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domingo, 9 de outubro de 2016

FATIAR NÃO É A SOLUÇÃO

(No Estadão online, domingo, 9.10.2016)
No Brasil, antes da Operação Lava Jato e do juiz Sérgio Moro, a corrupção era tolerada por todos os partidos por ser o meio de sustentar os altos custos de campanhas eleitorais e da cobiça de seus políticos. Agora, que os esquemas escusos estão sendo cada vez mais desvendados por investigações e delações, o volume de “sujeira” se tornou tão grande que passou a ser inadministrável. Tanto que o Supremo Tribunal Federal (STF) resolveu “fatiar” esse processo. Mas fatiar só não adianta. Devemos resolver o problema em sua raiz. O custo de campanhas poderia ser bem menor com o voto distrital. Os princípios éticos e morais de partidos políticos poderiam ser aprimorados com uma triagem limitando o seu número. Para isso, bastaria exigir conceitos mais claros de cada um, com plataforma bem detalhada e consistente. Fidelidade partidária rigorosa: para político mudar de partido, perderia seu mandato e não poderia participar da próxima eleição. Todos os partidos de aluguel e oportunistas que não preencherem os critérios deixariam de receber do Fundo Partidário e não participariam do tempo de horário gratuito na televisão. Deveria ser obrigatória a plena divulgação das plataformas políticas e propostas de candidatos a todos os eleitores, por meio de impresso, pela mídia e pela internet. Fatiar não é a solução, uma reforma política séria e abrangente, sim!

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

PORTEIRA FECHADA

(No Estadão online, sexta-feira, 9.10.2015)
Por que será que os novos ministros, ao assumirem no governo Dilma, manifestaram o desejo de ter o ministério com “porteira fechada”? Será que estão sendo nomeados “pro forma”, sem a liberdade de trocar os funcionários indicados pelo PT? Ou seja, Dilma quer trocar o titular e manter os “cumpanheiros” garantidos em seus cargos. Assim, temos uma mudança de “brincadeira”. Uma pergunta que todos os que trabalham e pagam o funcionalismo público devem fazer é: onde está o critério de competência, habilitação e real necessidade do funcionário contratado? A verdade é que o Brasil virou uma grande casa de mãe Joana, onde os que se apossaram do poder (fazendo “o diabo”) se acham no direito de aparelhar e inchar a máquina pública com cupinchas, militantes, parentes e amigos, sem se preocupar com mérito ou competência. E o trabalhador que fique quieto e pague a cada vez mais pesada conta. Até quando?

terça-feira, 12 de junho de 2012

TUDO EM FAMÍLIA

(No Estadão online, terça-feira, 12.06.2012)
Por que será que a Controladoria-Geral da União (CGU) recomendou que em casos de investigação de funcionários públicos (como no de Ricardo Marini Moesch, diretor do Departamento de Estruturação, Articulação e Ordenamento Turístico do Ministério de Turismo), que esses permaneçam no cargo, não se devendo aceitar pedidos de férias, afastamento ou exoneração? Não seria muito mais lógico que uma apuração rigorosa seja realizada sem sua interferência ou tentativa de cobertura de rastros? E que medidas punitivas sejam aplicadas no limite máximo da lei, para servir de exemplo aos demais funcionários públicos em cargo de confiança e responsabilidade que abusam e favorecem parentes e amigos? Ou será normal que esteja tudo em família?

sábado, 12 de maio de 2012

E O AUMENTO PATRIMONIAL?

(No Estadão online, sábado, 12.05.2012)
Concordo com o juiz Ali Mazloum que "é preciso serenar o clamor das ruas provocado pelas malsinadas conversas ao telefone. Aguardem-se as provas e contraprovas, o direito inalienável de defesa, o curso natural do processo democrático" (O valor de uma conversa telefônica, 5/5, A2). Concordo também que "as escutas telefônicas... constituem instrumentos de extrema valia no processo de produção da prova...". Só não entendo porque, mesmo depois de se constatar um aumento de patrimônio muito acima do justificado pela renda oficial, não se acha comprovada a corrupção do investigado. Felizmente, estão tentando tornar o enriquecimento ilícito crime. Será que dr. Mazloum acha que esse tipo de enriquecimento só merece uma advertência, e não comprova roubo do dinheiro público? Com tantos processos terminando sem solução, dando margem à impunidade, é que o povo gasta seu fôlego e energia pedindo mais justiça. O povo que trabalha e sustenta tudo isso quer legisladores e juízes atuando mais na aplicação justa da Lei e menos na elaboração de firulas legais que sempre acabam em degradantes e imorais pizzas! Será que é pedir demais?

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

TUDO EM FAMÍLIA

(No Estadão online, quinta-feira, 26.01.2012)
Em novembro de 2010, a Folha de S. Paulo publicou matéria revelando que, desde 2008, a firma C. Foster, de Colin Vaughan Foster, marido da então Diretora de Gás e Energia da Petrobrás, sra. Maria da Graça Foster, havia assinado 42 contratos (20 sem licitação) com a Petrobrás para fornecer componentes eletrônicos para as áreas de tecnologia, exploração e produção. Nada foi feito na época. Agora que a sra. Foster será presidente dessa estatal, será que vai tudo continuar em família?

sábado, 14 de novembro de 2009

TRISTE REALIDADE

(No DIÁRIO CATARINENSE – SC, sábado, 14/11/2009)
Em entrevista ao Financial Times de Londres, publicada nesta segunda-feira (9/11), o presidente Lula disse que o setor privado nunca ganhou tanto quanto hoje no Brasil. Realmente, empresários, políticos e “amigos do rei” estão deitando e rolando de ganhar, com as facilidades e benesses distribuídas. Pena que pouco desse dinheiro chega para melhorar a saúde, educação, segurança, transportes e a infra-estrutura do país em geral. Na era Lula, alguns ganham muito, enquanto a nação vive do minguado de “bolsas”, projetos empacados e muitos discursos. Uma classe cada vez mais rica vive numa nação cada vez mais de pedintes. Essa é nossa triste realidade.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

CAÇA AOS FANTASMAS

(No Estadão Online, segunda-feira, 9/11/2009)
Alguém, por favor chame os "caça fantasmas", pois parece que, no Senado, foi localizada uma infestação da espécie conhecida como "aspones parasitus federalis". Felizmente, um valente senador pelo Piauí, sr. João Vicente Claudino (PTB-PI), começou o trabalho demitindo uma "danada" que estava escondida em shopping de Teresina. As notícias são confusas pois a própria declarou que era "legal", e que fazia "pesquisas políticas" entre o cozinhar uma lasanha e outra em seu restaurante italiano. Parece que esse tipo de fantasma faz parte de uma epidemia já antiga que se espalhou por todo o território nacional. Sugerimos, pois, que sua caça deva ser feito com pente-fino, e abranger todas as capitais, nas residências e escritórios de suas "excelências" de Brasília. Cabe uma alerta a todos os cidadãos de bem: não fiquem assombrados quando se "escafederem" pelas paredes os muitos fantasmas e assombrações parasitando alegremente com nosso suado dinheiro. É assim mesmo, pois quem assume cargo em Brasília adota logo o lema: "Mateus, primeiro os meus!". E os brasileiros honestos e trabalhadores (ou seja, nós os trouxas) que paguem essa conta "assombrosa" e indecente!

sexta-feira, 24 de julho de 2009

QUEM VENDE, QUEM MORRE

(No Estadão impresso, sexta-feira, 24/07/2009)
Mais um relativismo "pai d’égua" de nosso apedeuta-mor ao se referir às mais recentes denúncias contra José Sarney: "Não se pode vender tudo como se fosse um crime de morte. Precisamos saber o tamanho do crime. Uma coisa é você matar, outra é roubar, outra é pedir emprego, outra coisa é relação de influência, outra é lobby." Por essas e outras é que a Justiça no Brasil não funciona. Há muitos em Brasília, começando pelo primeiro mandatário, que estão "vendendo" o futuro do Brasil em benefício próprio (político e/ou financeiro). E, infelizmente, nessa história kafkiana quem acaba "morrendo" são os honestos e pagadores de impostos, obrigados a sustentar as farras com o dinheiro público, justificadas "criminosamente" por quem deveria ser o mais responsável e cumpridor da Constituição. Só nos resta uma palavra: SOCORRO!

domingo, 28 de junho de 2009

SACODE QUE TEM MAIS

(No Estadão impresso, domingo, 28/06/2009)
E cada dia aparece mais um... Fica, pois, a pergunta: será que existe algum parente ou cupincha de José Sarney que ainda não esteja "mamando" numa boquinha secreta do Senado ou do governo do Maranhão?

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

NEPOTISMO ACABA MESMO?

(No Fórum On-line do Estadão, 10/09/2008)
Nessa terça-feira (9/9), a Mesa Diretora do Senado determinou o cumprimento da súmula do Supremo Tribunal Federal (STF) proibindo o nepotismo praticado pelos senadores. Decidiram endurecer o tom depois da relutância geral, e a defesa de alguns pela criação de "cotas" para parentes. Agora não têm mais jeito, os senadores são obrigados a exonerar a parentada. Será que isso vai ocorrer mesmo? Ou será que vem aí mais um "jeitinho" para manter a "turma" pendurada nas tetas da Viúva? Pergunto porque, quando a questão é mais dinheiro no bolso "dos meus", não tem limite a criatividade de nossos políticos. Infelizmente!