(No O Globo impresso, quarta-feira, 13.03.2013)
A isenção de impostos federais de produtos da cesta básica é uma boa medida, só que deveria ser feita como parte de um planejamento maior e mais responsável. Isoladamente, e no início de uma precipitada campanha visando à reeleição, a iniciativa fica suspeita. O correto seria, primeiramente, enxugar a máquina governamental, tornando-a mais econômica e eficiente, com redução de seus gastos ao mínimo necessário. Com o dinheiro economizado, mais os R$ 5.5 bilhões que se está abrindo mão neste ano com a isenção, investir-se-ia pesadamente em educação e na melhoria de nossa infraestrutura. Uma vez resolvidos esses problemas urgentes e cruciais, estando o Brasil no caminho firme e saudável para um desenvolvimento sustentável e sem inflação, aí, sim, o governo poderia abrir mão de receitas.
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sábado, 16 de março de 2013
terça-feira, 6 de novembro de 2012
BASES FRACAS
(No Estadão impresso, terça-feira, 6.11.2012)
As nações mais bem-sucedidas são as que investiram pesado na educação do seu povo. O Japão e os chamados tigres asiáticos são exemplos dessa estratégia. No Brasil do PT, porém, o enfoque é mais eleitoreiro, visando a garantir a hegemonia partidária. Deprecia a educação com projetos populistas como as cotas e usa argumentos socialistas para comprar votos, injetando dinheiro nas classes mais baixas para levá-las à classe média. Pelo aumento do consumo, com a facilidade de crédito, impulsiona artificialmente a produção industrial e o comércio. Infelizmente, esquece de formar bem as bases pela educação e a ênfase na competência tecnológica e profissional. Assim, como as obras levantadas sobre fundações fracas, a tendência é que após impressionar com a altura do edifício vem o risco de desmoronamento. Quando vai entender que sem educação séria e valorizada não teremos sucesso a longo prazo neste mundo cada vez mais globalizado? Será que nossos intelectuais não enxergam isso?
As nações mais bem-sucedidas são as que investiram pesado na educação do seu povo. O Japão e os chamados tigres asiáticos são exemplos dessa estratégia. No Brasil do PT, porém, o enfoque é mais eleitoreiro, visando a garantir a hegemonia partidária. Deprecia a educação com projetos populistas como as cotas e usa argumentos socialistas para comprar votos, injetando dinheiro nas classes mais baixas para levá-las à classe média. Pelo aumento do consumo, com a facilidade de crédito, impulsiona artificialmente a produção industrial e o comércio. Infelizmente, esquece de formar bem as bases pela educação e a ênfase na competência tecnológica e profissional. Assim, como as obras levantadas sobre fundações fracas, a tendência é que após impressionar com a altura do edifício vem o risco de desmoronamento. Quando vai entender que sem educação séria e valorizada não teremos sucesso a longo prazo neste mundo cada vez mais globalizado? Será que nossos intelectuais não enxergam isso?
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terça-feira, 29 de maio de 2012
A BOLHA E A CRISE
(No VALOR ECONÔMICO – SP, terça-feira, 29.05.2012)
O governo reduziu o IPI e facilitou o crédito para vender mais automóveis à nova classe média. Mas quem espreme seu orçamento para comprar um carro, esquece que vai ter de arcar com seguro, combustível, custo de manutenção, IPVA e a depreciação do mesmo. O resultado não podia ser outro: a inadimplência nesse ramo vem crescendo cada vez mais. É o progresso em forma de bolha que acaba estourando. Quando vamos aprender com exemplos de outras economias, suas bolhas e crises?
O governo reduziu o IPI e facilitou o crédito para vender mais automóveis à nova classe média. Mas quem espreme seu orçamento para comprar um carro, esquece que vai ter de arcar com seguro, combustível, custo de manutenção, IPVA e a depreciação do mesmo. O resultado não podia ser outro: a inadimplência nesse ramo vem crescendo cada vez mais. É o progresso em forma de bolha que acaba estourando. Quando vamos aprender com exemplos de outras economias, suas bolhas e crises?
quarta-feira, 4 de abril de 2012
´MAL FEITO´ NA PESCA
(No Estadão online, quarta-feira, 4.04.2012)
Muito se comenta sobre os R$ 150 mil pedidos (impostos!) à Intech Boating, contratada para fornecer 28 lanchas-patrulhas para o Ministério da Pesca por R$ 31 milhões, mas nada se questiona quanto ao planejamento que seria necessário para decidir essa compra. Qualquer pessoa ou empresa privada, antes de gastar valor tão alto, faria um completo estudo da utilidade, dos complementos necessários ao uso, do cronograma de entrega, onde seriam armazenadas as lanchas, disponibilidade de comandantes e tripulação etc. Será que foi feito tal planejamento? Ou será que nosso dinheiro foi gasto de forma improvisada e irresponsável? O fato de a Intech Boating declarar que teria de cobrar mais R$ 400 mil pelo armazenamento de umas tantas unidades já é indício de que a compra foi feita sem essa devida previsão. A presidente Dilma, que tem fama de "gerentona", devia também ser cobrada por essa falha de seu ministério. Ou será que acha normal o dinheiro, sendo público, ser gasto de qualquer jeito, desde que traga benefício a companheiros(a) de seu partido?
Muito se comenta sobre os R$ 150 mil pedidos (impostos!) à Intech Boating, contratada para fornecer 28 lanchas-patrulhas para o Ministério da Pesca por R$ 31 milhões, mas nada se questiona quanto ao planejamento que seria necessário para decidir essa compra. Qualquer pessoa ou empresa privada, antes de gastar valor tão alto, faria um completo estudo da utilidade, dos complementos necessários ao uso, do cronograma de entrega, onde seriam armazenadas as lanchas, disponibilidade de comandantes e tripulação etc. Será que foi feito tal planejamento? Ou será que nosso dinheiro foi gasto de forma improvisada e irresponsável? O fato de a Intech Boating declarar que teria de cobrar mais R$ 400 mil pelo armazenamento de umas tantas unidades já é indício de que a compra foi feita sem essa devida previsão. A presidente Dilma, que tem fama de "gerentona", devia também ser cobrada por essa falha de seu ministério. Ou será que acha normal o dinheiro, sendo público, ser gasto de qualquer jeito, desde que traga benefício a companheiros(a) de seu partido?
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quarta-feira, 3 de agosto de 2011
CADÊ O PLANEJAMENTO?
(No Diário de S. Paulo 2.08.2011 e Estadão online, quarta-feira, 3.08.2011)
No sorteio das Eliminatórias do Mundial de 2014, a presidente Dilma disse que "o mundo encontrará um Brasil muito bem preparado para a Copa do Mundo, cumprindo todas as metas estabelecidas para receber o evento". Belas palavras sra. presidente, mas cadê o planejamento global e por setores? Não podemos seguir em frente, com qualquer grau de segurança, se não tivermos um cronograma físico e financeiro, além de pessoas sérias e competentes designadas como responsáveis pelo atingimento de metas. Até agora só temos tido discursos e intenções jogadas de forma improvisada. Enquanto não amarrarmos tudo, estaremos navegando no escuro com risco de chegarmos nos "finalmentes" de forma atropelada e com os "quebra-galhos" de costume, com baixa qualidade e custos muito acima dos normais. Infelizmente, nossos administradores públicos estão acostumados a "criar dificuldade para vender facilidade", causando desnecessária burocracia e lentidão no andamento de projetos do governo. A Copa do Mundo é importante demais para aceitarmos isso. Planejamento sério, gerenciamento eficiente e responsabilização rigorosa em todos os projetos são essenciais para que estejamos, de fato, preparados na festa de abertura da Copa em junho de 2014. Palavras só não bastam!
No sorteio das Eliminatórias do Mundial de 2014, a presidente Dilma disse que "o mundo encontrará um Brasil muito bem preparado para a Copa do Mundo, cumprindo todas as metas estabelecidas para receber o evento". Belas palavras sra. presidente, mas cadê o planejamento global e por setores? Não podemos seguir em frente, com qualquer grau de segurança, se não tivermos um cronograma físico e financeiro, além de pessoas sérias e competentes designadas como responsáveis pelo atingimento de metas. Até agora só temos tido discursos e intenções jogadas de forma improvisada. Enquanto não amarrarmos tudo, estaremos navegando no escuro com risco de chegarmos nos "finalmentes" de forma atropelada e com os "quebra-galhos" de costume, com baixa qualidade e custos muito acima dos normais. Infelizmente, nossos administradores públicos estão acostumados a "criar dificuldade para vender facilidade", causando desnecessária burocracia e lentidão no andamento de projetos do governo. A Copa do Mundo é importante demais para aceitarmos isso. Planejamento sério, gerenciamento eficiente e responsabilização rigorosa em todos os projetos são essenciais para que estejamos, de fato, preparados na festa de abertura da Copa em junho de 2014. Palavras só não bastam!
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