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sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

"DURA LEX SED LEX"

(No Estadão online, sexta-feira, 26.02.2016)
Após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de que penas podem ser cumpridas após condenação em segunda instância, muitos acham que isso provocará uma superlotação ainda maior em nossos presídios. É verdade, se nosso sistema prisional continuar o mesmo. Gostaria de sugerir mudanças radicais nesse sistema. Deixar claro que prisão não é lugar de ociosidade, com casa, comida, roupa lavada, visita íntima e outras benesses, além da “bolsa prisioneiro”, tudo pago com o dinheiro público. Aliás, existem nações que estão cobrando da família o custo de manter seu parente na cadeia. O tempo na carceragem deve ser todo ocupado com exercícios, estudo, trabalho (produzir utilidades, cuidar de horta, lavar roupa, louça, etc.), com horários impostos e inflexíveis a todos. Penas não deveriam ser em tempo corrido, mas, sim, em pontos a serem pagos pelo meliante com bom comportamento, estudo, leitura, etc. Uma vez o prisioneiro conseguindo pagar seus “pontos”, obteria com esforço próprio a liberdade. Pode ser em poucos ou muitos anos, dependerá dele mesmo. Assim, todos sairiam da detenção com hábitos melhores. Hoje, a prisão é uma “escola de crime”, que produz bandidos mais revoltados e mais habilitados para o crime. Ou seja, estamos pagando ricamente para piorar progressivamente a segurança em nossa sociedade. E, última, (a mais controvertida): acabar com o serviço de alimentação convencional. Servir a todos um alimento bem balanceado e completo, rico em vitaminas, sais minerais, proteínas, etc., mas sem tempero (pode-se chamar de “ração humana”). Isso deixaria claro que prisão não é uma “residência com maus tratos”, é uma prisão para corrigir o cidadão para que retorne à sociedade uma pessoa melhor. Tenho certeza de que os defensores dos “direitos humanos” (mais dos bandidos do que de cidadãos honestos e trabalhadores) vão reclamar muito. Acharão que seria um crime não continuar tratando a pão de ló os criminosos (que dizem ser vítimas de uma sociedade injusta). Pessoalmente, acho que essas sugestões forçariam todos a pensar duas vezes antes de cometer um crime. Forçariam uma recuperação de marginais e criminosos para a disciplina e o trabalho – além de simplificar todo o sistema prisional, que deve ser igual para todos, desde o pivete até o político graúdo. Numa lei, igual para todos, o meliante com diploma superior deve sofrer mais, pois teve mais oportunidades e deveria ter maior consciência da lei, e não o contrário, como é nosso caso. Ou impomos uma lei de fato, dura e igual para todos, ou nossos netos continuarão lutando para sobreviver nesta terra onde só bandidos se dão bem. A escolha é nossa!

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

A PRIORIDADE DEVE SER O SUS

(No Estadão online, terça-feira, 25.02.2014)
Realmente, a "prioridade deve ser os SUS" para qualquer governo que queira cuidar do "social" e defender a população carente. O descaso deste governo nessa área (e de muitos outros, é justo lembrar) tem sido notório, como bem apontou o editorial do "Estadão" (23/2, A3). Creio que a única solução definitiva seria uma lei obrigando todos os governantes, de todos os escalões, todos os congressistas, incluindo suas famílias, a utilizarem somente do Sistema Único de Saúde (SUS)! Enquanto os mais responsáveis pelo governo, que deveria ser do povo e para o povo, tiverem acesso a atendimento privilegiado de médicos e hospitais particulares, o povo vai ter de continuar se virando no péssimo atendimento "padrão" SUS. A solução só virá quando o serviço público for obrigatório para todos os servidores públicos, especialmente os dos altos escalões. Atualmente, não há interesse de nossos políticos em aplicar bem as verbas na saúde pública, pois em caso de problemas de saúde pessoal podem gastar o suado dinheiro do contribuinte para serem atendidos pelas melhores equipes de hospitais como o Sírio-Libanês. Essa grande injustiça é que não deveria continuar. Ou será que, como sempre, o povo deve continuar "se explodindo", conforme dizia personagem do saudoso Chico Anísio?

terça-feira, 30 de abril de 2013

SIMPLISTAS?

(No Estadão e O Globo impressos, terça-feira, 30.04.2013)
O ministro José Eduardo Cardozo declarou em entrevista, que a "criminalidade não tem respostas simplistas". Isso é fácil dizer quando se vive sob a proteção do governo, com equipes de segurança e carros blindados. Nessa redoma oficial não há problema em justificar ideologicamente as razões da crescente criminalidade no País. No dia em que um filho, neto ou ente querido sofrer nas mãos de um criminoso, aí a situação passa a não ser tão "simplista". Sejam complicadas ou simples, o cidadão, atualmente indefeso, que paga pesados impostos exige uma resposta que lhe dê mais segurança para que sua família viva e trabalhe sem maiores riscos. As leis não podem continuar "flexíveis" e brandas por causa de problemas de origem histórica e social. Vivemos no "hoje" e exigimos soluções para o "agora" e o amanhã. O resto é contemporização. Ou sinal de incompetência e irresponsabilidade!

quinta-feira, 17 de maio de 2012

PASSAR A HISTÓRIA LIMPO

(No O Globo, RJ, quinta-feira, 17.05.2012)
Acho que está na hora de rever toda nossa História desde 1964. Devemos analisar bem a atuação de Jango Goulart, a reação do povo em apoio ao restabelecimento da ordem, os atos terroristas cometidos por muitos que estão atualmente no poder, e tentar entender o por que militares sairam dos quartéis e assumiram o poder por 20 anos. Devemos tentar entender melhor os dois lados. Direitos humanos foram violados por todos os participantes daquele triste período. Resta saber qual o verdadeiro objetivo de cada lado e qual Brasil o povo ordeiro e trabalhador desejava: o regido pela anarquia ou o pela órdem e disciplina? Aí teremos toda a História e não somente meia verdade!

domingo, 28 de fevereiro de 2010

CONTRASTE

(No Estadão impresso, domingo, 28/02/2010)
Enquanto Lula trata amistosamente os irmãos ditadores Castro, oferece-lhes ajuda (com nosso dinheiro) e se faz de desentendido quanto à trágica morte do oposicionista cubano Orlando Zapata, Sebastián Piñera, presidente eleito do Chile, defende os direitos humanos, exigindo que presos políticos daquela ilha sejam libertados. Quanta diferença!

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

DIREITOS E DEVERES

(No Estadão impresso, segunda-feira, 11/01/2010)
Antes de o governo tentar impor "direitos humanos" por decreto, deve cuidar melhor dos seus deveres para com os brasileiros, humanos comuns. Hoje, a máquina governamental funciona (sic) com receitas de Primeiro Mundo (38% do PIB) e devolve poucos e péssimos serviços básicos. Enquanto o povo sofre com uma infraestrutura decadente, violência crescente, desleixo e despreparo na rede de assistência pública e um clima de "salve-se quem puder" no dia a dia, políticos e governantes desfrutam todas as mordomias e enriquecem descaradamente, acima da já polpuda remuneração oficial. Para "amigos do rei" e seus privilegiados, cada vez mais direitos; e para o trabalhador contribuinte, obrigações cada vez mais pesadas. Essa é a injustiça desumana que terá de ser corrigida, não a invenção ideológica de supostos direitos humanos advindos de outras injustiças históricas! Que tal, antes de pensarmos nos direitos dos fracos, distribuirmos bem os deveres e as obrigações dos governantes?