(Na Folha de S. P. e Valor Econômico, sexta-feira, 20.01.2012)
Não é à toa que os Estados Unidos querem facilitar a emissão de visto para os brasileiros e os chineses. No caso dos brasileiros, o objetivo é aumentar as vendas em Miami e em Nova York. No caso dos chineses, a ideia é fazer voltar uma parte do dinheiro que os americanos gastam em produtos "made in China". E aqui nós não damos a devida importância ao turismo e perdemos a oportunidade de gerar muitos empregos e de receber muitos dólares.
sábado, 21 de janeiro de 2012
QUANTO CUSTA?
(No Estadão online, quarta-feira, 18.01.2012)
O brasileiro que luta 12 meses por ano para sobreviver com salário apertado e medo de demissão certamente deveria ter o direito de saber quanto custa a "máquina" que mal e mal toca essa nossa República. Algumas questões são: No Executivo, quanto dinheiro sai pelos cartões corporativos (e para que), especialmente o que está sendo sacado em espécie. No Legislativo, o que está sendo desviado através de parentes, ONGs de fachada e obras mal projetadas e executadas nos municípios de suas bases políticas. No Judiciário, o que vem a ser esses "créditos" devidos a magistrados através dos quais eles mesmos se liberam boladas de R$ 400 mil a R$ 1.5 milhão. Devido aos bilhões que têm sido desviado para esses supostos seus "representantes", o povo é forçado a se contentar com estradas esburacadas, hospitais públicos precários, escolas públicas sem a mínima condição de ensino, polícias mal aparelhadas que não conseguem enfrentar os bandidos, e péssima qualidade de vida. Gostaria de saber se a classe política tem noção, escrúpulos e consciência do quanto está sendo sacrificado o trabalhador brasileiro para sustentar sua vida de nababo. Ou será que é querer demais?
O brasileiro que luta 12 meses por ano para sobreviver com salário apertado e medo de demissão certamente deveria ter o direito de saber quanto custa a "máquina" que mal e mal toca essa nossa República. Algumas questões são: No Executivo, quanto dinheiro sai pelos cartões corporativos (e para que), especialmente o que está sendo sacado em espécie. No Legislativo, o que está sendo desviado através de parentes, ONGs de fachada e obras mal projetadas e executadas nos municípios de suas bases políticas. No Judiciário, o que vem a ser esses "créditos" devidos a magistrados através dos quais eles mesmos se liberam boladas de R$ 400 mil a R$ 1.5 milhão. Devido aos bilhões que têm sido desviado para esses supostos seus "representantes", o povo é forçado a se contentar com estradas esburacadas, hospitais públicos precários, escolas públicas sem a mínima condição de ensino, polícias mal aparelhadas que não conseguem enfrentar os bandidos, e péssima qualidade de vida. Gostaria de saber se a classe política tem noção, escrúpulos e consciência do quanto está sendo sacrificado o trabalhador brasileiro para sustentar sua vida de nababo. Ou será que é querer demais?
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PAULO BERNARDO E A CNH
(No Estadão online, domingo, 15.01.2012)
Há muitos aspectos estranhos ligados à foto do ministro Paulo Bernardo tendo aulas para renovação de carta de motorista. Primeiro, ele estar sorrindo quando deveria estar arrependido por ter infringido as leis de trânsito (excesso de velocidade e uso de celular na direção) tantas vezes para perder a carta. Segundo, pelo fato de ministro geralmente se deslocar em carro oficial com motorista, portanto é de desconfiar que familiares dele, usando carros em seu nome, é que realmente cometeram as infrações. Terceiro, é a foto em si que denuncia jogada de marketing por ser inusitado ministro sujeitar-se a tal situação. E assim, todos batem palmas para um mau motorista e ministro irresponsável. Por essas é que, infelizmente, continuamos sendo um país pouco sério!
Há muitos aspectos estranhos ligados à foto do ministro Paulo Bernardo tendo aulas para renovação de carta de motorista. Primeiro, ele estar sorrindo quando deveria estar arrependido por ter infringido as leis de trânsito (excesso de velocidade e uso de celular na direção) tantas vezes para perder a carta. Segundo, pelo fato de ministro geralmente se deslocar em carro oficial com motorista, portanto é de desconfiar que familiares dele, usando carros em seu nome, é que realmente cometeram as infrações. Terceiro, é a foto em si que denuncia jogada de marketing por ser inusitado ministro sujeitar-se a tal situação. E assim, todos batem palmas para um mau motorista e ministro irresponsável. Por essas é que, infelizmente, continuamos sendo um país pouco sério!
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sábado, 10 de dezembro de 2011
CURSO DE CONSULTORIA
(No Estadão online, sábado, 10.12.2011)
Estou pensando em montar um curso "Como enriquecer rapidamente prestando consultoria" e convidar os senhores Antonio Palocci e Fernando Pimentel como professores eméritos. Será que vou conseguir muitos alunos?
Estou pensando em montar um curso "Como enriquecer rapidamente prestando consultoria" e convidar os senhores Antonio Palocci e Fernando Pimentel como professores eméritos. Será que vou conseguir muitos alunos?
quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
AULA ROBERTO DAMATTA
(No Estadão online, quinta-feira, 8.12.2011)
O artigo do prof. Roberto DaMatta, Ética e poder=papéis e atores (7/12, D10), deveria servir como aula obrigatória para todos, especialmente nossos dirigentes e políticos. As ideias abordadas são precisas e perfeitas. Gostaria de enfatizar as seguintes: "O Brasil precisa mais de um projeto que integre pessoas e papéis do que de planos mirabolantes e óbvios porque são inexequíveis". E "queremos que sociedade e Estado estejam submetidos a um mesmo código de ética. Não é mais possível conviver com uma máquina estatal cujas engrenagens e atores estão acima do bem e do mal. Não precisamos de pais e mães, exigimos um governo de presidentes, senadores, deputados, governadores, magistrados, prefeitos, procuradores, policiais, ministros e corregedores responsáveis - conscientes dos seus papéis e enredos." O ponto mais importante abordado é que "sem distinguir papéis e atores ficamos prisioneiros de maquinações". E, acima de tudo, para que o Brasil se torne uma país mais sério e confiável, é necessário termos "um mínimo de coerência institucional... regulada pelo ajustamento entre as demandas dos papéis e a capacidade das pessoas que os ocupam". Enfim, chega de politicagem de interesses pessoais e partidários! Precisamos lutar por um Brasil politicamente mais digno e competente para o bem de nossos filhos e netos! Parabéns professor DaMatta pela aula magistral!
Ética e poder = papéis e atores
Roberto DaMatta - O Estado de S.Paulo
Recebi de uma grande atriz, Arlete Salles, uma mensagem lembrando que ao classificar como ator um ministro mentiroso, eu ofendia a classe artística. Ela teria razão caso não tivéssemos em mente que as artes foram engendradas pela vida e não o contrário. Como diz Ferreira Gullar: a vida não é suficiente (e por isso precisamos das artes).
A "vida real", com seus papéis (e funções) bem marcados, como o de rei, rainha, bispo, plebeu, pai, mãe, trabalhador, ministro, marido, político, professor, etc..., existe como o "aqui e agora" do qual não podemos escapar. Esse foi o "princípio de realidade" que simultaneamente desenvolveu a dança, a música e toda a dramaturgia que permite ver a vida como ficção: como alguma coisa que permite renascimento, compaixão, redenção e plenitude. No teatro, mente-se quando se representa um papel; mas um ministro mentir, um presidente abusar do seu cargo ou um delegado mandar matar não ocorre num palco onde a peça se repete todo o dia e na qual os mortos (que fingem morrer) voltam a viver porque aquilo não é coisa de verdade, mas de novela. No drama, há um início, um meio e um fim; mas a vida só termina para os mortos: os que deixam o palco definitivamente.
Insisto em falar de atores e papéis para focalizar um tema fundamental da democracia. A velha oposição entre esquerda e direita acabou; a segmentação petista clássica entre nós, os do bem; e eles, os do mal, liquidou-se o mensalão e toda essa mentirada ministerial envolvendo as ONGs como indústria. Hoje, o desafio é superar o muro entre transparência e obscuridade; entre o legal e o moral; entre a ética que enobrece e o poder que brutaliza. Entre o Estado e a sociedade para fazer com que ambos tenham como referência exclusiva o Brasil como um todo, transcendendo vaidades pessoais e escusos interesses partidários.
Estamos fartos de testemunhar picuinhas do poder, motivos do poder, desculpas e blindagens partidárias do poder que secam oceanos de dinheiro e tornam inimputáveis certas pessoas e cargos. O que dizer quando a presidente decide bater de frente com a sua Comissão de Ética?
Queremos uma coletividade integrada e íntegra. Nela, o Estado fala com a sociedade por meio de uma máquina administrativa, guiando-a nos seus projetos e conflitos; mas ele também ouve a sociedade quando ela quer legislações (Ficha Limpa, por exemplo), deseja apurar custos e, acima de tudo, quando ele demanda bom senso.
Queremos que sociedade e Estado estejam submetidos a um mesmo código de ética. Não é mais possível conviver com uma máquina estatal cujas engrenagens e atores estão acima do bem e do mal. Não precisamos de pais e mães, exigimos um governo de presidentes, senadores, deputados, governadores, magistrados, prefeitos, procuradores, policiais, ministros e corregedores responsáveis - conscientes dos seus papéis e enredos.
O Brasil precisa mais de um projeto que integre pessoas e papéis do que de planos mirabolantes e óbvios porque são inexequíveis. Um país rico é, sem dúvida, um país sem pobres e famintos, mas é sobretudo um país no qual as instituições destinadas a liquidar a indigência e a fome trabalhem com afinco e sejam dirigidas por gente honesta.
Estou falando no deserto? De modo nenhum. Numa importante entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo (em 28 de novembro), José Eduardo Martins Cardozo, nosso ministro da Justiça, toca em alguns desses pontos com claridade e veemência, quando se refere - entre outras coisas - a um alegado conluio das corregedorias. O corporativismo que "blinda" e eventualmente produz corrupção nada mais é do que a apropriação pelos atores de papéis que pertencem ao Estado e à sociedade à qual ele deveria servir.
O segredo do bom desempenho de um papel está na consciência dos seus limites. Não se pode "fazer" Júlio César usando um relógio de pulso. O papel não pertence ao ator, mas ao autor e ao drama. Por isso a observação feita pelo ministro Cardozo segundo a qual "é mais fácil modificar um governo do que uma cultura" é não somente correta, mas importante como um tema a ser profundamente debatido.
Do mesmo modo, o papel de ministro não é de X, Y ou Z, mas do governo e do Brasil. Todo mundo distingue teatro de política, embora haja teatro na política e vice-versa. Mas quando Hitler manda exterminar judeus ou um governo autoritário persegue opositores, isso não é teatro. No teatro, salvo acidente, ninguém morre de verdade.
Papéis sociais permitem muitas inovações. Mas aqueles que são corporativos e outorgados através de uma investidura (ou investimento - aquilo que "veste" seus ocupantes que não são atores), sobretudo os que são obtidos por nomeação ou eleição competitiva e liberal, esses fazem com que seus ocupantes sejam seus "cavalos" e não os seus cavaleiros. Numa sociedade de massa, globalizada, na qual a informação circula em tempo real, numa democracia cuja bandeira é a liberdade e a igualdade, exige-se um mínimo de coerência institucional e essa coerência é regulada pelo ajustamento entre as demandas dos papéis e as capacidades das pessoas que os ocupam.
A abolição da hereditariedade de papéis públicos é o fato mais básico das democracias modernas. O outro é a sujeição à regra da lei de todos os seus membros. Não são as pessoas que mandam nos papéis, mas justamente o oposto.
Sem distinguir papéis e atores ficamos prisioneiros de maquinações. A pior, foi mencionada pelo ministro da Justiça. É, de fato, impossível acabar com a corrupção, desde que não se abandone a luta contra ela. No centro desse combate está a obrigação de não confundir pessoas com papéis.
O artigo do prof. Roberto DaMatta, Ética e poder=papéis e atores (7/12, D10), deveria servir como aula obrigatória para todos, especialmente nossos dirigentes e políticos. As ideias abordadas são precisas e perfeitas. Gostaria de enfatizar as seguintes: "O Brasil precisa mais de um projeto que integre pessoas e papéis do que de planos mirabolantes e óbvios porque são inexequíveis". E "queremos que sociedade e Estado estejam submetidos a um mesmo código de ética. Não é mais possível conviver com uma máquina estatal cujas engrenagens e atores estão acima do bem e do mal. Não precisamos de pais e mães, exigimos um governo de presidentes, senadores, deputados, governadores, magistrados, prefeitos, procuradores, policiais, ministros e corregedores responsáveis - conscientes dos seus papéis e enredos." O ponto mais importante abordado é que "sem distinguir papéis e atores ficamos prisioneiros de maquinações". E, acima de tudo, para que o Brasil se torne uma país mais sério e confiável, é necessário termos "um mínimo de coerência institucional... regulada pelo ajustamento entre as demandas dos papéis e a capacidade das pessoas que os ocupam". Enfim, chega de politicagem de interesses pessoais e partidários! Precisamos lutar por um Brasil politicamente mais digno e competente para o bem de nossos filhos e netos! Parabéns professor DaMatta pela aula magistral!
Ética e poder = papéis e atores
Roberto DaMatta - O Estado de S.Paulo
Recebi de uma grande atriz, Arlete Salles, uma mensagem lembrando que ao classificar como ator um ministro mentiroso, eu ofendia a classe artística. Ela teria razão caso não tivéssemos em mente que as artes foram engendradas pela vida e não o contrário. Como diz Ferreira Gullar: a vida não é suficiente (e por isso precisamos das artes).
A "vida real", com seus papéis (e funções) bem marcados, como o de rei, rainha, bispo, plebeu, pai, mãe, trabalhador, ministro, marido, político, professor, etc..., existe como o "aqui e agora" do qual não podemos escapar. Esse foi o "princípio de realidade" que simultaneamente desenvolveu a dança, a música e toda a dramaturgia que permite ver a vida como ficção: como alguma coisa que permite renascimento, compaixão, redenção e plenitude. No teatro, mente-se quando se representa um papel; mas um ministro mentir, um presidente abusar do seu cargo ou um delegado mandar matar não ocorre num palco onde a peça se repete todo o dia e na qual os mortos (que fingem morrer) voltam a viver porque aquilo não é coisa de verdade, mas de novela. No drama, há um início, um meio e um fim; mas a vida só termina para os mortos: os que deixam o palco definitivamente.
Insisto em falar de atores e papéis para focalizar um tema fundamental da democracia. A velha oposição entre esquerda e direita acabou; a segmentação petista clássica entre nós, os do bem; e eles, os do mal, liquidou-se o mensalão e toda essa mentirada ministerial envolvendo as ONGs como indústria. Hoje, o desafio é superar o muro entre transparência e obscuridade; entre o legal e o moral; entre a ética que enobrece e o poder que brutaliza. Entre o Estado e a sociedade para fazer com que ambos tenham como referência exclusiva o Brasil como um todo, transcendendo vaidades pessoais e escusos interesses partidários.
Estamos fartos de testemunhar picuinhas do poder, motivos do poder, desculpas e blindagens partidárias do poder que secam oceanos de dinheiro e tornam inimputáveis certas pessoas e cargos. O que dizer quando a presidente decide bater de frente com a sua Comissão de Ética?
Queremos uma coletividade integrada e íntegra. Nela, o Estado fala com a sociedade por meio de uma máquina administrativa, guiando-a nos seus projetos e conflitos; mas ele também ouve a sociedade quando ela quer legislações (Ficha Limpa, por exemplo), deseja apurar custos e, acima de tudo, quando ele demanda bom senso.
Queremos que sociedade e Estado estejam submetidos a um mesmo código de ética. Não é mais possível conviver com uma máquina estatal cujas engrenagens e atores estão acima do bem e do mal. Não precisamos de pais e mães, exigimos um governo de presidentes, senadores, deputados, governadores, magistrados, prefeitos, procuradores, policiais, ministros e corregedores responsáveis - conscientes dos seus papéis e enredos.
O Brasil precisa mais de um projeto que integre pessoas e papéis do que de planos mirabolantes e óbvios porque são inexequíveis. Um país rico é, sem dúvida, um país sem pobres e famintos, mas é sobretudo um país no qual as instituições destinadas a liquidar a indigência e a fome trabalhem com afinco e sejam dirigidas por gente honesta.
Estou falando no deserto? De modo nenhum. Numa importante entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo (em 28 de novembro), José Eduardo Martins Cardozo, nosso ministro da Justiça, toca em alguns desses pontos com claridade e veemência, quando se refere - entre outras coisas - a um alegado conluio das corregedorias. O corporativismo que "blinda" e eventualmente produz corrupção nada mais é do que a apropriação pelos atores de papéis que pertencem ao Estado e à sociedade à qual ele deveria servir.
O segredo do bom desempenho de um papel está na consciência dos seus limites. Não se pode "fazer" Júlio César usando um relógio de pulso. O papel não pertence ao ator, mas ao autor e ao drama. Por isso a observação feita pelo ministro Cardozo segundo a qual "é mais fácil modificar um governo do que uma cultura" é não somente correta, mas importante como um tema a ser profundamente debatido.
Do mesmo modo, o papel de ministro não é de X, Y ou Z, mas do governo e do Brasil. Todo mundo distingue teatro de política, embora haja teatro na política e vice-versa. Mas quando Hitler manda exterminar judeus ou um governo autoritário persegue opositores, isso não é teatro. No teatro, salvo acidente, ninguém morre de verdade.
Papéis sociais permitem muitas inovações. Mas aqueles que são corporativos e outorgados através de uma investidura (ou investimento - aquilo que "veste" seus ocupantes que não são atores), sobretudo os que são obtidos por nomeação ou eleição competitiva e liberal, esses fazem com que seus ocupantes sejam seus "cavalos" e não os seus cavaleiros. Numa sociedade de massa, globalizada, na qual a informação circula em tempo real, numa democracia cuja bandeira é a liberdade e a igualdade, exige-se um mínimo de coerência institucional e essa coerência é regulada pelo ajustamento entre as demandas dos papéis e as capacidades das pessoas que os ocupam.
A abolição da hereditariedade de papéis públicos é o fato mais básico das democracias modernas. O outro é a sujeição à regra da lei de todos os seus membros. Não são as pessoas que mandam nos papéis, mas justamente o oposto.
Sem distinguir papéis e atores ficamos prisioneiros de maquinações. A pior, foi mencionada pelo ministro da Justiça. É, de fato, impossível acabar com a corrupção, desde que não se abandone a luta contra ela. No centro desse combate está a obrigação de não confundir pessoas com papéis.
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terça-feira, 6 de dezembro de 2011
MAIS UM MINISTRO DANÇOU
(No Globo, RJ e Estadão online, terça-feira, 6.12.2011)
Mais um ministro caiu no desgastante jogo político das cadeiras! Antes mesmo da "presidenta" decidir parar sua música, Carlos Lupi tomou a iniciativa e pediu demissão. Parece que seus protestos de amor não foram o suficiente para blindá-lo das balas pesadas de revelações feitas pela imprensa séria e responsável. Nesse preocupante clima de crise ministerial, todos ficam na expectativa da reforma prometida por Dilma. Será que depois dela teremos menos escândalos e mais estabilidade no primeiro escalão do governo? Oxalá!
Mais um ministro caiu no desgastante jogo político das cadeiras! Antes mesmo da "presidenta" decidir parar sua música, Carlos Lupi tomou a iniciativa e pediu demissão. Parece que seus protestos de amor não foram o suficiente para blindá-lo das balas pesadas de revelações feitas pela imprensa séria e responsável. Nesse preocupante clima de crise ministerial, todos ficam na expectativa da reforma prometida por Dilma. Será que depois dela teremos menos escândalos e mais estabilidade no primeiro escalão do governo? Oxalá!
sábado, 3 de dezembro de 2011
COMISSÃO DE ÉTICA
(No Estadão impresso, sábado, 3.12.2011)
Inutilidade
Para que serve uma Comissão de Ética Pública da Presidência, se a presidente não leva em conta as suas recomendações? Que seus membros peçam licença e se afastem, pois a sua função se provou irrelevante!
Inutilidade
Para que serve uma Comissão de Ética Pública da Presidência, se a presidente não leva em conta as suas recomendações? Que seus membros peçam licença e se afastem, pois a sua função se provou irrelevante!
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