(No Estadão impresso, segunda-feira, 31.12.2018)
O dr. Modesto Carvalhosa pôs todos os pingos nos is quando afirmou que “só a quebra da estabilidade geral e irrestrita, acompanhada da isonomia previdenciária entre os setores público e privado, é que pode diminuir o déficit público e estabelecer o equilíbrio fiscal”. Fora isso, vamos continuar enxugando gelo. Acrescento que cada novo governo emprega seus militantes, cupinchas e agregados em cargos públicos, inchando ainda mais a máquina. Não há trabalhador/contribuinte que aguente tanto peso “morto”! Parabéns ao dr. Carvalhosa, o xis do problema está claro. Será que acharemos uma solução?
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segunda-feira, 31 de dezembro de 2018
sexta-feira, 21 de julho de 2017
DESRESPEITO
(No Estadão online, sexta-feira, 21.07.2017)
O desrespeito pelos contribuintes (18/7, A3) é uma característica dos políticos socialistas, comunistas e petistas. No governo, acreditam que os bens públicos são arrecadados e colocados à disposição para benefício próprio, e não para serem usados em benefício do cidadão. Não dão importância à prestação de contas e se julgam como privilegiados acima das leis. Com esse dinheiro, pretendem usar todos os meios lícitos e ilícitos para manter a hegemonia no poder. Para eles, desviar os bens públicos de seu objetivo precípuo não é roubo, é um direito que conseguiram pelos votos, não importa por quais meios, mentiras e promessas irrealizáveis. Não levam a sério a democracia. Vivem numa “cleptocracia” criada por eles para sempre favorecê-los. Por essas razões, os ex-presidentes Lula e Dilma acham perfeitamente normal os enormes gastos em viagens visando à autopromoção e a denigrir a imagem do Brasil. Julgam que o dinheiro é deles e não dos contribuintes! Como resolver isso? Minha sugestão é começar por dar total transparência aos gastos com cartões corporativos nas gestões Lula e Dilma. Abrindo essa “caixa preta”, vão sair muitos absurdos, inexplicáveis e contundentes.
O desrespeito pelos contribuintes (18/7, A3) é uma característica dos políticos socialistas, comunistas e petistas. No governo, acreditam que os bens públicos são arrecadados e colocados à disposição para benefício próprio, e não para serem usados em benefício do cidadão. Não dão importância à prestação de contas e se julgam como privilegiados acima das leis. Com esse dinheiro, pretendem usar todos os meios lícitos e ilícitos para manter a hegemonia no poder. Para eles, desviar os bens públicos de seu objetivo precípuo não é roubo, é um direito que conseguiram pelos votos, não importa por quais meios, mentiras e promessas irrealizáveis. Não levam a sério a democracia. Vivem numa “cleptocracia” criada por eles para sempre favorecê-los. Por essas razões, os ex-presidentes Lula e Dilma acham perfeitamente normal os enormes gastos em viagens visando à autopromoção e a denigrir a imagem do Brasil. Julgam que o dinheiro é deles e não dos contribuintes! Como resolver isso? Minha sugestão é começar por dar total transparência aos gastos com cartões corporativos nas gestões Lula e Dilma. Abrindo essa “caixa preta”, vão sair muitos absurdos, inexplicáveis e contundentes.
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segunda-feira, 17 de outubro de 2016
A GRANDE DIFERENÇA
(No Estadão online, segunda-feira, 17.10.2016)
Enquanto nações ricas incentivam o trabalho, a eficiência, a criatividade, a produtividade e a criação de riqueza, pagando bem conforme a qualificação acadêmica, tecnológica e o mérito da pessoa, países pobres invertem essa fórmula pagando melhor as categorias burocráticas que não geram riqueza. O Brasil é um caso típico: "Das dez categorias mais bem pagas, seis são do serviço público" (manchete do "Estadão" de 10/10). Quando vamos entender que as categorias que produzem riqueza são as que pagam os impostos que sustentam as categorias burocráticas do serviço público, e que elas têm de ser incentivadas com ganhos maiores, pois assumem os riscos que acompanham o empreendedorismo? Aqui, quem assume os riscos do progresso é prejudicado por uma grande e complexa burocracia, tendo de arcar com pesados impostos. Os que puxam o verdadeiro progresso e riqueza, os do setor privado, têm como "sócio" o governo, que só ganha sem assumir quaisquer riscos. Dá para entender por que os que são empreendedores fogem daqui e buscam países que os incentivam? Nossa riqueza vem da exportação de matérias-primas, minérios, café, soja, cacau, etc., e importamos bens com valor agregado nos quais essas matérias-primas foram usadas. Exemplos é o nosso cacau que vai para a Suíça e para a Bélgica, voltando como chocolates finos com bons lucros... para eles. Só seremos ricos quando incentivarmos melhor quem produz riqueza com menos carga tributária e peso burocrático. O funcionalismo público deve servir de apoio aos que nos trazem riqueza, e não de estorvo que desincentiva e prejudica os que desejam ficar ricos honestamente e por mérito. Um teto nos gastos do governo não é suficiente. Teremos de reduzir muito os atuais abusos de certas categorias, pois do jeito que está ficaremos cada vez mais atrasados em relação ao Primeiro Mundo. Disso depende o Brasil que queremos deixar para nossas futuras gerações.
Enquanto nações ricas incentivam o trabalho, a eficiência, a criatividade, a produtividade e a criação de riqueza, pagando bem conforme a qualificação acadêmica, tecnológica e o mérito da pessoa, países pobres invertem essa fórmula pagando melhor as categorias burocráticas que não geram riqueza. O Brasil é um caso típico: "Das dez categorias mais bem pagas, seis são do serviço público" (manchete do "Estadão" de 10/10). Quando vamos entender que as categorias que produzem riqueza são as que pagam os impostos que sustentam as categorias burocráticas do serviço público, e que elas têm de ser incentivadas com ganhos maiores, pois assumem os riscos que acompanham o empreendedorismo? Aqui, quem assume os riscos do progresso é prejudicado por uma grande e complexa burocracia, tendo de arcar com pesados impostos. Os que puxam o verdadeiro progresso e riqueza, os do setor privado, têm como "sócio" o governo, que só ganha sem assumir quaisquer riscos. Dá para entender por que os que são empreendedores fogem daqui e buscam países que os incentivam? Nossa riqueza vem da exportação de matérias-primas, minérios, café, soja, cacau, etc., e importamos bens com valor agregado nos quais essas matérias-primas foram usadas. Exemplos é o nosso cacau que vai para a Suíça e para a Bélgica, voltando como chocolates finos com bons lucros... para eles. Só seremos ricos quando incentivarmos melhor quem produz riqueza com menos carga tributária e peso burocrático. O funcionalismo público deve servir de apoio aos que nos trazem riqueza, e não de estorvo que desincentiva e prejudica os que desejam ficar ricos honestamente e por mérito. Um teto nos gastos do governo não é suficiente. Teremos de reduzir muito os atuais abusos de certas categorias, pois do jeito que está ficaremos cada vez mais atrasados em relação ao Primeiro Mundo. Disso depende o Brasil que queremos deixar para nossas futuras gerações.
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terça-feira, 16 de agosto de 2016
AUMENTO DE IMPOSTOS
(No Estadão online, terça-feira, 16.08.2016)
O empresário sr. Abílio Diniz acha que “não subir impostos é contra o País” (“Estadão”, 14/8). Em que país vive o sr. Diniz? Será o Brasil de tantos pobres e trabalhadores que sofrem para sobreviver seu dia a dia? Ou será que ele está no mundo das elites privilegiadas e com folgados orçamentos? Com uma carga tributária de Primeiro Mundo, o governo presta serviços dos mais deficientes ao trabalhador contribuinte. Temos muitos custos e pouquíssimos benefícios pelo que já pagamos de impostos. O sr. Diniz deve sair um pouco de sua “redoma de milionários” e sentir o drama dos que lutam para viver, antes de propor que os impostos devem ser aumentados. Quando chegarem os benefícios, e ainda faltar dinheiro para melhorar as condições do povo, aí, sim, venham nos pedir mais! Por enquanto, procurem reduzir seus gastos e suas mordomias! O povo não está aguentando sustentar este governo cada vez mais inchado e inoperante!
O empresário sr. Abílio Diniz acha que “não subir impostos é contra o País” (“Estadão”, 14/8). Em que país vive o sr. Diniz? Será o Brasil de tantos pobres e trabalhadores que sofrem para sobreviver seu dia a dia? Ou será que ele está no mundo das elites privilegiadas e com folgados orçamentos? Com uma carga tributária de Primeiro Mundo, o governo presta serviços dos mais deficientes ao trabalhador contribuinte. Temos muitos custos e pouquíssimos benefícios pelo que já pagamos de impostos. O sr. Diniz deve sair um pouco de sua “redoma de milionários” e sentir o drama dos que lutam para viver, antes de propor que os impostos devem ser aumentados. Quando chegarem os benefícios, e ainda faltar dinheiro para melhorar as condições do povo, aí, sim, venham nos pedir mais! Por enquanto, procurem reduzir seus gastos e suas mordomias! O povo não está aguentando sustentar este governo cada vez mais inchado e inoperante!
terça-feira, 19 de julho de 2016
DIFERENÇAS
(No Estadão online, terça-feira, 19.07.2016)
A "presidenta" Dilma se diz indignada com a revelação pela revista Isto É das mordomias ilegais de sua filha Paula. Indignados estamos nós que pagamos seus gastos absurdos. Que ela veja a fotografia do ex-primeiro ministro da Inglaterra sr. David Cameron carregando uma caixa de sua mudança de 10 Downing Street, para saber como se comporta um político responsável no Primeiro Mundo. Mas aqui não pensam em poupar o dinheiro público. Só em gastar o suado dinheiro do trabalhador. Infelizmente!
A "presidenta" Dilma se diz indignada com a revelação pela revista Isto É das mordomias ilegais de sua filha Paula. Indignados estamos nós que pagamos seus gastos absurdos. Que ela veja a fotografia do ex-primeiro ministro da Inglaterra sr. David Cameron carregando uma caixa de sua mudança de 10 Downing Street, para saber como se comporta um político responsável no Primeiro Mundo. Mas aqui não pensam em poupar o dinheiro público. Só em gastar o suado dinheiro do trabalhador. Infelizmente!
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domingo, 11 de outubro de 2015
JOGO DAS CADEIRAS
(No Estadão online, domingo, 11.10.2015)
Trinta e nove ministérios viraram trinta e um. Saiu ministro, entrou ministro, houve fusão de ministérios e estão chamando isso de “reforma”. Ninguém sabe o que fez o ministro quando atuou no ministério; ninguém falou por que saiu. Os que foram nomeados, ninguém sabe quais suas qualificações além do partido ao qual pertence. E assim segue o entra e sai de pessoas para acomodar interesses meramente políticos. Quanto aos interesses do Brasil e dos brasileiros que, com sacrifício, pagam a conta, nada se fala. “Governabilidade” é a desculpa dada, mas sabemos que manter o poder e as ricas benesses é a verdadeira razão. E assim continuamos assistindo a este vergonhoso “jogo das cadeiras”, que só atende à politicagem rasteira, e nunca ao Brasil. A luz do fim do túnel, desse jeito, fica cada vez mais longe.
Trinta e nove ministérios viraram trinta e um. Saiu ministro, entrou ministro, houve fusão de ministérios e estão chamando isso de “reforma”. Ninguém sabe o que fez o ministro quando atuou no ministério; ninguém falou por que saiu. Os que foram nomeados, ninguém sabe quais suas qualificações além do partido ao qual pertence. E assim segue o entra e sai de pessoas para acomodar interesses meramente políticos. Quanto aos interesses do Brasil e dos brasileiros que, com sacrifício, pagam a conta, nada se fala. “Governabilidade” é a desculpa dada, mas sabemos que manter o poder e as ricas benesses é a verdadeira razão. E assim continuamos assistindo a este vergonhoso “jogo das cadeiras”, que só atende à politicagem rasteira, e nunca ao Brasil. A luz do fim do túnel, desse jeito, fica cada vez mais longe.
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terça-feira, 9 de dezembro de 2014
BYE BYE, PRÉ-SAL?
(No Estadão impresso, erça-feira, 9.12.2014)
Petróleo cai e Venezuela pede ajuda à Unasul (6/12, A1). Será que o Brasil vai desembolsar o nosso dinheiro para ajudar o "companheiro" Nicolás Maduro? É bem possível. Outro aspecto importante sobre a queda do preço do petróleo é seu impacto no projeto do pré-sal. O governo ainda não se manifestou sobre esse impacto. Todos os técnicos sempre afirmaram que para essa extração ser economicamente viável o preço do barril deveria ser, no mínimo, de US$ 100. Está agora abaixo dos US$ 70. Portanto, todo o oba-oba, toda a discussão sobre como dividir os lucros desse potencial tesouro submerso em águas profundas parece que foi pro espaço. E, além da inviabilidade pelos custos, há o crescente risco de que novas formas de combustíveis mais "limpas" venham a substituir os de origem fóssil, altamente poluentes. Que nos diz a presidente Dilma? Como essa nova situação vai afetar o nosso futuro? E a educação, a saúde e outras áreas que já tinham porcentagens desses ilusórios lucros destinados a elas? Nós, os cidadãos conscientes, aguardamos respostas!
Petróleo cai e Venezuela pede ajuda à Unasul (6/12, A1). Será que o Brasil vai desembolsar o nosso dinheiro para ajudar o "companheiro" Nicolás Maduro? É bem possível. Outro aspecto importante sobre a queda do preço do petróleo é seu impacto no projeto do pré-sal. O governo ainda não se manifestou sobre esse impacto. Todos os técnicos sempre afirmaram que para essa extração ser economicamente viável o preço do barril deveria ser, no mínimo, de US$ 100. Está agora abaixo dos US$ 70. Portanto, todo o oba-oba, toda a discussão sobre como dividir os lucros desse potencial tesouro submerso em águas profundas parece que foi pro espaço. E, além da inviabilidade pelos custos, há o crescente risco de que novas formas de combustíveis mais "limpas" venham a substituir os de origem fóssil, altamente poluentes. Que nos diz a presidente Dilma? Como essa nova situação vai afetar o nosso futuro? E a educação, a saúde e outras áreas que já tinham porcentagens desses ilusórios lucros destinados a elas? Nós, os cidadãos conscientes, aguardamos respostas!
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terça-feira, 21 de janeiro de 2014
MAIS UM RECORDE
(No Estadão impresso, terças-feira, 21.01.2014)
O novo Ministério de Dilma terá dez partidos políticos representados. Além dos poucos sempre na mídia - como Guido Mantega, da Fazenda, Gleisi Hof-fmann, da Casa Civil, Alexandre Padilha, da Saúde, e Aloizio Mercadante, da Educação -, pouco se sabe dos demais ministros. Entram e saem ministros e não se tem ideia de seus projetos, o que estão realizando ou realizaram, por que foram escolhidos e por que são substituídos... No desgoverno "lulodilmapetista" não importam competência, conhecimento da área, muito menos projeto e prestação de contas aos cidadãos pagantes. O que vale é o tempo no horário político da próxima campanha eleitoral e os votos necessários para a reeleição. E poder continuar oferecendo "boquinhas" e benesses aos companheiros e a seu partido. Vivemos um governo de irresponsabilidade e inconsequência. Estes, sim, são os recordes que deveriam ser mais revelados e nos preocupar!
O novo Ministério de Dilma terá dez partidos políticos representados. Além dos poucos sempre na mídia - como Guido Mantega, da Fazenda, Gleisi Hof-fmann, da Casa Civil, Alexandre Padilha, da Saúde, e Aloizio Mercadante, da Educação -, pouco se sabe dos demais ministros. Entram e saem ministros e não se tem ideia de seus projetos, o que estão realizando ou realizaram, por que foram escolhidos e por que são substituídos... No desgoverno "lulodilmapetista" não importam competência, conhecimento da área, muito menos projeto e prestação de contas aos cidadãos pagantes. O que vale é o tempo no horário político da próxima campanha eleitoral e os votos necessários para a reeleição. E poder continuar oferecendo "boquinhas" e benesses aos companheiros e a seu partido. Vivemos um governo de irresponsabilidade e inconsequência. Estes, sim, são os recordes que deveriam ser mais revelados e nos preocupar!
domingo, 16 de junho de 2013
QUANDO, QUANDO
(No Estadão online, domingo, 16.06.2013)
Quando será que os jovens brasileiros vão ter uma boa educação? Quando será que nossos governos vão se preocupar com a formação social, acadêmica e científica do brasileiro em geral? Quando será que nossos políticos terão mais escrúpulos para prometerem o realizável, e, depois, prestarem conta ao cidadão do que estão realizando? Quando será que acordaremos do "berço esplêndido" para enfrentar com coragem nossa triste realidade? Quando será que nossos governantes entenderão que não somos uma monarquia, deixando que os "palácios" sejam transformados em museus e administrando nossa nação de locais mais simples e realistas? Nos EUA, o presidente trabalha na Casa Branca, na Inglaterra o Primeiro Ministro na 10 Downing Street, na Argentina, na Casa Rosada; por que aqui temos tantos palácios - do Planalto, da Alvorada, dos Bandeirantes, etc.? Quando será que valorizaremos a honestidade e puniremos devidamente os que mentem para o povo e o exploram? Enfim, quando será que seremos uma nação séria e digna para competirmos em pé de igualdade com as do Primeiro Mundo? Eis a canção de um brasileiro desanimado: Quando, Quando...
Quando será que os jovens brasileiros vão ter uma boa educação? Quando será que nossos governos vão se preocupar com a formação social, acadêmica e científica do brasileiro em geral? Quando será que nossos políticos terão mais escrúpulos para prometerem o realizável, e, depois, prestarem conta ao cidadão do que estão realizando? Quando será que acordaremos do "berço esplêndido" para enfrentar com coragem nossa triste realidade? Quando será que nossos governantes entenderão que não somos uma monarquia, deixando que os "palácios" sejam transformados em museus e administrando nossa nação de locais mais simples e realistas? Nos EUA, o presidente trabalha na Casa Branca, na Inglaterra o Primeiro Ministro na 10 Downing Street, na Argentina, na Casa Rosada; por que aqui temos tantos palácios - do Planalto, da Alvorada, dos Bandeirantes, etc.? Quando será que valorizaremos a honestidade e puniremos devidamente os que mentem para o povo e o exploram? Enfim, quando será que seremos uma nação séria e digna para competirmos em pé de igualdade com as do Primeiro Mundo? Eis a canção de um brasileiro desanimado: Quando, Quando...
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quarta-feira, 18 de julho de 2012
BRASIL EMPACADO
(No Estadão impresso, quarta-feira, 18.07.2012)
GOVERNO DILMA
No primeiro semestre as despesas federais aumentaram R$ 40,6 bilhões, quase equivalentes aos recursos reservados para o PAC. Por essas e outras é que o Brasil que trabalha e produz está cada vez mais sufocado com impostos, taxas, tarifas e outros custos embutidos no consumo. Com a inflação se manifestando e as indústrias encolhendo, acho que não haverá "pacote de bondade" federal que desempaque nossa economia. A melhor solução é a apresentada por Arnaldo Jabor em sua excelente coluna As ideias não correspondem mais aos fatos (17/7, D10): é necessário "o enxugamento de um Estado que come a nação, com gastos crescentes, inchado de privilégios e clientelismos. (...) Só um choque de livre empreendimento pode mudar o Brasil". Chega de gastos inúteis, PACs e pacotes! Precisamos de menos governo e mais verbas em educação, saúde, transportes, segurança, etc. Devolvam o Brasil aos brasileiros que trabalham!
GOVERNO DILMA
No primeiro semestre as despesas federais aumentaram R$ 40,6 bilhões, quase equivalentes aos recursos reservados para o PAC. Por essas e outras é que o Brasil que trabalha e produz está cada vez mais sufocado com impostos, taxas, tarifas e outros custos embutidos no consumo. Com a inflação se manifestando e as indústrias encolhendo, acho que não haverá "pacote de bondade" federal que desempaque nossa economia. A melhor solução é a apresentada por Arnaldo Jabor em sua excelente coluna As ideias não correspondem mais aos fatos (17/7, D10): é necessário "o enxugamento de um Estado que come a nação, com gastos crescentes, inchado de privilégios e clientelismos. (...) Só um choque de livre empreendimento pode mudar o Brasil". Chega de gastos inúteis, PACs e pacotes! Precisamos de menos governo e mais verbas em educação, saúde, transportes, segurança, etc. Devolvam o Brasil aos brasileiros que trabalham!
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quarta-feira, 23 de maio de 2012
QUAL A PORCENTAGEM?
(No Estadão online, quarta-feira, 23.05.2012)
A nossa "presidenta" declarou que estamos 300% preparados para enfrentar os reflexos da crise do Mercado Comum Europeu. Qual seria sua avaliação quanto às crises internas que assolam os brasileiros: a falta de ética, corrupção, educação, saúde, segurança públicas lastimáveis, falta de investimentos em infraestrutura, altos gastos públicos, pesados impostos com pouco ou nenhum retorno para o contribuinte, juros dos mais altos do mundo, dívida interna enorme, baixíssimo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e crescimento do PIB dos mais baixos dos países em desenvolvimento, etc.? Infelizmente, seu governo, seguindo o padrão do de seu antecessor e mentor, tem apresentado muitos discursos, muitos sonhos e projetos populistas, mas tem sido incompetente para enfrentar e resolver nossos principais problemas. Assim, acho que a porcentagem aferida para resolver as muitas crises internas seria ínfima ou mesmo negativa. É uma lástima!
A nossa "presidenta" declarou que estamos 300% preparados para enfrentar os reflexos da crise do Mercado Comum Europeu. Qual seria sua avaliação quanto às crises internas que assolam os brasileiros: a falta de ética, corrupção, educação, saúde, segurança públicas lastimáveis, falta de investimentos em infraestrutura, altos gastos públicos, pesados impostos com pouco ou nenhum retorno para o contribuinte, juros dos mais altos do mundo, dívida interna enorme, baixíssimo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e crescimento do PIB dos mais baixos dos países em desenvolvimento, etc.? Infelizmente, seu governo, seguindo o padrão do de seu antecessor e mentor, tem apresentado muitos discursos, muitos sonhos e projetos populistas, mas tem sido incompetente para enfrentar e resolver nossos principais problemas. Assim, acho que a porcentagem aferida para resolver as muitas crises internas seria ínfima ou mesmo negativa. É uma lástima!
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segunda-feira, 21 de maio de 2012
CARTÕES CORPORATIVOS
(No Estadão impresso, segunda-feira, 21.05.2012)
Agora que a presidente Dilma decidiu publicar os salários de funcionários do Executivo, apoiando a Lei de Acesso à Informação, será que os gastos sigilosos com cartões corporativos também ficarão disponíveis aos contribuintes? Seria interessante que se fizesse um levantamento de tudo o que foi gasto com esses cartões nos últimos dez anos, em especial dado o aumento absurdo dos valores ano a ano e o que foi sacado em espécie. Conforme informou a Controladoria-Geral da União, o salário do funcionalismo "é pago com recurso público", logo, é público desde a origem. O mesmo pode ser dito dos gastos em cartões corporativos. Portanto, acesso total aos seus movimentos. Já!
Agora que a presidente Dilma decidiu publicar os salários de funcionários do Executivo, apoiando a Lei de Acesso à Informação, será que os gastos sigilosos com cartões corporativos também ficarão disponíveis aos contribuintes? Seria interessante que se fizesse um levantamento de tudo o que foi gasto com esses cartões nos últimos dez anos, em especial dado o aumento absurdo dos valores ano a ano e o que foi sacado em espécie. Conforme informou a Controladoria-Geral da União, o salário do funcionalismo "é pago com recurso público", logo, é público desde a origem. O mesmo pode ser dito dos gastos em cartões corporativos. Portanto, acesso total aos seus movimentos. Já!
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sábado, 21 de janeiro de 2012
QUANTO CUSTA?
(No Estadão online, quarta-feira, 18.01.2012)
O brasileiro que luta 12 meses por ano para sobreviver com salário apertado e medo de demissão certamente deveria ter o direito de saber quanto custa a "máquina" que mal e mal toca essa nossa República. Algumas questões são: No Executivo, quanto dinheiro sai pelos cartões corporativos (e para que), especialmente o que está sendo sacado em espécie. No Legislativo, o que está sendo desviado através de parentes, ONGs de fachada e obras mal projetadas e executadas nos municípios de suas bases políticas. No Judiciário, o que vem a ser esses "créditos" devidos a magistrados através dos quais eles mesmos se liberam boladas de R$ 400 mil a R$ 1.5 milhão. Devido aos bilhões que têm sido desviado para esses supostos seus "representantes", o povo é forçado a se contentar com estradas esburacadas, hospitais públicos precários, escolas públicas sem a mínima condição de ensino, polícias mal aparelhadas que não conseguem enfrentar os bandidos, e péssima qualidade de vida. Gostaria de saber se a classe política tem noção, escrúpulos e consciência do quanto está sendo sacrificado o trabalhador brasileiro para sustentar sua vida de nababo. Ou será que é querer demais?
O brasileiro que luta 12 meses por ano para sobreviver com salário apertado e medo de demissão certamente deveria ter o direito de saber quanto custa a "máquina" que mal e mal toca essa nossa República. Algumas questões são: No Executivo, quanto dinheiro sai pelos cartões corporativos (e para que), especialmente o que está sendo sacado em espécie. No Legislativo, o que está sendo desviado através de parentes, ONGs de fachada e obras mal projetadas e executadas nos municípios de suas bases políticas. No Judiciário, o que vem a ser esses "créditos" devidos a magistrados através dos quais eles mesmos se liberam boladas de R$ 400 mil a R$ 1.5 milhão. Devido aos bilhões que têm sido desviado para esses supostos seus "representantes", o povo é forçado a se contentar com estradas esburacadas, hospitais públicos precários, escolas públicas sem a mínima condição de ensino, polícias mal aparelhadas que não conseguem enfrentar os bandidos, e péssima qualidade de vida. Gostaria de saber se a classe política tem noção, escrúpulos e consciência do quanto está sendo sacrificado o trabalhador brasileiro para sustentar sua vida de nababo. Ou será que é querer demais?
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sexta-feira, 11 de novembro de 2011
SEM FÔLEGO
(No Estadão impresso, sexta-feira, 11.11.2011)
ONG de amigão do Lula recebeu do Ministério do Trabalho injeção de "oxigênio" no valor de R$ 24 milhões em oito anos, apresentando pouquíssimo resultado. Por essa e outras razões semelhantes o brasileiro que paga pesados impostos anda sem fôlego!
ONG de amigão do Lula recebeu do Ministério do Trabalho injeção de "oxigênio" no valor de R$ 24 milhões em oito anos, apresentando pouquíssimo resultado. Por essa e outras razões semelhantes o brasileiro que paga pesados impostos anda sem fôlego!
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terça-feira, 25 de outubro de 2011
ELEMENTAR WATSON
(No Estadão online, terça-feira, 25.10.2011)
Não precisa ser um super detetive para comprovar corrupção ou malversação de verbas nos ministérios: basta seguir o dinheiro (follow the money). Certamente existem contabilizados no Tesouro os valores distribuídos a cada ministério, sob responsabilidade do respectivo ministro e seus departamentos. Seguindo o seu rastro, é possível saber qual resultado foi obtido na ponta final. No caso do Ministério do Esporte, muito dinheiro foi canalizado para ONGs, algumas sérias outras de fachada, mediante assinatura de contratos de prestação de serviços que detalhavam obrigações assumidas para justificar o valor contratado. Que se faça uma auditoria levantando a estrutura e capacitação de cada ONG, confrontando o que foi assumido e feito por ela. Na hierarquia ministerial, levantar quem são os funcionários responsáveis de conferir cada etapa, e autorizar a liberação de mais parcelas do combinado. Várias conclusões ficariam claras: os controles governamentais são deficientes ou não existem; as pessoas não são confiáveis ou são coniventes; os desperdícios poderão ser entendidos, na pior hipótese, como corrupção, ou na melhor, como incompetência. Ambas as situações são altamente prejudiciais aos contribuintes e trabalhadores que muito se sacrificaram para pagar pesados impostos. Ambas indicam melhoria dos controles e demissão sumária dos envolvidos, especialmente do ministro responsável máximo da pasta. Chega de desperdiçarmos tanto dinheiro para a incompetência e corrupção! Para isso só é necessário mais seriedade e vontade política. Elementar, meu caro Watson!
Não precisa ser um super detetive para comprovar corrupção ou malversação de verbas nos ministérios: basta seguir o dinheiro (follow the money). Certamente existem contabilizados no Tesouro os valores distribuídos a cada ministério, sob responsabilidade do respectivo ministro e seus departamentos. Seguindo o seu rastro, é possível saber qual resultado foi obtido na ponta final. No caso do Ministério do Esporte, muito dinheiro foi canalizado para ONGs, algumas sérias outras de fachada, mediante assinatura de contratos de prestação de serviços que detalhavam obrigações assumidas para justificar o valor contratado. Que se faça uma auditoria levantando a estrutura e capacitação de cada ONG, confrontando o que foi assumido e feito por ela. Na hierarquia ministerial, levantar quem são os funcionários responsáveis de conferir cada etapa, e autorizar a liberação de mais parcelas do combinado. Várias conclusões ficariam claras: os controles governamentais são deficientes ou não existem; as pessoas não são confiáveis ou são coniventes; os desperdícios poderão ser entendidos, na pior hipótese, como corrupção, ou na melhor, como incompetência. Ambas as situações são altamente prejudiciais aos contribuintes e trabalhadores que muito se sacrificaram para pagar pesados impostos. Ambas indicam melhoria dos controles e demissão sumária dos envolvidos, especialmente do ministro responsável máximo da pasta. Chega de desperdiçarmos tanto dinheiro para a incompetência e corrupção! Para isso só é necessário mais seriedade e vontade política. Elementar, meu caro Watson!
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domingo, 23 de outubro de 2011
FARRA DAS VIAGENS - OUTRA VERSÃO
(No O Globo, domingo, 23.10.2011)
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) está tomando medidas para conter a farra de gastos com viagens ao exterior. Entendo essa iniciativa, mas não acho suficiente simplesmente restringir o ressarcimento das despesas a eventos com fins institucionais e com autorização do presidente do órgão. A contenção dessas “farras” deveria ser feita de modo geral, com legislação clara e bem definida a nível federal, estadual e municipal. Deveríamos exigir total prestação de contas, e o funcionário público teria que apresentar solicitação detalhando razões e benefícios da viagem pretendida. E, ao regressar, apresentaria relatório detalhando gastos, realizações, contatos, acordos e planos discutidos com autoridades estrangeiras. O dinheiro do trabalhador é fruto de muito suor e sacrifício e deve ser tratado com responsabilidade. E esses périplos pelo exterior nem sempre são justificados ou trazem qualquer benefício para o Brasil!
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) está tomando medidas para conter a farra de gastos com viagens ao exterior. Entendo essa iniciativa, mas não acho suficiente simplesmente restringir o ressarcimento das despesas a eventos com fins institucionais e com autorização do presidente do órgão. A contenção dessas “farras” deveria ser feita de modo geral, com legislação clara e bem definida a nível federal, estadual e municipal. Deveríamos exigir total prestação de contas, e o funcionário público teria que apresentar solicitação detalhando razões e benefícios da viagem pretendida. E, ao regressar, apresentaria relatório detalhando gastos, realizações, contatos, acordos e planos discutidos com autoridades estrangeiras. O dinheiro do trabalhador é fruto de muito suor e sacrifício e deve ser tratado com responsabilidade. E esses périplos pelo exterior nem sempre são justificados ou trazem qualquer benefício para o Brasil!
domingo, 16 de outubro de 2011
FARRA DAS VIAGENS
(No Estadão online, domingo, 16.10.2011 e Valor Econômico, 18.10.2011)
Conselho Nacional de Justiça (CNJ) contém farra de gastos com viagens (13/10, A8). Não creio seja suficiente restringir o ressarcimento de despesas de viagens ao estrangeiro a "eventos com fins institucionais e com autorização do presidente do órgão". A contenção dessas "farras" com o dinheiro do contribuinte deveria ser feita com todos os funcionários públicos. Deveríamos ter uma legislação clara e bem definida a nível federal, estadual e municipal, com exigência de total prestação de contas, e o funcionário público, para poder se ausentar do país, deveria ser obrigado a apresentar solicitação por escrito, detalhando as razões e benefícios para a Nação da viagem pretendida. Uma vez analisado e aprovado o pedido, todo o processo deveria ficar publicado em site próprio na internet. Ao regressar do exterior, cada representante deveria ter um prazo para justificar seus gastos através de relatório com realizações, contatos, acordos e planos discutidos com autoridades estrangeiras, em todos os dias úteis. O dinheiro do trabalhador é fruto de muito suor e sacrifício, e deve ser tratado com muita responsabilidade por nossos representantes. Essa "farra" tem de acabar, especialmente nos gastos em viagens, cada vez mais freqüentes e festejadas, mas nem sempre justificadas quanto ao benefício que trazem para o Brasil!
Conselho Nacional de Justiça (CNJ) contém farra de gastos com viagens (13/10, A8). Não creio seja suficiente restringir o ressarcimento de despesas de viagens ao estrangeiro a "eventos com fins institucionais e com autorização do presidente do órgão". A contenção dessas "farras" com o dinheiro do contribuinte deveria ser feita com todos os funcionários públicos. Deveríamos ter uma legislação clara e bem definida a nível federal, estadual e municipal, com exigência de total prestação de contas, e o funcionário público, para poder se ausentar do país, deveria ser obrigado a apresentar solicitação por escrito, detalhando as razões e benefícios para a Nação da viagem pretendida. Uma vez analisado e aprovado o pedido, todo o processo deveria ficar publicado em site próprio na internet. Ao regressar do exterior, cada representante deveria ter um prazo para justificar seus gastos através de relatório com realizações, contatos, acordos e planos discutidos com autoridades estrangeiras, em todos os dias úteis. O dinheiro do trabalhador é fruto de muito suor e sacrifício, e deve ser tratado com muita responsabilidade por nossos representantes. Essa "farra" tem de acabar, especialmente nos gastos em viagens, cada vez mais freqüentes e festejadas, mas nem sempre justificadas quanto ao benefício que trazem para o Brasil!
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segunda-feira, 3 de outubro de 2011
ALERTA ANTIENCHENTE
(No Estadão online, segunda-feira, 3.10.2011)
Gilberto Kassab, nosso digníssimo prefeito, está estudando a implantação de um sistema de sirenes para alertar da possibilidade de enchentes. Muito trabalho e muito dinheiro será gasto para avisar os que estão em áreas de risco. Será um mero paliativo que tentará salvar vidas, mas sem resolver o maior problema dos humildes que é a perda de patrimônio adquirido com trabalho e sacrifício. A implantação desse sistema é uma clara confissão de incompetência. Cobrar impostos, cada vez mais pesados, eles sabem fazer muito bem. Mas propiciar ao povo qualidade de vida já é outra história. No reajustar dos próprios salários eles são craques. Mas dar ao contribuinte um retorno pelo muito que contribui já é outra história. Espalhar câmeras escondidas pela cidade e multar motoristas com pressa, descuidados ou nervosos ninguém os supera. Consertar as ruas esburacadas e irregulares já é outra história. Além de sirenes para avisar de enchentes, que tal uma sinalização piscante para alertar sobre buracos nas ruas? E que tal colocar cartazes avisando da possibilidade de assaltos e roubos em locais perigosos? Assim logo poderemos ter uma secretaria especial para alertar sobre problemas que não conseguem resolver. Parece que, para eles, é mais fácil alertar do que resolver! Mas os impostos continuam aumentando e sendo cobrados sem piedade. Vamos também "alertar" esses maus representantes não votando neles na próxima eleição!
Gilberto Kassab, nosso digníssimo prefeito, está estudando a implantação de um sistema de sirenes para alertar da possibilidade de enchentes. Muito trabalho e muito dinheiro será gasto para avisar os que estão em áreas de risco. Será um mero paliativo que tentará salvar vidas, mas sem resolver o maior problema dos humildes que é a perda de patrimônio adquirido com trabalho e sacrifício. A implantação desse sistema é uma clara confissão de incompetência. Cobrar impostos, cada vez mais pesados, eles sabem fazer muito bem. Mas propiciar ao povo qualidade de vida já é outra história. No reajustar dos próprios salários eles são craques. Mas dar ao contribuinte um retorno pelo muito que contribui já é outra história. Espalhar câmeras escondidas pela cidade e multar motoristas com pressa, descuidados ou nervosos ninguém os supera. Consertar as ruas esburacadas e irregulares já é outra história. Além de sirenes para avisar de enchentes, que tal uma sinalização piscante para alertar sobre buracos nas ruas? E que tal colocar cartazes avisando da possibilidade de assaltos e roubos em locais perigosos? Assim logo poderemos ter uma secretaria especial para alertar sobre problemas que não conseguem resolver. Parece que, para eles, é mais fácil alertar do que resolver! Mas os impostos continuam aumentando e sendo cobrados sem piedade. Vamos também "alertar" esses maus representantes não votando neles na próxima eleição!
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terça-feira, 14 de dezembro de 2010
DESPERDÍCIO
(No Estadão online, terça-feira, 14/12/2010)
Entre os recentes gastos excessivos e mal feitos da Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo está a compra de um luxuoso prédio no Morumbi para uma unidade da Rede de Reabilitação Lucy Montoro. Nesse prédio, adquirido por mais de R$ 50 milhões, fui informado de que existem 85 leitos, dos quais somente cerca de 30 estão sendo usados. Pelo que o governo estadual gastou para implantar essa unidade, organizações particulares de assistência aos deficientes poderiam implantar estruturas mais práticas e menos luxuosas, que beneficiariam muito mais pessoas, principalmente crianças, nessa situação. Vamos esperar que o governo Geraldo Alckmin, seu novo secretário da Saúde, e a sra. Lindamara, reconduzida na chefia da Secretaria da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida, consigam logo compensar os enormes desperdícios do governo anterior e que os muitos necessitados não sofram suas consequências. Que o coração de todos os paulistas se abra para esses irmãos que vivem vida limitada pela deficiência e contam com a ajuda de entidades meritórias como a Rede Lucy Montoro. Não podemos decepcioná-los!
Entre os recentes gastos excessivos e mal feitos da Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo está a compra de um luxuoso prédio no Morumbi para uma unidade da Rede de Reabilitação Lucy Montoro. Nesse prédio, adquirido por mais de R$ 50 milhões, fui informado de que existem 85 leitos, dos quais somente cerca de 30 estão sendo usados. Pelo que o governo estadual gastou para implantar essa unidade, organizações particulares de assistência aos deficientes poderiam implantar estruturas mais práticas e menos luxuosas, que beneficiariam muito mais pessoas, principalmente crianças, nessa situação. Vamos esperar que o governo Geraldo Alckmin, seu novo secretário da Saúde, e a sra. Lindamara, reconduzida na chefia da Secretaria da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida, consigam logo compensar os enormes desperdícios do governo anterior e que os muitos necessitados não sofram suas consequências. Que o coração de todos os paulistas se abra para esses irmãos que vivem vida limitada pela deficiência e contam com a ajuda de entidades meritórias como a Rede Lucy Montoro. Não podemos decepcioná-los!
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sábado, 6 de novembro de 2010
CPMFs
(Na FOLHA DE PERNAMBUCO, sábado, 6/11/2010)
Temos uma carga tributária de 35% do PIB, que nos iguala à de países mais desenvolvidos. Só que lá, a pesada arrecadação tem retorno certo e pode-se confiar nos serviços públicos de educação, saúde, segurança, etc. e as estradas são tapetes. Aqui, pagamos igual, mas quase todo nosso dinheiro se perde pelos escaninhos da incompetência e da corrupção. A maior parte paga um funcionalismo inchado e ineficiente, e as muitas benesses distribuídas por critérios quase sempre político-eleitorais. Ou seja, gastam mal o que arrecadam, sem satisfazer ou prestar contas ao contribuinte. E a pressão de governadores pela recriação da CPMF é uma boa desculpa. Tenho certeza de que a maioria do povo, que já trabalha mais de quatro meses por ano para sustentar o governo, também gostaria de pressionar... Mas para que ele gaste melhor o muito que já recebe antes de querer mais. Hoje temos pressão para uma CPMF-S (para saúde). Amanhã, teremos uma CPMF-C (para a Copa do Mundo), depois uma CPMF-O (para as Olimpíadas)? E, por que não, uma CPMF-B (para o Trem Bala)? A verdade é uma só: se antes a CPMF não melhorou a saúde, por que haveria de ser diferente agora? Que cortem os desperdícios, que despeçam os “aspones”, que eliminem os ministérios supérfluos, e que apresentem resultados com o que já recebem. Depois, se nos convencerem de que é pouco, que venham pleitear mais!
Temos uma carga tributária de 35% do PIB, que nos iguala à de países mais desenvolvidos. Só que lá, a pesada arrecadação tem retorno certo e pode-se confiar nos serviços públicos de educação, saúde, segurança, etc. e as estradas são tapetes. Aqui, pagamos igual, mas quase todo nosso dinheiro se perde pelos escaninhos da incompetência e da corrupção. A maior parte paga um funcionalismo inchado e ineficiente, e as muitas benesses distribuídas por critérios quase sempre político-eleitorais. Ou seja, gastam mal o que arrecadam, sem satisfazer ou prestar contas ao contribuinte. E a pressão de governadores pela recriação da CPMF é uma boa desculpa. Tenho certeza de que a maioria do povo, que já trabalha mais de quatro meses por ano para sustentar o governo, também gostaria de pressionar... Mas para que ele gaste melhor o muito que já recebe antes de querer mais. Hoje temos pressão para uma CPMF-S (para saúde). Amanhã, teremos uma CPMF-C (para a Copa do Mundo), depois uma CPMF-O (para as Olimpíadas)? E, por que não, uma CPMF-B (para o Trem Bala)? A verdade é uma só: se antes a CPMF não melhorou a saúde, por que haveria de ser diferente agora? Que cortem os desperdícios, que despeçam os “aspones”, que eliminem os ministérios supérfluos, e que apresentem resultados com o que já recebem. Depois, se nos convencerem de que é pouco, que venham pleitear mais!
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