(No Estadao online, sexta-feira, 4.12.2015)
Indignada. senhora presidente? Indignados estamos nós, há muito tempo, com tanta mentira, tanta enganação. Indignados com o verdadeiro estelionato eleitoral cometido na última eleição, quando tendo todos os dados em mãos e sabendo da péssima realidade da economia, a senhora acusou seu adversário, sr. Aécio Neves, de que faria todos os ajustes que, assim que eleita, está tentando fazer (começando com a nomeação do sr. Joaquim Levy para servir de “bode expiatório”). Não se configura isso como “estelionato eleitoral”? Indignados com as enganações orçamentárias chamadas “pedaladas” e com a falta de consequência (até agora) da rejeição de suas contas por unanimidade do Tribunal de Contas da União (TCU), fato inédito na história de nossa República. Indignados com os gastos abusivos em suas viagens, sempre com grandes comitivas e hospedando-se em luxuosos hotéis, não em nossas embaixadas, enquanto discursa sobre a necessidade de apertarmos o cinto e aceitarmos mais impostos, como o CPMF de triste memória. Indignados com os gastos enormes com cartões corporativos, gastos esses na maioria carimbados de “sigilosos” com a desculpa esfarrapada de “segurança nacional”. Como segurança nacional, sra. presidente? O contribuinte, honesto e trabalhador, exige saber como a senhora está gastando o dinheiro recolhido aos cofres da Nação com tanto sacrifício. Queremos transparência total nesses gastos! Temos muito mais para nos indignarmos com seu governo tão atrapalhado e incompetente. Mas, principalmente, queremos iniciativas honestas e objetivas e menos encenação e discursos vazios.
sexta-feira, 4 de dezembro de 2015
sábado, 14 de novembro de 2015
CADA VEZ MAIS DIFÍCIL
(No Estadão online, sábado, 14.11.2015)
A oposição ao governo se omite dormindo o sono tranquilo dos que estão garantidos com sua polpuda remuneração, vantajosas benesses e “imexíveis” direitos adquiridos (ou serão abusivos?). O governo, sonhando com glórias pseudoideológicas, se agarra ao poder, articulando desesperadamente com deuses e demônios, para manter o controle das bocas, boquinhas e fontes de rendas, lícitas ou não, que garantam seu projeto de domínio comuno-bolivariano. E o resto da população, que trabalha e sustenta tudo com pesados impostos, assiste estupefata a este trágico drama, sofrendo o pesadelo de um futuro incerto para si, seus filhos e netos. Quando será que acordaremos para uma vida mais justa, honesta e melhor? Com a oposição que temos atualmente, fica cada vez mais difícil.
A oposição ao governo se omite dormindo o sono tranquilo dos que estão garantidos com sua polpuda remuneração, vantajosas benesses e “imexíveis” direitos adquiridos (ou serão abusivos?). O governo, sonhando com glórias pseudoideológicas, se agarra ao poder, articulando desesperadamente com deuses e demônios, para manter o controle das bocas, boquinhas e fontes de rendas, lícitas ou não, que garantam seu projeto de domínio comuno-bolivariano. E o resto da população, que trabalha e sustenta tudo com pesados impostos, assiste estupefata a este trágico drama, sofrendo o pesadelo de um futuro incerto para si, seus filhos e netos. Quando será que acordaremos para uma vida mais justa, honesta e melhor? Com a oposição que temos atualmente, fica cada vez mais difícil.
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RETROCESSO
(No Estadão online, sexta-feira. 13.11.2015)
O ex-presidente Lula disse sentir “um cheiro de retrocesso na América do Sul”. Também, pudera, com tanta incompetência, tantos gastos perdulários e tanta corrupção, não podia dar outra coisa: uma podridão geral vinda principalmente de Brasília, Caracas e Buenos Aires. Os governos populistas e demagógicos como o do PT já causaram a gangrena em seus países e precisam ser “amputados” o quanto antes. No caso do Brasil, os sacrificados trabalhadores não aguentarão mais três anos.
O ex-presidente Lula disse sentir “um cheiro de retrocesso na América do Sul”. Também, pudera, com tanta incompetência, tantos gastos perdulários e tanta corrupção, não podia dar outra coisa: uma podridão geral vinda principalmente de Brasília, Caracas e Buenos Aires. Os governos populistas e demagógicos como o do PT já causaram a gangrena em seus países e precisam ser “amputados” o quanto antes. No caso do Brasil, os sacrificados trabalhadores não aguentarão mais três anos.
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quarta-feira, 28 de outubro de 2015
DESÂNIMO
(No Estadão online, quarta-feira, 28.10.2015)
Após assistir à entrevista do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso na segunda-feira (26/10), no programa “Roda Viva”, da TV Cultura, senti um profundo desânimo quanto ao nosso futuro como nação democrática. FHC deu uma aula sobre a realidade de nosso presidencialismo falido, mas em nenhum momento levantou a bandeira das conquistas de seu governo nem apontou qualquer direção nova e viável para que as forças de oposição possam nos oferecer uma alternativa ao atual desastre governamental e político. Foi acadêmico o tempo todo, dirigindo-se aos jornalistas, e não ao telespectador. Perdeu uma ótima chance de educar um pouco o eleitor que o assistia. E é isso que nos falta para garantir os valores democráticos e sairmos do buraco em que estamos. Muito foi falado, mas o mais importante foi esquecido: a importância de eleitores mais conscientes da força e da importância de seu voto. Enquanto o povo for omisso e ignorante, e se vender como massa de manobra, votando por obrigação e sem exigir melhores propostas de partidos e seus candidatos, nada se conseguirá. E os inescrupulosos continuarão conquistando cargos públicos por meio de mentiras e promessas não viáveis. Por favor, FHC, precisamos de mais estadistas que eduquem o eleitor e de menos intelectuais que pontifiquem acima de sua compreensão. Sem isso, dificilmente salvaremos nossa claudicante democracia.
Após assistir à entrevista do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso na segunda-feira (26/10), no programa “Roda Viva”, da TV Cultura, senti um profundo desânimo quanto ao nosso futuro como nação democrática. FHC deu uma aula sobre a realidade de nosso presidencialismo falido, mas em nenhum momento levantou a bandeira das conquistas de seu governo nem apontou qualquer direção nova e viável para que as forças de oposição possam nos oferecer uma alternativa ao atual desastre governamental e político. Foi acadêmico o tempo todo, dirigindo-se aos jornalistas, e não ao telespectador. Perdeu uma ótima chance de educar um pouco o eleitor que o assistia. E é isso que nos falta para garantir os valores democráticos e sairmos do buraco em que estamos. Muito foi falado, mas o mais importante foi esquecido: a importância de eleitores mais conscientes da força e da importância de seu voto. Enquanto o povo for omisso e ignorante, e se vender como massa de manobra, votando por obrigação e sem exigir melhores propostas de partidos e seus candidatos, nada se conseguirá. E os inescrupulosos continuarão conquistando cargos públicos por meio de mentiras e promessas não viáveis. Por favor, FHC, precisamos de mais estadistas que eduquem o eleitor e de menos intelectuais que pontifiquem acima de sua compreensão. Sem isso, dificilmente salvaremos nossa claudicante democracia.
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sexta-feira, 23 de outubro de 2015
ORGULHO DE QUÊ?
(No Estadão impresso, sexta-feira, 23.10.2015)
LULOPETISMO
O ex-presidente Lula pediu aos militantes que voltem a ter orgulho do PT. Orgulho de quê? De ter detonado a Petrobrás, mentido aos brasileiros para ganhar eleição, manipulado as contas do Orçamento nacional para contornar criminosamente a Lei de Responsabilidade Fiscal? De ter deixado a educação, a saúde e a segurança do Brasil caírem a seus níveis mais baixos? De deixar a inflação voltar a destruir nosso poder aquisitivo e o real se desvalorizar ao pior patamar das últimas décadas? Enfim, de nos desgovernar com tal incompetência que logo não caberemos mais no Brics e passaremos a fazer parte do Cabbev: Cuba, Argentina, Brasil, Bolívia, Equador e Venezuela? Os governos petistas só nos deram vergonha, não orgulho. Fora, incomPeTência! Que venha logo um governo sério, que pense no Brasil, e não só na perpetuação no poder!
LULOPETISMO
O ex-presidente Lula pediu aos militantes que voltem a ter orgulho do PT. Orgulho de quê? De ter detonado a Petrobrás, mentido aos brasileiros para ganhar eleição, manipulado as contas do Orçamento nacional para contornar criminosamente a Lei de Responsabilidade Fiscal? De ter deixado a educação, a saúde e a segurança do Brasil caírem a seus níveis mais baixos? De deixar a inflação voltar a destruir nosso poder aquisitivo e o real se desvalorizar ao pior patamar das últimas décadas? Enfim, de nos desgovernar com tal incompetência que logo não caberemos mais no Brics e passaremos a fazer parte do Cabbev: Cuba, Argentina, Brasil, Bolívia, Equador e Venezuela? Os governos petistas só nos deram vergonha, não orgulho. Fora, incomPeTência! Que venha logo um governo sério, que pense no Brasil, e não só na perpetuação no poder!
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quinta-feira, 22 de outubro de 2015
RESPONSABILIDADE É PRECISO
(No Estadão online, quinta-feira, 22.10.2015)
Na segunda-feira (19/10) o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, lamentou “que seja de um governo brasileiro o maior escândalo de corrupção do mundo”. No dia seguinte (20/10), a presidente Dilma retrucou dizendo que seu governo “não está envolvido em nenhum esquema de corrupção. São pessoas que praticaram corrupção e elas estão presas”. Senhora presidente, as pessoas pegas e respondendo pelos seus atos no petrolão e na Operação Lava Jato, na grande maioria, não foram indicadas pelo seu governo e seus ministros? Se tivessem realizado importantes obras, estas não seriam realizações de seu governo? Seu argumento, tentando isentar-se de culpa, é o mesmo de um ladrão de galinhas, pego em flagrante, declarando que ele não rouba, são seus braços que estão roubando. Um pouco mais de lógica e bom senso, faça-nos o favor!
Na segunda-feira (19/10) o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, lamentou “que seja de um governo brasileiro o maior escândalo de corrupção do mundo”. No dia seguinte (20/10), a presidente Dilma retrucou dizendo que seu governo “não está envolvido em nenhum esquema de corrupção. São pessoas que praticaram corrupção e elas estão presas”. Senhora presidente, as pessoas pegas e respondendo pelos seus atos no petrolão e na Operação Lava Jato, na grande maioria, não foram indicadas pelo seu governo e seus ministros? Se tivessem realizado importantes obras, estas não seriam realizações de seu governo? Seu argumento, tentando isentar-se de culpa, é o mesmo de um ladrão de galinhas, pego em flagrante, declarando que ele não rouba, são seus braços que estão roubando. Um pouco mais de lógica e bom senso, faça-nos o favor!
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segunda-feira, 19 de outubro de 2015
A FORÇA DO EXEMPLO
(No Estadão impresso, A3, 19.10.2015)
OPOSIÇÃO
A presidente Dilma vociferou: “Quem tem força moral, reputação ilibada para atacar minha honra? Quem?”. Creio que a resposta da oposição deveria ser: “Não tem nada que ver com honra, sra. presidente. São os fatos e o desprezo pelas leis da República que estão sendo questionados. Tentar desmerecer quem aponta objetivamente suas transgressões e seus conflitos com a Constituição não passa de velhacaria na tentativa de iludir os brasileiros. Não pode ser levado a sério. Nossas leis devem ser respeitadas, especialmente por quem assumiu a responsabilidade inerente ao cargo máximo do governo nacional!”. Será que um dia vamos ter uma oposição atuante e firme na manifestação dessa exigência? Rezemos!
OPOSIÇÃO
A presidente Dilma vociferou: “Quem tem força moral, reputação ilibada para atacar minha honra? Quem?”. Creio que a resposta da oposição deveria ser: “Não tem nada que ver com honra, sra. presidente. São os fatos e o desprezo pelas leis da República que estão sendo questionados. Tentar desmerecer quem aponta objetivamente suas transgressões e seus conflitos com a Constituição não passa de velhacaria na tentativa de iludir os brasileiros. Não pode ser levado a sério. Nossas leis devem ser respeitadas, especialmente por quem assumiu a responsabilidade inerente ao cargo máximo do governo nacional!”. Será que um dia vamos ter uma oposição atuante e firme na manifestação dessa exigência? Rezemos!
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