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sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

A SAÍDA PELA CONSTITUIÇÃO

(No Estadão online, sexta-feira, 20.01.2017)
O Brasil assiste, estarrecido, a uma verdadeira guerra entre as facções do crime organizado que dominam os presídios brasileiros. O que era desorganização, pouco caso e desumanidade com detentos está se transformando em anarquia e barbárie. Há tempo o governo perdeu o controle dos presídios para o PCC, Comando Vermelho, Família do Norte e outras facções em formação. Que fazer? Eliane Cantanhêde, em sua coluna de 17/1 (A6), revela que o ex-presidente do STF Carlos Ayres Britto disse que "a saída para a crise é a Constituição". Concordo. Mas, se a lei não for aplicada com todo rigor, não adiantam ações baseadas somente no texto constitucional. A força deles tem de ser anulada pela força da lei, do contrário, ficará tudo na mesma, com a consequente desmoralização das instituições. O presídio não deve ser um "depósito" de seres humanos, simplesmente afastados da sociedade e ociosos por tempo determinado pela Justiça. Tem de ser transformado em campo de disciplina, trabalho produtivo, estudo, esportes, tudo determinado por agendas e horários, impostos sem apelação. Qualquer rejeição deve ser punida rigorosamente. O sistema prisional deve ser voltado para a recuperação social do meliante, por qualquer meio possível. O simples isolamento do criminoso (sistema atual) se tornou caldo de cultura e escola de mais e piores criminosos. A implementação da lei nos presídios, com base sólida na Constituição, deve ser dura e não flexível, no interesse do próprio presidiário. Lei que não é dura não é lei! E a pessoa que é levada a cumprir uma pena deve sair da detenção, por força do trabalho e da disciplina, melhor do que entrou. Sem dúvida, é algo difícil de aplicar, e os resultados só virão no médio e no longo prazos. Mas, do contrário, seguiremos de crise em crise, sofrendo pela timidez do jeitinho e da acomodação. Dura lex sed lex!

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

A FORÇA DO EXEMPLO

(No Estadão online, quarta-feira, 2.11.2016)
A distinção e o valor de um povo são determinados em grande parte pelos exemplos de seus líderes. Os bons exemplos, bem entendidos e divulgados, valorizam o tecido nacional e a honradez de seus cidadãos, enquanto os maus exemplos o depreciam. Nas nações do Primeiro Mundo não se perde oportunidade de destacar na mídia e em bancos escolares as boas atuações de seus fundadores e patriarcas, assim como censurar os maus exemplos ocorridos na História. Infelizmente, no Brasil pouco se faz nesse sentido. Até a importante atuação de Ruy Barbosa, conhecido como o Águia de Haia, é depreciada ou esquecida. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e sua equipe econômica deixaram o Brasil sem inflação, com a Lei de Responsabilidade Fiscal, importantes programas sociais sob os cuidados de dona Ruth Cardoso, além de privatizações essenciais, como a da Companhia Siderúrgica Nacional e a das telecomunicações, e assistiu a todo esse esforço ser tachado de "herança maldita" pelo seu sucessor. Um bom exemplo, que foi desperdiçado em várias campanhas eleitorais perdidas pelo PSDB. Nos quase 14 anos de governos petistas, sofremos uma série enorme de maus exemplos tanto de Lula quanto de Dilma Rousseff, ambos demonstrando pouco apreço à educação e desconhecimento de assuntos mais comezinhos e básicos. Até a educação da Língua Portuguesa sofreu de maus exemplos ao apresentar em livros-textos linguajar errado, justificando-o como comum ao povo. Maus exemplos que foram aceitos e, até, aplaudidos pelos petistas. Felizmente, nos últimos anos, tivemos líderes que nos legaram ótimos exemplos: o presidente Michel Temer, ao declarar que não vai concorrer à reeleição para poder realizar os "amargos" ajustes necessários; o juiz Sergio Moro, com sua Operação Lava Jato acabando com a impunidade de muitos "poderosos"; a ministra Cármen Lúcia, que, ao assumir a presidência do Supremo Tribunal Federal (STF), foi pessoalmente visitar presídios e conferir a péssima condição em que se encontram os detentos; o prefeito eleito de São Paulo, sr. João Dória, que respondeu a Lula - quando este criticou seu vestuário como sendo mais caro que os "cisnes" (?) comprados por dona Marisa - dizendo que havia comprado sua roupa com dinheiro fruto de seu trabalho; e, finalmente, o povo, que despertou da demagogia e do populismo do PT para votar maciçamente nos candidatos da base de apoio ao governo Temer. Que este "novo" Brasil possa fixar bem os bons exemplos e fugir dos maus daqui para a frente. Está na hora de mais orgulho nacional, pé no chão e muito trabalho. Chega da ignorância que aceita ilusões e falsas promessas.

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

A GRANDE DIFERENÇA

(No Estadão online, segunda-feira, 17.10.2016)
Enquanto nações ricas incentivam o trabalho, a eficiência, a criatividade, a produtividade e a criação de riqueza, pagando bem conforme a qualificação acadêmica, tecnológica e o mérito da pessoa, países pobres invertem essa fórmula pagando melhor as categorias burocráticas que não geram riqueza. O Brasil é um caso típico: "Das dez categorias mais bem pagas, seis são do serviço público" (manchete do "Estadão" de 10/10). Quando vamos entender que as categorias que produzem riqueza são as que pagam os impostos que sustentam as categorias burocráticas do serviço público, e que elas têm de ser incentivadas com ganhos maiores, pois assumem os riscos que acompanham o empreendedorismo? Aqui, quem assume os riscos do progresso é prejudicado por uma grande e complexa burocracia, tendo de arcar com pesados impostos. Os que puxam o verdadeiro progresso e riqueza, os do setor privado, têm como "sócio" o governo, que só ganha sem assumir quaisquer riscos. Dá para entender por que os que são empreendedores fogem daqui e buscam países que os incentivam? Nossa riqueza vem da exportação de matérias-primas, minérios, café, soja, cacau, etc., e importamos bens com valor agregado nos quais essas matérias-primas foram usadas. Exemplos é o nosso cacau que vai para a Suíça e para a Bélgica, voltando como chocolates finos com bons lucros... para eles. Só seremos ricos quando incentivarmos melhor quem produz riqueza com menos carga tributária e peso burocrático. O funcionalismo público deve servir de apoio aos que nos trazem riqueza, e não de estorvo que desincentiva e prejudica os que desejam ficar ricos honestamente e por mérito. Um teto nos gastos do governo não é suficiente. Teremos de reduzir muito os atuais abusos de certas categorias, pois do jeito que está ficaremos cada vez mais atrasados em relação ao Primeiro Mundo. Disso depende o Brasil que queremos deixar para nossas futuras gerações.

segunda-feira, 21 de março de 2016

NA ILUSÃO

(No Estadão online, segunda-feira, 21.03.2016)
Afirmou o ex-presidente Lula: “Não me conformo que, neste episódio (dos grampos), palavras extraídas ilegalmente de conversas pessoais, protegidas pelo Artigo 5.º da Constituição, tornem-se objeto de juízos derrogatórios sobre meu caráter. Não me conformo que palavras ditas em particular sejam tratadas como ofensa pública, antes de se proceder a um exame imparcial, isento e corajoso do processo arbitrário e ilegal que levou ao vazamento ilegal de tais conversas”. Ou seja, não deve ser permitido revelar o que não interessa a ele. Para Lula, o povo tem de ser mantido na ilusão. E ele ainda se considera a alma viva mais honesta do Brasil! Arre!

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

"DURA LEX SED LEX"

(No Estadão online, sexta-feira, 26.02.2016)
Após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de que penas podem ser cumpridas após condenação em segunda instância, muitos acham que isso provocará uma superlotação ainda maior em nossos presídios. É verdade, se nosso sistema prisional continuar o mesmo. Gostaria de sugerir mudanças radicais nesse sistema. Deixar claro que prisão não é lugar de ociosidade, com casa, comida, roupa lavada, visita íntima e outras benesses, além da “bolsa prisioneiro”, tudo pago com o dinheiro público. Aliás, existem nações que estão cobrando da família o custo de manter seu parente na cadeia. O tempo na carceragem deve ser todo ocupado com exercícios, estudo, trabalho (produzir utilidades, cuidar de horta, lavar roupa, louça, etc.), com horários impostos e inflexíveis a todos. Penas não deveriam ser em tempo corrido, mas, sim, em pontos a serem pagos pelo meliante com bom comportamento, estudo, leitura, etc. Uma vez o prisioneiro conseguindo pagar seus “pontos”, obteria com esforço próprio a liberdade. Pode ser em poucos ou muitos anos, dependerá dele mesmo. Assim, todos sairiam da detenção com hábitos melhores. Hoje, a prisão é uma “escola de crime”, que produz bandidos mais revoltados e mais habilitados para o crime. Ou seja, estamos pagando ricamente para piorar progressivamente a segurança em nossa sociedade. E, última, (a mais controvertida): acabar com o serviço de alimentação convencional. Servir a todos um alimento bem balanceado e completo, rico em vitaminas, sais minerais, proteínas, etc., mas sem tempero (pode-se chamar de “ração humana”). Isso deixaria claro que prisão não é uma “residência com maus tratos”, é uma prisão para corrigir o cidadão para que retorne à sociedade uma pessoa melhor. Tenho certeza de que os defensores dos “direitos humanos” (mais dos bandidos do que de cidadãos honestos e trabalhadores) vão reclamar muito. Acharão que seria um crime não continuar tratando a pão de ló os criminosos (que dizem ser vítimas de uma sociedade injusta). Pessoalmente, acho que essas sugestões forçariam todos a pensar duas vezes antes de cometer um crime. Forçariam uma recuperação de marginais e criminosos para a disciplina e o trabalho – além de simplificar todo o sistema prisional, que deve ser igual para todos, desde o pivete até o político graúdo. Numa lei, igual para todos, o meliante com diploma superior deve sofrer mais, pois teve mais oportunidades e deveria ter maior consciência da lei, e não o contrário, como é nosso caso. Ou impomos uma lei de fato, dura e igual para todos, ou nossos netos continuarão lutando para sobreviver nesta terra onde só bandidos se dão bem. A escolha é nossa!

terça-feira, 1 de abril de 2014

"CEM ANOS ATRASADO"

(No Estadão online, terça-feira, 1.04.2014)
Cumprimento o dr. Adib D. Jatene, pelo brilhante artigo "Cem anos atrasado" (31/3, A2). Ele nos mostra, com clareza meridiana, como o (des)governo populista dos últimos 12 anos vem solapando a qualidade do ensino da Medicina em favor de uma quantidade precipitada e nociva. Como os próprios "caciques" do governo procuram a assistência médica em hospitais da qualidade de um Sírio-Libanês, estão pouco preocupados com o povo. Na campanha que se avizinha, provavelmente irão citar os números de novas escolas de Medicina, os alunos dessas escolas, o Programa Mais Médicos e outros dados eleitoreiros. Só não vão mencionar o círculo vicioso que iniciaram, no qual a qualidade do médico formado vai cair cada vez mais, com médicos mal formados hoje, formando piores médicos amanhã. E a saúde do povo é que sofre. Reitero uma sugestão que há tempos é ventilada: que todos os funcionários públicos, especialmente os mais graduados, sejam obrigados a buscar o SUS para o atendimento de si e de sua família. Aí, sim, se preocupariam com a qualidade das escolas de Medicina e seus formandos. Do jeito que está, o povo que "se exploda".

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

FÓRMULA PARA UM BRASIL NOVO

 (No Estadão online, quinta-feira, 2.01.2014)
As nações conhecidas como tigres asiáticos há décadas vêm mostrando ao mundo o caminho que resultou em sua melhor qualidade de vida: educação + disciplina + eficiência + produtividade = progresso efetivo com riqueza real. Deveríamos aprender e aplicar essa fórmula de sucesso comprovado. Muito nos está faltando, especialmente o mais importante: educação para competir em pé de igualdade com o mundo moderno. Do jeito que estamos indo, vamos continuar por muito tempo transferindo nossa riqueza para a China e as nações que aproveitam nossa matéria-prima (barata) e nos vendem de volta produtos de alta tecnologia e alto valor agregado (caros). Infelizmente, enquanto não aprendermos isso, a balança de transferência de riqueza continuará favorecendo esses países, o que demonstra que a propaganda do governo tem sido altamente enganosa: país rico não é país sem pobreza, mas o que sabe aproveitar melhor seus recursos humanos e naturais. Quem sabe 2014 marcará o início de um Brasil voltado para a riqueza de fato, não a ilusória e eleitoreira, que é a triste marca desse governo lulopetista. Desejo a todos um 2014 com mais seriedade e ótimas realizações!

domingo, 13 de outubro de 2013

HERANÇA MALDITA

(No Estadão online, domingo, 13.10.2013)
Quem quiser conhecer a "herança maldita" que os governos petistas estarão deixando para o futuro, basta ler o excelente artigo de José Serra "Para romper a inércia do atraso" (10/10, A2). Além da lista de sérios e preocupantes problemas levantados por Serra, gostaria de acrescentar os que acho serem os piores deles: a cultura de dependência no governo, o populismo eleitoreiro, a demagogia, as mentiras deslavadas sendo veiculadas por campanhas publicitárias e a impunidade dos que deveriam ser os mais responsáveis. Infelizmente, estamos alimentando vícios que propiciam a inércia e garantem nosso atraso diante de um mundo cada vez mais eficiente e competitivo. O brasileiro terá de entender que país rico não se resume a país sem pobreza, mas sim àquele que valoriza a educação, o valor do trabalho produtivo e o bem-estar social através de leis fortes, bem aplicadas em todos os níveis da pirâmide, começando de cima. Precisamos de governos que eduquem nosso povo mais e melhor pelos bons exemplos. O resto é enganação, prejudicando o Brasil que trabalha, para se manter no poder e garantir a vida fácil dos companheiros. Será esta a herança que queremos para nossos netos?

domingo, 23 de junho de 2013

QUANDO SEREMOS UMA NAÇÃO SÉRIA...

(No DIÁRIO DE SÃO PAULO impresso, domingo, 23.06.2013)
O Brasil está sempre caminhando numa esperança de um amanhã que parece nunca chegar. O que pensam e reflete sobre esse futuro, e o de seus netos e bisnetos, acabam questionando quando teremos um retorno melhor para a pesada carga fiscal que há muito pagamos. Quando será que o nosso povo e as futuras gerações vão ter acesso a uma boa educação e serviços de saúde de qualidade? Quando acordaremos do "berço esplêndido" para enfrentarmos com mais coragem a nossa realidade? Quando valorizaremos a honestidade e puniremos os que exploram o povo para se perpetuar no poder? Enfim, quando seremos uma nação séria, digna e competente para competirmos em pé de igualdade com as do Primeiro Mundo? Infelizmente, ficamos sempre na esperança e naquela afirmação desanimadora: só Deus sabe! Até quando?

domingo, 16 de junho de 2013

QUANDO, QUANDO

(No Estadão online, domingo, 16.06.2013)
Quando será que os jovens brasileiros vão ter uma boa educação? Quando será que nossos governos vão se preocupar com a formação social, acadêmica e científica do brasileiro em geral? Quando será que nossos políticos terão mais escrúpulos para prometerem o realizável, e, depois, prestarem conta ao cidadão do que estão realizando? Quando será que acordaremos do "berço esplêndido" para enfrentar com coragem nossa triste realidade? Quando será que nossos governantes entenderão que não somos uma monarquia, deixando que os "palácios" sejam transformados em museus e administrando nossa nação de locais mais simples e realistas? Nos EUA, o presidente trabalha na Casa Branca, na Inglaterra o Primeiro Ministro na 10 Downing Street, na Argentina, na Casa Rosada; por que aqui temos tantos palácios - do Planalto, da Alvorada, dos Bandeirantes, etc.? Quando será que valorizaremos a honestidade e puniremos devidamente os que mentem para o povo e o exploram? Enfim, quando será que seremos uma nação séria e digna para competirmos em pé de igualdade com as do Primeiro Mundo? Eis a canção de um brasileiro desanimado: Quando, Quando...

terça-feira, 12 de março de 2013

CARRO ANTES DOS BOIS

(No Estadão impresso, terça-feira, 12.03.2013)
A isenção de impostos federais em produtos da cesta básica é uma boa medida, só que deveria ser feita como parte de um planejamento maior e mais responsável. Isoladamente, e no início de uma precipitada campanha visando à reeleição, a iniciativa fica altamente suspeita. No meu entender, o correto seria primeiro enxugar o tamanho da máquina governamental, tornando-a mais econômica e eficiente, com redução de seus gastos ao mínimo necessário. Com o dinheiro economizado, mais os R$ 5,5 bilhões, valor de que se está abrindo mão neste ano com a isenção, se investiria pesadamente em educação e na melhoria de nossa infraestrutura. Uma vez resolvidos esses problemas urgentes e cruciais, estando o Brasil no caminho firme e saudável para um desenvolvimento sustentável e sem inflação, aí, sim, o governo poderia abrir mão de receitas. Lembro-me do caso de Puerto Rico, que para se tornar território americano, em 1959, teve de fortalecer sua economia sem ajuda dos EUA. Executou um plano chamado na época de como "levantar a nação pelos cadarços do próprio sapato". Temos de fazer o mesmo. Em vez de tomar decisões isoladas para quebrar galhos pontuais, deveríamos começar resolvendo o nosso maior problema: reduzir o peso e os gastos desnecessários de um governo inchado, perdulário e ineficiente. Assim o progresso viria fácil e o brasileiro que trabalha duro, de forma inteligente e honesta, se sentiria mais digno e realizado. É o Brasil com que sonhamos!

sábado, 17 de novembro de 2012

PREFERIR MORRER

(No jornal digital Via Fanzine, quarta-feira, 14.11.2012)
A declaração do ministro da Justiça José Eduardo Cardozo que preferia morrer do que ser preso demonstra descaso, irresponsabilidade e incompetência. O que tem sido feito no sistema penitenciário pelo Ministério da Justiça nos quase 10 anos de governo petista? Quais são seus planos e projetos na área?
Disso nada fala, e, infelizmente, acho que o PT continua acomodado no "quanto pior melhor", e parece estar se lixando para o problema dos brasileiros que transgridem as leis. Agora que o Judiciário está lavando a alma brasileira, condenando muitos envolvidos no escândalo do mensalão, seria interessante que a presidente Dilma convocasse seus ministros para conhecerem por dentro os presídios nacionais, assim como as escolas de periferias, apresentando observações e sugestões.
Todo o Brasil começaria a melhorar se fossem sanados os sérios problemas nessas duas pontas: a escola que deveria educar melhor os jovens para serem bons cidadãos, e o presídio que deveria isolar dignamente os que representam o fracasso do sistema educacional.
Todos no governo deveriam estar engajados nesse grande projeto. E o ministro da Justiça deveria ser o braço direito da presidente num esforço para formar melhores os cidadãos e, assim, reduzir o crime. E os que forem condenados a reclusão, que sejam tratados de forma melhor e mais digna no sentido de serem, se possível, recuperados socialmente.
Um governo que se interessa realmente por todos agiria assim, não dizendo que "prefere morrer" diante de situação que ele é responsável por resolver!

terça-feira, 6 de novembro de 2012

BASES FRACAS

(No Estadão impresso, terça-feira, 6.11.2012)
As nações mais bem-sucedidas são as que investiram pesado na educação do seu povo. O Japão e os chamados tigres asiáticos são exemplos dessa estratégia. No Brasil do PT, porém, o enfoque é mais eleitoreiro, visando a garantir a hegemonia partidária. Deprecia a educação com projetos populistas como as cotas e usa argumentos socialistas para comprar votos, injetando dinheiro nas classes mais baixas para levá-las à classe média. Pelo aumento do consumo, com a facilidade de crédito, impulsiona artificialmente a produção industrial e o comércio. Infelizmente, esquece de formar bem as bases pela educação e a ênfase na competência tecnológica e profissional. Assim, como as obras levantadas sobre fundações fracas, a tendência é que após impressionar com a altura do edifício vem o risco de desmoronamento. Quando vai entender que sem educação séria e valorizada não teremos sucesso a longo prazo neste mundo cada vez mais globalizado? Será que nossos intelectuais não enxergam isso?

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

EDUCAÇÃO

(No Valor Econômico, segunda-feira, 5.11.2012)
As nações mais bem sucedidas são as que investiram pesado na educação. O Japão e os chamados "tigres asiáticos" são exemplos dessa estratégia. No Brasil, porém, deprecia-se a educação com projetos populistas como as cotas. Injeta-se dinheiro nas classes mais baixas para levá-las à classe média. A produção industrial e o comércio crescem artificialmente com o aumento do crédito. Mas, infelizmente, os governantes esquecem de formar bem as bases pela educação e ensino tecnológico e profissionalizante. Quando se entenderá que sem educação séria e valorizada não teremos sucesso a longo prazo em um mundo cada vez mais globalizado?
Silvano Corrêa

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

CARNAVAL NÃO É ISSO

(No Estadão online, quinta-feira, 23.02.2012)
Muita festa, muita alegria até a apuração. Depois o quebra-quebra e a falta de educação. A quarta-feira será mesmo de cinzas: as cinzas do carro-alegórico queimado pelos vândalos. Nem São Paulo nem o rei Momo mereciam isso.

domingo, 14 de fevereiro de 2010

EDUCAÇÃO E JUSTIÇA?

(No Estadão online, domingo, 14/02/2010)
Soube que o sr. José Roberto Arruda passou a primeira noite em cela especial com cama, geladeira e TV. Por que será? Porque ele tem diploma universitário? Porque é figura importante na política? Esses privilégios têm de acabar! Sou da opinião que quanto mais instruído e consciente é a pessoa, mais rigorosa deve ser sua pena. Cela especial parece ser resquício da cultura do "você sabe com quem está falando?", que deve ser abolida. Que sejam recolhidos a celas comuns os que deveriam saber melhor as consequências de seus atos. E para os incultos, os ignorantes não instruídos, suas penas devem ser relevadas um tanto, e suas celas devem ter enfoque educacional. (Que tal suas paredes com muito grafite revelando aspectos de crimes, sofrimentos e castigos correspondentes?) Será que no Brasil queremos enfatizar que o crime compensa, desde que seja grande e cometido por pessoa formada em nossas academias? Não acho certo. Para os universitários, cela comum e castigo dobrado. Para o resto, celas e ambientes que induzam uma reforma de mentalidade e maior consciência do mal cometido. Será que um dia chegamos nesse nível de Justiça Social (com maiúsculas mesmo)? Oxalá que sim!

terça-feira, 15 de setembro de 2009

ATRASO NA EDUCAÇÃO

(No Valor Econômico, sexta-feira, 11/09/2009)
"Relatório da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) mostra que o Brasil investe menos de 25% do que investem os países desenvolvidos na Educação. Por isso eles crescem e nós continuamos no Terceiro Mundo!"

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

ATRASO NA EDUCAÇÃO

(No DESTAK, SP sexta-feira, 11/09/2009)
Esplêndido só no hino
A Organização para Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) demonstrou porque o Brasil é, e continuará sendo por muito tempo, um país atrasado ("Apenas 10% dos brasileiros concluíram o ensino superior", 10/9). Atualmente, os que trabalham e produzem sofrem um peso fiscal de 38% do PIB (nível Primeiro Mundo). Mas, desse dinheiro todo, é investido menos de 25% do que investem os países desenvolvidos em educação. Nosso berço esplêndido está só no hino.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

COTAS RACIAIS

(No Estadão on-line, quinta-feira, 1/01/2009)
Quero cumprimentar a professora Sandra Cavalcanti pelo excelente artigo Pobres alunos, brancos e pobres... (A2, 29/12) e os leitores srs. Victor José Faccioni, Jeferson Moreira de Carvalho, Carlos Montagnoli e Wilson Scarpelli pelos seus comentários elogiando o mesmo (A3, 30/12). Aproveito aqui para lembrar que os EUA (onde vivi e estudei 10 dos meus 70 anos), sem cotas raciais mas com uma escola pública de boa qualidade, formaram pessoas afrodescendentes de grande destaque como Martin Luther King, Clarence Thomas (juiz da Suprema Corte), Colin Powell, Condoleezza Rice e, agora, o presidente-eleito Barack Hussein Obama. O que vale realmente é um bom ensino, não um racismo disfarçado (para encobrir um populismo demagógico) cujo intuito é mais para ganhar votos do que para elevar a qualidade de nossos formandos. O argumento de muitos defensores das "cotas" é que há um grande desnível de oportunidade educacional a ser superado. Concordo. Mas por que não oferecer a todos os mais pobres bolsas de estudos ou cursinhos subsidiados para superarem esse desnível? Não seria mais lógico? Ao mesmo tempo, como fizeram o Japão, Coréia e muitos outros países, seria importante dar prioridade máxima e verbas correspondentes para o ensino básico público. Outra ideia seria valorizar a profissão de educador, dando a todos vantagens (fringe benefits) como têm, por exemplo, os funcionários do Banco do Brasil. Só assim, valorizando a educação e premiando o mérito para todos, é que o Brasil pode começar a sonhar de competir com o Primeiro Mundo nas próximas gerações. Por enquanto, ficamos só na discussão e na demagogia burra.

domingo, 17 de agosto de 2008

EXCELÊNCIA ACADÊMICA É PRECISO

Da carta “Na contramão” – publicada no Estadão em 12/02/1988
“...No mundo cada vez menor em que estamos (a inescapável ´aldeia global´), a nação que progride e enriquece é a que não só trabalha mais, mas, principalmente, a que investe mais na pesquisa e desenvolvimento de tecnologias de ponta. E isto só se consegue pela educação dos jovens, na preparação de melhores professores, pesquisadores, e na concorrência para melhorar o nível de ensino, para desenvolver-se o conceito , totalmente esquecido entre nós, da excelência acadêmica. Como exemplo, temos o destaque dado pelos norte-americanos aos alunos universitários formados nos primeiros lugares, que obtêm o grau cum laude, magna cum laude ou suma cum laude. Enquanto no Brasil temos a triste realidade do total abandono do ensino, da vergonha dos vestibulares comprados, dos professores que são mais parias da sociedade do que os importantes formadores das futuras gerações, do uso da força estudantil como fator político pelos que rezam na cartilha ´do quanto pior, melhor´, e, infelizmente, muito mais, com a completa apatia ´criminosa´ dos dirigentes (ir)responsáveis pelo nosso futuro como Nação. Como resolver esta desanimadora situação? Não é fácil, mas há duas ´forças vetoriais´ que, se bem aplicadas, poderão inverter isto. A primeira seria baseada nas teorias do professor Paulo Freire, criando-se através de todas as mídias, a conscientização, expectativa e auto-iniciativa, a nível comunitário, em que o povo passaria a se sentir co-responsável, participando ativamente no processo de educação dos seus, transmitindo, exigindo e recebendo o melhor ensino possível. A segunda seria aplicada no outro extremo do processo: conscientizar as empresas nacionais da importância de um bom ensino para seus empregados, para a qualidade de seus produtos e sua competitividade no mercado mundial. E que passem a exigir que novos candidatos a empregos, recém-egressos das faculdades, apresentem seus boletins, com as notas obtidas, assim como um relato das atividades esportivas e sociais realizadas no período de formação universitária, admitindo os melhores. Com estas condições, os estudantes deixariam a baderna, exigindo um melhor ensino para poder conquistar colocação nas melhores empresas. Ganha o jovem, ganha o professor, ganha a empresa nacional e, principalmente, ganha o Brasil de nossas futuras gerações!