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terça-feira, 16 de agosto de 2016

AUMENTO DE IMPOSTOS

(No Estadão online, terça-feira, 16.08.2016)
O empresário sr. Abílio Diniz acha que “não subir impostos é contra o País” (“Estadão”, 14/8). Em que país vive o sr. Diniz? Será o Brasil de tantos pobres e trabalhadores que sofrem para sobreviver seu dia a dia? Ou será que ele está no mundo das elites privilegiadas e com folgados orçamentos? Com uma carga tributária de Primeiro Mundo, o governo presta serviços dos mais deficientes ao trabalhador contribuinte. Temos muitos custos e pouquíssimos benefícios pelo que já pagamos de impostos. O sr. Diniz deve sair um pouco de sua “redoma de milionários” e sentir o drama dos que lutam para viver, antes de propor que os impostos devem ser aumentados. Quando chegarem os benefícios, e ainda faltar dinheiro para melhorar as condições do povo, aí, sim, venham nos pedir mais! Por enquanto, procurem reduzir seus gastos e suas mordomias! O povo não está aguentando sustentar este governo cada vez mais inchado e inoperante!

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

GUERRA PSICOLÓGICA?!

(No Estadão impresso, quarta-feira, 1.01.2014 -primeira carta da coluna)
GOVERNO DILMA
Quem investe no mercado abrindo novas frentes de trabalho e bem-estar para o consumidor, sendo honesto, bem-intencionado e não contando com apoio do governo, arrisca um patrimônio acumulado com seu sacrifício e de sua família. E precisa de uma certa medida de estabilidade e confiabilidade do governo, isto é, que as regras do jogo permaneçam firmes durante o período de criação e gestação do novo negócio. Infelizmente, o governo atual tem feito tudo para minar essa confiança. Seus gastos excessivos, sua tolerância com a corrupção, a contenção forçada de preços de serviços e bens públicos, enfraquecendo a Petrobrás e geradoras/distribuidoras de eletricidade, a contabilidade criativa, a maquiagem dos números para fechar contas e contornar a Lei de Responsabilidade Fiscal, a promoção inusitada das empresas de Eike Batista, com o resultante rombo no Tesouro e em bancos nacionais, e muitas outras ações deixam preocupado quem quer investir com certo grau de segurança. Todas as medidas desse (des)governo se têm assemelhado a táticas e estratégias de guerra (pode-se dizer psicológica) para iludir o eleitor, ganhar seu voto e a reeleição. Ou seja, o objetivo eleitoreiro do governo tem quase sempre prevalecido sobre o bom senso. Diante dessa situação é de estranhar a relutância de empresários em aumentar investimentos no Brasil?

sábado, 2 de novembro de 2013

'CONDOMÍNIO' NÃO, ASSALTO

(No Estadão impresso, sábado, 2.11.2013)
Nosso alcaide que me desculpe, mas a única semelhança entre o IPTU que sou forçado a pagar e o condomínio que pago de bom grado é o desembolso anual. O dinheiro que vai para o meu condomínio é bem gasto pelo síndico, controlado pelos condôminos e com detalhada prestação de contas da administradora, enquanto o IPTU é um saco sem fundo, sem retorno e sem prestação de contas. Todo ano o IPTU sofre aumentos acima da inflação e a cidade continua mal iluminada, insegura, suja, com ruas esburacadas e enchentes depois de qualquer chuva mais intensa, etc. Na administração do prédio onde moro se vê o resultado de trabalho e responsabilidade, já na administração da cidade parece que só trabalham quando é para aumentar a própria remuneração, as benesses, a quantidade de "aspones" ou dar nome a viadutos, ruas e praças. No dia em que o IPTU for tão bem utilizado como o meu condomínio, aí, sim, eu o pagarei com "alegria". Do jeito que está, é mais um assalto abusivo ao bolso de todos os sacrificados munícipes!

sábado, 16 de março de 2013

ISENÇÃO DE IMPOSTOS

(No O Globo impresso, quarta-feira, 13.03.2013)
A isenção de impostos federais de produtos da cesta básica é  uma boa medida, só que deveria ser feita como parte de um planejamento maior e mais responsável. Isoladamente, e no início de  uma precipitada campanha visando à reeleição, a iniciativa fica suspeita. O correto seria, primeiramente, enxugar a  máquina governamental, tornando-a mais econômica e eficiente, com redução de seus gastos ao mínimo necessário. Com o dinheiro economizado, mais os R$ 5.5  bilhões que se está abrindo mão neste ano com a isenção, investir-se-ia pesadamente em educação e na melhoria de nossa infraestrutura.  Uma vez resolvidos esses problemas urgentes e cruciais, estando o Brasil no caminho firme e saudável para um desenvolvimento sustentável e sem inflação, aí, sim, o governo poderia abrir mão de receitas.

terça-feira, 12 de março de 2013

CARRO ANTES DOS BOIS

(No Estadão impresso, terça-feira, 12.03.2013)
A isenção de impostos federais em produtos da cesta básica é uma boa medida, só que deveria ser feita como parte de um planejamento maior e mais responsável. Isoladamente, e no início de uma precipitada campanha visando à reeleição, a iniciativa fica altamente suspeita. No meu entender, o correto seria primeiro enxugar o tamanho da máquina governamental, tornando-a mais econômica e eficiente, com redução de seus gastos ao mínimo necessário. Com o dinheiro economizado, mais os R$ 5,5 bilhões, valor de que se está abrindo mão neste ano com a isenção, se investiria pesadamente em educação e na melhoria de nossa infraestrutura. Uma vez resolvidos esses problemas urgentes e cruciais, estando o Brasil no caminho firme e saudável para um desenvolvimento sustentável e sem inflação, aí, sim, o governo poderia abrir mão de receitas. Lembro-me do caso de Puerto Rico, que para se tornar território americano, em 1959, teve de fortalecer sua economia sem ajuda dos EUA. Executou um plano chamado na época de como "levantar a nação pelos cadarços do próprio sapato". Temos de fazer o mesmo. Em vez de tomar decisões isoladas para quebrar galhos pontuais, deveríamos começar resolvendo o nosso maior problema: reduzir o peso e os gastos desnecessários de um governo inchado, perdulário e ineficiente. Assim o progresso viria fácil e o brasileiro que trabalha duro, de forma inteligente e honesta, se sentiria mais digno e realizado. É o Brasil com que sonhamos!

sábado, 11 de agosto de 2012

VALORES NÃO CONTABILIZADOS

(No Estadão online, sábado, 11.08.2012)
Numa República séria e bem organizada, com governo responsável e de confiança, "valores não contabilizados" só devem ter duas explicações: lapso ou erro do administrador/contador, sujeito a acerto e devidas penalidades, ou má fé e proposital encobertura de dinheiro desviado de seu destino original. Ou mais claramente, roubo! Não há outra explicação ou justificativa. Todo dinheiro movimentado no País deve estar sujeito a prestação de contas tanto para a segurança do cidadão/contribuinte como para contribuir corretamente no rateio de impostos devidos. Sem essa ordem não pode haver um progresso socialmente motivador e justo para todos!

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

EM VEZ DE CPMF, ISO 9000

(No Estadão online, quarta-feira, 23/02/2011)
Todos os já muito sacrificados brasileiros devem se unir ao ex-senador Marco Maciel para rechaçar a volta da CPMF, com qualquer nome que inventem. O sr. Maciel tem toda razão quando diz que "já temos uma carga tributária muito pesada. Um novo imposto é mais uma forma de extrair [dinheiro] do cidadão". O governo que aperte o seu luxuoso e folgado cinto, trabalhando mais, com mais eficiência, produtividade, honestidade. Que acabe com tanta mordomia e corrupção, tantas fraudes e desvios de bens públicos. Está na hora de mostrarem serviço... e não de terça a quinta-feira, como tem sido o caso no Legislativo. O povo que trabalha duro quase cinco meses do ano para sustentar essa inchada e perdulária máquina pública, não aguenta mais. ISO 9000 nelles!

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

IMPOSTOS

(No jornal FOLHA DE SÃO PAULO, sexta-feira, 4/09/2009)
"Antes de um movimento para a aprovação de mais um tributo, a CSS (Contribuição Social para a Saúde), precisamos é iniciar um para conseguir que o governo preste contas de como gasta os quase 38% do PIB que arrecada (nível de Primeiro Mundo). Dinheiro não falta. O que falta é competência (e honestidade) para aplicar o que é público nos verdadeiros interesses do público, e não nos dos "companheiros" e num claro projeto de perpetuação no poder."