na botija. E o contribuinte "que se exploda"!

quarta-feira, 11 de julho de 2012

O QUE É DECORO?

(No Estadão online, quarta-feira, 11.07.2012)

O senador Demóstenes Torres declarou na tribuna do Congresso que mentir não é faltar com o decoro. Se outros pensam como ele, nossa política está realmente muito podre! Em quem podemos confiar se até senadores acham que podem mentir impunemente?

quinta-feira, 21 de junho de 2012

BARCO RACHADO

(No Estadão online, quinta-feira, 21.06.2012)
Para que lado seguirá o PT se ganhar a eleição para a Prefeitura de São Paulo? Para o lado do Lula, do Maluf ou do Haddad? Com Marta, Erundina e muitos petistas torcendo contra, acho que vai ser difícil estabelecer uma coesão política e de propósitos. Assim, se, apesar de tudo, der PT, pobre São Paulo!

quinta-feira, 31 de maio de 2012

FAROESTE CABOCLO

(No DESTAK - SP/ ABC/ CAMPINAS/ RIO/ BRASÍLIA, quinta-feira, 31.05.2012)
O ministro Gilmar Mendes apontou nosso principal problema: atuam junto ao governo muitos "bandidos", sem o controle de uns poucos mocinhos. Num faroeste americano, o xerife dominava tudo, sempre usando chapéu claro e montando cavalo branco, enquanto os acuados bandidos eram apresentados de escuro. Em nosso faroeste, infelizmente, está cada vez mais difícil distinguir uns dos outros. Todos vestem os mesmos ternos e gravatas e só mudam na atitude. Os que têm acesso ao butim do poder, sendo amigos do rei ou da rainha, enriquecem "misteriosamente" e tentam melar o funcionamento da Justiça; os poucos que deveriam fazer o papel de xerife se omitem na hora de mostrar seus distintivos. Nossa realidade fica parecendo um faroeste-pastelão, com a roubalheira correndo solta diante da ausência de xerife. E o cidadão, indefeso, assiste a tudo, sentindo-se um verdadeiro palhaço.

sábado, 21 de janeiro de 2012

PAULO BERNARDO E A CNH

(No Estadão online, domingo, 15.01.2012)
Há muitos aspectos estranhos ligados à foto do ministro Paulo Bernardo tendo aulas para renovação de carta de motorista. Primeiro, ele estar sorrindo quando deveria estar arrependido por ter infringido as leis de trânsito (excesso de velocidade e uso de celular na direção) tantas vezes para perder a carta. Segundo, pelo fato de ministro geralmente se deslocar em carro oficial com motorista, portanto é de desconfiar que familiares dele, usando carros em seu nome, é que realmente cometeram as infrações. Terceiro, é a foto em si que denuncia jogada de marketing por ser inusitado ministro sujeitar-se a tal situação. E assim, todos batem palmas para um mau motorista e ministro irresponsável. Por essas é que, infelizmente, continuamos sendo um país pouco sério!

sábado, 3 de setembro de 2011

DEMOCRACIA E MORALIDADE

(No Estadão online, sábado, 3.09.2011)
RAIO X
O artigo do professor Denis Lerrer Rosenfield, Democracia e moralidade (29/8, A2), é uma análise primorosa dos riscos que corremos em nossa frágil democracia. Deveria ser de leitura obrigatória para todos que se preocupam com as decisões autocráticas e insidiosas que estão, pouco a pouco, sendo tomadas e impostas pelo governo lulopetista sob a guisa de inclusão social. No meu entender, o problema se resume à não aplicação das leis e da Constituição, e o favorecimento das massas que se sentem marginalizadas (através de promessas demagógicas e populistas), de aliados políticos e os que favoreçam o projeto hegemônico do PT. Há um esforço constante para consolidar o poder político e de governo por parte de Lula e dos caciques petistas, sem a contrapartida de uma oposição esclarecida. Falta-nos uma clara defesa dos princípios de honestidade, moral, justiça e valorização de mérito em trabalho produtivo. Faltam-nos vozes que lutem por estes princípios e eduquem o povo para os benefícios do trabalho honesto e da cidadania participativa, onde os impostos pagos teriam sua força retornando em melhoria de vida para todos em vez de para o enriquecimento de poderosos de plantão. O brado de alerta do prof. Rosenfield é muito bom, mas temos de achar estadistas que levantem a bandeira da democracia com liberdade, e com leis fortes que consigam coibir a exploração de uns pelos outros, das classes dominantes sobre os desfavorecidos, dos que praticam o capitalismo selvagem sobre os pequenos empreendedores, etc. Faltam-nos lideranças que proponham uma democracia saudável com liberdade protegida por leis socialmente justas e igualitárias. Do contrário poderemos logo ficar sem democracia ou moralidade, predominando as propostas autocráticas desse partido cada vez mais hegemônico e seu carismático líder. É assustador, mas uma realidade bem desvendada pelo artigo em pauta!