quarta-feira, 13 de novembro de 2013

A INOCÊNCIA DE DIRCEU

(No Estadão online, quarta-feira, 13.11.2013 e no SP AGORA, editada)
José Dirceu afirmou que "o Brasil sabe de sua inocência". Será que ele se referia ao Brasil que recebe as esmolas do Bolsa Família? Ou será que é o Brasil beneficiado pelo Minha Casa, Minha Vida? Ou será o povão que não lê jornais nem se preocupa com os detalhes do julgamento da Ação Penal 470, mais conhecida como o mensalão? As eminências mais destacadas de nosso Supremo Tribunal Federal (STF) decidiram pela condenação de toda a "máfia", e ele, Dirceu, foi apontado como o líder do grupo. Será que nossas maiores sumidades jurídicas estão erradas, e o resto está certo? Não, Dirceu, a justiça tem de ser aplicada na forma mais contundente possível, especialmente em se tratando de pessoas do alto escalão do governo, responsáveis maiores pela boa e correta aplicação do dinheiro dos suados impostos que todo trabalhador paga. O exemplo deve vir de cima. Chega de impunidade!

sábado, 9 de novembro de 2013

IRRESPONSABILIDADE GERAL

(No Estadão online, sábado, 9.11.2013)
A Justiça tem sua imagem com os olhos vendados; os paradigmáticos macaquinhos têm os olhos, ouvidos e as bocas tampados; na "Bíblia Sagrada", Jesus nos orienta contra a ostentação dizendo que a mão esquerda não deve saber o que faz a direita, mas em nossa política (com p minúsculo) toda esta sabedoria não vale, muito pelo contrário. A ostentação corre solta, vide o Land Rover do Silvio Pereira e o luxo nababesco do juiz Nicolau dos Santos Neto. Como declarou Ronilson Bezerra Rodrigues, acusado de chefiar a quadrilha da propina para reduzir o ISS, "Kassab sabia de tudo". E tenho certeza de que todos nos altos escalões do funcionalismo público ficam sabendo de tudo, senão não teriam chegado lá. Parece que essa desculpa, muito usada pelo ex-presidente Lula, já está desmoronando, felizmente. Além de ser muita ingenuidade acreditar na ignorância dos "chefes", os deveres que todos assumiram ao prestar juramento inclui, principalmente, a responsabilidade pelos atos próprios e de subalternos. O grande presidente americano Harry Truman tinha uma placa em sua mesa com os seguintes dizeres: "The buck stops here", ou seja todos poderiam passar a responsabilidade para outros, menos ele, que era o responsável mór. Um exemplo como este deveria ser mais usado neste nosso Brasil. Com a irresponsabilidade geral desta última década estamos nos tornando de fato a terra de ninguém, uma casa da mãe Joana. Onde estarão escondidos nossos estadistas e patriarcas? Está na hora de um Basta. Chega de omissão!

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

ESPIONAGEM BRASILEIRA

(No Estadão impresso, quinta-feira, 7.11.2013)
Quem deve a quem?
A presidente Dilma Rousseff acha que os EUA nos devem desculpas, mas que a Abin agiu dentro da lei. Certamente o presidente Barack Obama vai alegar o contrário. Quem, afinal de contas, deve desculpas a quem? Vamos tirar cara ou coroa?

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

GATILHO FATAL

(No Estadão online, quarta-feira, 6.11.2013)
A presidente Dilma Rousseff parece aprovar o "gatilho" para aumentos periódicos dos combustíveis. Essa história é bem conhecida. Quem se lembra dos tempos da hiperinflação sabe que tudo começou assim: gatilhos usados pelo governo para ferir fatalmente a estabilidade financeira. As Leis de Responsabilidade Fiscal e Orçamentária estão pedindo socorro faz tempo, e poucos do Executivo parecem estar preocupados. Será que não aprendemos ainda e estamos voltando para um passado de triste memória? Tudo indica que sim.

sábado, 2 de novembro de 2013

'CONDOMÍNIO' NÃO, ASSALTO

(No Estadão impresso, sábado, 2.11.2013)
Nosso alcaide que me desculpe, mas a única semelhança entre o IPTU que sou forçado a pagar e o condomínio que pago de bom grado é o desembolso anual. O dinheiro que vai para o meu condomínio é bem gasto pelo síndico, controlado pelos condôminos e com detalhada prestação de contas da administradora, enquanto o IPTU é um saco sem fundo, sem retorno e sem prestação de contas. Todo ano o IPTU sofre aumentos acima da inflação e a cidade continua mal iluminada, insegura, suja, com ruas esburacadas e enchentes depois de qualquer chuva mais intensa, etc. Na administração do prédio onde moro se vê o resultado de trabalho e responsabilidade, já na administração da cidade parece que só trabalham quando é para aumentar a própria remuneração, as benesses, a quantidade de "aspones" ou dar nome a viadutos, ruas e praças. No dia em que o IPTU for tão bem utilizado como o meu condomínio, aí, sim, eu o pagarei com "alegria". Do jeito que está, é mais um assalto abusivo ao bolso de todos os sacrificados munícipes!

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

É PRECISO DIZER A VERDADE

(No Estadão impresso, quarta-feira, 16.10.2013)
A presidente Dilma Rousseff tem razão: seus adversários têm de se preparar, "estudar muito" os problemas do Brasil e apresentar um programa de governo - o oposto do seu desgoverno. Para iniciar suas campanhas deveriam tentar educar melhor o eleitor. Mostrar-lhe os gastos absurdos desses anos petistas, a importância de governar com uma máquina mais eficiente e enxuta, com menos ministérios e nas mãos de pessoas competentes e profissionais em cada área, com mais interesse no bem-estar do cidadão no médio e no longo prazos, e não somente visar a reeleição, mostrar mais serviço de fato, em vez de iludir por meio de enormes verbas publicitárias, e muito mais. Está na hora de abrir o jogo com o eleitor. Creio que nosso povo está preparado para entender que a conta que estão empurrando para nossos netos está cada vez maior e que algo terá de ser feito. Como já dizia o saudoso Chacrinha, "quem não comunica se trumbica". Está na hora de a oposição se comunicar com toda a força, para o bem do futuro do nosso Brasil!

domingo, 13 de outubro de 2013

HERANÇA MALDITA

(No Estadão online, domingo, 13.10.2013)
Quem quiser conhecer a "herança maldita" que os governos petistas estarão deixando para o futuro, basta ler o excelente artigo de José Serra "Para romper a inércia do atraso" (10/10, A2). Além da lista de sérios e preocupantes problemas levantados por Serra, gostaria de acrescentar os que acho serem os piores deles: a cultura de dependência no governo, o populismo eleitoreiro, a demagogia, as mentiras deslavadas sendo veiculadas por campanhas publicitárias e a impunidade dos que deveriam ser os mais responsáveis. Infelizmente, estamos alimentando vícios que propiciam a inércia e garantem nosso atraso diante de um mundo cada vez mais eficiente e competitivo. O brasileiro terá de entender que país rico não se resume a país sem pobreza, mas sim àquele que valoriza a educação, o valor do trabalho produtivo e o bem-estar social através de leis fortes, bem aplicadas em todos os níveis da pirâmide, começando de cima. Precisamos de governos que eduquem nosso povo mais e melhor pelos bons exemplos. O resto é enganação, prejudicando o Brasil que trabalha, para se manter no poder e garantir a vida fácil dos companheiros. Será esta a herança que queremos para nossos netos?