(No Estadão online, quarta-feira, 19.10.2016)
Houve época em que a vaca era louca. Na Índia, ela é sempre sagrada. Mas aqui, no Brasil, nossos políticos não dormem de touca, lavam dinheiro com vaca superfaturada.
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quarta-feira, 19 de outubro de 2016
terça-feira, 20 de setembro de 2016
PROVAS CINCUNSTANCIAIS
(No Estadão online, terça-feira, 20.09.2016)
Na denúncia recente formulada pelos procuradores do Ministério Público Federal (MPF) contra o sr. Luiz Inácio Lula da Silva, a referência a "convicções" não creio ter sido a ideal. Melhor seria "provas circunstanciais", as que se baseiam em indícios e deduções. E essas são muitas. Na vida legal o cidadão correto trabalha, produz, é remunerado, compra imóvel em seu nome, paga suas instalações e decoração, transfere para lá seus bens e usufrui, com o merecido orgulho, de sua nova residência ou local de descanso. Já o cidadão que quer esconder a origem de dinheiro obtido irregularmente arranja um "laranja" de sua confiança para assinar e constar na escritura do imóvel. Daí para a frente, passa a usufruir do mesmo como se proprietário fosse. Só ele e família usam o imóvel; o "laranja" nem chave tem e pede licença para adentrá-lo; toda a decoração, inclusive cozinha Kitchens de luxo, é escolhda pelo "usufrutuário enganador"; objetos comprados para a piscina, como pedalinhos, trazem o nome de netos; parte dos bens valiosos retirados (?) do Planalto é transportada para esse imóvel, etc. Mas o "esperto" sempre declara que não é seu proprietário. Essas são ou não provas circunstanciais de um grande esquema de lavagem de dinheiro? Só não percebe quem não quer, ou tem interesse em participar do esquema. Faz-nos lembrar a história do pato: faz barulho de pato, nada como pato, é seguido por muitos patinhos, mas o "esperto" insiste em que não é pato. Na verdade, patos somos nós, que assistimos a todo esse circo de patacoadas e malandragens e, no fim, teremos de pagar o pato de toda essa roubalheira. Felizmente, a Operação Lava Jato está agindo para acabar com esse "circo de mentiras". Provas circunstanciais é que não faltam!
Na denúncia recente formulada pelos procuradores do Ministério Público Federal (MPF) contra o sr. Luiz Inácio Lula da Silva, a referência a "convicções" não creio ter sido a ideal. Melhor seria "provas circunstanciais", as que se baseiam em indícios e deduções. E essas são muitas. Na vida legal o cidadão correto trabalha, produz, é remunerado, compra imóvel em seu nome, paga suas instalações e decoração, transfere para lá seus bens e usufrui, com o merecido orgulho, de sua nova residência ou local de descanso. Já o cidadão que quer esconder a origem de dinheiro obtido irregularmente arranja um "laranja" de sua confiança para assinar e constar na escritura do imóvel. Daí para a frente, passa a usufruir do mesmo como se proprietário fosse. Só ele e família usam o imóvel; o "laranja" nem chave tem e pede licença para adentrá-lo; toda a decoração, inclusive cozinha Kitchens de luxo, é escolhda pelo "usufrutuário enganador"; objetos comprados para a piscina, como pedalinhos, trazem o nome de netos; parte dos bens valiosos retirados (?) do Planalto é transportada para esse imóvel, etc. Mas o "esperto" sempre declara que não é seu proprietário. Essas são ou não provas circunstanciais de um grande esquema de lavagem de dinheiro? Só não percebe quem não quer, ou tem interesse em participar do esquema. Faz-nos lembrar a história do pato: faz barulho de pato, nada como pato, é seguido por muitos patinhos, mas o "esperto" insiste em que não é pato. Na verdade, patos somos nós, que assistimos a todo esse circo de patacoadas e malandragens e, no fim, teremos de pagar o pato de toda essa roubalheira. Felizmente, a Operação Lava Jato está agindo para acabar com esse "circo de mentiras". Provas circunstanciais é que não faltam!
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terça-feira, 14 de julho de 2015
ISSO É QUE É FARRA!
(No Estadão impresso, terça-feira, 14.07.2015)
Na investigação da Lava Jato, mais um “titilante” escândalo: só em 2012 foram desviados R$ 150 mil para pagar garotas de programa para executivos envolvidos no esquema. Nas planilhas pesquisadas aparecem os itens “artigo 162” e “Monik” com valores de até R$ 20 mil identificando gastos com prostitutas, que recebiam grana viva. Em festa com “periguetes” em luxuoso hotel de São Paulo consta despesa de R$ 90 mil só com bebidas. Ou seja, nosso dinheiro, que devia ser usado para prospecção e extração de petróleo, usado para badalações com “mulheres da noite”. Só faltava essa. Um espanto!
Na investigação da Lava Jato, mais um “titilante” escândalo: só em 2012 foram desviados R$ 150 mil para pagar garotas de programa para executivos envolvidos no esquema. Nas planilhas pesquisadas aparecem os itens “artigo 162” e “Monik” com valores de até R$ 20 mil identificando gastos com prostitutas, que recebiam grana viva. Em festa com “periguetes” em luxuoso hotel de São Paulo consta despesa de R$ 90 mil só com bebidas. Ou seja, nosso dinheiro, que devia ser usado para prospecção e extração de petróleo, usado para badalações com “mulheres da noite”. Só faltava essa. Um espanto!
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terça-feira, 6 de maio de 2014
REMÉDIOS, VINHOS E SEDAS
(No Estadão impresso, terça-feira, 6.05.2014)
O doleiro Alberto Youssef é realmente um fora da lei criativo e bem relacionado: criou uma "lavanderia" que processa dinheiro sujo para comparsas corruptos importando vinhos, joias, tecidos finos, instrumentos musicais, tudo por meio do fictício Laboratório Labogen - que deveria, isso, sim, importar medicamentos. Como sempre, eles "lavam" e nós trabalhamos e suamos para comer o pão nosso de cada dia. Assim seguimos de escândalo em escândalo neste país das mil mutretas.
O doleiro Alberto Youssef é realmente um fora da lei criativo e bem relacionado: criou uma "lavanderia" que processa dinheiro sujo para comparsas corruptos importando vinhos, joias, tecidos finos, instrumentos musicais, tudo por meio do fictício Laboratório Labogen - que deveria, isso, sim, importar medicamentos. Como sempre, eles "lavam" e nós trabalhamos e suamos para comer o pão nosso de cada dia. Assim seguimos de escândalo em escândalo neste país das mil mutretas.
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segunda-feira, 7 de abril de 2014
O ESCÂNDALO DILMABRÁS
(No Estadão impresso, segunda-feira, 7.04.2014)
Grandes lances
Dilma e Lula reuniram-se a sós em São Paulo para discutir a crise da Petrobrás. Do que terão tratado de fato? Seriam novas formas de declarar que ela "não sabia de nada"? Impossível, Dilma era ministra do governo Lula e presidente do Conselho de Administração da empresa. Terá sido em quem jogar a culpa, quem serviria de bode expiatório? Como impedir a instalação de CPI ou como transformá-la em mais uma grande pizza, sem perder votos? De qualquer forma, Dilma está numa grande enrascada. Qual será o coelho que Lula tirará da cartola para salvar a pele da "gerentona" que guindou ao posto máximo do governo federal? A novela O Grande Escândalo Dilmabrás está se desenrolando com muitos lances de grande relevância para as eleições de outubro. No capítulo final será revelado quem matou ou não matou Odete Roitman, ops, digo Dilma Vana Rousseff. A audiência tende a crescer até lá. Segurem os assentos!
Grandes lances
Dilma e Lula reuniram-se a sós em São Paulo para discutir a crise da Petrobrás. Do que terão tratado de fato? Seriam novas formas de declarar que ela "não sabia de nada"? Impossível, Dilma era ministra do governo Lula e presidente do Conselho de Administração da empresa. Terá sido em quem jogar a culpa, quem serviria de bode expiatório? Como impedir a instalação de CPI ou como transformá-la em mais uma grande pizza, sem perder votos? De qualquer forma, Dilma está numa grande enrascada. Qual será o coelho que Lula tirará da cartola para salvar a pele da "gerentona" que guindou ao posto máximo do governo federal? A novela O Grande Escândalo Dilmabrás está se desenrolando com muitos lances de grande relevância para as eleições de outubro. No capítulo final será revelado quem matou ou não matou Odete Roitman, ops, digo Dilma Vana Rousseff. A audiência tende a crescer até lá. Segurem os assentos!
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segunda-feira, 24 de março de 2014
ARGUMENTOS ABSURDOS
(No Estadão impresso, segunda-feira, 24.03.2014)
Para justificar o valor da compra da refinaria de Pasadena vários petistas e aliados do governo estão argumentando que em 2006, quando ela foi realizada, as vendas e a lucratividade do mercado de petróleo apontavam ter sido um bom negócio para a Petrobrás. Essa linha de argumento é totalmente furada, por várias razões. Considerando que a empresa belga Astra Oil pagou US$ 42,5 milhões por 100% da refinaria um ano antes (informação fácil de apurar em cartórios e jornais da região) e nós pagamos US$ 360 milhões por 50%, de cara pagamos um ágio de 1.600% em 12 meses. O fato de não terem sido levadas em conta as cláusulas Marlim e Put Option é mais um grande absurdo que elevou o prejuízo a US$ 1,137 bilhão. Não há explicação com qualquer sombra de lógica empresarial para isso. Se a Petrobrás tivesse pago o valor justo, mesmo com um ágio de 100%, US$ 85 milhões, porteira fechada, sua lucratividade seria muito maior tanto no mercado em alta como durante a crise. Só podemos achar que muitas maracutaias estão por trás dessa negociata absurda. Que tudo seja apurado com total transparência e, se possível, com o rastreamento de valores depositados em contas particulares e empresas laranjas na época. Que seja instaurada uma CPI já! E que a oposição não deixe essa virar mais uma grande pizza, que, infelizmente, já está sendo antecipada como de sabor Pasadena.
Para justificar o valor da compra da refinaria de Pasadena vários petistas e aliados do governo estão argumentando que em 2006, quando ela foi realizada, as vendas e a lucratividade do mercado de petróleo apontavam ter sido um bom negócio para a Petrobrás. Essa linha de argumento é totalmente furada, por várias razões. Considerando que a empresa belga Astra Oil pagou US$ 42,5 milhões por 100% da refinaria um ano antes (informação fácil de apurar em cartórios e jornais da região) e nós pagamos US$ 360 milhões por 50%, de cara pagamos um ágio de 1.600% em 12 meses. O fato de não terem sido levadas em conta as cláusulas Marlim e Put Option é mais um grande absurdo que elevou o prejuízo a US$ 1,137 bilhão. Não há explicação com qualquer sombra de lógica empresarial para isso. Se a Petrobrás tivesse pago o valor justo, mesmo com um ágio de 100%, US$ 85 milhões, porteira fechada, sua lucratividade seria muito maior tanto no mercado em alta como durante a crise. Só podemos achar que muitas maracutaias estão por trás dessa negociata absurda. Que tudo seja apurado com total transparência e, se possível, com o rastreamento de valores depositados em contas particulares e empresas laranjas na época. Que seja instaurada uma CPI já! E que a oposição não deixe essa virar mais uma grande pizza, que, infelizmente, já está sendo antecipada como de sabor Pasadena.
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