No Estadão online, terça-feira, 24.04.2018
O editorial “Mensagens de esperança” (21/4, A3), como sempre perspicaz e objetivo, sobre as recentes manifestações esperançosas e cautelosas do Exército e Igreja Católica, conclui-se com a reafirmação de que a política é o “único mecanismo capaz de superar democraticamente os agudos impasses nacionais”. Concordo, porém acho que nosso jogo político já está desvirtuado para ser um de cartas marcadas sempre em favor do status quo que resulta na reeleição das mesmas panelinhas, dando continuidade à força aos mesmos caciques de sempre. O povo tem se contentado, infelizmente, com o que reza o ditado: “Mudam-se as moscas, mas a m* continua a mesma”. Essa desesperança terá de ser desfeita. E uma forma direta para conseguir isto poderia ser uma intervenção pontual e branda nas opções de candidatos oferecidas ao eleitor. Em vez de só os partidos políticos definirem quem são seus candidatos, que as Forças Armadas e a Igreja, por meio de assembleia formada para tal fim, façam uma triagem prévia dos mais habilitados, preparados e interessados nos cargos em jogo. E que esses escolham o partido com o qual se aproximem mais, para serem apresentados aos eleitores com o aval dessa assembleia. E também seja feita uma completa revisão das plataformas políticas dos partidos, apresentando-as com clareza e objetividade ao eleitor para consubstanciar melhor seu voto. Creio que com estas medidas poderemos ganhar muito para eliminar um dos mais agudos impasses da política nacional. “A esperança é a última que morre”, dizem. Que possamos resolver esses problemas antes que a desesperança nos vença e nossa frágil democracia morra.
Mostrando postagens com marcador reformas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador reformas. Mostrar todas as postagens
terça-feira, 24 de abril de 2018
NÃO SÓ ESPERANÇA
Marcadores:
Cartas Estadão,
faxina,
Melhoria política,
moralidade,
reformas,
TSE,
vergonha
quinta-feira, 6 de abril de 2017
LIÇÃO DO CHACRINHA
(No Estadão impresso, quinta-feira, 6.04.2017)
PESQUISAS
“Quem não se comunica se trumbica”, alertava o grande e inesquecível Abelardo Barbosa, o Chacrinha. O editorial Sem hesitação (4/4, A3) nos faz lembrar essa famosa sentença no que toca à importância de o presidente Michel Temer revelar ao povo, em alto e bom som, que “não há soluções mágicas para a crise (...), que a situação atual é resultado da inépcia dos presidentes petistas Lula da Silva e Dilma Rousseff, os mesmos que hoje pretendem dar lições de como tirar o País da crise que eles mesmos criaram”. Realmente, o presidente Temer deve “seguir adiante com as reformas, sem se deixar guiar por pesquisas”. O povo, cada vez mais esclarecido, quer melhores empregos e menos inflação, entendendo que as promessas petistas se basearam em mentiras e ilusões, que levaram a muitas expectativas e poucas realizações. Seria hora de todos se conscientizarem de que neste mundo globalizado e competitivo a riqueza flui de nações fornecedoras de matérias-primas e mão de obra barata (como o Brasil se tornou) para as mais produtivas e preparadas tecnologicamente. Sem educação, sem disciplina e sem sacrifício do presente para investir com inteligência no futuro não há progresso. E tudo só pode começar com os ajustes na economia que o governo Temer está levando adiante, com o sacrifício de todos nós. Pesquisas provocam desvios políticos que prejudicam o que deveria ser nosso verdadeiro foco.
PESQUISAS
“Quem não se comunica se trumbica”, alertava o grande e inesquecível Abelardo Barbosa, o Chacrinha. O editorial Sem hesitação (4/4, A3) nos faz lembrar essa famosa sentença no que toca à importância de o presidente Michel Temer revelar ao povo, em alto e bom som, que “não há soluções mágicas para a crise (...), que a situação atual é resultado da inépcia dos presidentes petistas Lula da Silva e Dilma Rousseff, os mesmos que hoje pretendem dar lições de como tirar o País da crise que eles mesmos criaram”. Realmente, o presidente Temer deve “seguir adiante com as reformas, sem se deixar guiar por pesquisas”. O povo, cada vez mais esclarecido, quer melhores empregos e menos inflação, entendendo que as promessas petistas se basearam em mentiras e ilusões, que levaram a muitas expectativas e poucas realizações. Seria hora de todos se conscientizarem de que neste mundo globalizado e competitivo a riqueza flui de nações fornecedoras de matérias-primas e mão de obra barata (como o Brasil se tornou) para as mais produtivas e preparadas tecnologicamente. Sem educação, sem disciplina e sem sacrifício do presente para investir com inteligência no futuro não há progresso. E tudo só pode começar com os ajustes na economia que o governo Temer está levando adiante, com o sacrifício de todos nós. Pesquisas provocam desvios políticos que prejudicam o que deveria ser nosso verdadeiro foco.
Marcadores:
Ajuste,
atrazo,
capitalismo,
Cartas Estadão,
crise,
demagogia,
desgoverno,
governo inchado,
governo Temer,
Melhoria política,
reformas
domingo, 1 de janeiro de 2017
FELIZ 2018
(No Estadão impresso, domingo, 1.01.2017)
ANO-NOVO
O ano de 2016 já passou. Ufa! Foi um ano difícil, de muita intranquilidade, com emoções à flor da pele. E como tudo passa e o tempo não espera, 2017 está se iniciando com sua carga de esperança e insegurança. Mas o essencial vai depender de nós e da seriedade para enfrentarmos o período difícil atual. Será que nossos políticos estão conscientes do importante papel que têm na correção de rumo para a recuperação do País? Será que vai prevalecer o bom senso do interesse nacional sobre as improvisações e o jeitinho do corporativismo? Será que, unidos, vamos assumir com coragem os sacrifícios necessários para pôr a casa em ordem, depois de mais de 13 anos de gestões irresponsáveis, demagógicas e populistas? O trabalho mais duro tem de ser feito em 2017, pois 2018 será ano de eleição. Não podemos continuar nessa toada repetitiva que se tornou o processo judicial: delações premiadas e ações inconsequentes que declaram réus, prendem, soltam, colocam tornozeleiras e as tiram, etc. Chega! Que se punam devidamente os culpados, se passe uma esponja e se comece a trabalhar na reconstrução do Brasil. Se continuarmos carregando o peso do passado, sem definições conclusivas e saneadoras (leis duras contra a impunidade, voto distrital, voto não obrigatório, etc.), dificilmente construiremos um bom futuro. Que 2017 seja o ano da virada de verdade. O Brasil merece um novo ano melhor, ainda que seja somente visando 2018!
ANO-NOVO
O ano de 2016 já passou. Ufa! Foi um ano difícil, de muita intranquilidade, com emoções à flor da pele. E como tudo passa e o tempo não espera, 2017 está se iniciando com sua carga de esperança e insegurança. Mas o essencial vai depender de nós e da seriedade para enfrentarmos o período difícil atual. Será que nossos políticos estão conscientes do importante papel que têm na correção de rumo para a recuperação do País? Será que vai prevalecer o bom senso do interesse nacional sobre as improvisações e o jeitinho do corporativismo? Será que, unidos, vamos assumir com coragem os sacrifícios necessários para pôr a casa em ordem, depois de mais de 13 anos de gestões irresponsáveis, demagógicas e populistas? O trabalho mais duro tem de ser feito em 2017, pois 2018 será ano de eleição. Não podemos continuar nessa toada repetitiva que se tornou o processo judicial: delações premiadas e ações inconsequentes que declaram réus, prendem, soltam, colocam tornozeleiras e as tiram, etc. Chega! Que se punam devidamente os culpados, se passe uma esponja e se comece a trabalhar na reconstrução do Brasil. Se continuarmos carregando o peso do passado, sem definições conclusivas e saneadoras (leis duras contra a impunidade, voto distrital, voto não obrigatório, etc.), dificilmente construiremos um bom futuro. Que 2017 seja o ano da virada de verdade. O Brasil merece um novo ano melhor, ainda que seja somente visando 2018!
quinta-feira, 22 de dezembro de 2016
O ÔNUS DA RECONSTRUÇÃO
(No Estadão online, quinta-feira, 22.12.2016)
Altamente relevante e preocupante o artigo de Almir Pazzianotto Pinto "O ônus da reconstrução" (20/12, A2). Temos uma legislação trabalhista utópica, criada pelo populismo demagógico. Impõe muitos direitos de trabalhadores sem se preocupar com seus deveres e seu peso na operacionalidade e rentabilidade dos empreendimentos dos quais dependem. É uma fórmula que, nas crises como a atual, leva empresas a falirem ou a se mudarem para nações com mais flexibilidade na contratação e demissão de mão de obra. Diz-nos Pazzianotto: "A CLT disciplina pedidos de demissão e despedidas individuais, por falta grave ou sem justa causa. Ignora cortes coletivos decorrentes do colapso da economia ou o insucesso da empresa causado por fatores insuperáveis de mercado. Pune o empregador, como se fosse responsável pela estagnação que nos legou o Partido dos Trabalhadores". E faz uma pergunta crucial a quem está sem emprego há vários meses e não encontra colocação: "Se gostaria de obter trabalho com 12 meses de salários, férias de 15 dias negociáveis, horas extras com adicional de 10%, ou se lhe basta a riqueza de contar, no papel, com a legislação mais protecionista do mundo". A concorrência internacional está cada vez mais acirrada, especialmente a da China. Vamos ficar dormindo na ilusão dos muitos e irrealizáveis direitos trabalhistas impostos pela Constituição de 1988 ou vamos acordar para a realidade de que é melhor ganhar menos, mas ter trabalho gerado por uma economia saudável e competitiva? Para reconstruirmos o que o PT destruiu, temos de assumir o ônus e esquecer os direitos excessivos que provocam nosso atraso. É uma decisão crucial que temos de enfrentar urgentemente!
Altamente relevante e preocupante o artigo de Almir Pazzianotto Pinto "O ônus da reconstrução" (20/12, A2). Temos uma legislação trabalhista utópica, criada pelo populismo demagógico. Impõe muitos direitos de trabalhadores sem se preocupar com seus deveres e seu peso na operacionalidade e rentabilidade dos empreendimentos dos quais dependem. É uma fórmula que, nas crises como a atual, leva empresas a falirem ou a se mudarem para nações com mais flexibilidade na contratação e demissão de mão de obra. Diz-nos Pazzianotto: "A CLT disciplina pedidos de demissão e despedidas individuais, por falta grave ou sem justa causa. Ignora cortes coletivos decorrentes do colapso da economia ou o insucesso da empresa causado por fatores insuperáveis de mercado. Pune o empregador, como se fosse responsável pela estagnação que nos legou o Partido dos Trabalhadores". E faz uma pergunta crucial a quem está sem emprego há vários meses e não encontra colocação: "Se gostaria de obter trabalho com 12 meses de salários, férias de 15 dias negociáveis, horas extras com adicional de 10%, ou se lhe basta a riqueza de contar, no papel, com a legislação mais protecionista do mundo". A concorrência internacional está cada vez mais acirrada, especialmente a da China. Vamos ficar dormindo na ilusão dos muitos e irrealizáveis direitos trabalhistas impostos pela Constituição de 1988 ou vamos acordar para a realidade de que é melhor ganhar menos, mas ter trabalho gerado por uma economia saudável e competitiva? Para reconstruirmos o que o PT destruiu, temos de assumir o ônus e esquecer os direitos excessivos que provocam nosso atraso. É uma decisão crucial que temos de enfrentar urgentemente!
Marcadores:
Ajuste,
atrazo,
Cartas Estadão,
CLT,
Constituição,
Direitos abusivos,
reformas
quarta-feira, 2 de novembro de 2016
A FORÇA DO EXEMPLO
(No Estadão online, quarta-feira, 2.11.2016)
A distinção e o valor de um povo são determinados em grande parte pelos exemplos de seus líderes. Os bons exemplos, bem entendidos e divulgados, valorizam o tecido nacional e a honradez de seus cidadãos, enquanto os maus exemplos o depreciam. Nas nações do Primeiro Mundo não se perde oportunidade de destacar na mídia e em bancos escolares as boas atuações de seus fundadores e patriarcas, assim como censurar os maus exemplos ocorridos na História. Infelizmente, no Brasil pouco se faz nesse sentido. Até a importante atuação de Ruy Barbosa, conhecido como o Águia de Haia, é depreciada ou esquecida. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e sua equipe econômica deixaram o Brasil sem inflação, com a Lei de Responsabilidade Fiscal, importantes programas sociais sob os cuidados de dona Ruth Cardoso, além de privatizações essenciais, como a da Companhia Siderúrgica Nacional e a das telecomunicações, e assistiu a todo esse esforço ser tachado de "herança maldita" pelo seu sucessor. Um bom exemplo, que foi desperdiçado em várias campanhas eleitorais perdidas pelo PSDB. Nos quase 14 anos de governos petistas, sofremos uma série enorme de maus exemplos tanto de Lula quanto de Dilma Rousseff, ambos demonstrando pouco apreço à educação e desconhecimento de assuntos mais comezinhos e básicos. Até a educação da Língua Portuguesa sofreu de maus exemplos ao apresentar em livros-textos linguajar errado, justificando-o como comum ao povo. Maus exemplos que foram aceitos e, até, aplaudidos pelos petistas. Felizmente, nos últimos anos, tivemos líderes que nos legaram ótimos exemplos: o presidente Michel Temer, ao declarar que não vai concorrer à reeleição para poder realizar os "amargos" ajustes necessários; o juiz Sergio Moro, com sua Operação Lava Jato acabando com a impunidade de muitos "poderosos"; a ministra Cármen Lúcia, que, ao assumir a presidência do Supremo Tribunal Federal (STF), foi pessoalmente visitar presídios e conferir a péssima condição em que se encontram os detentos; o prefeito eleito de São Paulo, sr. João Dória, que respondeu a Lula - quando este criticou seu vestuário como sendo mais caro que os "cisnes" (?) comprados por dona Marisa - dizendo que havia comprado sua roupa com dinheiro fruto de seu trabalho; e, finalmente, o povo, que despertou da demagogia e do populismo do PT para votar maciçamente nos candidatos da base de apoio ao governo Temer. Que este "novo" Brasil possa fixar bem os bons exemplos e fugir dos maus daqui para a frente. Está na hora de mais orgulho nacional, pé no chão e muito trabalho. Chega da ignorância que aceita ilusões e falsas promessas.
A distinção e o valor de um povo são determinados em grande parte pelos exemplos de seus líderes. Os bons exemplos, bem entendidos e divulgados, valorizam o tecido nacional e a honradez de seus cidadãos, enquanto os maus exemplos o depreciam. Nas nações do Primeiro Mundo não se perde oportunidade de destacar na mídia e em bancos escolares as boas atuações de seus fundadores e patriarcas, assim como censurar os maus exemplos ocorridos na História. Infelizmente, no Brasil pouco se faz nesse sentido. Até a importante atuação de Ruy Barbosa, conhecido como o Águia de Haia, é depreciada ou esquecida. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e sua equipe econômica deixaram o Brasil sem inflação, com a Lei de Responsabilidade Fiscal, importantes programas sociais sob os cuidados de dona Ruth Cardoso, além de privatizações essenciais, como a da Companhia Siderúrgica Nacional e a das telecomunicações, e assistiu a todo esse esforço ser tachado de "herança maldita" pelo seu sucessor. Um bom exemplo, que foi desperdiçado em várias campanhas eleitorais perdidas pelo PSDB. Nos quase 14 anos de governos petistas, sofremos uma série enorme de maus exemplos tanto de Lula quanto de Dilma Rousseff, ambos demonstrando pouco apreço à educação e desconhecimento de assuntos mais comezinhos e básicos. Até a educação da Língua Portuguesa sofreu de maus exemplos ao apresentar em livros-textos linguajar errado, justificando-o como comum ao povo. Maus exemplos que foram aceitos e, até, aplaudidos pelos petistas. Felizmente, nos últimos anos, tivemos líderes que nos legaram ótimos exemplos: o presidente Michel Temer, ao declarar que não vai concorrer à reeleição para poder realizar os "amargos" ajustes necessários; o juiz Sergio Moro, com sua Operação Lava Jato acabando com a impunidade de muitos "poderosos"; a ministra Cármen Lúcia, que, ao assumir a presidência do Supremo Tribunal Federal (STF), foi pessoalmente visitar presídios e conferir a péssima condição em que se encontram os detentos; o prefeito eleito de São Paulo, sr. João Dória, que respondeu a Lula - quando este criticou seu vestuário como sendo mais caro que os "cisnes" (?) comprados por dona Marisa - dizendo que havia comprado sua roupa com dinheiro fruto de seu trabalho; e, finalmente, o povo, que despertou da demagogia e do populismo do PT para votar maciçamente nos candidatos da base de apoio ao governo Temer. Que este "novo" Brasil possa fixar bem os bons exemplos e fugir dos maus daqui para a frente. Está na hora de mais orgulho nacional, pé no chão e muito trabalho. Chega da ignorância que aceita ilusões e falsas promessas.
Marcadores:
atrazo,
Cartas Estadão,
demagogia,
Democracia,
Educação,
Ética,
Exemplo dos líderes,
honestidade,
moralidade,
reformas
segunda-feira, 31 de outubro de 2016
REFORMAS JÁ!
(No Estadão online, segunda-feira, 31.10.2016)
O ex-ministro Rubens Ricupero afirmou que, “sem as reformas, vamos caminhar para uma crise fatal”. Creio que isso seja verdade. Precisamos de uma reforma completa para tornar mais saudável o tecido institucional da República, começando pela eliminação dos direitos abusivos que a classe política tem votado em benefício próprio. Se a Constituição deixa claro que todos devem ser iguais perante a lei, não é justo que uns se julguem mais iguais que os outros. A reforma tem de ser profunda, abrangente e transparente, atingindo todos os setores. Alguns aspectos devem ser prioritários, no meu entender: recuperar a consciência da importância dos “deveres” que antecedem e dão base aos direitos do cidadão; dar mais importância à responsabilidade, que deve ser maior quanto mais alto o cargo (por que celas especiais para diplomados em curso superior? Os que conseguiram um diploma devem ter mais noção da lei, portanto, devem ser punidos com mais, e não menos rigor); limitar o número de deputados, senadores, vereadores, e suas assessorias, para tornar do governo mais enxuto e eficiente; deixar claro que a carreira política é uma de sacrifício pelo bem coletivo, como síndico de prédio, e não uma que garanta a riqueza de si, familiares e cupinchas; valorizar professores, melhorar escolas e dar prioridade máxima à formação de uma nova geração de cidadãos honestos, responsáveis e bem preparados para se tornarem líderes de um novo Brasil; passar leis que controlem a corrupção e acabem com a impunidade; pensar mais no Brasil de nossos netos, e não no Brasil como fonte de riqueza para os que chegam ao poder. A verdade é que todos querem um Brasil melhor, mas poucos se dispõem a dar sua cota de sacrifício para a melhoria de nossa nação. Cristo Jesus deixou claro que “a quem muito foi dado muito será exigido”. Se não atendermos a isso enquanto estamos por aqui, seremos julgados e condenados quando chegarmos lá. Portanto, que sejam feitas reformas completas já!
O ex-ministro Rubens Ricupero afirmou que, “sem as reformas, vamos caminhar para uma crise fatal”. Creio que isso seja verdade. Precisamos de uma reforma completa para tornar mais saudável o tecido institucional da República, começando pela eliminação dos direitos abusivos que a classe política tem votado em benefício próprio. Se a Constituição deixa claro que todos devem ser iguais perante a lei, não é justo que uns se julguem mais iguais que os outros. A reforma tem de ser profunda, abrangente e transparente, atingindo todos os setores. Alguns aspectos devem ser prioritários, no meu entender: recuperar a consciência da importância dos “deveres” que antecedem e dão base aos direitos do cidadão; dar mais importância à responsabilidade, que deve ser maior quanto mais alto o cargo (por que celas especiais para diplomados em curso superior? Os que conseguiram um diploma devem ter mais noção da lei, portanto, devem ser punidos com mais, e não menos rigor); limitar o número de deputados, senadores, vereadores, e suas assessorias, para tornar do governo mais enxuto e eficiente; deixar claro que a carreira política é uma de sacrifício pelo bem coletivo, como síndico de prédio, e não uma que garanta a riqueza de si, familiares e cupinchas; valorizar professores, melhorar escolas e dar prioridade máxima à formação de uma nova geração de cidadãos honestos, responsáveis e bem preparados para se tornarem líderes de um novo Brasil; passar leis que controlem a corrupção e acabem com a impunidade; pensar mais no Brasil de nossos netos, e não no Brasil como fonte de riqueza para os que chegam ao poder. A verdade é que todos querem um Brasil melhor, mas poucos se dispõem a dar sua cota de sacrifício para a melhoria de nossa nação. Cristo Jesus deixou claro que “a quem muito foi dado muito será exigido”. Se não atendermos a isso enquanto estamos por aqui, seremos julgados e condenados quando chegarmos lá. Portanto, que sejam feitas reformas completas já!
Marcadores:
Cartas Estadão,
reforma política,
reformas
quinta-feira, 11 de agosto de 2016
ALVÍSSARAS?
(No Estadão impresso, quinta-feira, 11.08.2016)
No Senado, 59 votaram pelo Brasil e 21, pelo atraso. Que esse resultado seja a base de uma nova política em benefício de um novo Brasil e não fique só no processo de afastamento da (quase ex) “presidenta” Dilma Vana Rousseff! Alvíssaras?
No Senado, 59 votaram pelo Brasil e 21, pelo atraso. Que esse resultado seja a base de uma nova política em benefício de um novo Brasil e não fique só no processo de afastamento da (quase ex) “presidenta” Dilma Vana Rousseff! Alvíssaras?
Marcadores:
Cartas Estadão,
impeachment Dilma,
reformas
domingo, 10 de abril de 2016
PRATO CHEIO
(No Estadão online, domingo, 10.04.2016)
Olimpíada no Rio de Janeiro, epidemia do vírus da zika e da gripe H1N1, investigação do ex-presidente Lula e processo de impeachment da presidente Dilma são pratos cheios para a imprensa nacional e internacional. O Brasil está atualmente na berlinda. Será que conseguiremos dar exemplos de superação e civismo? Ou cairá ainda mais a máscara, revelando nossa cultura personalista não confortável com a ordem e a disciplina da lei? Com a palavra, a "presidenta" e nossos representantes no Congresso!
Olimpíada no Rio de Janeiro, epidemia do vírus da zika e da gripe H1N1, investigação do ex-presidente Lula e processo de impeachment da presidente Dilma são pratos cheios para a imprensa nacional e internacional. O Brasil está atualmente na berlinda. Será que conseguiremos dar exemplos de superação e civismo? Ou cairá ainda mais a máscara, revelando nossa cultura personalista não confortável com a ordem e a disciplina da lei? Com a palavra, a "presidenta" e nossos representantes no Congresso!
Marcadores:
Cartas Estadão,
desgoverno,
Dilma,
Ética,
políticos,
reformas,
vergonha
domingo, 11 de outubro de 2015
JOGO DAS CADEIRAS
(No Estadão online, domingo, 11.10.2015)
Trinta e nove ministérios viraram trinta e um. Saiu ministro, entrou ministro, houve fusão de ministérios e estão chamando isso de “reforma”. Ninguém sabe o que fez o ministro quando atuou no ministério; ninguém falou por que saiu. Os que foram nomeados, ninguém sabe quais suas qualificações além do partido ao qual pertence. E assim segue o entra e sai de pessoas para acomodar interesses meramente políticos. Quanto aos interesses do Brasil e dos brasileiros que, com sacrifício, pagam a conta, nada se fala. “Governabilidade” é a desculpa dada, mas sabemos que manter o poder e as ricas benesses é a verdadeira razão. E assim continuamos assistindo a este vergonhoso “jogo das cadeiras”, que só atende à politicagem rasteira, e nunca ao Brasil. A luz do fim do túnel, desse jeito, fica cada vez mais longe.
Trinta e nove ministérios viraram trinta e um. Saiu ministro, entrou ministro, houve fusão de ministérios e estão chamando isso de “reforma”. Ninguém sabe o que fez o ministro quando atuou no ministério; ninguém falou por que saiu. Os que foram nomeados, ninguém sabe quais suas qualificações além do partido ao qual pertence. E assim segue o entra e sai de pessoas para acomodar interesses meramente políticos. Quanto aos interesses do Brasil e dos brasileiros que, com sacrifício, pagam a conta, nada se fala. “Governabilidade” é a desculpa dada, mas sabemos que manter o poder e as ricas benesses é a verdadeira razão. E assim continuamos assistindo a este vergonhoso “jogo das cadeiras”, que só atende à politicagem rasteira, e nunca ao Brasil. A luz do fim do túnel, desse jeito, fica cada vez mais longe.
Marcadores:
aparelhamento,
Cartas Estadão,
corporativismo,
desgoverno,
desperdício,
Gastos excessivos,
governo inchado,
reformas
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015
TRAGÉDIA EM TRÊS ATOS
(No Estadão impresso, quinta-feira, 19.02.2015)
Discordando dos leitores srs. Edgard Gobbi (Prólogo e epílogo,15/2) e Roberto Twiaschor (Prefácio, epílogo e epitáfio, 17/2), acho que o prefácio de nossa verdadeira tragédia não foi o mensalão, nem seu epílogo se dará com a abertura das caixas-pretas de estatais como o BNDES. No meu entender, o prefácio se deu quando Fernando Henrique Cardoso passou o governo ao Lula (e ao PT) com excessiva cordialidade e sem defender com a devida firmeza as grandes conquistas conseguidas para o Brasil – Plano Real, Lei de Responsabilidade Fiscal, privatizações necessárias etc. Aceitar passivamente a crítica de que entregou uma “herança maldita” foi o prefácio dessa tragédia. O epílogo só poderá ser elaborado quando voltarmos a ter um governo sério, de pessoas responsáveis, que estejam em sintonia com e respeitem as necessidades do povo, prestando contas com transparência de todo dinheiro obtido através de pesados impostos e taxas. Quanto aos epitáfios de Lula e Dilma, deve ser simples: “Aqui jazem os que participaram de um projeto de hegemonia ideológica que afundou o Brasil na lama da corrupção alegando nunca saberem de nada”. Nossa história, infelizmente, já passou de drama e pode ser caracterizada como tragédia grega. Todos sabemos que o fim será muito doloroso e trágico. Só não sabemos ainda quem serão os sacrificados no final: o governo hegemonico aliado à corrupção ou o cidadão honesto, que terá de pagar, sem maiores esperanças, a pesada conta que estão deixando como herança das piores e mais malditas! Os brasileiros conscientes e honestos aguardam, com preocupação, o desfecho nos atos finais e o fechar das cortinas.
Discordando dos leitores srs. Edgard Gobbi (Prólogo e epílogo,15/2) e Roberto Twiaschor (Prefácio, epílogo e epitáfio, 17/2), acho que o prefácio de nossa verdadeira tragédia não foi o mensalão, nem seu epílogo se dará com a abertura das caixas-pretas de estatais como o BNDES. No meu entender, o prefácio se deu quando Fernando Henrique Cardoso passou o governo ao Lula (e ao PT) com excessiva cordialidade e sem defender com a devida firmeza as grandes conquistas conseguidas para o Brasil – Plano Real, Lei de Responsabilidade Fiscal, privatizações necessárias etc. Aceitar passivamente a crítica de que entregou uma “herança maldita” foi o prefácio dessa tragédia. O epílogo só poderá ser elaborado quando voltarmos a ter um governo sério, de pessoas responsáveis, que estejam em sintonia com e respeitem as necessidades do povo, prestando contas com transparência de todo dinheiro obtido através de pesados impostos e taxas. Quanto aos epitáfios de Lula e Dilma, deve ser simples: “Aqui jazem os que participaram de um projeto de hegemonia ideológica que afundou o Brasil na lama da corrupção alegando nunca saberem de nada”. Nossa história, infelizmente, já passou de drama e pode ser caracterizada como tragédia grega. Todos sabemos que o fim será muito doloroso e trágico. Só não sabemos ainda quem serão os sacrificados no final: o governo hegemonico aliado à corrupção ou o cidadão honesto, que terá de pagar, sem maiores esperanças, a pesada conta que estão deixando como herança das piores e mais malditas! Os brasileiros conscientes e honestos aguardam, com preocupação, o desfecho nos atos finais e o fechar das cortinas.
Marcadores:
Cartas Estadão,
corporativismo,
corrupção,
Democracia,
Ética,
Gastos excessivos,
governo inchado,
populismo,
PT,
reformas
domingo, 16 de junho de 2013
QUANDO, QUANDO
(No Estadão online, domingo, 16.06.2013)
Quando será que os jovens brasileiros vão ter uma boa educação? Quando será que nossos governos vão se preocupar com a formação social, acadêmica e científica do brasileiro em geral? Quando será que nossos políticos terão mais escrúpulos para prometerem o realizável, e, depois, prestarem conta ao cidadão do que estão realizando? Quando será que acordaremos do "berço esplêndido" para enfrentar com coragem nossa triste realidade? Quando será que nossos governantes entenderão que não somos uma monarquia, deixando que os "palácios" sejam transformados em museus e administrando nossa nação de locais mais simples e realistas? Nos EUA, o presidente trabalha na Casa Branca, na Inglaterra o Primeiro Ministro na 10 Downing Street, na Argentina, na Casa Rosada; por que aqui temos tantos palácios - do Planalto, da Alvorada, dos Bandeirantes, etc.? Quando será que valorizaremos a honestidade e puniremos devidamente os que mentem para o povo e o exploram? Enfim, quando será que seremos uma nação séria e digna para competirmos em pé de igualdade com as do Primeiro Mundo? Eis a canção de um brasileiro desanimado: Quando, Quando...
Quando será que os jovens brasileiros vão ter uma boa educação? Quando será que nossos governos vão se preocupar com a formação social, acadêmica e científica do brasileiro em geral? Quando será que nossos políticos terão mais escrúpulos para prometerem o realizável, e, depois, prestarem conta ao cidadão do que estão realizando? Quando será que acordaremos do "berço esplêndido" para enfrentar com coragem nossa triste realidade? Quando será que nossos governantes entenderão que não somos uma monarquia, deixando que os "palácios" sejam transformados em museus e administrando nossa nação de locais mais simples e realistas? Nos EUA, o presidente trabalha na Casa Branca, na Inglaterra o Primeiro Ministro na 10 Downing Street, na Argentina, na Casa Rosada; por que aqui temos tantos palácios - do Planalto, da Alvorada, dos Bandeirantes, etc.? Quando será que valorizaremos a honestidade e puniremos devidamente os que mentem para o povo e o exploram? Enfim, quando será que seremos uma nação séria e digna para competirmos em pé de igualdade com as do Primeiro Mundo? Eis a canção de um brasileiro desanimado: Quando, Quando...
Marcadores:
Cartas Estadão,
cidadania,
Democracia,
desperdício,
Educação,
heranças,
honestidade,
impunidade,
reformas
sábado, 16 de março de 2013
ISENÇÃO DE IMPOSTOS
(No O Globo impresso, quarta-feira, 13.03.2013)
A isenção de impostos federais de produtos da cesta básica é uma boa medida, só que deveria ser feita como parte de um planejamento maior e mais responsável. Isoladamente, e no início de uma precipitada campanha visando à reeleição, a iniciativa fica suspeita. O correto seria, primeiramente, enxugar a máquina governamental, tornando-a mais econômica e eficiente, com redução de seus gastos ao mínimo necessário. Com o dinheiro economizado, mais os R$ 5.5 bilhões que se está abrindo mão neste ano com a isenção, investir-se-ia pesadamente em educação e na melhoria de nossa infraestrutura. Uma vez resolvidos esses problemas urgentes e cruciais, estando o Brasil no caminho firme e saudável para um desenvolvimento sustentável e sem inflação, aí, sim, o governo poderia abrir mão de receitas.
A isenção de impostos federais de produtos da cesta básica é uma boa medida, só que deveria ser feita como parte de um planejamento maior e mais responsável. Isoladamente, e no início de uma precipitada campanha visando à reeleição, a iniciativa fica suspeita. O correto seria, primeiramente, enxugar a máquina governamental, tornando-a mais econômica e eficiente, com redução de seus gastos ao mínimo necessário. Com o dinheiro economizado, mais os R$ 5.5 bilhões que se está abrindo mão neste ano com a isenção, investir-se-ia pesadamente em educação e na melhoria de nossa infraestrutura. Uma vez resolvidos esses problemas urgentes e cruciais, estando o Brasil no caminho firme e saudável para um desenvolvimento sustentável e sem inflação, aí, sim, o governo poderia abrir mão de receitas.
Marcadores:
Gastos excessivos,
governo inchado,
Impostos,
Inchaço da máquina,
Incompetência,
planejamento,
reformas
terça-feira, 12 de março de 2013
CARRO ANTES DOS BOIS
(No Estadão impresso, terça-feira, 12.03.2013)
A isenção de impostos federais em produtos da cesta básica é uma boa medida, só que deveria ser feita como parte de um planejamento maior e mais responsável. Isoladamente, e no início de uma precipitada campanha visando à reeleição, a iniciativa fica altamente suspeita. No meu entender, o correto seria primeiro enxugar o tamanho da máquina governamental, tornando-a mais econômica e eficiente, com redução de seus gastos ao mínimo necessário. Com o dinheiro economizado, mais os R$ 5,5 bilhões, valor de que se está abrindo mão neste ano com a isenção, se investiria pesadamente em educação e na melhoria de nossa infraestrutura. Uma vez resolvidos esses problemas urgentes e cruciais, estando o Brasil no caminho firme e saudável para um desenvolvimento sustentável e sem inflação, aí, sim, o governo poderia abrir mão de receitas. Lembro-me do caso de Puerto Rico, que para se tornar território americano, em 1959, teve de fortalecer sua economia sem ajuda dos EUA. Executou um plano chamado na época de como "levantar a nação pelos cadarços do próprio sapato". Temos de fazer o mesmo. Em vez de tomar decisões isoladas para quebrar galhos pontuais, deveríamos começar resolvendo o nosso maior problema: reduzir o peso e os gastos desnecessários de um governo inchado, perdulário e ineficiente. Assim o progresso viria fácil e o brasileiro que trabalha duro, de forma inteligente e honesta, se sentiria mais digno e realizado. É o Brasil com que sonhamos!
A isenção de impostos federais em produtos da cesta básica é uma boa medida, só que deveria ser feita como parte de um planejamento maior e mais responsável. Isoladamente, e no início de uma precipitada campanha visando à reeleição, a iniciativa fica altamente suspeita. No meu entender, o correto seria primeiro enxugar o tamanho da máquina governamental, tornando-a mais econômica e eficiente, com redução de seus gastos ao mínimo necessário. Com o dinheiro economizado, mais os R$ 5,5 bilhões, valor de que se está abrindo mão neste ano com a isenção, se investiria pesadamente em educação e na melhoria de nossa infraestrutura. Uma vez resolvidos esses problemas urgentes e cruciais, estando o Brasil no caminho firme e saudável para um desenvolvimento sustentável e sem inflação, aí, sim, o governo poderia abrir mão de receitas. Lembro-me do caso de Puerto Rico, que para se tornar território americano, em 1959, teve de fortalecer sua economia sem ajuda dos EUA. Executou um plano chamado na época de como "levantar a nação pelos cadarços do próprio sapato". Temos de fazer o mesmo. Em vez de tomar decisões isoladas para quebrar galhos pontuais, deveríamos começar resolvendo o nosso maior problema: reduzir o peso e os gastos desnecessários de um governo inchado, perdulário e ineficiente. Assim o progresso viria fácil e o brasileiro que trabalha duro, de forma inteligente e honesta, se sentiria mais digno e realizado. É o Brasil com que sonhamos!
Marcadores:
Cartas Estadão,
Educação,
Gastos excessivos,
governo inchado,
Impostos,
reformas
quarta-feira, 6 de março de 2013
COMO O DIABO GOSTA
(No Estadão impresso, quarta-feira, 6.03.2013)
Em vez de gastar tempo
fazendo o diabo para se reeleger, a sra. presidente devia fazer o diabo para
conseguir passar as reformas tão necessárias para o bem do Brasil. Do jeito que
as coisas vão, com inflação despontando, Lei de Responsabilidade Fiscal
desrespeitada, o peso de tantos ministérios inúteis, o custo Brasil disparando e
o PIB(inho) atolando na incompetência, logo, logo o brasileiro trabalhador e
altamente endividado terá de pagar o "mico" comendo o pão que o diabo
amassou!
Marcadores:
Campanha Dilma,
Cartas Estadão,
reformas,
responsabilidade
Assinar:
Postagens (Atom)