(No Estadão online, terça-feira, 10.03.2015)
No Japão político pego em atos de corrupção, com vergonha, se mata diante de câmeras da TV para, supostamente, limpar com sangue a honra da família. Se o mesmo ocorresse aqui, será que sobraria alguém para apagar as luzes do Congresso? Onde estão a ética, a moral, o brio e a vergonha de nossos (falsos) representantes? Apesar de circularem pela mídia e na Justiça tantas delações, listas e testemunhos de personalidades diretamente envolvidas no desvio de milhões de nosso dinheiro em estatais e empresas públicas, tudo fica no barulho e nas discussões. Infelizmente, parece que com esta gente falta “chá de vergonha” e sobra óleo de peroba. Até quando?
quarta-feira, 11 de março de 2015
segunda-feira, 9 de março de 2015
VERGONHA
(No O Globo impresso, domingo, 8.03.2015)
No Japão, político pego em atos de corrupção, com vergonha, se mata diante de câmeras de TV para, supostamente, limpar com sangue a honra da família. Se o mesmo ocorresse aqui, será que sobraria alguém para apagar as luzes do Congresso Nacional? Onde estão a ética, a moral, o brio e a vergonha de nossos (falsos) representantes? Apesar de haver conhecidas na mídia e na Justiça tantas delações, listas e testemunhos de personalidades diretamente envolvidas no desvio de milhões de nosso dinheiro em estatais e empresas públicas, tudo fica no barulho e nas discussões.
No Japão, político pego em atos de corrupção, com vergonha, se mata diante de câmeras de TV para, supostamente, limpar com sangue a honra da família. Se o mesmo ocorresse aqui, será que sobraria alguém para apagar as luzes do Congresso Nacional? Onde estão a ética, a moral, o brio e a vergonha de nossos (falsos) representantes? Apesar de haver conhecidas na mídia e na Justiça tantas delações, listas e testemunhos de personalidades diretamente envolvidas no desvio de milhões de nosso dinheiro em estatais e empresas públicas, tudo fica no barulho e nas discussões.
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015
TRAGÉDIA EM TRÊS ATOS
(No Estadão impresso, quinta-feira, 19.02.2015)
Discordando dos leitores srs. Edgard Gobbi (Prólogo e epílogo,15/2) e Roberto Twiaschor (Prefácio, epílogo e epitáfio, 17/2), acho que o prefácio de nossa verdadeira tragédia não foi o mensalão, nem seu epílogo se dará com a abertura das caixas-pretas de estatais como o BNDES. No meu entender, o prefácio se deu quando Fernando Henrique Cardoso passou o governo ao Lula (e ao PT) com excessiva cordialidade e sem defender com a devida firmeza as grandes conquistas conseguidas para o Brasil – Plano Real, Lei de Responsabilidade Fiscal, privatizações necessárias etc. Aceitar passivamente a crítica de que entregou uma “herança maldita” foi o prefácio dessa tragédia. O epílogo só poderá ser elaborado quando voltarmos a ter um governo sério, de pessoas responsáveis, que estejam em sintonia com e respeitem as necessidades do povo, prestando contas com transparência de todo dinheiro obtido através de pesados impostos e taxas. Quanto aos epitáfios de Lula e Dilma, deve ser simples: “Aqui jazem os que participaram de um projeto de hegemonia ideológica que afundou o Brasil na lama da corrupção alegando nunca saberem de nada”. Nossa história, infelizmente, já passou de drama e pode ser caracterizada como tragédia grega. Todos sabemos que o fim será muito doloroso e trágico. Só não sabemos ainda quem serão os sacrificados no final: o governo hegemonico aliado à corrupção ou o cidadão honesto, que terá de pagar, sem maiores esperanças, a pesada conta que estão deixando como herança das piores e mais malditas! Os brasileiros conscientes e honestos aguardam, com preocupação, o desfecho nos atos finais e o fechar das cortinas.
Discordando dos leitores srs. Edgard Gobbi (Prólogo e epílogo,15/2) e Roberto Twiaschor (Prefácio, epílogo e epitáfio, 17/2), acho que o prefácio de nossa verdadeira tragédia não foi o mensalão, nem seu epílogo se dará com a abertura das caixas-pretas de estatais como o BNDES. No meu entender, o prefácio se deu quando Fernando Henrique Cardoso passou o governo ao Lula (e ao PT) com excessiva cordialidade e sem defender com a devida firmeza as grandes conquistas conseguidas para o Brasil – Plano Real, Lei de Responsabilidade Fiscal, privatizações necessárias etc. Aceitar passivamente a crítica de que entregou uma “herança maldita” foi o prefácio dessa tragédia. O epílogo só poderá ser elaborado quando voltarmos a ter um governo sério, de pessoas responsáveis, que estejam em sintonia com e respeitem as necessidades do povo, prestando contas com transparência de todo dinheiro obtido através de pesados impostos e taxas. Quanto aos epitáfios de Lula e Dilma, deve ser simples: “Aqui jazem os que participaram de um projeto de hegemonia ideológica que afundou o Brasil na lama da corrupção alegando nunca saberem de nada”. Nossa história, infelizmente, já passou de drama e pode ser caracterizada como tragédia grega. Todos sabemos que o fim será muito doloroso e trágico. Só não sabemos ainda quem serão os sacrificados no final: o governo hegemonico aliado à corrupção ou o cidadão honesto, que terá de pagar, sem maiores esperanças, a pesada conta que estão deixando como herança das piores e mais malditas! Os brasileiros conscientes e honestos aguardam, com preocupação, o desfecho nos atos finais e o fechar das cortinas.
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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015
ESCASSEZ NA VENEZUELA
(No Estadão online, terça-feira,10.02.2015)
No ano passado foi noticiado que havia falta de papel higiênico nos mercados da Venezuela. Agora nos vem a informação de que também está faltando preservativos naquele país. Um pacote de 36 unidades chega a custar US$ 755, ou R$ 1.900. Mais uma demonstração do resultado da "democracia bolivariana" (sic) de Chávez e Maduro. Antes não conseguiam limpar bem a bunda. Agora vão enfrentar o problema da gravidez indesejada e do aumento da aids. Infelizmente, graças aos governos petistas, estamos indo pelo mesmo caminho. Vade retro!
No ano passado foi noticiado que havia falta de papel higiênico nos mercados da Venezuela. Agora nos vem a informação de que também está faltando preservativos naquele país. Um pacote de 36 unidades chega a custar US$ 755, ou R$ 1.900. Mais uma demonstração do resultado da "democracia bolivariana" (sic) de Chávez e Maduro. Antes não conseguiam limpar bem a bunda. Agora vão enfrentar o problema da gravidez indesejada e do aumento da aids. Infelizmente, graças aos governos petistas, estamos indo pelo mesmo caminho. Vade retro!
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quarta-feira, 17 de dezembro de 2014
A LÓGICA DA DEMISSÃO
(No Estadão online, quarta-feira, 17.12.2014)
Com tudo o que tem sido veiculado pela Operação Lava Jato, pelas delações de Paulo Roberto Costa e de Alberto Youssef e pelo depoimento da ex-gerente Venina Fonseca, existem somente três explicações, todas conducentes à demissão, imediata e por justa causa, de toda a diretoria da Petrobrás: omissão, incompetência ou conivência. Ou todos os envolvidos (especialmente a presidente Graça Foster) se omitiram em suas obrigações – muitíssimo bem remuneradas, aliás – de investigar e tomar as providências necessárias com os comprovadamente culpados, ou foram incompetentes na contratação e gerenciamento de suas equipes, ou, pior de todas, participaram com conhecimento das falcatruas que estavam sendo cometidas. Cabe à presidente Dilma, que tanto bradou sua não tolerância com a corrupção e sua disposição de punir “doa a quem doer”, tomar as providências cabíveis. Caso não o faça, será por causa das mesmas explicações: omissão, incompetência ou conivência. É questão de lógica!
Com tudo o que tem sido veiculado pela Operação Lava Jato, pelas delações de Paulo Roberto Costa e de Alberto Youssef e pelo depoimento da ex-gerente Venina Fonseca, existem somente três explicações, todas conducentes à demissão, imediata e por justa causa, de toda a diretoria da Petrobrás: omissão, incompetência ou conivência. Ou todos os envolvidos (especialmente a presidente Graça Foster) se omitiram em suas obrigações – muitíssimo bem remuneradas, aliás – de investigar e tomar as providências necessárias com os comprovadamente culpados, ou foram incompetentes na contratação e gerenciamento de suas equipes, ou, pior de todas, participaram com conhecimento das falcatruas que estavam sendo cometidas. Cabe à presidente Dilma, que tanto bradou sua não tolerância com a corrupção e sua disposição de punir “doa a quem doer”, tomar as providências cabíveis. Caso não o faça, será por causa das mesmas explicações: omissão, incompetência ou conivência. É questão de lógica!
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terça-feira, 9 de dezembro de 2014
BYE BYE, PRÉ-SAL?
(No Estadão impresso, erça-feira, 9.12.2014)
Petróleo cai e Venezuela pede ajuda à Unasul (6/12, A1). Será que o Brasil vai desembolsar o nosso dinheiro para ajudar o "companheiro" Nicolás Maduro? É bem possível. Outro aspecto importante sobre a queda do preço do petróleo é seu impacto no projeto do pré-sal. O governo ainda não se manifestou sobre esse impacto. Todos os técnicos sempre afirmaram que para essa extração ser economicamente viável o preço do barril deveria ser, no mínimo, de US$ 100. Está agora abaixo dos US$ 70. Portanto, todo o oba-oba, toda a discussão sobre como dividir os lucros desse potencial tesouro submerso em águas profundas parece que foi pro espaço. E, além da inviabilidade pelos custos, há o crescente risco de que novas formas de combustíveis mais "limpas" venham a substituir os de origem fóssil, altamente poluentes. Que nos diz a presidente Dilma? Como essa nova situação vai afetar o nosso futuro? E a educação, a saúde e outras áreas que já tinham porcentagens desses ilusórios lucros destinados a elas? Nós, os cidadãos conscientes, aguardamos respostas!
Petróleo cai e Venezuela pede ajuda à Unasul (6/12, A1). Será que o Brasil vai desembolsar o nosso dinheiro para ajudar o "companheiro" Nicolás Maduro? É bem possível. Outro aspecto importante sobre a queda do preço do petróleo é seu impacto no projeto do pré-sal. O governo ainda não se manifestou sobre esse impacto. Todos os técnicos sempre afirmaram que para essa extração ser economicamente viável o preço do barril deveria ser, no mínimo, de US$ 100. Está agora abaixo dos US$ 70. Portanto, todo o oba-oba, toda a discussão sobre como dividir os lucros desse potencial tesouro submerso em águas profundas parece que foi pro espaço. E, além da inviabilidade pelos custos, há o crescente risco de que novas formas de combustíveis mais "limpas" venham a substituir os de origem fóssil, altamente poluentes. Que nos diz a presidente Dilma? Como essa nova situação vai afetar o nosso futuro? E a educação, a saúde e outras áreas que já tinham porcentagens desses ilusórios lucros destinados a elas? Nós, os cidadãos conscientes, aguardamos respostas!
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quarta-feira, 3 de dezembro de 2014
HERANÇA BENDITA
(No Estadão impresso, quarta-feira, 3.12.2014)
Joaquim Levy indicado por Dilma e Henrique Meirelles indicado por Lula são testemunhos claros da herança bendita que foi a política econômica de FHC e Pedro Malan. Como estão dizendo, na hora do aperto os governos petistas acabam "tucanando". Com essa mudança a presidente tenta salvar o Plano Real, tão prejudicado pela política econômica irresponsável e não confiável de Guido Mantega. Mas outro pilar importante deixado por FHC, a Lei de Responsabilidade Fiscal está sendo seriamente minada pela flexibilização da LDO, por meio do pretendido PLN 36. A oposição não pode ceder, pois abrirá uma brecha para outras "flexibilizações" de leis disciplinadoras da Constituição. Se a receita não aparece, que reduzam os grandes e perdulários gastos feitos para atender a cupinchas e companheiros desempregados. Chega de aparelhamento! Queremos mais competência e eficiência no uso do nosso suado dinheiro!
Joaquim Levy indicado por Dilma e Henrique Meirelles indicado por Lula são testemunhos claros da herança bendita que foi a política econômica de FHC e Pedro Malan. Como estão dizendo, na hora do aperto os governos petistas acabam "tucanando". Com essa mudança a presidente tenta salvar o Plano Real, tão prejudicado pela política econômica irresponsável e não confiável de Guido Mantega. Mas outro pilar importante deixado por FHC, a Lei de Responsabilidade Fiscal está sendo seriamente minada pela flexibilização da LDO, por meio do pretendido PLN 36. A oposição não pode ceder, pois abrirá uma brecha para outras "flexibilizações" de leis disciplinadoras da Constituição. Se a receita não aparece, que reduzam os grandes e perdulários gastos feitos para atender a cupinchas e companheiros desempregados. Chega de aparelhamento! Queremos mais competência e eficiência no uso do nosso suado dinheiro!
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