segunda-feira, 28 de março de 2011
NEM KAFKA
(No Estadão impresso, segunda-feira, 28/03/2011) Ficha suja, ficha limpa, pressão do povo e lei votada para valer em 2010, mas só vai valer em 2012; bons antecedentes sempre exigidos de funcionário público de carreira, mas não de político; falta de decoro sempre motivo de cassação de mandato, mas político é apanhado flagrantemente recebendo dinheiro de origem não explicada e não acham que seja falta nem de honestidade nem de decoro... E por aí vai a cena política deste nosso Brasilis macunaímico. Não é de admirar o desânimo dos cidadãos, pois nem Franz Kafka, no seu auge, conseguiria apresentar enredo tão absurdo, sem lógica e injusto!
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quarta-feira, 16 de março de 2011
MINISTÉRIO SEM PESCA
(No JORNAL DO BRASIL – RJ, quarta-feira, 16.03.2011)
Qual a função do Ministério da Pesca e Aquicultura, e de sua ministra Ideli Salvatti, além de dar emprego a muitos não pescadores (petistas)? Parece ser: gastar improdutivamente nosso dinheiro, pois, dispondo de um prédio de 14 andares, alugado por R$ 575 mil mensais, onde trabalham 374 servidores, a ministra e seus 67 assessores trabalham na Esplanada. E, conforme a ONG Contas Abertas, esse Ministério foi um dos que mais gastaram com viagens durante 2010, tendo seu ex-ministro Altemir Gregolin gasto R$69.800 só com diárias em três viagens internacionais (para reuniões não especificadas). No geral, seus recursos aumentaram 70 vezes nos últimos oito anos, mas a produção de pescado no país vem se mantendo inalterada em 990 mil toneladas/ano. Ou seja, o governo petista está inovando na área: em vez de ensinar a pescar ou dar o peixe, está tornando-o cada vez mais caro. E nós – que estamos comendo cada vez mais sardinha enquanto eles comem caviar – é que pagamos por esse Ministério totalmente inútil e altamente oneroso.
Qual a função do Ministério da Pesca e Aquicultura, e de sua ministra Ideli Salvatti, além de dar emprego a muitos não pescadores (petistas)? Parece ser: gastar improdutivamente nosso dinheiro, pois, dispondo de um prédio de 14 andares, alugado por R$ 575 mil mensais, onde trabalham 374 servidores, a ministra e seus 67 assessores trabalham na Esplanada. E, conforme a ONG Contas Abertas, esse Ministério foi um dos que mais gastaram com viagens durante 2010, tendo seu ex-ministro Altemir Gregolin gasto R$69.800 só com diárias em três viagens internacionais (para reuniões não especificadas). No geral, seus recursos aumentaram 70 vezes nos últimos oito anos, mas a produção de pescado no país vem se mantendo inalterada em 990 mil toneladas/ano. Ou seja, o governo petista está inovando na área: em vez de ensinar a pescar ou dar o peixe, está tornando-o cada vez mais caro. E nós – que estamos comendo cada vez mais sardinha enquanto eles comem caviar – é que pagamos por esse Ministério totalmente inútil e altamente oneroso.
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domingo, 13 de março de 2011
A CHAVE DO COFRE
(No Estadão impresso, domingo, 13/03/2011)
INCRA
A chave do cofre
A notícia de que o governo estuda mudanças na estrutura do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) para frear indicações políticas nos trouxe esperança de melhora. Mas esta é logo abatida quando funcionários do Incra desconfiam de que "a corrente do PT que hoje domina o ministério (do Desenvolvimento Agrário) quer centralizar em Brasília a chave do cofre". Ou seja, o problema é ter pleno acesso ao dinheiro, e não controlar melhor o seu gasto nem prestar contas ao contribuinte. Triste República, onde trabalhadores se sacrificam cinco meses no ano para encher o cofre e os poderosos de plantão só pensam em controlar sua chave.
INCRA
A chave do cofre
A notícia de que o governo estuda mudanças na estrutura do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) para frear indicações políticas nos trouxe esperança de melhora. Mas esta é logo abatida quando funcionários do Incra desconfiam de que "a corrente do PT que hoje domina o ministério (do Desenvolvimento Agrário) quer centralizar em Brasília a chave do cofre". Ou seja, o problema é ter pleno acesso ao dinheiro, e não controlar melhor o seu gasto nem prestar contas ao contribuinte. Triste República, onde trabalhadores se sacrificam cinco meses no ano para encher o cofre e os poderosos de plantão só pensam em controlar sua chave.
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quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
EM VEZ DE CPMF, ISO 9000
(No Estadão online, quarta-feira, 23/02/2011)
Todos os já muito sacrificados brasileiros devem se unir ao ex-senador Marco Maciel para rechaçar a volta da CPMF, com qualquer nome que inventem. O sr. Maciel tem toda razão quando diz que "já temos uma carga tributária muito pesada. Um novo imposto é mais uma forma de extrair [dinheiro] do cidadão". O governo que aperte o seu luxuoso e folgado cinto, trabalhando mais, com mais eficiência, produtividade, honestidade. Que acabe com tanta mordomia e corrupção, tantas fraudes e desvios de bens públicos. Está na hora de mostrarem serviço... e não de terça a quinta-feira, como tem sido o caso no Legislativo. O povo que trabalha duro quase cinco meses do ano para sustentar essa inchada e perdulária máquina pública, não aguenta mais. ISO 9000 nelles!
Todos os já muito sacrificados brasileiros devem se unir ao ex-senador Marco Maciel para rechaçar a volta da CPMF, com qualquer nome que inventem. O sr. Maciel tem toda razão quando diz que "já temos uma carga tributária muito pesada. Um novo imposto é mais uma forma de extrair [dinheiro] do cidadão". O governo que aperte o seu luxuoso e folgado cinto, trabalhando mais, com mais eficiência, produtividade, honestidade. Que acabe com tanta mordomia e corrupção, tantas fraudes e desvios de bens públicos. Está na hora de mostrarem serviço... e não de terça a quinta-feira, como tem sido o caso no Legislativo. O povo que trabalha duro quase cinco meses do ano para sustentar essa inchada e perdulária máquina pública, não aguenta mais. ISO 9000 nelles!
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
E O MICO?
(No Estadão impresso, terça-feira, 22/02/2011)
Entendi que foram descobertas uma fraude de R$ 2,5 bilhões e outra de R$ 1,3 bilhão no Panamericano, que colocaram em risco o patrimônio de Silvio Santos e criaram sérios problemas para a Caixa Econômica Federal. Também entendi que, para evitar essa "tragédia", o Banco Central está "costurando" uma solução que livra todos de prejuízos, ainda permitindo que o BTG Pactual compre a parte de Silvio limpa de "esqueletos". Tudo será possível com a injeção maciça de dinheiro de um tal Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Entendi quase tudo. Só não entendi quem vai ficar com o mico. Parece que, como sempre, os que ganham em negócios de risco e fraudes vão sair numa boa, enquanto o abacaxi deles será descascado com recursos de correntistas e contribuintes. Triste sina a de nosso país.
Entendi que foram descobertas uma fraude de R$ 2,5 bilhões e outra de R$ 1,3 bilhão no Panamericano, que colocaram em risco o patrimônio de Silvio Santos e criaram sérios problemas para a Caixa Econômica Federal. Também entendi que, para evitar essa "tragédia", o Banco Central está "costurando" uma solução que livra todos de prejuízos, ainda permitindo que o BTG Pactual compre a parte de Silvio limpa de "esqueletos". Tudo será possível com a injeção maciça de dinheiro de um tal Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Entendi quase tudo. Só não entendi quem vai ficar com o mico. Parece que, como sempre, os que ganham em negócios de risco e fraudes vão sair numa boa, enquanto o abacaxi deles será descascado com recursos de correntistas e contribuintes. Triste sina a de nosso país.
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quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
GASTOS PÚBLICOS
(No METRO - 16/02/2011 e Estadão online, 20/02/2011)
Pelas informações recentes, parece que o caixa do governo Dilma já está estourado. Por que será? Certamente não é por culpa do contribuinte, pois ele já paga impostos e taxas de toda sorte, com mais de quatro meses de trabalho. Tanto assim que a arrecadação do governo tem batido recorde e mais recorde. E onde está indo todo esse dinheiro? Os ilustres senhores da área econômica pouco explicam. Mas, infelizmente, nós sabemos: ele está se esvaindo pelo ralo de uma máquina inchada, incompetente e perdulária, além de pela endêmica corrupção tolerada abertamente durante os últimos oito anos! Lulla "torrou nossa grana" para eleger sua sucessora, e agora elles vêm com a necessidade de "cortes profundos" e "sacrifícios necessários"? Bonito, mas quem vai sofrer esses cortes? Que não venham sacrificar ainda mais o trabalhador! Que elles cortem na própria carne, como fez, exemplarmente, o recém eleito deputado José Antonio Reguffe (PDT, DF). Que haja mais transparência em seus gastos (que tal abrir a "caixa preta" dos cartões corporativos nos últimos anos?), mais eficiência, menos mordomias, menos aparelhamento e nepotismo; enfim, mais respeito pelo dinheiro que recebem para bem administrar, não para mal gastar. Chega de abuso, e de sempre sobrecarregar o contribuinte! O governo tem de ser bom para todos, não só para companheiros, políticos aliados e empreiteiras!
Pelas informações recentes, parece que o caixa do governo Dilma já está estourado. Por que será? Certamente não é por culpa do contribuinte, pois ele já paga impostos e taxas de toda sorte, com mais de quatro meses de trabalho. Tanto assim que a arrecadação do governo tem batido recorde e mais recorde. E onde está indo todo esse dinheiro? Os ilustres senhores da área econômica pouco explicam. Mas, infelizmente, nós sabemos: ele está se esvaindo pelo ralo de uma máquina inchada, incompetente e perdulária, além de pela endêmica corrupção tolerada abertamente durante os últimos oito anos! Lulla "torrou nossa grana" para eleger sua sucessora, e agora elles vêm com a necessidade de "cortes profundos" e "sacrifícios necessários"? Bonito, mas quem vai sofrer esses cortes? Que não venham sacrificar ainda mais o trabalhador! Que elles cortem na própria carne, como fez, exemplarmente, o recém eleito deputado José Antonio Reguffe (PDT, DF). Que haja mais transparência em seus gastos (que tal abrir a "caixa preta" dos cartões corporativos nos últimos anos?), mais eficiência, menos mordomias, menos aparelhamento e nepotismo; enfim, mais respeito pelo dinheiro que recebem para bem administrar, não para mal gastar. Chega de abuso, e de sempre sobrecarregar o contribuinte! O governo tem de ser bom para todos, não só para companheiros, políticos aliados e empreiteiras!
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quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
NÃO ROUBA, NÃO FAZ
(No Estadão impresso, quinta-feira, 3/02/2011)
DE PROMESSAS
O articulista José Nêumanne, em seu Do "rouba, mas faz" ao "fala, mas não faz" (2/2, A2), mostra um dos grandes absurdos do governo Lula: o falatório inoperante, incompetente e pernicioso. Lembra que um projeto para prevenção de desastres naturais, comprometido por nós com a ONU em 2005, orçado em R$ 115 milhões, ficou à míngua, enquanto R$ 1,2 bilhão foi destinado à construção ou locação de prédios suntuosos para repartições públicas. Ou seja, o conforto e a mordomia de repartições são mais importantes para elles do que prevenir contra a morte de cidadãos trabalhadores, honestos e que pagam suas contas. Na época foram previstos dez anos para a conclusão desse projeto e agora a presidente Dilma faz a mesma promessa, mas com prazo de quatro anos, que afirmam os técnicos ser insuficiente. Nosso ex-presidente muito falou, muito prometeu e pouco fez. Agora, o "abacaxi" que deixou para a sua sucessora terá de ser descascado em tempo recorde (e não viável). Será que a razão desse problema está no fato de a construção de prédios permitir mais caminhos para o superfaturamento do que o projeto sugerido pela ONU? Assim, chegamos à seguinte conclusão: se existe o "rouba, mas faz", de um lado, e o "fala, mas não faz", do outro, significa que, no Brasil, se "não rouba, não faz". E todos os que trabalham muito para pagar os pesados impostos terão de continuar arcando com a parte que está sendo roubada descaradamente pelos que se apropriaram do poder e da "caneta" para distribuir esse dinheiro. Infelizmente, o nosso Brasil é como um pesado e sobrecarregado barco, com velas mal ajambradas, lutando com os ventos conflitantes de ambições políticas, dominado por verdadeiros "piratas" e no qual o trabalhador está acorrentado nos porões, tendo de remar na direção e na velocidade determinadas pela bandidagem de plantão. Uma realidade triste e assustadora. Até quando?
DE PROMESSAS
O articulista José Nêumanne, em seu Do "rouba, mas faz" ao "fala, mas não faz" (2/2, A2), mostra um dos grandes absurdos do governo Lula: o falatório inoperante, incompetente e pernicioso. Lembra que um projeto para prevenção de desastres naturais, comprometido por nós com a ONU em 2005, orçado em R$ 115 milhões, ficou à míngua, enquanto R$ 1,2 bilhão foi destinado à construção ou locação de prédios suntuosos para repartições públicas. Ou seja, o conforto e a mordomia de repartições são mais importantes para elles do que prevenir contra a morte de cidadãos trabalhadores, honestos e que pagam suas contas. Na época foram previstos dez anos para a conclusão desse projeto e agora a presidente Dilma faz a mesma promessa, mas com prazo de quatro anos, que afirmam os técnicos ser insuficiente. Nosso ex-presidente muito falou, muito prometeu e pouco fez. Agora, o "abacaxi" que deixou para a sua sucessora terá de ser descascado em tempo recorde (e não viável). Será que a razão desse problema está no fato de a construção de prédios permitir mais caminhos para o superfaturamento do que o projeto sugerido pela ONU? Assim, chegamos à seguinte conclusão: se existe o "rouba, mas faz", de um lado, e o "fala, mas não faz", do outro, significa que, no Brasil, se "não rouba, não faz". E todos os que trabalham muito para pagar os pesados impostos terão de continuar arcando com a parte que está sendo roubada descaradamente pelos que se apropriaram do poder e da "caneta" para distribuir esse dinheiro. Infelizmente, o nosso Brasil é como um pesado e sobrecarregado barco, com velas mal ajambradas, lutando com os ventos conflitantes de ambições políticas, dominado por verdadeiros "piratas" e no qual o trabalhador está acorrentado nos porões, tendo de remar na direção e na velocidade determinadas pela bandidagem de plantão. Uma realidade triste e assustadora. Até quando?
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