terça-feira, 20 de março de 2012

AÍ TEM

(No Estadão online, terça-feira, 20.03.2012)
Conforme revelado pela ONG Contas Abertas, o governo Dilma teve gastos sigilosos por meio de cartão corporativo, entre 2009 e 2011, de R$ 89,7 milhões, 44,7% do total em cartões. São vários absurdos. Primeiro, a não divulgação de gasto do dinheiro público que justificam como sendo "garantia da segurança da sociedade e do Estado”. Gostaria muito de saber que "segurança" é essa que permite esconder valores tão altos? E também, quais gastos caem nessa categoria? Estou preparando meu imposto de renda e penso pleitear à Receita Federal se, como o Poder Executivo, eu também não posso ter alguns gastos "sigilosos" para minha segurança pessoal. Naturalmente,
seria um pouco menos de R$ 89 milhões (sic). Será que aprovarão meu pedido?

segunda-feira, 19 de março de 2012

NAUFRÁGIO

(No Estadão impresso, segunda-feira, 19.03.2012)
O sr. Fernando Gabeira tem toda a razão, nossa política está naufragando (16/3, A2) e, com ela, a cidadania está sem ar. Os trabalhadores, que pagam pesados impostos, estão sôfregos e cansados da falta de retorno para seu muito sacrifício e, assim, a nau Brasilianis segue cada vez mais desgovernada, sujeita aos efeitos dos ventos e das correntes de além-mar. A pergunta que muitos fazem é: quando teremos um bom e competente capitão para assumir o comando desta embarcação?

quinta-feira, 1 de março de 2012

BRASIL 2 X BOSNIA 1

(No Estadão online, quarta-feira, 29.02.2012)
Oops, alguém se esqueceu de avisar à equipe da Bósnia que seus opositores, os do uniforme amarelo-canarinho, eram os penta campeões do mundo, com jogadores milionários do futebol europeu. Infelizmente, nossa seleção tem muitos craques e pouco entrosamento. Deu no que deu: uma magra vitória, com muita sorte e um gol contra (que eles fizeram para nós e nosso alívio)!

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

CARNAVAL NÃO É ISSO

(No Estadão online, quinta-feira, 23.02.2012)
Muita festa, muita alegria até a apuração. Depois o quebra-quebra e a falta de educação. A quarta-feira será mesmo de cinzas: as cinzas do carro-alegórico queimado pelos vândalos. Nem São Paulo nem o rei Momo mereciam isso.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

CÍRCULO VICIOSO

(No Estadão impresso, terça-feira, 21.02.2012)
Altamente preocupante a manchete Infraestrutura precária eleva custo logístico em R$17 bi para indústria (20/2, B1). O brasileiro paga impostos dos mais altos do mundo, quase 38% do PIB, e muito desse dinheiro se perde pela ineficiência e corrupção dos órgãos públicos supostamente responsáveis por sua aplicação. Assim, pouco sobra para investimento em estradas, portos, ferrovias, hidrovias, etc., ficando o transporte e escoamento da produção nacional em estado progressivamente lastimável de abandono. Nesse conjunto, só as estradas privatizadas se salvam. Assim o Brasil perde em todos os sentidos. Os que trabalham e produzem são sobrecarregados por alta carga tributária. Nossos produtos ficam mais caros e não conseguem competir com os importados. As indústrias brasileiras se encolhem ou vão à falência, reduzindo empregos. E o governo, para atender à massa crescente de desempregados da indústria, terá de aumentar impostos e reforçar os programas sociais. Ou seja, estamos enfrentando um círculo vicioso dos mais sérios, que só poderá ser rompido se houver mais honestidade, eficiência e bom gerenciamento do dinheiro público. A corrupção, o corporativismo, o nepotismo e o apadrinhamento políticos são como as saúvas da história: ou acabamos com elas ou elas acabarão com o Brasil. Algo terá de ser feito, o Brasil em que viverão nossos filhos e netos não pode esperar!

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

PETROBRÁS MANIPULADA

(No Estadão online, quarta-feira, 15.02.2012)
O que devem estar pensando os acionistas da Petrobrás, ao saber que nossa gasolina, apesar de ser uma das mais caras do mundo, teve seu preço mantido artificialmente baixo e terá de sofrer reajuste logo, conforme declarou seu ex-presidente Sérgio Gabrielli? E qual a razão disso? De um lado, o governo ter usado o preço da gasolina para controlar a pressão inflacionária; e de outro, por essa estatal ter se transformado num rico cabide de empregos para "companheiros", com folha de pagamento aumentando em 49%, só no último ano. Nessa situação, dá para comprar ações da empresa? Acho que só se arriscarão os incautos ou os que têm acesso a informações privilegiadas (inside information). Por essas e outras, nossa Bolsa de Valores se enfraquece cada vez mais, se tornando uma "banca de cassino", onde o acionista comum corre riscos, enquanto governo e "amigos do poder" ganham. Será essa a forma petista de enfraquecer o capitalismo de mercado? Parece que sim!

domingo, 12 de fevereiro de 2012

NOVILÍNGUA

(No Estadão online, domingo, 12.02.2012)
Privatização não é privatização, é concessão. Caixa 2 não é caixa 2, é recurso não contabilizado. Corrupção não é corrupção, é malfeito. Lucro dos bancos? Ah, isso depende: se for em governo petista, é economia exuberante, com o PSDB, capitalismo selvagem. E assim vai para o brejo nossa "lógica semântica", esmagada pela demagogia e pelo populismo vigentes nos últimos nove anos!