(No Estadão online, quinta-feira, 27.10.2016)
Mais uma vergonhosa herança: a ex-presidente Dilma Rousseff foi citada oficialmente e agora é ré em ação movida por investidores norte-americanos contra a Petrobrás e dirigentes. Esta ação está sendo conduzida pelo escritório de advocacia Labaton Sucharow, de Providence, Rhode Island, EUA, onde corre o caso. Infelizmente, para nossa "ex-presidenta", lá a Justiça funciona.
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quinta-feira, 27 de outubro de 2016
quinta-feira, 14 de janeiro de 2016
SERÁ QUE O CRIME COMPENSA?
(No Estadão online, quinta-feira, 14.01.2016)
Pela Medida Provisória (MP) 703, de 18/12/2015, o governo pretende liberar empresas investigadas por atos de corrupção para continuarem negociando com o poder público, desde que simplesmente prometam não delinquir no futuro. O objetivo é não falir empresas-chave para as condução de obras públicas, evitando o aumento do desemprego. Pelo social, aceitam tudo, inclusive a impunidade. Como um dos brasileiros (a maioria) que foi tungado pelo superfaturamento e desvio de meus impostos, gostaria de sugerir a única solução justa: que seja apurado todo dinheiro surrupiado por esta verdadeira máfia nas últimas décadas, digamos, de 1990 até 2015, e que tudo nos seja devolvido em parcelas mensais, aplicado na construção de escolas, hospitais, no melhor aparelhamento das polícias e da segurança pública, etc. Com uma detalhada e transparente prestação de contas, o cidadão contribuinte poderia controlar e confiar mais naqueles eleitos para (supostamente) defender o dinheiro que suou tanto para ganhar. Acho que só assim teremos a devida justiça, sem falir empresas ou desempregar pessoas. Quando nos roubaram não pensaram duas vezes. Agora, querem leniência e impunidade? Se cedermos, estaremos dando carta branca para continuarem a roubalheira. Seria uma prova de que, aqui, com este fraco governo, o crime compensa. O Brasil não merece isso!
Pela Medida Provisória (MP) 703, de 18/12/2015, o governo pretende liberar empresas investigadas por atos de corrupção para continuarem negociando com o poder público, desde que simplesmente prometam não delinquir no futuro. O objetivo é não falir empresas-chave para as condução de obras públicas, evitando o aumento do desemprego. Pelo social, aceitam tudo, inclusive a impunidade. Como um dos brasileiros (a maioria) que foi tungado pelo superfaturamento e desvio de meus impostos, gostaria de sugerir a única solução justa: que seja apurado todo dinheiro surrupiado por esta verdadeira máfia nas últimas décadas, digamos, de 1990 até 2015, e que tudo nos seja devolvido em parcelas mensais, aplicado na construção de escolas, hospitais, no melhor aparelhamento das polícias e da segurança pública, etc. Com uma detalhada e transparente prestação de contas, o cidadão contribuinte poderia controlar e confiar mais naqueles eleitos para (supostamente) defender o dinheiro que suou tanto para ganhar. Acho que só assim teremos a devida justiça, sem falir empresas ou desempregar pessoas. Quando nos roubaram não pensaram duas vezes. Agora, querem leniência e impunidade? Se cedermos, estaremos dando carta branca para continuarem a roubalheira. Seria uma prova de que, aqui, com este fraco governo, o crime compensa. O Brasil não merece isso!
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segunda-feira, 31 de agosto de 2015
AS CONTAS NÃO BATEM
(No Estadão online, segunda-feira, 31.08.2015)
No laudo de exame financeiro da Polícia Federal do sr. José Dirceu de Oliveira e Silva (no. 1742/2015) foi apurada uma pequena (sic) diferença entre a movimentação financeira esperada e a efetiva: R$ 7,08 milhões para R$ 1,449 milhão. Ou seja, R$ 5,6 milhões de sua renda declarada não transitou por conta corrente, foi em dinheiro vivo. Por que será? Será que “transitou” em malas? Ou talvez, cuecas? O ditado “quem não deve não teme” precisa de outro complementar: “dinheiro limpo transita em conta bancária, o sujo ninguém sabe como”. Este é o Brasil, onde os poderosos são mestres em mutretas, maracutaias e outras formas de tungar o povo honesto e trabalhador! Até quando?
No laudo de exame financeiro da Polícia Federal do sr. José Dirceu de Oliveira e Silva (no. 1742/2015) foi apurada uma pequena (sic) diferença entre a movimentação financeira esperada e a efetiva: R$ 7,08 milhões para R$ 1,449 milhão. Ou seja, R$ 5,6 milhões de sua renda declarada não transitou por conta corrente, foi em dinheiro vivo. Por que será? Será que “transitou” em malas? Ou talvez, cuecas? O ditado “quem não deve não teme” precisa de outro complementar: “dinheiro limpo transita em conta bancária, o sujo ninguém sabe como”. Este é o Brasil, onde os poderosos são mestres em mutretas, maracutaias e outras formas de tungar o povo honesto e trabalhador! Até quando?
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terça-feira, 14 de julho de 2015
ISSO É QUE É FARRA!
(No Estadão impresso, terça-feira, 14.07.2015)
Na investigação da Lava Jato, mais um “titilante” escândalo: só em 2012 foram desviados R$ 150 mil para pagar garotas de programa para executivos envolvidos no esquema. Nas planilhas pesquisadas aparecem os itens “artigo 162” e “Monik” com valores de até R$ 20 mil identificando gastos com prostitutas, que recebiam grana viva. Em festa com “periguetes” em luxuoso hotel de São Paulo consta despesa de R$ 90 mil só com bebidas. Ou seja, nosso dinheiro, que devia ser usado para prospecção e extração de petróleo, usado para badalações com “mulheres da noite”. Só faltava essa. Um espanto!
Na investigação da Lava Jato, mais um “titilante” escândalo: só em 2012 foram desviados R$ 150 mil para pagar garotas de programa para executivos envolvidos no esquema. Nas planilhas pesquisadas aparecem os itens “artigo 162” e “Monik” com valores de até R$ 20 mil identificando gastos com prostitutas, que recebiam grana viva. Em festa com “periguetes” em luxuoso hotel de São Paulo consta despesa de R$ 90 mil só com bebidas. Ou seja, nosso dinheiro, que devia ser usado para prospecção e extração de petróleo, usado para badalações com “mulheres da noite”. Só faltava essa. Um espanto!
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quarta-feira, 17 de dezembro de 2014
A LÓGICA DA DEMISSÃO
(No Estadão online, quarta-feira, 17.12.2014)
Com tudo o que tem sido veiculado pela Operação Lava Jato, pelas delações de Paulo Roberto Costa e de Alberto Youssef e pelo depoimento da ex-gerente Venina Fonseca, existem somente três explicações, todas conducentes à demissão, imediata e por justa causa, de toda a diretoria da Petrobrás: omissão, incompetência ou conivência. Ou todos os envolvidos (especialmente a presidente Graça Foster) se omitiram em suas obrigações – muitíssimo bem remuneradas, aliás – de investigar e tomar as providências necessárias com os comprovadamente culpados, ou foram incompetentes na contratação e gerenciamento de suas equipes, ou, pior de todas, participaram com conhecimento das falcatruas que estavam sendo cometidas. Cabe à presidente Dilma, que tanto bradou sua não tolerância com a corrupção e sua disposição de punir “doa a quem doer”, tomar as providências cabíveis. Caso não o faça, será por causa das mesmas explicações: omissão, incompetência ou conivência. É questão de lógica!
Com tudo o que tem sido veiculado pela Operação Lava Jato, pelas delações de Paulo Roberto Costa e de Alberto Youssef e pelo depoimento da ex-gerente Venina Fonseca, existem somente três explicações, todas conducentes à demissão, imediata e por justa causa, de toda a diretoria da Petrobrás: omissão, incompetência ou conivência. Ou todos os envolvidos (especialmente a presidente Graça Foster) se omitiram em suas obrigações – muitíssimo bem remuneradas, aliás – de investigar e tomar as providências necessárias com os comprovadamente culpados, ou foram incompetentes na contratação e gerenciamento de suas equipes, ou, pior de todas, participaram com conhecimento das falcatruas que estavam sendo cometidas. Cabe à presidente Dilma, que tanto bradou sua não tolerância com a corrupção e sua disposição de punir “doa a quem doer”, tomar as providências cabíveis. Caso não o faça, será por causa das mesmas explicações: omissão, incompetência ou conivência. É questão de lógica!
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