(No Estadão impresso, sexta-feira, 30/10/2009)
Com a decisão favorável na Comissão de Relações Exteriores do Senado à entrada da Venezuela no Mercosul, o governo ganha e o Brasil perde. Na semana que vem é provável que o plenário também vote a favor, restando só a assinatura do presidente. Marquem o que digo: um verdadeiro cavalo de Troia está chegando. Quando o abrirem, não reclamem da presença constante do hermano Hugo Chávez tentando influenciar nosso comércio exterior via Mercosul, de molde a ampliar sua radical megalomania antiamericana e terceiro-mundista (vulgo bolivariana). E nós, que já tínhamos problemas "empurrando" o Mercosul, sempre à deriva, agora, com o peso da ingerência chavista, vamos vê-lo naufragar de vez. Não dou um ano para isso acontecer!
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
NOSSAS ESTRADAS
(No Valor Econômico, Globo e outros, sexta-feira, 30/10/2009)
Em recente relatório, a Confederação Nacional dos Transportes (CNT) revelou que “69% das estradas do País estão em situação péssima...”. E nossa carga tributária está em 38% do PIB, nível igual à do Primeiro Mundo. E nesses países, as estradas são muito bem cuidadas, verdadeiros tapetes. Onde será que está indo todo esse nosso dinheiro? Para consertar as rodovias parece que não, pois o pouco que chega lá, está se desfazendo nos buracos. O resto parece que está escoando pelo ladrão... Ou será para os bolsos dos amigos e companheiros do rei? Nós, esfolados contribuintes, pagamos muito, mas na hora de vermos algum resultado, acabamos mesmo é entrando na fossa. E... haja fossa!!!
Em recente relatório, a Confederação Nacional dos Transportes (CNT) revelou que “69% das estradas do País estão em situação péssima...”. E nossa carga tributária está em 38% do PIB, nível igual à do Primeiro Mundo. E nesses países, as estradas são muito bem cuidadas, verdadeiros tapetes. Onde será que está indo todo esse nosso dinheiro? Para consertar as rodovias parece que não, pois o pouco que chega lá, está se desfazendo nos buracos. O resto parece que está escoando pelo ladrão... Ou será para os bolsos dos amigos e companheiros do rei? Nós, esfolados contribuintes, pagamos muito, mas na hora de vermos algum resultado, acabamos mesmo é entrando na fossa. E... haja fossa!!!
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quinta-feira, 29 de outubro de 2009
ESCOANDO PELO LADRÃO?
(Versão completa: Estadão Online, quinta-feira, 29/10/2009)
Em recente relatório, a Confederação Nacional dos Transportes (CNT) revelou que “69% das estradas do País estão em situação péssima...”. E nossa carga tributária está em 38% do PIB, nível igual à do Primeiro Mundo. E nesses países, as estradas são muito bem cuidadas, verdadeiros tapetes. Onde será que está indo todo esse nosso dinheiro? Para consertar as rodovias parece que não, pois o pouco que chega lá, está se desfazendo nos buracos. O resto parece que está escoando pelo ladrão... Ou será para os bolsos dos amigos e companheiros do rei? Nós, esfolados contribuintes, pagamos muito, mas na hora de vermos algum resultado, acabamos mesmo é entrando na fossa. E... haja fossa!!!
Em recente relatório, a Confederação Nacional dos Transportes (CNT) revelou que “69% das estradas do País estão em situação péssima...”. E nossa carga tributária está em 38% do PIB, nível igual à do Primeiro Mundo. E nesses países, as estradas são muito bem cuidadas, verdadeiros tapetes. Onde será que está indo todo esse nosso dinheiro? Para consertar as rodovias parece que não, pois o pouco que chega lá, está se desfazendo nos buracos. O resto parece que está escoando pelo ladrão... Ou será para os bolsos dos amigos e companheiros do rei? Nós, esfolados contribuintes, pagamos muito, mas na hora de vermos algum resultado, acabamos mesmo é entrando na fossa. E... haja fossa!!!
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quarta-feira, 28 de outubro de 2009
INAUGURAÇÕES PRESIDENCIAIS
(No Estadão Online, quarta-feira, 28/10/2009)
Temos um presidente (que deveria ser) de 170 milhões e sua ministra do Gabinete Civil que realmente sabem valorizar os cargos que receberam em nome da Nação. Toda força e majestade de seus cargos, talvez os mais importantes do governo, serão pouco para as inaugurações nas quais eles fazem questão de estar presentes. Vejamos: um complexo de estúdios da TV Record (estupendo, como é que se inaugura um estúdio de TV sem a presença do presidente da Nação? Impossível!); a 1a. Expocatador, um feirão de catadores de lixo (aí sim, como é que catadores de lixo se sentiriam se o presidente e a ministra Dilma não estivessem lá, abrilhantando a abertura de seu "monumental feirão"?) Gostaria de sugerir, para dar mais brilho e pompa a essas inaugurações, que, como é feito no EUA, se coloquem atrás do palanque, onde discursarão "majestosamente" as eminências federais, o Brazão da República Federativa do Brasil, o pavilhão Nacional, e que toda a banda dos Fuzileiros Navais, com seus uniformes de gala, toquem o Hino Nacional, cantado, quem sabe, pelo rei Roberto Carlos, ou cantor de igual gabarito. Com inaugurações tão importantes, não podemos deixar por menos. Não vamos querer deixar complexados os locutores da TV Record, ou os catadores de lixo, não é verdade? E assim teremos inaugurações e inaugurações até abril de 2010. Todas bem organizadas e ricamente executadas com nosso dinheiro, o dinheiro do PAC, Programa de Antecipação de Campanha... da Dilma. E lá na França, no seu túmulo, DeGaulle certamente está dando boas gargalhadas. Nós merecemos!
Temos um presidente (que deveria ser) de 170 milhões e sua ministra do Gabinete Civil que realmente sabem valorizar os cargos que receberam em nome da Nação. Toda força e majestade de seus cargos, talvez os mais importantes do governo, serão pouco para as inaugurações nas quais eles fazem questão de estar presentes. Vejamos: um complexo de estúdios da TV Record (estupendo, como é que se inaugura um estúdio de TV sem a presença do presidente da Nação? Impossível!); a 1a. Expocatador, um feirão de catadores de lixo (aí sim, como é que catadores de lixo se sentiriam se o presidente e a ministra Dilma não estivessem lá, abrilhantando a abertura de seu "monumental feirão"?) Gostaria de sugerir, para dar mais brilho e pompa a essas inaugurações, que, como é feito no EUA, se coloquem atrás do palanque, onde discursarão "majestosamente" as eminências federais, o Brazão da República Federativa do Brasil, o pavilhão Nacional, e que toda a banda dos Fuzileiros Navais, com seus uniformes de gala, toquem o Hino Nacional, cantado, quem sabe, pelo rei Roberto Carlos, ou cantor de igual gabarito. Com inaugurações tão importantes, não podemos deixar por menos. Não vamos querer deixar complexados os locutores da TV Record, ou os catadores de lixo, não é verdade? E assim teremos inaugurações e inaugurações até abril de 2010. Todas bem organizadas e ricamente executadas com nosso dinheiro, o dinheiro do PAC, Programa de Antecipação de Campanha... da Dilma. E lá na França, no seu túmulo, DeGaulle certamente está dando boas gargalhadas. Nós merecemos!
sábado, 24 de outubro de 2009
QUAL O EXEMPLO DO ALTO?
(Na Folha impressa e no Estadão Online, sábado, 24/10/2009)
Lula, Jesus não só "não fez aliança com fariseus e saduceus" (dom Dimas Barbosa, CNBB), como, atualmente, estaria lutando pelas reformas e dando o exemplo de responsabilidade, ética e elevada moral em benefício da Nação como um todo e da formação de futuras gerações. Já Judas, por 30 moedas, faria acordo com todos, inclusive com os líderes dos "300 picaretas", pensando só em se perpetuar no poder e garantir as boquinhas dos companheiros. A diferença é enorme. Qual a carapuça que cabe?
Lula, Jesus não só "não fez aliança com fariseus e saduceus" (dom Dimas Barbosa, CNBB), como, atualmente, estaria lutando pelas reformas e dando o exemplo de responsabilidade, ética e elevada moral em benefício da Nação como um todo e da formação de futuras gerações. Já Judas, por 30 moedas, faria acordo com todos, inclusive com os líderes dos "300 picaretas", pensando só em se perpetuar no poder e garantir as boquinhas dos companheiros. A diferença é enorme. Qual a carapuça que cabe?
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
MAROLA OU TSUNAMI?
(No Estadão Online, quinta-feira, 22/10/2009)
Em um dia, empresas brasileiras perderam US$ 55 bilhões na Bolsa devido ao "pedágio" de 2% sobre o ingresso de capital externo. Isto mostra nossa grande dependência no dinheiro de fora. E, geralmente, esse dinheiro é especulativo, aproveitando os altos juros que pagamos. Para resumir, temos a seguinte situação: o governo gasta muito e gasta mal, precisando fazer caixa para fechar as contas; para isto, tem de manter juros altos, não sendo viável baixar a taxa Selic a níveis de Primeiro Mundo; com juros altos, nossos empreendimentos se tornam caros e não competitivos no mercado mundial; e, para incentivar as exportações, o governo tem de oferecer vantagens especiais que exigem ainda mais caixa. Enquanto nosso governo não se tornar mais eficiente e menos perdulário, reduzindo gastos de custeio e de folha, e aumentando investimentos em infraestrutura de base para apoiar as empresas nacionais, essa situação continuará nos colocando em desvantagem para o capital externo. O capital excedente de países sérios e eficientes virá para nossa Bolsa só para aproveitar os juros e as oportunidades, e retornará à origem mais gordo (com nossa riqueza se escoando no giro da especulação). As empresas nacionais continuarão sofrendo com o crédito caro e o alto "custo Brasil" pela infraestrutura em frangalhos e excesso de burocracia para justificar o inchaço do funcionalismo, tendo enorme dificuldade para competir. Enfim, com a política perdulária deste (des)governo, a riqueza vai sempre fluir para as nações mais eficientes, que apoiam o capital nacional. É um quadro muito sério que, um dia, terá de ser resolvido. Por baixo da "marolinha", da qual Lula tanto se gaba, existe, infelizmente, um tsunami negativo: os brasileiros honestos e produtivos têm de trabalhar cada vez mais, pagando altos juros e bons dividendos aos capitais "espertos" de fora. É imperioso mudar esse "círculo vicioso" para um virtuoso. Quando será que o governo Lula vai entender que no mundo globalizado também não há almoço grátis!
Em um dia, empresas brasileiras perderam US$ 55 bilhões na Bolsa devido ao "pedágio" de 2% sobre o ingresso de capital externo. Isto mostra nossa grande dependência no dinheiro de fora. E, geralmente, esse dinheiro é especulativo, aproveitando os altos juros que pagamos. Para resumir, temos a seguinte situação: o governo gasta muito e gasta mal, precisando fazer caixa para fechar as contas; para isto, tem de manter juros altos, não sendo viável baixar a taxa Selic a níveis de Primeiro Mundo; com juros altos, nossos empreendimentos se tornam caros e não competitivos no mercado mundial; e, para incentivar as exportações, o governo tem de oferecer vantagens especiais que exigem ainda mais caixa. Enquanto nosso governo não se tornar mais eficiente e menos perdulário, reduzindo gastos de custeio e de folha, e aumentando investimentos em infraestrutura de base para apoiar as empresas nacionais, essa situação continuará nos colocando em desvantagem para o capital externo. O capital excedente de países sérios e eficientes virá para nossa Bolsa só para aproveitar os juros e as oportunidades, e retornará à origem mais gordo (com nossa riqueza se escoando no giro da especulação). As empresas nacionais continuarão sofrendo com o crédito caro e o alto "custo Brasil" pela infraestrutura em frangalhos e excesso de burocracia para justificar o inchaço do funcionalismo, tendo enorme dificuldade para competir. Enfim, com a política perdulária deste (des)governo, a riqueza vai sempre fluir para as nações mais eficientes, que apoiam o capital nacional. É um quadro muito sério que, um dia, terá de ser resolvido. Por baixo da "marolinha", da qual Lula tanto se gaba, existe, infelizmente, um tsunami negativo: os brasileiros honestos e produtivos têm de trabalhar cada vez mais, pagando altos juros e bons dividendos aos capitais "espertos" de fora. É imperioso mudar esse "círculo vicioso" para um virtuoso. Quando será que o governo Lula vai entender que no mundo globalizado também não há almoço grátis!
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quarta-feira, 21 de outubro de 2009
UMA QUESTÃO DE GRAU?
(No Estadão Online, quarta-feira, 21/10/2009)
"Aloysio Nunes acusa PT de fazer campanha 'escancarada'.
'PSDB está tomando providências sobre essa antecipação de campanha que utiliza recursos públicos', disse Carolina Freitas, da Agência Estado"
Uma porta pode estar fechada, um tanto aberta, bem aberta ou escancarada. Parece que as restrições definidas pela legislação eleitoral funcionam do mesmo modo. O ministro Gilmar Mendes acha que a campanha de Dilma Rousseff (promovida por Lula e paga com o dinheiro público, desde fevereiro de 2008), é flagrantemente "aberta". Já o secretário (da Casa Civil estadual de São Paulo) Aloysio Nunes acha que ela está abusivamente "escancarada". Será que o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) não se manifesta por estar estudando o grau de abertura da referida campanha? Quando será que vão achar esse "grau" o suficiente para que a lei tenha sido infringida e que são cabíveis as devidas punições? Nem Kafka ou Freud entenderiam... Por essas e outras é que somos o país do faz de conta e das leis "flexíveis" (não se aplicam ao rei e seus amigos). Sem dúvida não dá mais para negar: DeGaulle tinha razão!
"Aloysio Nunes acusa PT de fazer campanha 'escancarada'.
'PSDB está tomando providências sobre essa antecipação de campanha que utiliza recursos públicos', disse Carolina Freitas, da Agência Estado"
Uma porta pode estar fechada, um tanto aberta, bem aberta ou escancarada. Parece que as restrições definidas pela legislação eleitoral funcionam do mesmo modo. O ministro Gilmar Mendes acha que a campanha de Dilma Rousseff (promovida por Lula e paga com o dinheiro público, desde fevereiro de 2008), é flagrantemente "aberta". Já o secretário (da Casa Civil estadual de São Paulo) Aloysio Nunes acha que ela está abusivamente "escancarada". Será que o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) não se manifesta por estar estudando o grau de abertura da referida campanha? Quando será que vão achar esse "grau" o suficiente para que a lei tenha sido infringida e que são cabíveis as devidas punições? Nem Kafka ou Freud entenderiam... Por essas e outras é que somos o país do faz de conta e das leis "flexíveis" (não se aplicam ao rei e seus amigos). Sem dúvida não dá mais para negar: DeGaulle tinha razão!
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