(No Estadão online, quarta-feira, 11.07.2018)
O artigo do advogado criminalista Antônio Cláudio Mariz de Oliveira “Cultura punitiva, sociedade em risco” (7/7, A2) teria de sofrer um forte e lógico contraditório, com o seguinte título: “Cultura da impunidade, sociedade em risco”! É isto que vinha ocorrendo no Brasil, antes da Lava Jato, devido à infeliz determinação constitucional de que um réu só pode ter sua punição iniciada após ser julgado e condenado em todas as instâncias e protelações possíveis (prazo em que geralmente prescreve a causa). Isso representa a alegria dos grandes corruptos e felicidade de seus afortunados causídicos. Os que desviam fortunas do dinheiro público e, assim, podem pagar ricos honorários a advogados que protelam ao máximo os processos legais, vivem na certeza da impunidade. Na maioria dos países de primeiro mundo o réu condenado por colegiado ou júri em primeira instância já vai para a cadeia. Isso não representa “sanha punitiva”, e sim a aplicação efetiva da lei (dura lex sed lex). A corrupção não deixa recibo nem escritura passada, e tudo é documentado por meio de apelidos para evitar rastros. Daí a importância das delações. E a carga maior de culpabilidade devia ser a consciência do autor do crime. Em países orientais muitos que são pegos em corrupção cometem suicídio para isentar a família e não macular seu nome. Em outros é aplicada a pena de morte. No Brasil, infelizmente, impera a hipocrisia, a esperteza e o apelar para as mentiras. E o povo trabalhador, honesto que vive com bons princípios, enxerga perfeitamente os jeitinhos e as mentiras usadas para garantir a impunidade dos que estão roubando o futuro na Nação. Para resolver isto muito terá de ser feito. Baratear as campanhas eleitorais – voto distrital com recall – seria um bom início. Outra necessidade é passar uma PEC deixando claro que réus condenados por colegiados em segunda instância já poderão iniciar o cumprimento da pena. A sociedade corre risco sim, mas pela cultura da impunidade e não pelos argumentos falaciosos do artigo em pauta.
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quarta-feira, 11 de julho de 2018
terça-feira, 24 de abril de 2018
VITÓRIA DA IMPUNIDADE
No Estadão impresso, sábado, 24.03.2018
Na Alemanha onde a lei funciona porque é clara, exigente e respeitada o resultado seria 7 x 1 por acabar com a impunidade e manter a segurança jurídica da Nação. Aqui, os discursos são brilhantes mas o resultado ficou em 7 x 4 por manter a impunidade e a insegurança jurídica. A quadrilha e seus líderes estão saltitantes de alegria. Eles ganharam e todo o resto do Brasil perdeu. Lamentável!
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EMENDA CONSTITUCIONAL
No Estadão impresso, sexta-feira, 6.04.2018
Parabéns às valorosas mulheres que foram o fiel da balança em nossa luta contra a impunidade no Supremo Tribunal, ministras Cármen Lúcia e Rosa Weber. Em sua homenagem gostaria de sugerir um rascunho de projeto de emenda constitucional (PEC) para que seja ajustado o texto da nossa Carta Magna com as decisões tomadas. Que nessa PEC fique claro que a presunção de inocência se encerra ao se confirmar a condenação do réu no colegiado de segunda instância, e não somente depois de todo o trâmite do processo até ser julgado transitado e de todos os embargos e medidas protelatórias usualmente impetrados por advogados de defesa. Essa fórmula tem sido o caminho da impunidade, acessível apenas para quem dispõe de caixa para contratar ricos causídicos – ou seja, quem desvia valores expressivos de dinheiro público para esse fim, para seu partido e para si. Isso tem de acabar, nossa Constituição tem de nos dar pleno respaldo para termos uma política mais responsável e honesta, não o contrário.
Parabéns às valorosas mulheres que foram o fiel da balança em nossa luta contra a impunidade no Supremo Tribunal, ministras Cármen Lúcia e Rosa Weber. Em sua homenagem gostaria de sugerir um rascunho de projeto de emenda constitucional (PEC) para que seja ajustado o texto da nossa Carta Magna com as decisões tomadas. Que nessa PEC fique claro que a presunção de inocência se encerra ao se confirmar a condenação do réu no colegiado de segunda instância, e não somente depois de todo o trâmite do processo até ser julgado transitado e de todos os embargos e medidas protelatórias usualmente impetrados por advogados de defesa. Essa fórmula tem sido o caminho da impunidade, acessível apenas para quem dispõe de caixa para contratar ricos causídicos – ou seja, quem desvia valores expressivos de dinheiro público para esse fim, para seu partido e para si. Isso tem de acabar, nossa Constituição tem de nos dar pleno respaldo para termos uma política mais responsável e honesta, não o contrário.
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Supremo Tribunal Federal STF
sábado, 1 de julho de 2017
ATENUAR O CAOS?
(No Estado de S.Paulo, impresso, sabado, 1.07.2017)
CRISE E CORRUPÇÃO
O sr. Fernando Gabeira conclui seu artigo Em busca do horizonte (30/7, A2) dizendo: “Já observamos muito o caos. Talvez seja hora de atenuá-lo”. Só não disse como. Com novas articulações, armações, delações fatiadas sendo noticiadas diariamente, como se pode evitar o “caos”? Como um trabalhador pode ter confiança no futuro? Como empreender, arriscando capital e trabalho, neste clima de incerteza? Como decidir por investir no futuro do Brasil, se os governantes e a classe política estão sempre fazendo um jogo sujo e rasteiro, visando seus interesses pessoais e partidários, esquecendo o Brasil que deseja paz e segurança para trabalhar e planejar o amanhã? Enquanto permanecer esse “salve-se quem puder”, com os poderosos sempre levando vantagem e o povo sendo sacrificado, mal e mal conseguindo sobreviver, o Brasil não sairá do atoleiro em que foi lançado pelas políticas populistas e demagógicas do lulopetismo. O passo mais importante e há muito esperado é a prisão de Lula e a divulgação com total transparência de toda a roubalheira no período em que o PT nos governou, começando por deixar claro como a Petrobrás, que já foi a oitava maior empresa do mundo, quase foi à falência sob o comando de dirigentes nomeados pelo PT, incluída dona Dilma Rousseff, que era a presidente do Conselho de Administração. O povo precisa saber para não reincidir no erro de acreditar nas promessas ilusórias do petismo, achar que dinheiro cresce em árvores e o almoço é grátis para os amigos do rei. O caos não terminará enquanto não tivermos a coragem de tomar essas medidas drásticas, porém altamente necessárias!
CRISE E CORRUPÇÃO
O sr. Fernando Gabeira conclui seu artigo Em busca do horizonte (30/7, A2) dizendo: “Já observamos muito o caos. Talvez seja hora de atenuá-lo”. Só não disse como. Com novas articulações, armações, delações fatiadas sendo noticiadas diariamente, como se pode evitar o “caos”? Como um trabalhador pode ter confiança no futuro? Como empreender, arriscando capital e trabalho, neste clima de incerteza? Como decidir por investir no futuro do Brasil, se os governantes e a classe política estão sempre fazendo um jogo sujo e rasteiro, visando seus interesses pessoais e partidários, esquecendo o Brasil que deseja paz e segurança para trabalhar e planejar o amanhã? Enquanto permanecer esse “salve-se quem puder”, com os poderosos sempre levando vantagem e o povo sendo sacrificado, mal e mal conseguindo sobreviver, o Brasil não sairá do atoleiro em que foi lançado pelas políticas populistas e demagógicas do lulopetismo. O passo mais importante e há muito esperado é a prisão de Lula e a divulgação com total transparência de toda a roubalheira no período em que o PT nos governou, começando por deixar claro como a Petrobrás, que já foi a oitava maior empresa do mundo, quase foi à falência sob o comando de dirigentes nomeados pelo PT, incluída dona Dilma Rousseff, que era a presidente do Conselho de Administração. O povo precisa saber para não reincidir no erro de acreditar nas promessas ilusórias do petismo, achar que dinheiro cresce em árvores e o almoço é grátis para os amigos do rei. O caos não terminará enquanto não tivermos a coragem de tomar essas medidas drásticas, porém altamente necessárias!
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sexta-feira, 25 de novembro de 2016
LAVAR OU MANTER LIMPO?
(No Estadão impresso, sexta-feira, 25.11.2016)
CORRUPÇÃO
Sergio Fausto, no artigo Esperando a Odebrecht(23/11, A2), apresenta-nos uma conclusão magistral: “A punição de crimes pela Justiça, respeitando o devido processo legal, é uma das maiores conquistas da civilização. Só se redime quem paga por seus erros. Isso vale para os indivíduos e vale também para um país. Não pode haver democracia, não pode haver sociedade decente, fora do império da lei, igual para todos. Doa a quem doer”. A Operação Lava Jato, conduzida pelo brilhante e altamente competente juiz Sergio Moro, pode-se resumir a uma simples lavagem de nossos costumes políticos e zelo no uso de bens públicos, no curto prazo, enquanto os poderosos de plantão sentem o escrutínio e o peso de sua atuação. E já existe muita pressão para esvaziar e encerrar seu trabalho. Para que não fiquemos só na “lavagem” provisória, temos de pôr em prática a sabedoria realçada pelo sr. Fausto. É necessário não só “lavar”, mas instilar a consciência de que temos de manter limpa a administração pública. Corrupção deve ser bem avaliada e resultar em punição adequada, doa a quem doer. Fora da lei não há salvação!
CORRUPÇÃO
Sergio Fausto, no artigo Esperando a Odebrecht(23/11, A2), apresenta-nos uma conclusão magistral: “A punição de crimes pela Justiça, respeitando o devido processo legal, é uma das maiores conquistas da civilização. Só se redime quem paga por seus erros. Isso vale para os indivíduos e vale também para um país. Não pode haver democracia, não pode haver sociedade decente, fora do império da lei, igual para todos. Doa a quem doer”. A Operação Lava Jato, conduzida pelo brilhante e altamente competente juiz Sergio Moro, pode-se resumir a uma simples lavagem de nossos costumes políticos e zelo no uso de bens públicos, no curto prazo, enquanto os poderosos de plantão sentem o escrutínio e o peso de sua atuação. E já existe muita pressão para esvaziar e encerrar seu trabalho. Para que não fiquemos só na “lavagem” provisória, temos de pôr em prática a sabedoria realçada pelo sr. Fausto. É necessário não só “lavar”, mas instilar a consciência de que temos de manter limpa a administração pública. Corrupção deve ser bem avaliada e resultar em punição adequada, doa a quem doer. Fora da lei não há salvação!
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quinta-feira, 14 de abril de 2016
'FAZER O DIABO' COMPENSA?
(No Estadão online, quinta-feira, 14.04.2016)
Compensa para um partido, sim, quando permite a reeleição e a impunidade por interpretação falha de termos da Constituição. Sim, quando, pelo desvio de altíssimos valores, permite que paguem advogados caros que "enrolam" os processos com apelações, embargos e outras chicanas criadas para facilitar a impunidade. Sim, quando cria condições de pagarem o mais caro marketing político que, com bem elaboradas mentiras, consegue manter o eleitor iludido. Sim, quando permite "comprarem" votos no Congresso para seus fins hegemônicos, ou evitar o impeachment. Sim, quando facilita para eles a cooptação de integrantes do Poder Judiciário. Mas, definitivamente, não compensa para o resto do Brasil, pois destrói nossa credibilidade internacional e reduz nosso crédito. Não compensa para a maioria, pois seu alto custo acaba tendo de ser pago pelo brasileiro honesto, trabalhador e assalariado. Não compensa, pois, com esse desvirtuamento da democracia, nós nos atolamos no atraso administrativo, econômico e social do Terceiro Mundo. Enquanto o resto das nações do Primeiro Mundo progride e enriquece, nós ficamos para trás, ampliando a separação de classes e aumentando a injustiça social. Em defesa da democracia, temos de acabar com partidos políticos que queiram ficar no poder "fazendo o diabo". Pelo bem do Brasil e de todos os seus cidadãos de bem: impeachment já! Fora PT!
Compensa para um partido, sim, quando permite a reeleição e a impunidade por interpretação falha de termos da Constituição. Sim, quando, pelo desvio de altíssimos valores, permite que paguem advogados caros que "enrolam" os processos com apelações, embargos e outras chicanas criadas para facilitar a impunidade. Sim, quando cria condições de pagarem o mais caro marketing político que, com bem elaboradas mentiras, consegue manter o eleitor iludido. Sim, quando permite "comprarem" votos no Congresso para seus fins hegemônicos, ou evitar o impeachment. Sim, quando facilita para eles a cooptação de integrantes do Poder Judiciário. Mas, definitivamente, não compensa para o resto do Brasil, pois destrói nossa credibilidade internacional e reduz nosso crédito. Não compensa para a maioria, pois seu alto custo acaba tendo de ser pago pelo brasileiro honesto, trabalhador e assalariado. Não compensa, pois, com esse desvirtuamento da democracia, nós nos atolamos no atraso administrativo, econômico e social do Terceiro Mundo. Enquanto o resto das nações do Primeiro Mundo progride e enriquece, nós ficamos para trás, ampliando a separação de classes e aumentando a injustiça social. Em defesa da democracia, temos de acabar com partidos políticos que queiram ficar no poder "fazendo o diabo". Pelo bem do Brasil e de todos os seus cidadãos de bem: impeachment já! Fora PT!
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domingo, 27 de março de 2016
OS 'INCENDIÁRIOS' QUE PAGAMOS
(No Estadão online, domingo, 27.03.2016)
O coordenador do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) e da Frente Povo sem Medo, Guilherme Boulos, disse que, se o impeachment da presidente Dilma Rousseff for efetivado e o ex-presidente Lula for preso, o Brasil será “incendiado por greves, ocupações e mobilizações”. E que “não haverá um dia de paz do Brasil”. Será esta a “democracia” (sic) tão alardeada pelos petistas? O pior é que estão usando nosso dinheiro, distribuído a mancheia pelo governo lulopetista sem nenhuma prestação de contas, para nos ameaçarem. Que nossas Forças Armadas fiquem de prontidão para cortar na raiz esses grupos incendiários!
O coordenador do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) e da Frente Povo sem Medo, Guilherme Boulos, disse que, se o impeachment da presidente Dilma Rousseff for efetivado e o ex-presidente Lula for preso, o Brasil será “incendiado por greves, ocupações e mobilizações”. E que “não haverá um dia de paz do Brasil”. Será esta a “democracia” (sic) tão alardeada pelos petistas? O pior é que estão usando nosso dinheiro, distribuído a mancheia pelo governo lulopetista sem nenhuma prestação de contas, para nos ameaçarem. Que nossas Forças Armadas fiquem de prontidão para cortar na raiz esses grupos incendiários!
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domingo, 28 de fevereiro de 2016
ALGO DE PODRE NOS AFLIGE
(No Estadão online, domingo, 28.02.2016)
O casal João Santana e Mônica Moura desceram de avião, chegando a São Paulo com ar de ironia e mascando chiclete. Em Curitiba, após exame de corpo de delito, entraram na Polícia Federal com ar de deboche. O que será que passa na cabeça desse casal? Será que eles não têm a mínima consciência? Receberam milhões de dólares desviados (roubados), provocando muito sofrimento no povo, especialmente os mais pobres, e dão ares de que não estão nem aí com isso. Esse é o tipo de gente que foi contratada pelo PT para conduzir as campanhas de Lula, Dilma e Fernando Haddad. Coitado do Brasil! Estamos chegando ao fundo do poço e a sujeira continua aparecendo. Impeachment e “fora PT” já, enquanto os brasileiros de bem ainda conseguem respirar. O ar que vem de Brasília e deste partido que se julga dono do Brasil está cada vez mais fétido.
O casal João Santana e Mônica Moura desceram de avião, chegando a São Paulo com ar de ironia e mascando chiclete. Em Curitiba, após exame de corpo de delito, entraram na Polícia Federal com ar de deboche. O que será que passa na cabeça desse casal? Será que eles não têm a mínima consciência? Receberam milhões de dólares desviados (roubados), provocando muito sofrimento no povo, especialmente os mais pobres, e dão ares de que não estão nem aí com isso. Esse é o tipo de gente que foi contratada pelo PT para conduzir as campanhas de Lula, Dilma e Fernando Haddad. Coitado do Brasil! Estamos chegando ao fundo do poço e a sujeira continua aparecendo. Impeachment e “fora PT” já, enquanto os brasileiros de bem ainda conseguem respirar. O ar que vem de Brasília e deste partido que se julga dono do Brasil está cada vez mais fétido.
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terça-feira, 2 de fevereiro de 2016
'AEDES CORRUPTUS'
(No Estadão online, terça-feira, 2.02.2016)
Preocupante e genial o artigo do sr. José Roberto de Toledo, “O vetor da corrupção” (1/2, A6). Antigamente se dizia que “ou o Brasil acaba com a saúva (formiga) ou a saúva acaba com o Brasil”. O mesmo podemos dizer do novo/velho “mosquito”, revelado neste artigo: ou o Brasil acaba com o “Aedes corruptus” ou o “Aedes corruptus” acaba com o Brasil. Desconfio de que, além dos males causados ao bolso do sacrificado trabalhador/contribuinte brasileiro, o “mosquito” também provoca a “microcefalia” de funcionários públicos que aprovam e controlam a destinação das grandes verbas governamentais. Todos nunca sabem de nada, não viram nada de estranho na explosão desses gastos nem os inexplicáveis aumentos de patrimônio de pessoas envolvidas e seus familiares. Deus nos salve dos “microcéfalos” e desse terrível “mosquito”, que estão arrasando nosso país!
Preocupante e genial o artigo do sr. José Roberto de Toledo, “O vetor da corrupção” (1/2, A6). Antigamente se dizia que “ou o Brasil acaba com a saúva (formiga) ou a saúva acaba com o Brasil”. O mesmo podemos dizer do novo/velho “mosquito”, revelado neste artigo: ou o Brasil acaba com o “Aedes corruptus” ou o “Aedes corruptus” acaba com o Brasil. Desconfio de que, além dos males causados ao bolso do sacrificado trabalhador/contribuinte brasileiro, o “mosquito” também provoca a “microcefalia” de funcionários públicos que aprovam e controlam a destinação das grandes verbas governamentais. Todos nunca sabem de nada, não viram nada de estranho na explosão desses gastos nem os inexplicáveis aumentos de patrimônio de pessoas envolvidas e seus familiares. Deus nos salve dos “microcéfalos” e desse terrível “mosquito”, que estão arrasando nosso país!
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quinta-feira, 14 de janeiro de 2016
SERÁ QUE O CRIME COMPENSA?
(No Estadão online, quinta-feira, 14.01.2016)
Pela Medida Provisória (MP) 703, de 18/12/2015, o governo pretende liberar empresas investigadas por atos de corrupção para continuarem negociando com o poder público, desde que simplesmente prometam não delinquir no futuro. O objetivo é não falir empresas-chave para as condução de obras públicas, evitando o aumento do desemprego. Pelo social, aceitam tudo, inclusive a impunidade. Como um dos brasileiros (a maioria) que foi tungado pelo superfaturamento e desvio de meus impostos, gostaria de sugerir a única solução justa: que seja apurado todo dinheiro surrupiado por esta verdadeira máfia nas últimas décadas, digamos, de 1990 até 2015, e que tudo nos seja devolvido em parcelas mensais, aplicado na construção de escolas, hospitais, no melhor aparelhamento das polícias e da segurança pública, etc. Com uma detalhada e transparente prestação de contas, o cidadão contribuinte poderia controlar e confiar mais naqueles eleitos para (supostamente) defender o dinheiro que suou tanto para ganhar. Acho que só assim teremos a devida justiça, sem falir empresas ou desempregar pessoas. Quando nos roubaram não pensaram duas vezes. Agora, querem leniência e impunidade? Se cedermos, estaremos dando carta branca para continuarem a roubalheira. Seria uma prova de que, aqui, com este fraco governo, o crime compensa. O Brasil não merece isso!
Pela Medida Provisória (MP) 703, de 18/12/2015, o governo pretende liberar empresas investigadas por atos de corrupção para continuarem negociando com o poder público, desde que simplesmente prometam não delinquir no futuro. O objetivo é não falir empresas-chave para as condução de obras públicas, evitando o aumento do desemprego. Pelo social, aceitam tudo, inclusive a impunidade. Como um dos brasileiros (a maioria) que foi tungado pelo superfaturamento e desvio de meus impostos, gostaria de sugerir a única solução justa: que seja apurado todo dinheiro surrupiado por esta verdadeira máfia nas últimas décadas, digamos, de 1990 até 2015, e que tudo nos seja devolvido em parcelas mensais, aplicado na construção de escolas, hospitais, no melhor aparelhamento das polícias e da segurança pública, etc. Com uma detalhada e transparente prestação de contas, o cidadão contribuinte poderia controlar e confiar mais naqueles eleitos para (supostamente) defender o dinheiro que suou tanto para ganhar. Acho que só assim teremos a devida justiça, sem falir empresas ou desempregar pessoas. Quando nos roubaram não pensaram duas vezes. Agora, querem leniência e impunidade? Se cedermos, estaremos dando carta branca para continuarem a roubalheira. Seria uma prova de que, aqui, com este fraco governo, o crime compensa. O Brasil não merece isso!
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segunda-feira, 31 de agosto de 2015
AS CONTAS NÃO BATEM
(No Estadão online, segunda-feira, 31.08.2015)
No laudo de exame financeiro da Polícia Federal do sr. José Dirceu de Oliveira e Silva (no. 1742/2015) foi apurada uma pequena (sic) diferença entre a movimentação financeira esperada e a efetiva: R$ 7,08 milhões para R$ 1,449 milhão. Ou seja, R$ 5,6 milhões de sua renda declarada não transitou por conta corrente, foi em dinheiro vivo. Por que será? Será que “transitou” em malas? Ou talvez, cuecas? O ditado “quem não deve não teme” precisa de outro complementar: “dinheiro limpo transita em conta bancária, o sujo ninguém sabe como”. Este é o Brasil, onde os poderosos são mestres em mutretas, maracutaias e outras formas de tungar o povo honesto e trabalhador! Até quando?
No laudo de exame financeiro da Polícia Federal do sr. José Dirceu de Oliveira e Silva (no. 1742/2015) foi apurada uma pequena (sic) diferença entre a movimentação financeira esperada e a efetiva: R$ 7,08 milhões para R$ 1,449 milhão. Ou seja, R$ 5,6 milhões de sua renda declarada não transitou por conta corrente, foi em dinheiro vivo. Por que será? Será que “transitou” em malas? Ou talvez, cuecas? O ditado “quem não deve não teme” precisa de outro complementar: “dinheiro limpo transita em conta bancária, o sujo ninguém sabe como”. Este é o Brasil, onde os poderosos são mestres em mutretas, maracutaias e outras formas de tungar o povo honesto e trabalhador! Até quando?
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quarta-feira, 8 de julho de 2015
SÓ COM IRONIA
(No Estadão online, quarta feira, 8.07.2015)
Como no Brasil a lavagem de dinheiro público se tornou uma grande indústria (5/7,A1), estamos propondo a formação de sindicato para reunir e regulamentar esse importante (sic) setor de nossa (anti)economia. Pensavamos em chamá-lo de “Lava Jato”, mas este nome já está sendo usado por pessoas mal intencionadas que insistem em denigrir nossa “nobre” profissão. Estamos portanto propondo o nome “Depena o Pato”, e os “nobres” profissionais da área de “depenapatistas”. Como primeiro presidente emérito lançaremos sr. Alberto Youssef e, “doutor honoris causa”, sr. Paulo Maluf, pela firmeza “perobista”em negar ter conta no exterior, apesar de banco suiço ter divulgado cartão de assinatura usado para movimentar polpuda conta com a legível assinatura do mesmo. Lutaremos pela desburocratização dos atuais complexos movimentos financeiros propondo lei que obrigue o trabalhador/contribuinte a depositar 20% de suas receitas, em dolar ou euro, diretamente em nossas contas numeradas em paraísos fiscais. Assim como não há transparência nos valores gastos em cartões corporativos pelo governo, lutaremos para manter total não transparência na movimentação financeira de nossos “nobres” afiliados. Defenderemos ferrenhamente a classe das “falsas” acusações sendo divulgadas pela mídia e por setores do governo como o Ministério Público (MP) e a Polícia Federal (PF). Queremos isonomia com setores como o Jogo do Bicho, que no papel é considerado ilegal, mas que prospera em cada esquina com fézinhas feitas até por oficiais da Justiça (pois ninguém é de ferro e um joguinho não faz mal a ninguém!). Auxiliem nossa causa e escrevam para seus representantes. Apoiem este sindicato. Vamos assumir de vez: somos patos e merecemos ser depenados!
Como no Brasil a lavagem de dinheiro público se tornou uma grande indústria (5/7,A1), estamos propondo a formação de sindicato para reunir e regulamentar esse importante (sic) setor de nossa (anti)economia. Pensavamos em chamá-lo de “Lava Jato”, mas este nome já está sendo usado por pessoas mal intencionadas que insistem em denigrir nossa “nobre” profissão. Estamos portanto propondo o nome “Depena o Pato”, e os “nobres” profissionais da área de “depenapatistas”. Como primeiro presidente emérito lançaremos sr. Alberto Youssef e, “doutor honoris causa”, sr. Paulo Maluf, pela firmeza “perobista”em negar ter conta no exterior, apesar de banco suiço ter divulgado cartão de assinatura usado para movimentar polpuda conta com a legível assinatura do mesmo. Lutaremos pela desburocratização dos atuais complexos movimentos financeiros propondo lei que obrigue o trabalhador/contribuinte a depositar 20% de suas receitas, em dolar ou euro, diretamente em nossas contas numeradas em paraísos fiscais. Assim como não há transparência nos valores gastos em cartões corporativos pelo governo, lutaremos para manter total não transparência na movimentação financeira de nossos “nobres” afiliados. Defenderemos ferrenhamente a classe das “falsas” acusações sendo divulgadas pela mídia e por setores do governo como o Ministério Público (MP) e a Polícia Federal (PF). Queremos isonomia com setores como o Jogo do Bicho, que no papel é considerado ilegal, mas que prospera em cada esquina com fézinhas feitas até por oficiais da Justiça (pois ninguém é de ferro e um joguinho não faz mal a ninguém!). Auxiliem nossa causa e escrevam para seus representantes. Apoiem este sindicato. Vamos assumir de vez: somos patos e merecemos ser depenados!
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sexta-feira, 21 de março de 2014
VAMOS DE MAL A PIOR
(No Estadão online, sábado, 21.03.2014)
"São aloprados", não criminosos. "É recurso não contabilizado", não caixa dois. O presidente declara que "foi atingido com facada nas costas", mas ninguém foi punido. As maiores falcatruas são realizadas no gabinete ao lado, e o presidente de nada sabe nem apura nada. A secretária da Presidência em São Paulo, sra. Rosemary Noronha, viaja sempre ao lado do presidente e é acusada de vender influência. Nada se apura nem se toca um processo de abuso de poder e corrupção. A última vem de nossa "presidenta", que declara que, quando ministra e presidente do Conselho de Administração da Petrobrás, aprovou a compra de refinaria em Pasadena, Texas, EUA, por valor absurdo, com "informações incompletas" e "parecer técnico falho". Quanta irresponsabilidade com nosso dinheiro! Pergunto à "presidenta": se o dinheiro saísse de seu bolso, e não da Petrobrás, de todos os brasileiros, tomaria a mesma decisão? E assim vamos de mal a pior, neste caminho de dilapidação de nosso patrimônio, deixando uma triste e pesadamente negativa herança para as futuras gerações.
"São aloprados", não criminosos. "É recurso não contabilizado", não caixa dois. O presidente declara que "foi atingido com facada nas costas", mas ninguém foi punido. As maiores falcatruas são realizadas no gabinete ao lado, e o presidente de nada sabe nem apura nada. A secretária da Presidência em São Paulo, sra. Rosemary Noronha, viaja sempre ao lado do presidente e é acusada de vender influência. Nada se apura nem se toca um processo de abuso de poder e corrupção. A última vem de nossa "presidenta", que declara que, quando ministra e presidente do Conselho de Administração da Petrobrás, aprovou a compra de refinaria em Pasadena, Texas, EUA, por valor absurdo, com "informações incompletas" e "parecer técnico falho". Quanta irresponsabilidade com nosso dinheiro! Pergunto à "presidenta": se o dinheiro saísse de seu bolso, e não da Petrobrás, de todos os brasileiros, tomaria a mesma decisão? E assim vamos de mal a pior, neste caminho de dilapidação de nosso patrimônio, deixando uma triste e pesadamente negativa herança para as futuras gerações.
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quarta-feira, 4 de dezembro de 2013
O PODER DA ESTRELA
(No Estadão online, quarta-feira, 4.12.2013)
No oeste dos Estados Unidos da América, na época da colonização, as autoridades regionais nomeavam xerifes que portavam uma estrela prateada como sinal de sua autoridade. Aqui, no Brasil, o governo lulopetista faz o mesmo, só que suas muitas “otoridades” portam estrelas vermelhas. Enquanto os xerifes americanos faziam valer a lei e impunham a ordem em benefício do cidadão, os da estrela vermelha, conforme nos diz o sr. A. P. Quartim de Moraes no excelente artigo “0013, licença para ser corrupto” (3/12, A2), são agentes, com apoio oficial, para garantir a hegemonia do PT a qualquer custo, por mais que prejudique e onere quem trabalha e produz honestamente. Infelizmente, acho que nossos “agentes 0013”, além de licença para serem corruptos impunes (defendidos por advogados de alto gabarito, caríssimos – quem será que está pagando suas contas?), têm também uma para mentir, abusar da demagogia, da esperteza e de “flexibilizar” as leis, desde que seja no interesse do partido. Fica bem claro e comprovado o que disse o ex-petista Frei Betto: “O PT trocou um projeto de Brasil por um projeto de poder”. E seus “agentes 0013” são os incumbidos de fazer os fins justificarem os meios. Enquanto isso, na falta de uma oposição que se preze, os brasileiros preocupados com a conta pesada que terá de ser paga por futuras gerações que reclamem por meio do “Estadão”, que ainda tem o poder de ser nossa brilhante estrela guia!
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quinta-feira, 21 de novembro de 2013
CADÊ OS EMBARGOS?
(No Estadão online, quinta-feira, 21.11.2013)
Muito se discutiu, muito se debateu, houve elucubrações exaustivas e longos discursos até o voto de minerva do ministro Celso de Mello: foram admitidos pelos ministros do STF os tais embargos infringentes. O que aconteceu com esses embargos? Todos os réus condenados estão sendo recolhidos para o cumprimento de suas sentenças e nenhum advogado de defesa sequer mencionou essa decisão tão monumental, tão amplamente divulgada e ansiosamente acompanhada por todos. O que houve? O que era infringente virou “detergente”, fez muita espuma e bolhas de sabão e depois desapareceu? Ou será que tomou Doril? Não precisam explicar, só gostaria de entender!
Muito se discutiu, muito se debateu, houve elucubrações exaustivas e longos discursos até o voto de minerva do ministro Celso de Mello: foram admitidos pelos ministros do STF os tais embargos infringentes. O que aconteceu com esses embargos? Todos os réus condenados estão sendo recolhidos para o cumprimento de suas sentenças e nenhum advogado de defesa sequer mencionou essa decisão tão monumental, tão amplamente divulgada e ansiosamente acompanhada por todos. O que houve? O que era infringente virou “detergente”, fez muita espuma e bolhas de sabão e depois desapareceu? Ou será que tomou Doril? Não precisam explicar, só gostaria de entender!
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quarta-feira, 13 de novembro de 2013
A INOCÊNCIA DE DIRCEU
(No Estadão online, quarta-feira, 13.11.2013 e no SP AGORA, editada)
José Dirceu afirmou que "o Brasil sabe de sua inocência". Será que ele se referia ao Brasil que recebe as esmolas do Bolsa Família? Ou será que é o Brasil beneficiado pelo Minha Casa, Minha Vida? Ou será o povão que não lê jornais nem se preocupa com os detalhes do julgamento da Ação Penal 470, mais conhecida como o mensalão? As eminências mais destacadas de nosso Supremo Tribunal Federal (STF) decidiram pela condenação de toda a "máfia", e ele, Dirceu, foi apontado como o líder do grupo. Será que nossas maiores sumidades jurídicas estão erradas, e o resto está certo? Não, Dirceu, a justiça tem de ser aplicada na forma mais contundente possível, especialmente em se tratando de pessoas do alto escalão do governo, responsáveis maiores pela boa e correta aplicação do dinheiro dos suados impostos que todo trabalhador paga. O exemplo deve vir de cima. Chega de impunidade!
José Dirceu afirmou que "o Brasil sabe de sua inocência". Será que ele se referia ao Brasil que recebe as esmolas do Bolsa Família? Ou será que é o Brasil beneficiado pelo Minha Casa, Minha Vida? Ou será o povão que não lê jornais nem se preocupa com os detalhes do julgamento da Ação Penal 470, mais conhecida como o mensalão? As eminências mais destacadas de nosso Supremo Tribunal Federal (STF) decidiram pela condenação de toda a "máfia", e ele, Dirceu, foi apontado como o líder do grupo. Será que nossas maiores sumidades jurídicas estão erradas, e o resto está certo? Não, Dirceu, a justiça tem de ser aplicada na forma mais contundente possível, especialmente em se tratando de pessoas do alto escalão do governo, responsáveis maiores pela boa e correta aplicação do dinheiro dos suados impostos que todo trabalhador paga. O exemplo deve vir de cima. Chega de impunidade!
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quinta-feira, 12 de setembro de 2013
EXAUSTOS ESTAMOS NÓS
(No Estadão, Folha de S.Paulo e O Globo (RJ), quinta-feira, 12.09.2013)
Se o ministro do STF Gilmar Mendes declara que eles "estão exaustos" com o longo julgamento do mensalão, imagine nós, os cidadãos que pagamos toda essa pantomima e sofremos com a indecisão sobre o bem provado desvio de nosso dinheiro para a compra de votos e perpetuação do PT no poder! Os ministros ganham ricamente para o que fazem. Nós, o povo trabalhador, lutamos para sobreviver numa sociedade cada vez mais injusta e onerosa. Só Deus sabe o quanto estamos cansados desse "circo" de indecisões e chicanas!
Se o ministro do STF Gilmar Mendes declara que eles "estão exaustos" com o longo julgamento do mensalão, imagine nós, os cidadãos que pagamos toda essa pantomima e sofremos com a indecisão sobre o bem provado desvio de nosso dinheiro para a compra de votos e perpetuação do PT no poder! Os ministros ganham ricamente para o que fazem. Nós, o povo trabalhador, lutamos para sobreviver numa sociedade cada vez mais injusta e onerosa. Só Deus sabe o quanto estamos cansados desse "circo" de indecisões e chicanas!
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domingo, 16 de junho de 2013
QUANDO, QUANDO
(No Estadão online, domingo, 16.06.2013)
Quando será que os jovens brasileiros vão ter uma boa educação? Quando será que nossos governos vão se preocupar com a formação social, acadêmica e científica do brasileiro em geral? Quando será que nossos políticos terão mais escrúpulos para prometerem o realizável, e, depois, prestarem conta ao cidadão do que estão realizando? Quando será que acordaremos do "berço esplêndido" para enfrentar com coragem nossa triste realidade? Quando será que nossos governantes entenderão que não somos uma monarquia, deixando que os "palácios" sejam transformados em museus e administrando nossa nação de locais mais simples e realistas? Nos EUA, o presidente trabalha na Casa Branca, na Inglaterra o Primeiro Ministro na 10 Downing Street, na Argentina, na Casa Rosada; por que aqui temos tantos palácios - do Planalto, da Alvorada, dos Bandeirantes, etc.? Quando será que valorizaremos a honestidade e puniremos devidamente os que mentem para o povo e o exploram? Enfim, quando será que seremos uma nação séria e digna para competirmos em pé de igualdade com as do Primeiro Mundo? Eis a canção de um brasileiro desanimado: Quando, Quando...
Quando será que os jovens brasileiros vão ter uma boa educação? Quando será que nossos governos vão se preocupar com a formação social, acadêmica e científica do brasileiro em geral? Quando será que nossos políticos terão mais escrúpulos para prometerem o realizável, e, depois, prestarem conta ao cidadão do que estão realizando? Quando será que acordaremos do "berço esplêndido" para enfrentar com coragem nossa triste realidade? Quando será que nossos governantes entenderão que não somos uma monarquia, deixando que os "palácios" sejam transformados em museus e administrando nossa nação de locais mais simples e realistas? Nos EUA, o presidente trabalha na Casa Branca, na Inglaterra o Primeiro Ministro na 10 Downing Street, na Argentina, na Casa Rosada; por que aqui temos tantos palácios - do Planalto, da Alvorada, dos Bandeirantes, etc.? Quando será que valorizaremos a honestidade e puniremos devidamente os que mentem para o povo e o exploram? Enfim, quando será que seremos uma nação séria e digna para competirmos em pé de igualdade com as do Primeiro Mundo? Eis a canção de um brasileiro desanimado: Quando, Quando...
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terça-feira, 30 de abril de 2013
SIMPLISTAS?
(No Estadão e O Globo impressos, terça-feira, 30.04.2013)
O ministro José Eduardo Cardozo declarou em entrevista, que a "criminalidade não tem respostas simplistas". Isso é fácil dizer quando se vive sob a proteção do governo, com equipes de segurança e carros blindados. Nessa redoma oficial não há problema em justificar ideologicamente as razões da crescente criminalidade no País. No dia em que um filho, neto ou ente querido sofrer nas mãos de um criminoso, aí a situação passa a não ser tão "simplista". Sejam complicadas ou simples, o cidadão, atualmente indefeso, que paga pesados impostos exige uma resposta que lhe dê mais segurança para que sua família viva e trabalhe sem maiores riscos. As leis não podem continuar "flexíveis" e brandas por causa de problemas de origem histórica e social. Vivemos no "hoje" e exigimos soluções para o "agora" e o amanhã. O resto é contemporização. Ou sinal de incompetência e irresponsabilidade!
O ministro José Eduardo Cardozo declarou em entrevista, que a "criminalidade não tem respostas simplistas". Isso é fácil dizer quando se vive sob a proteção do governo, com equipes de segurança e carros blindados. Nessa redoma oficial não há problema em justificar ideologicamente as razões da crescente criminalidade no País. No dia em que um filho, neto ou ente querido sofrer nas mãos de um criminoso, aí a situação passa a não ser tão "simplista". Sejam complicadas ou simples, o cidadão, atualmente indefeso, que paga pesados impostos exige uma resposta que lhe dê mais segurança para que sua família viva e trabalhe sem maiores riscos. As leis não podem continuar "flexíveis" e brandas por causa de problemas de origem histórica e social. Vivemos no "hoje" e exigimos soluções para o "agora" e o amanhã. O resto é contemporização. Ou sinal de incompetência e irresponsabilidade!
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quinta-feira, 12 de julho de 2012
O FLAGRADO INFELIZ
(No Estadão online, quinta-feira, 12.07.2012)
O prefeito de Palmas, Raul Filho (PT-TO), coitado, reclama da infelicidade de ter sido filmado durante sua negociação com Carlinhos Cachoeira. É realmente uma injustiça só ele ser filmado! Para evitar tais "injustiças" proponho que elles passem uma lei segundo a qual ninguém possa filmar, gravar ou registrar de nenhuma forma quaisquer negociações entre políticos e empreiteiros, lobistas ou representantes de empresas privadas, sob pena de altas multas e destruição dos meios usados. Para que tal lei não seja tão leonina, poderiam abrir uma exceção para os flagrantes realizados nos dias 29 de fevereiro ou 1.º de abril, desde que o suspeito seja focalizado de frente e esteja sorrindo. Todos os demais casos seriam considerados não justificados e munição de oposicionistas para um "julgamento político", um golpe contra os políticos que estão trabalhando pelo bem de seus bolsos, digo, do povo honesto e trabalhador. Assim, nenhum político poderá ter a "infelicidade" de ser apanhado com a boca na botija. E o contribuinte "que se exploda"!
O prefeito de Palmas, Raul Filho (PT-TO), coitado, reclama da infelicidade de ter sido filmado durante sua negociação com Carlinhos Cachoeira. É realmente uma injustiça só ele ser filmado! Para evitar tais "injustiças" proponho que elles passem uma lei segundo a qual ninguém possa filmar, gravar ou registrar de nenhuma forma quaisquer negociações entre políticos e empreiteiros, lobistas ou representantes de empresas privadas, sob pena de altas multas e destruição dos meios usados. Para que tal lei não seja tão leonina, poderiam abrir uma exceção para os flagrantes realizados nos dias 29 de fevereiro ou 1.º de abril, desde que o suspeito seja focalizado de frente e esteja sorrindo. Todos os demais casos seriam considerados não justificados e munição de oposicionistas para um "julgamento político", um golpe contra os políticos que estão trabalhando pelo bem de seus bolsos, digo, do povo honesto e trabalhador. Assim, nenhum político poderá ter a "infelicidade" de ser apanhado com a boca na botija. E o contribuinte "que se exploda"!
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